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Presidente da Ferroeste Diz que Sistema de Transporte Encarece Preço da Soja
Roberto José da Silva
Fonte: DIVULGAÇÃO/ALEP
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Distribuído em 14/12/2005Jornalista: Roberto José da SilvaPRESIDENTE DA FERROESTE DIZ QUE SISTEMADE TRANSPORTE ENCARECE PREÇO DA SOJAO deputado José Maria Ferreira (PMDB) abriu nesta quarta-feira (13) o segundo dia do Seminário de Integração do Corredor de Paranaguá, no Plenarinho da Assembléia Legislativa do Paraná. “Precisamos ser os agentes transformadores da situação dos transportes”, afirmou.Há muito que fazer. O diretor-presidente da Ferroeste, engenheiro Martin Roeder afirmou em sua palestra que o grande problema dos transportes no país é que se constroem rodovias, ferrovias, enfim, qualquer tipo de via sem se pensar num sistema integrado. “Fizeram e fazem apenas para ligar comunidades”, afirmou. “A hora de se começar a pensar nisso, é agora. O Brasil precisa viabilizar o escoamento de suas produções, para abastecer o mercado internacional. Sem um sistema integrado, isso é impossível”, afirmou.Exemplo: a soja paranaense é uma das melhores do mundo, fruto de alta tecnologia. Na porteira do produtor ela tem um custo muito mais baixo do que a produzida nos Estados Unidos. No trajeto entre a fazenda e o porto ela já bate o preço da produzida no hemisfério norte, por causa do transporte. Depois, o preço sobe mais ainda no porto. “Aí, o mercado não perdoa”, conclui Roeder.Segundo o coordenador do seminário, o engenheiro Paulo Augusto Vivacqua, o sistema de transporte tem que ser encarado como um dos mais complexos. “Mais ainda do que aqueles que levam foguetes para o espaço”, comparou. “No Brasil, no entanto, não existe este pensamento, por isso temos exemplos como o da soja produzida em Sinop, no Mato Grosso, ser exportada pelo porto do Rio Grande do Sul, a 3 mil quilômetros de distância”.Roeder lembrou também o caso da aquisição de alguns dormentes de madeira para a Ferroeste (a maioria é de concreto). Ao saber que a madeira vinha do Norte do país, por rodovia, ficou imaginando o motorista jogando notas de dólares pela janela durante todo o percurso. “Se não fosse o desperdício absurdo de combustível, há muito tempo o Brasil já estaria exportando petróleo”, garante.Mudanças, contudo, acontecem. No Espírito Santo, por exemplo, havia uma malha ferroviária de 1.800 quilômetros sem ser aproveitada devido, principalmente, por vários setores poderosos que tinham interesses que seriam afetados com a ativação do sistema. “Tivemos de ir atrás de apoios de vários governadores, 130 deputados federais, mais os estaduais e, assim, conseguimos trazer os representantes destes segmentos “ocultos” para a mesa de negociação”, conta o engenheiro Vivacqua, que comandou a implantação do sistema. “O resultado veio em pouco tempo. Hoje, o porto de Vitória é o segundo maior exportador de grãos do País”, informa.O coordenador do seminário diz que está bastante otimista quanto às perspectivas abertas na terça-feira no primeiro dia dos trabalhos. “Temos apoio do Governo do Paraná, da Assembléia Legislativa e do Ministério da Agricultura. Se as bancadas ruralista e do agrobusines forem acionadas e se unirem em torno do objetivo de melhorar o sistema de transporte, o futuro será bem promissor para todos”, garante Vivacqua.
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