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Rangel Quer Ouvir o Presidente do Ibpq Na Comissão de Obras

Sonia Maschke / Jaime Santorsula Martins / 41 3350-4193 / MATÉRIA DE RESPONSABILIDADE DO GABINETE DA LIDERANÇA DA OPOSIÇÃO
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Pela denúncia, o IBPQ, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), foi contratado sem licitação pelo Tecpar e o DER, que resultou no repasse irregular de R$ 19,6 milhões para o Instituto. Rangel anunciou que vai submeter à apreciação de todos os sete membros da comissão na reunião da próxima segunda-feira (22). “Vou seguir os trâmites regimentais, mas a convocação certamente será aprovada, já que contamos com a maioria das assinaturas necessárias. Como todos os deputados sabem da gravidade do caso, por envolver altos valores, certamente não haverá empecilhos”, afirmou o deputado. Rangel disse que é preciso esclarecer com urgência os contratos realizados, diante das evidências de que a empresa recebeu o pagamento sem a execução do serviço. “É preciso prestar contas à população sobre o que é feito com o dinheiro público. O caso é nebuloso e envolve altas cifras. Por isso, consideramos necessária a convocação do representante do Instituto”, afirmou Rangel. O deputado ressaltou que a denúncia é baseada em informações do Tribunal de Contas. A denúncia Segundo a denúncia da IstoÉ, em abril de 2005 o DER, com autorização expressa de Requião firmou uma parceria com o Tecpar para a “avaliação de conformidades” em obras rodoviárias do DER. O Tecpar decidiu terceirizar essa incubência contratando o IBPQ, ONG especializada em consultorias. A partir daí começaram as irregularidades detectadas pelo Tribunal de Contas e relatadas pela revista. “O primeiro dado curioso é que o IBQP não precisava realizar os serviços contratados para receber do DER. Obtinha o dinheiro a partir da sua mera previsão de despesas”, diz a IstoÉ. “Além disso, de um mês para outro, apresentava exatamente o mesmo relatório de despesas. Em março, por exemplo, declarou ter gasto R$ 800 com telefonia. Foi o mesmo valor no mês de abril. As despesas bancárias em março e abril também foram as mesmas: R$ 3 mil. O valor da folha de pagamento também permaneceu igual, apesar de o número de rescisões contratuais ter dobrado de um mês para outro”, prossegue a revista.
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