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Liderança do Pt-pr
15h37
por Laura Sica / 41 3350-4157 - 9985-6667
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Foram tratadas situações como a desta quarta-feira, em que houve um tiroteio numa tentativa de assalto a um carro forte, em CuritibaO Sindicato dos Bancários de Curitiba e região e a Liderança do PT na Assembléia Legislativa promoveram nesta quarta-feira, dia 07, uma audiência pública sobre segurança bancária. O objetivo do encontro foi dar visibilidade à falta de segurança para clientes e funcionários de agencia bancárias e ao aumento de assaltos com vítimas. São situações como a desta quarta-feira, em que houve um tiroteio numa tentativa de assalto a um carro forte, em frente ao Hospital Pequeno Príncipe, no mesmo horário da audiência. Segundo a Polícia Civil, só no primeiro trimestre deste ano, houve 41 assaltos a clientes que saíram dos bancos, 5 a caixas-automáticos e 6 roubos às agências bancárias em Curitiba e região metropolitana. As autoridades presentes no encontro são unânimes em afirmar que faltam investimentos dos banqueiros na segurança das agências, como a instalação de portas giratórias, câmeras de vigilância fora e dentro das agências, dois vigilantes para proteger a entrada do banco, além de uma cartilha instrutiva para ensinar o cliente a ter uma postura defensiva.. Outra medida de segurança seria o local próprio em agências e postos avançados para o embarque e desembarque de carros fortes, proposta que já foi aprovada em Minas Gerais. E também a atualização da lei da segurança bancária, de 1983, que para especialistas, está defasada. “Os bancos têm lucros de bilhões e devem proteger seus clientes e funcionários”, avaliou o líder do PT, e membro da Comissão de Segurança Pública da Assembléia, deputado Professor Luizão.Para a presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, Marisa Stédile, a discussão sobre a falta de segurança bancária não pode ficar restrita ao debate dos sindicalistas, mas deve estar no centro das discussões parlamentares e da sociedade. Marisa chama atenção que pouca coisa avançou desde o III Seminário Nacional de Segurança Bancária realizado há um ano. “As 25 reivindicações pontuadas em uma carta para a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e autoridades não foram cumpridas. Os banqueiros não colocam a vida do cliente em primeiro lugar. Em primeiro lugar vêm os lucros”, afirmou. Luís Carlos de Oliveira, delegado da delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba compartilha da mesma opinião. Para ele, os bancos só irão investir em segurança quando houve um clamor social e uma cobrança da mídia. “O ladrão, sabe que quando uma agência não tem monitoramento de câmeras de vigilância, ele dificilmente será apanhado. O ladrão está mais preparado do que o banco que só pensa do lucro”, avaliou.João Soares, presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região Metropolitana falou sobre o aumento de assaltos e casos emblemáticos, como o assassinato da pró-reitora da UFPR, Maria Benigna Martinelli de Oliveira, morta quando chegava em casa, depois de ser perseguida por maginais na saída de uma agência bancária. O assalto a uma agência do Banco Real localizada dentro do Hospital Vita, em Curitiba. E o ataque ao Banco do Brasil do bairro de Santa Quitéria, que culminou com feridos e uma morte. “Tem agência que a porte da frente é feita de madeira, é um absurdo. É muito fácil para o ladrão. Nenhuma agência do Banco Itaú, em Curitiba, tem câmera de vigilância”.Para o delegado de Araucária, Rubens Recalcatti, é necessário que os clientes do bancos sejam orientado e que tenham posição defensiva na hora de fazer um saque em uma caixa eletrônico. Já o presidente do Sindicato das Empresas Prestadoras de Segurança Privada do Paraná, Jéferson Furlan Nazário, é importante que haja um treinamento especifico para os vigilantes. “No mínimo dois vigilantes têm que estar nas agências, até para que se respeite os horários de almoço do profissional”, destacou.Soluções- Bancário por 31 anos, o deputado estadual Tadeu Veneri(PT) é autor de uma lei que torna obrigatória a instalação de porta eletrônica de segurança individualizada, em todos os acessos destinados ao público nas agências de Correio com banco postal e Centros de Distribuição Domiciliar. A proposta prevê que a porta de segurança deve ser equipada com detector de metais, travamento e retorno automático, abertura ou janela para entrega ao vigilante, do metal detectado e vidros laminados e resistentes ao impacto de projéteis oriundos de arma de fogo, até calibre 45. “Quando os bancos não tinhas lucro também não se preocupavam com a segurança do cidadão. Aqueles que devem fazer a segurança são extremamente resistente a isso”, protestou Veneri. Participaram ainda da audiência pública o deputado estadual e membro da Comissão de Segurança da Assembléia Legislativa Reni Pereira(PSB); o superintendente da Polícia Federal no Paraná, Delci Carlos Teixeira, o delegado-chefe do Centro de Operações Policiais Especiais(Cope), Miguel Stadler; o secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, Carlos Cordeiro; o representante do comando da Polícia Militar, Major Arildo Luis; o presidente da União Estadual dos Conselhos Comunitários de Segurança do Paraná, Sérgio Skiba; o presidente da CUT-PR, Roni Barbosa; oPresidente da Federação dos Bancários da Cut, Roberto Von der Osten, entre outros participantes
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