PEC prevê licenças maternidade e paternidade a parlamentares
Deputados e deputadas poderão ter os mesmos direitos já assegurados hoje aos servidores públicos, em razão do nascimento ou da adoção de filho.
Apesar de garantido na Constituição da República o direito ao benefício a todos os trabalhadores, a omissão do tema na Constituição Estadual é um obstáculo para a concessão do período de afastamento das atividades profissionais para os legisladores estaduais. Além da licença constitucional de 120 dias, as empresas que aderem ao Programa Empresa Cidadã podem ampliar o benefício por mais 60 dias mediante concessão de incentivo fiscal.
Pela proposta apresentada, as mães deputadas passarão a ter o direito à licença de 180 dias corridos a partir da 36ª semana de gestação, do parto ou ainda da formalização da adoção. Já os deputados pais poderão usufruir de oito dias de afastamento. O texto ainda prevê a convocação de suplente, caso a licença da deputada seja superior a 120 dias.
A PEC precisa passar pela avaliação da Comissão de Constituição e Justiça antes de ser publicada em Diário Oficial. A partir de então é formada uma Comissão Especial para emissão de parecer sobre a proposta. Só então o texto segue para votação em Plenário, onde precisa obter no mínimo 33 votos favoráveis para ser aprovada.
Notícias Relacionadas
Audiência pública debate PEC da Reparação e políticas de fomento à igualdade racial no Paraná
Evento na Assembleia reuniu representantes dos governos federal, estadual e municipal, além de movimentos sociais, para discutir a implementação de mecanismos de reparação histórica à população negra.
Leia mais
Deputada Cristina Silvestri (PP) propõe ampliação da licença-paternidade no Paraná; PEC tem apoio de 24 parlamentares
Leia mais
Seminário debate PEC federal que altera regime de trabalho de servidores públicos
Aprovado nas comissões, texto está pronto para ser apreciado em plenário pelos deputados federais.
Leia mais
PEC da Anistia: em discurso no Plenário, deputado Renato Freitas (PT) afirma que proposta é um ataque contra mulheres e população negra
A PEC 9, que tramita na Câmara dos Deputados, anula punições para os partidos que não cumpriram as cotas de candidaturas femininas, pretas e pardas. Dos 33 partidos que participaram das eleições do ano passado, apenas dois cumpriram a legislação.
Leia mais