Professores das universidades estaduais pedem apoio dos deputados para o diálogo com o Governo do Estado
Representantes do ensino público superior estadual participaram da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) na tarde desta segunda-feira (21), para pedir apoio no enfrentamento ao que eles classificaram como uma crise no sistema de ensino gratuito oferecido pelas universidades paranaenses. A manifestação dos professores atendeu a proposição do deputado Péricles de Mello (PT), que convidou o reitor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Mauro Luciano Baesso, e o presidente do Sindicato dos Docentes da Unioeste, Luiz Fernando Reis, para exporem a situação das suas instituições.
A principal reivindicação dos professores foi o diálogo com setores do Governo do Estado para o estímulo a programas de extensão e pesquisa contínua para os docentes. “Não há universidade de qualidade no mundo que funcione com professores que ganham por hora/aula e trabalham em outro local. Professor quando assume a carreira universitária precisa de dedicação exclusiva, viver além da sala de aula”, afirmou o reitor da UEM. A referência do professor é à possibilidade de mudanças no sistema de gerenciamento da folha de pagamento das instituições de ensino superior. A avaliação que ele faz é de que pode haver impacto nos pagamentos por tempo integral e dedicação exclusiva.
Para o presidente do Sindicato dos Docentes da Unioeste, a proposta é restabelecer o diálogo com setores do governo contando com o apoio da Assembleia, “principalmente do líder do Governo”, afirmou Luiz Fernando Reis. “No caso da UEL, UEM e Unioeste há um bloqueio de recursos e estas universidades poderão suspender suas atividades por falta de custeio, porque o governo não fez o repasse”, explicou. Ele também destacou que as universidades, por seu turno, estão abertas para dar todas as informações a respeito dos gastos com pessoal com seus corpos docentes.
Segundo Péricles de Mello, as reivindicações das universidades estaduais dão conta da falta de regulamentação do tempo integral e dedicação exclusiva (TIDE), do corte de repasses de recursos às instituições e da autonomia delas. “É um debate complexo e profundo que deve ser travado”, afirmou. “O Paraná tem sete intuições de ensino superior que participam ativamente do desenvolvimento regional e local, são os símbolos mais caros da sociedade paranaense e nós não podemos aceitar o desprestígio de que têm sido alvo”, disse Péricles.
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