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Livro Mostra o Paraná Como Cenário Para a Revolta dos Tenentes, Em 1924
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O jornalista Milton Ivan Heller lança na Assembléia Legislativa, no próximo dia 18, às 17h, “De Catanduvas ao Oiapoque”, seu mais recente livro, que relata a tragédia dos revoltosos de 1924 e da Coluna Prestes no Paraná. A revolta aconteceu na crista do Movimento Tenentista que teve início em 1922 nas areias de Copacabana e prosseguiu dois anos depois, em São Paulo, com o segundo “5 de julho”, sob o comando do general Isidoro Dias Lopes. O livro, escrito a partir de ampla pesquisa histórica, conta que o governo mobilizou efetivos de vários estados e lançou sobre os rebeldes, que haviam tomado o Palácio do Governo, todo o equipamento bélico disponível. O aparato incluía canhões e ataques aéreos, que provocaram muitos estragos na capital paulista e a morte de civis que não puderam escapar dos tiros entre as forças em combate. Derrotados, os revolucionários refluíram em direção a Foz do Iguaçu e, nos primeiros combates, em que foram vitoriosos, tomaram de assalto uma área de mais de três mil quilômetros quadrados. Ali, como turistas em férias, segundo as denúncias posteriores de alguns oficiais, os revolucionários permaneceram à espera da Coluna Gaúcha, liderada pelo capitão Luís Carlos Prestes. Houve uma grande concentração de tropas de ambos os lados em Catanduvas, na chamada estrada estratégica entre Guarapuava e Foz do Iguaçu. Ali foram realizados combates durante vários meses, resultando em consideráveis baixas de ambos os lados.Bombardeados dia e noite, 407 rebeldes foram obrigados a se render, pois não dispunham mais de munição, nem água e comida. Quase todos em precárias condições de saúde foram conduzidos sob guarda de homens armados em uma marcha de mais de 100 km até Irati, onde já existia a conexão com o trem de União da Vitória e ali colocados em vagões de transporte de gado. De lá, forame levados a Paranaguá em um navio com destino ao Oiapoque, nas proximidades da Guiana Francesa, onde existia um presídio militar. Lá, foram deixados para morrer, infectados pela malária e outras doenças, sem nenhuma assistência médica. “Apenas sete sobreviveram a este calvário, chegando ao Rio de Janeiro como verdadeiras múmias e morrendo dias depois”, conta Milton Ivan.O jornalista relata que os fatos levantaram uma onda de indignação contra o governo Artur Bernardes, que mantinha um “campo de concentração” em local insalubre e distante da civilização, num flagrante desrespeito às determinações do Supremo Tribunal Federal que, de um lado concedia habeas corpus e de outro exigia um tratamento humanitário dos vencidos.“Foi uma página vergonhosa de nossa história e o martírio inútil dos tenentes acabou sendo o fermento da revolução de 1930 que levou Getúlio Vargas ao poder, derrotando a República velha e iniciando a modernização e o desenvolvimento do país”, afirma Milton Ivan.
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