Seminário na Assembleia Legislativa debate "A Outra Face do Autismo"
Depois que o filho recebeu diagnóstico de autismo, aos três anos de idade, Pâmela OMS passou a se dedicar inteiramente ao tratamento. Aos poucos, com o progresso que ele teve, foi voltando à rotina como fotógrafa. E ela acaba de expor justamente fotografias de autistas e suas famílias, onde as imagens demonstram que, ao contrário do que se pensa, os portadores do transtorno têm sim capacidade de interagir.
(Sonora)
Foi essa “Outra Face do Autismo” o tema de um seminário que aconteceu na manhã desta sexta-feira (1) no Plenarinho da Assembleia Legislativa, por iniciativa do deputado Péricles de Mello (PT) e com a presença de familiares de portadores do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e especialistas, como o português David Rodrigues, doutor em educação especial. Ele trouxe dados da experiência do país de origem, onde mais de 90% dos alunos deficientes estão incluídos nas escolas e milhares de professores capacitados para atender a esse público. Para ele, a educação é o principal o caminho para a inclusão. O deputado Péricles preside a Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa e é autor da Lei que instituiu as diretrizes para a política estadual de proteção dos direitos da pessoa com Transtorno do Espectro Autista.
O geneticista Salmo Raskin ressaltou que eventos como o seminário são importantes para que surjam políticas públicas nesse sentido. Ele lembrou que a causa de 40% dos casos de autismo no mundo são genéticas e que os especialistas lutam para desvendar os motivos do aumento de casos: em trinta anos, de um caso para 600, atualmente, a cada 60 pessoas, uma é diagnosticada com autismo.
(Sonora)
A coordenadora do grupo Anjo Azul, que apoia familiares de crianças, adolescentes e adultos com autismo, que conta, só em Curitiba, com 256 mães e pais de autistas que se encontram para troca de experiências, Fernanda Rosa, também participou do seminário. Ela diz que a informação, o diagnóstico precoce e o tratamento são fundamentais para inclusive, a melhora e a mudança de grau do transtorno. Como ela vivie no seu dia a dia.
(Sonora)
Existe uma lei federal que inclui no protocolo do Ministério da Saúde, as diretrizes para identificar as crianças autistas na rede pública de saúde, fornecendo uma série de perguntas para a detecção precoce da síndrome.
O autismo é uma síndrome neurológia que atinge 70 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, são dois milhões de portadores. De cada cinco autistas, quatro são meninos. Existem graus do transtorno: leve, moderado e grave. Os primeiros sintomas costumam aparecer já no primeiro ano de vida e os principais alertas a serem observados pelos pais são: Quando o bebê não se aconchega ao colo; quando não faz contato visual; ausência de sinais sociais, como dar um “tchau”, ou jogar um beijo; outro sinal frequente é a falta de interesse pelos brinquedos e, por último, a ausência de troca. Os especialistas afirmam: um tratamento bem feito é capaz de amenizar a síndrome e garantir uma vida normal aos pacientes. O problema é justamente a falta de estrutura tanto pública como privada para que isso seja possível.
Da Assembleia Legislativa do Paraná, Repórter Claudia Ribeiro.
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