Plano Estadual de Cultivos Florestais é apresentado em audiência pública
Liderado pelo deputado Claudio Palozi (PSC), O Bloco Parlamentar Agropecuário da Assembleia Legislativa promoveu, na manhã desta terça-feira (5), uma audiência pública no Plenarinho para debater o tema: “Políticas Públicas – Cultivos Florestais”. O presidente da Assembleia legislativa, deputado Ademar Traiano (PSDB) abriu a audiência, lembrando a importância do trabalho dos Blocos, Frentes e das Comissões da Casa para aproximar a população do Poder Legislativo.
(Sobe som)
Há cerca de dois meses uma comissão formada por representantes do Governo, como Secretaria da Agricultura e da iniciativa privada, como associações de empresários do setor florestal, começou a elaborar um relatório sobre a situação da cadeia produtiva da madeira no Paraná, desafios e as soluções para se chegar ao Plano Estadual de Cultivos Florestais. O engenheiro agrônomo da Emater, Amauri Ferreira Pinto, que é o coordenador estadual de Cultivos Florestais da instituição, fez a apresentação do trabalho que foi minucioso. E uma das conclusões foi que, para aumentar a área plantada de florestas para extração da madeira com sustentabilidade, será necessário uma integração com outras áreas, como a agricultura por exemplo, além de regionalizar a cadeia produtiva e criar leis para trazer para a responsabilidade do Estado a implantação das políticas públicas para o setor e a fiscalização, ressaltou Amauri.
(Sobe som)
O Paraná é um dos poucos estados que têm um setor florestal completo: com florestas de pinos e eucaliptos, os dois gêneros mais plantados do país. E tem toda a indústria de conversão da madeira: serraria, celulose, empresas de chapas e de energia. E as empresas estão cada vez mais investindo aqui e as que estão aqui querem crescer. Por isso, Carlos José Mendes, presidente da Associação Paranaenses das Empresas de Base Florestal (APRE), diz que a iniciativa de colocar o plano em prática, vai contribuir para incrementar ainda mais esse setor e levar as indústrias do setor para novas regiões.
(Sonora)
O Plano já está na internet e os colaboradores estão aceitando sugestões. Mas é preciso levar em conta o principal princípio: a sustentabilidade. E com enfoque para a descentralização e regionalização da cadeia produtiva. Lá estão apontadas as maiores demandas da cadeia produtiva do setor florestal, como o déficit de madeira para energia em algumas regiões do Paraná. O estado tem 1,2 milhões de hectares de floresta plantada. Isso representa 8% da área do estado. O problema é que há uma espécie de buraco entre produção e consumo. A demanda atual é de 10%. E para se alavancar, a sugestão do grupo é que o setor passe a gerar renda para o agricultor para que ele seja estimulado a adotar o mesmo procedimento que utiliza para o plantio de soja, com o plantio da madeira e ocupar as áreas hoje degradadas no estado. Pois esse, na opinião do deputado Cláudio Palozi, é o maior dos desafios.
(Sonora)
Mas todas as iniciativas dependem de políticas públicas. E o Governo, por meio do Instituto de Florestas quer ser um parceiro da Assembleia, na elaboração de leis para manter o Paraná como referência no setor e para tornar o Plano viável. Benno Henrique Weigert (waighert Detzer) Doetzer, diretor-presidente do Instituto de Florestas, mostrou, durante a audiência, as políticas institucionais da autarquia e disse que é preciso criar leis para, por exemplo, se constituir um conselho estadual de florestas e também alterar leis já existentes que limitam o trabalho do setor florestal.
(Sonora)
Da Assembleia Legislativa do Paraná, repórter Cláudia Ribeiro.
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