NOTÍCIA
Notícia
Destaque
Liderança do Governo - Deputado Luiz Claudio Romanelli (pmdb)
10h15
por Casemiro Linarth/Zé Beto Maciel/Daniel Abreu / h2foz@hotmail.com – contato@luizromanelli.com.br – daniel@luizromanelli.com.br / (41)9241-2401/(41)3350
4 min de leitura
800 visualizações
Deputados de diversos partidos contestaram nesta quarta-feira (4) a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que acatou liminar e determinou pela manhã a retirada de Maurício Requião do cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Paraná (TC) por afronta à Súmula Vinculante nº 13. Ainda cabe recurso no STF e os deputados ainda questionaram a falta de comunicação à defesa“Não podemos aceitar que a Assembleia tenha cometido alguma ilegalidade no processo de escolha do conselheiro Maurício Requião. A votação foi transmitida pela TV Sinal, assim como foi transmitido o debate sobre os candidatos a conselheiro, que ocorreu em diversas sessões. Mais de três quartos dos deputados votaram pela nomeação de Maurício Requião para o TC”, disse o líder do Governo, Luiz Claudio Romanelli (PMDB).VIDA PÚBLICA - Romanelli disse que Maurício Requião foi inscrito como candidato à conselheiro por sua vida pública e por sua qualificação pessoal e teve o respaldo político da bancada do PMDB, com o apoio do PT. “Não estamos brincando de democracia, na Assembleia. Fizemos tudo o que, legalmente, devia ser feito. Foi seguido o regulamento, foram cumpridos os prazos e todos os candidatos foram sabatinados. O debate foi franco e a oposição fez discursos violentos contra a nomeação. Depois de todo esse processo, Maurício Requião foi escolhido quase por unanimidade”, disse.Segundo Romanelli, Maurício Requião continuará sendo conselheiro, e a decisão do STF logo será anulada. O deputado observou que a Súmula Vinculante no 13 foi editada pelo STF depois da escolha feita pela Assembleia e não tem eficácia em relação à nomeação de Maurício Requião para o Tribunal de Contas.AUTONOMIA - O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Nelson Justus (DEM), afirmou que a decisão do STF fere a autonomia do legislativo paranaense. Justus foi o autor da proposição, votada pelos parlamentares, que instituiu o voto aberto na Assembleia. “Vou defender sempre o voto aberto, que é uma conquista da cidadania paranaense”. Segundo Justus, a Assembleia cumpriu rigorosamente todos os trâmites legais exigidos para a votação para conselheiro do TC e cumpriu os todos os prazos que a lei estabelece.O deputado Caíto Quintana (PMDB) ressaltou que os temas constantes na liminar do STF se referem à Assembleia Legislativa e não ao Governo do Estado. “Foi o plenário desta Casa que indicou o nome de Maurício Requião e o governador apenas formalizou a indicação do legislativo, pois a Assembleia Legislativa é o órgão ao qual o Tribunal de Contas está vinculado”, explicou. Quintana discordou dos argumentos apresentados no julgamento do STF.DESGASTE - Para o deputado Jocelito Canto (PTB), a decisão do STF não foi contra o conselheiro Maurício Requião, nem contra o governador Roberto Requião. Foi contra a Assembleia Legislativa, ao dizer que foi o legislativo que errou, não deu prazos e adotou voto aberto. “Hoje há um clamor pela transparência dos órgãos públicos, e agora o STF vem afirmar que a votação para conselheiro do TC não poderia ser aberta, e, portanto, não poderia ser transparente”, observou. Jocelito Canto declarou que acompanha as votações no Tribunal de Contas e tem visto o conselheiro Maurício Requião tomar o maior cuidado em não tomar parte em votações relativas ao governo do Estado do Paraná, por ter participado desse governo.Canto afirmou que a única finalidade da ação contra Maurício Requião é desgastar o Governo. Segundo ele, quem propôs a ação contra a liminar que manteve a nomeação de Maurício para o cargo de conselheiro do TC foi o escritório de advogados que defendia os interesses do governo anterior. “O mesmo escritório que entrou com a ação ajudou a colocar o cunhado do ex-governador Jaime Lerner, Henrique Naigeboren, no Tribunal de Contas. Foi indicado por esta Assembléia e não houve ação popular. Ele foi nomeado e cumpriu o seu papel”, ressaltou.Para o deputado Tadeu Veneri (PT), a votação na Assembleia não infringiu nenhuma das exigências legais relativas à votação para a nomeação de conselheiro do Tribunal de Contas, enquanto para o deputado Augustinho Zucchi (PDT), o processo de escolha do conselheiro foi democrático e aberto.
Notícias Relacionadas
17:44
Confira um resumo das principais notícias da Assembleia Legislativa no Boletim Assembleia
Leia mais
16:59
Lei estadual reconhece o trabalho dos capelães no Paraná
Celebrado em 21 de junho, o Dia do Capelão passou a integrar o calendário oficial do Estado por iniciativa do deputado estadual Gilson de Souza (PL), valorizando homens e mulheres que levam fé, escuta e esperança a quem mais precisa.
Leia mais
16:43
Audiência pública debaterá projeto que permite comercialização de bebidas com maior teor alcoólico em eventos esportivos
Deputado Paulo Gomes (PL), presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, quer ouvir população, comerciantes e autoridades da segurança pública.
Leia mais
14:41
Semana na Assembleia amplia foco sobre sustentabilidade dos oceanos, saúde e oferta de bebidas em estádios de futebol
Treze projetos estão na pauta das duas sessões plenárias, uma ordinária e outra extraordinária, da próxima segunda-feira (22).
Leia mais