Movimento negro requisita mais políticas de proteção à população negra
Clemilda Santiago Neto, secretária-geral da Frente Política Negra do Estado do Paraná e secretária da Negritude Socialista Brasileira do PSB do Paraná usou a Tribuna da Assembleia Legislativa no começo da sessão plenária desta segunda-feira (14), no horário do Grande Expediente. Convidada pelo deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB), ela considera a presença no Poder Legislativo uma forma de ser ouvida para que, dessa participação, surjam mais e mais políticas públicas e isso se reverta em prioridades para a população negra no Brasil.
(Sonora)
Ao lado de Eliza Ferreira da Silva, secretária administrativa e financeira da Frente Política Negra do Estado do Paraná e secretária estadual do Movimento Negro do PDT Paraná; Maria Joana da Silva, secretária de Mulheres Negras da Frente Política Negra do Estado do Paraná e secretária estadual de Combate ao Racismo do PT-PR e de Diego Carvalho, secretário da Diversidade Negra da Frente Política Negra do Estado do Paraná e membro do Pleno Estadual do PCdoB do Paraná, Clemilda apresentou dados e questões que afligem o dia a dia das entidades que eles representam. Por exemplo, o fato de que o risco de um jovem negro morrer no Brasil é 2,5 vezes maior que um não negro; que o índice de feminicídio e de morte materna entre as mulheres negras é infinitamente superior ao das não negras e, ainda, que mais de 60% da população negra no Brasil não têm acesso à rede de esgoto e que, apesar de 34% dos brasileiros terem se declarado pretos ou pardos no censo de 2018 do IBGE, poucos ocupam cargos de liderança e o pior: quinze negros são mortos por dia no Brasil, o que Clemilda atribui ao racismo estrutural presente no país.
Para o deputado Romanelli, dar visibilidade ao tema repetidas vezes é o caminho para a mudança. E o parlamentar acredita que os partidos políticos devem se envolver na causa e criar grupos para debates dentro das siglas.
(Sobe som Romanelli)
Diego, Maria Joana e Eliza também fizeram questão de reafirmar: casos como o do congolês Moise e do repositor Durval Teófilo, morto por um vizinho não são apenas estatísticas.
(Sobe som))
(Sobe som vinheta)
Ao longo da sessão desta segunda, os deputados aprovaram sete proposições, entre eles, em segundo turno, a proposta do deputado Galo (PODE), que garante que gestantes surdas tenham todas as condições de se comunicar com a equipe de enfermeiros e médicos na hora do parto. Ela prevê o direito das mulheres serem acompanhadas por intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). E que isso ocorra nos períodos de pré-parto, durante e também no pós-parto nas unidades de saúde da rede pública, como explica o deputado.
(Sonora)
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