Projeto que prevê aumento real no Salário Mínimo Regional é aprovado em 2º turno
O projeto de lei que trata do aumento real do salário mínimo regional em 2023 foi aprovado em segundo turno de votação na sessão plenária ordinária desta terça-feira (13). A proposta determina que os pisos salariais deverão ser reajustados anualmente, sendo aplicados para o período de 1° de janeiro a 31 de dezembro de cada ano e estabelece para o ano que vem um valor que vai de R$ 1.804,30 na menor faixa e R$ 2.071,72 na maior. Valor bem acima do salário mínimo pago no país, que, após a reposição, em 2023, passará a ser de pouco mais de 1300 reais. A matéria recebeu uma emenda de plenário que reforça, entre outros pontos, que toda a discussão em torno do tema tenha a participação e consenso entre representantes dos trabalhadores, dos patrões, e do governo.
O Salário Mínimo Regional é uma referência para a negociação das categorias sindicalizadas e uma garantia para aquelas que não têm sindicatos ou acordos e convenções coletivas de trabalho. Ele vale exclusivamente para os empregados que não tenham piso salarial definido em lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho.
(Sobe som))
Também passou em segundo turno, em forma de um substitutivo-geral, a PEC que é ampla, mas que tem entre as atribuições, um novo regramento de doação ou cessão para uso gratuito de bens de imóveis do Poder Executivo. A Oposição temia que o Governo pudesse doar sem regras imóveis para a iniciativa privada. Com a alteração, a decisão precisa passar pelo crivo da Assembleia. Ela altera, revoga e acrescenta artigos da Constituição do Estado do Paraná, visando, segundo o Governo, “a modernização e a desburocratização da gestão administrativa, tratando de diversos outros assuntos, como, por exemplo, a desvinculação da remuneração dos servidores do subsidio do Governador e a autonomia organizacional do Corpo de Bombeiros, que irão permitir uma gestão pública mais eficiente”, alega o Governo. Na prática, ela desvincula a categoria de Bombeiros Militares da Polícia Militar do Paraná.
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Ao todo, foram analisadas 27 propostas, a maioria do Governo. Mas muitas dos deputados. Entre elas, em primeiro turno o projeto do deputado Arilson Chiorato (PT), que institui gratuidade de passagens no transporte coletivo rodoviário intermunicipal ou metropolitano para gestantes de baixa renda, em todo o estado. O texto, que tramita na forma de um substitutivo geral da CCJ, determina que as gestantes de baixa renda de todo terão direito a passagens de graça desde a data do conhecimento da gravidez até noventa dias após o parto, com a exclusiva finalidade de assistência médica e hospitalar.
(Sobe som))
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