Notícia Destaque

Pugliesi Repudia Agressão a Cinegrafista Durante Fechamento de Cassino Clandestino

Ronildo Pimentel / 41 3350-4156 - 9188-8956 / ronipimentel@hotmail.com - imprensa@lideranca.pmdb-pr.org.br / www.liderança.pmdb-pr.org.br - www.waldyr
3 min de leitura
386 visualizações
“Quero aqui. como líder da bancada do PMDB, deixar de maneira muito clara, essas coisas são insuportáveis dentro do estado de direito!”. A declaração é do deputado estadual Waldyr Pugliesi, líder do PMDB na Assembléia Legislativa, repudiando a agressão protagonizada pelo advogado Eudes Martinho Rodrigues, contra o cinegrafista Humberto Vendramel, da RPC. O caso ocorreu na última sexta-feira (19), quando profissionais da imprensa acompanhavam o fechamento de um cassino clandestino na periferia de Curitiba. “Nós batalhamos muito para que pudéssemos conquistar o regime democrático e aquilo que se fez com o Humberto Vendramel é uma agressão à liberdade de imprensa, é uma agressão ao regime democrático!”, avaliou Pugliesi. “Malditos aqueles que atentam contra os direitos constitucionais e contra a democracia!”, completou. A agressão ao cinegrafista foi denunciada nesta quinta-feira, na abertura da sessão plenária da Assembléia, pela presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindjor), Aniela Almeida. Durante a apresentação do caso foi exibido o vídeo da reportagem. “Imagine esse celerado (facínora) fazendo isso na frente de todo mundo. Imagine aquilo que fazem contra o povo brasileiro, por aí afora, desde sempre. É a cultura que existe (no país), da impunidade”, disse o líder do PMDB. Pugliesi lembrou que viu muitas cenas semelhantes nos mais de 25 anos de vigência do Regime Militar (1964-1985). O deputado recordou também o caso envolvendo três vigilantes da Centronic, que culminou com a morte do filho do jornalista Vinícius Coelho. “Se vocês jornalistas fossem lá naquela Centronic, não sei se não encontrarão as impressões digitais desse bandido que agrediu o jornalista”. “Será que ele também não estava lá naqueles que costumeiramente assassinam os sem-terras?”, indagou. Segundo Pugliesi, o atrevimento de pessoas que se julgam capazes de tudo é “insuportável”. ACOMPANHAMENTO – Ele defendeu ainda um acompanhamento mais próximo, pela Assembléia Legislativa, da questão da jogatina e para garantir mais rigor na punição do autor da agressão. “Nós todos, que estamos revoltados, enojados com esse tipo de acontecimento que se repete de maneira indefinida, para poder conseguir alguma coisa de concreto. Todo mundo sabe que os bingos são ilegais, irregulares e eles estão por aí”. Pugliesi encerrou o pronunciamento com uma homenagem à coragem de Humberto Vendramel. “Mesmo agredido, sangrando, continuou o trabalho dele, num gesto de valentia. Essa imagem que vi agora, do sangue de um trabalhador, escorrendo na própria face, cumprindo com sua obrigação, trabalhando de maneira digna. O comportamento dele vai servir para muita gente que se acovarda por aí, diante do primeiro que levanta a voz ou vai em busca da violência para impedir que as coisas sejam feitas corretamente”, concluiu.
Compartilhar: