“Lugar de Criança e adolescente é no Orçamento do Estado”, diz procurador na Alep
Dr. Olympio elogiou o papel da Assembleia Legislativa, destacando legislações aprovadas na Casa em favor dos direitos da criança e adolescência e também o trabalho da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente, do Idoso e da Pessoa com Deficiência (CRIAI), presidida pelo deputado Cobra Repórter (PSD). E aproveitou para pedir o apoio dos parlamentares para colocar a causa e se certificarem de que ela está no Orçamento do estado.
(sonora)
O procurador, que ajudou na elaboração do Estatuto da Criança e da Adolescência (ECA), em vigor desde 1990, que visa garantir a proteção integral à criança e ao adolescente brasileiros, aproveitou para citar a regra constitucional que deu os mesmos direitos dos filhos naturais aos filhos adotados, a criação da Comissão Judiciária no Paraná que deu o livre acesso da justiça estadual ao Cadastro Nacional de Adoção, o que na opinião de Dr. Olympio, representou um avanço, já que mais adoções puderam ser efetivadas, com dados cruzados de famílias que queriam adotar e crianças e adolescentes disponíveis.
(Sonora)
Para dr. Olympio, a falta de recursos materiais não pode ser condição para que as instituições tirem os filhos das famílias, a chamada destituição do pátrio poder. Por isso, destacou que outro avanço na legislação foi a mudança nessa regra, deixando como reflexão aos deputados: “Toda criança e adolescente tem o direito de ser criado em sua família de origem. Caso essa família não tenha condições, ela deverá contar com a ajuda do Estado”. E cobrou agilidade da justiça, que ele representa, para que as crianças e adolescentes permaneçam o menor tempo possível nos abrigos. A família é o melhor ambiente para a criança e o adolescente permanecerem.
Segundo dados do Conselho Nacional de Adoção (CNA), são 9.410 crianças e adolescentes em casas de acolhimento espalhadas pelo Brasil aptas para adoção e 999 no Paraná. O Paraná é o 4º estado com mais crianças e adolescentes para adoção; só fica atrás de São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Das 999 crianças e adolescentes, cerca de 40% têm mais de 12 anos segundo o Ministério Público. Em Curitiba, são 497 crianças e adolescentes acolhidos nas 22 casas abrigo da capital. Destas, 123 meninos e 110 meninas já ultrapassaram os 12 anos.
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