Projeto que cria a bancada feminina começa a tramitar na Assembleia Legislativa
Além da possibilidade de votarem de forma conjunta, proposta garante às deputadas representação na Mesa Diretora, independentemente de partido político ou participação em outras bancadas.
As deputadas estaduais protocolaram, na segunda-feira (21), o projeto de resolução 5/2022, que altera o Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Paraná e propõe a criação da bancada feminina no Legislativo paranaense. O objetivo é garantir às parlamentares um instrumento formal para a defesa de posicionamentos conjuntos na Casa.
“A instalação da bancada feminina é um passo importante para termos mais voz e participação em posições de liderança”, defende a deputada estadual Cristina Silvestri (CDN), procuradora especial da mulher na Assembleia Legislativa.
Se o projeto for aprovado, além dos votos conjuntos, as deputadas terão mais poder administrativo. Elas poderão, por exemplo, indicar membros para as Comissões da Casa e participar do Colégio de Líderes, órgão consultivo da Assembleia integrado por todas as lideranças de partidos e blocos parlamentares. O Colégio de Líderes pode ser convocado pelo presidente da Assembleia para discutir matérias em tramitação, por exemplo.
A proposta também determina que as deputadas tenham pelo menos 30% de participação da Mesa Diretora, que é composta por nove integrantes – presidente, primeiro, segundo e terceiro vice-presidentes, além de cinco secretários.
Conforme o projeto de resolução, a bancada feminina terá a participação de todas as deputadas da Casa, independentemente de partido político ou de participação em outras bancadas. Caso a proposta seja aprovada, será a primeira liderança suprapartidária da Assembleia.
O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB), primeiro secretário da Assembleia, considera fundamental a criação da Bancada Feminina na Assembleia Legislativa e apoia a iniciativa que cria um fórum para debater questões de gênero e de valorização da mulher. Nesta quinta-feira (24), Romanelli apresentou requerimento para ser co-autor do projeto de resolução.
“Esta iniciativa é mais um estímulo à participação da mulher na política e reforça o debate sobre igualdade e sobre políticas públicas voltadas à mulher. A formação da bancada empodera as deputadas e certamente trará mais luz às questões que afetam o universo feminino dentro da Assembleia. É um contraponto muito necessário e positivo num ambiente dominado pelos homens”, afirmou Romanelli.
Além de Cristina Silvestri, a proposta é assinada pelas outras quatro parlamentares desta legislatura: Cantora Mara Lima (PSC), Mabel Canto (PSC), Maria Victória (PP) e Luciana Rafagnin (PT). A proposta tem o apoio dos deputados Anibelli Neto (MDB), Arilson Chiorato (PT), Boca Aberta Junior (PROS), Goura (PDT) e Professor Lemos (PT).
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