Moradores de Rio Branco do Sul negam que tenham furado fila da vacinação contra a Covid
Quatro pessoas suspeitas de terem furado a fila de vacinação contra a Covid-19 em Rio Branco do Sul, Região Metropolitana de Curitiba, foram ouvidas, por videoconferência, pelos deputados que integram a Comissão Especial de Investigação da Assembleia Legislativa do Paraná na manhã desta terça-feira (11). Esta foi a primeira oitiva do grupo, que foi formado para apurar supostas fraudes de vacinação contra a Covid-19 no Paraná e que é coordenado pelo deputado Delegado Francischini (PSL). Ele diz que como resultado do trabalho, pretende apresentar uma proposta legislativa para minimizar os casos de fura-filas no estado.
(Sonora)
A dona de uma clínica odontológica, os pais dela, e uma ex-funcionária de um laboratório negaram que tenham furado a fila da vacinação do município, ao longo da reunião. Apesar de não comprovarem vínculos empregatícios com as empresas, justificaram que prestaram ou prestam serviços nos locais.
Já a dona de uma outra clínica também de odontologia, não compareceu. Por lá, a denúncia é de que um menor, de 17 anos, estagiário no local, teria sido imunizado. Todos negaram que tenham agido de má fé e se disseram constrangidos com a situação.
A prefeita de Rio Branco do Sul Karime Fayad e o secretário de Saúde do município, Rafaele Corradi Tozzo, também foram ouvidos pelos deputados Francischini, Arilson Chioratto (PT) e Nelson Justus (DEM). Disseram que, tão logo souberam das suspeitas, fizeram diligências até às clínicas e ao laboratório, e não encontraram nenhum dos imunizados, por isso, a prefeita encaminhou à Promotoria de Justiça um relatório contendo os nomes das pessoas que teriam infringido as regras.
Karime Fayad explicou que não existe um plano municipal de vacinação. Por isso, o município seguiu o plano estadual de imunização.
O secretário de Saúde disse que, no mês de janeiro, já era de conhecimento de todos a Nota Técnica emitida pela Regional de Saúde que previa a imunização de funcionários e prestadores de serviço de clínicas. E que isso poderia ser estendido aos funcionários do setor administrativo. E alegou que a responsabilidade de fornecer os dados corretos foi de quem atua na empresa da área da saúde.
(Além dos três parlamentares, os deputados Hussein Bakri (PSD), Tiago Amaral (PSB), Michele Caputo (PSDB), e Delegado Jacovós (PL) são titulares da Comissão, que tem como suplentes os deputados suplentes são Emerson Bacil (PSL), Artagão Junior (PSB), Paulo Litro (PSDB), Tadeu Veneri (PT), Anibelli Neto (MDB) e Galo (PODE).
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