Recalcatti alerta para acúmulo de cadáveres no IML de Curitiba
Em pronunciamento na Assembleia Legislativa do Paraná nesta semana, o deputado Delegado Rubens Recalcatti (PSD) manifestou preocupação com a situação do acúmulo de cadáveres no Instituto Médico Legal (IML), de Curitiba. “O grande problema que temos hoje é que está lá um amontoado de cadáveres – cerca de 100 corpos – sem poderem ser enterrados”, afirmou.
Recalcatti constatou o problema na terça-feira (17) pela manhã, em visita ao IML e ao Instituto de Criminalística que, juntos, formam a Polícia Científica do Paraná. Ele foi recepcionado pelo diretor do IML, Carlos Alberto Peixoto. De acordo com o parlamentar, cerca de 70 corpos estão depositados no órgão há mais de um ano. “O mais antigo é de 2014”, informou.
Como o IML possui apenas 50 gavetas refrigeradas onde os corpos ficam transitoriamente, os cadáveres mais antigos estão acumulados em um único compartimento com refrigeração precária. “É uma situação muito complicada porque, para serem retirados e enterrados, são necessárias autorizações judiciais que não estão acontecendo”, explicou.
“Faço este pronunciamento porque a nossa preocupação é levar este problema ao conhecimento do Judiciário”, disse Recalcatti. Ele afirmou que também vai procurar o Ministério Público para negociar uma solução. “Temos que resolver isso com urgência e o caminho correto é estabelecermos um plano para a destinação desses corpos”, afirmou.
A autorização judicial para serem removidos do IML se faz necessária porque a maioria dos corpos não possui identificação ou se encontra com algum problema legal. Recalcatti também visitou o diretor-geral da Polícia Científica, Hemerson Bertassoni, que confirmou o problema de acúmulo de corpos no IML.
Nova sede – Uma das principais preocupações do deputado e de Bertassoni é que, em breve, será inaugurada a nova sede da Polícia Científica, que se encontra em fase final de acabamento, no bairro do Tarumã. “Não é possível que esses corpos também sejam transferidos para a sede nova, causando ainda mais problemas para o IML”, afirmou Recalcatti.
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