Sessão solene promovida na Assembleia celebra o "Ano da Mulher Advogada"
A instituição do “Ano da Mulher Advogada” foi proposta pela OAB. Na Alep a iniciativa teve adesão da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.
A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), por meio da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, promoveu na tarde desta terça-feira (28), em seu Plenário, sessão solene em celebração ao “Ano da Mulher Advogada” – data idealizada pela a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). No último mês de março o Conselho Federal da OAB proclamou o ano de 2016 como o “Ano da Mulher Advogada”, com o objetivo de enaltecer e ampliar a participação das mulheres na carreira jurídica. Na sessão, 22 advogadas foram homenageadas.
“O exercício da profissão de advogada dá à mulher a capacidade de juntar suas qualidades que todos conhecem, que é de ter sensibilidade, zelo e determinação em defesa do Direito e da Justiça. Confiamos no trabalho da mulher advogada”, ressaltou a deputada Cantora Mara Lima, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. “São mulheres que têm suas carreiras de advogadas, delegadas, promotoras e juízas, e que assim como nós deputadas, lutam diariamente para fazer a diferença na sociedade”, complementou a deputada Maria Victoria (PP), um das propositoras da sessão solene.
Igualdade – De acordo com Luciana Sbrissia e Silva, presidente da Comissão da Mulher da OAB-PR, o ‘Ano da Mulher Advogada’ impõe uma diretriz geral a toda classe jurídica para que sejam executadas políticas que resultem num maior respeito para com as mulheres advogadas. “O objetivo é ampliar a defesa e o fortalecimento das advogadas, além de ampliar a participação feminina na administração da OAB. Esse cenário vem ganhando mais relevância no Paraná, pois antes mesmo da instituição do ‘Ano da Mulher Advogada’, a OAB-PR já defendia a importância do tema”, afirmou Luciana.
O presidente da OAB-PR, José Augusto Araújo de Noronha, disse em seu pronunciamento que os direitos das mulheres ainda seguem sofrendo boicotes em diversos setores da sociedade e que a mulher advogada exige igualdade de direitos no exercício de sua profissão. “A mulher advogada não quer ser tratada em pedestal. Não pede para ser vista como um ser especial. Ao contrário. A mulher advogada quer na advocacia e na sociedade apenas o direito de ser o que ela de fato é, que é ser parte integrante do universo onde atua e vive, com direitos e deveres iguais”, apontou Noronha.
Também participaram da sessão solene a deputada Cristina Silvestri (PPS), o deputado Claudio Palozi (PSC), e representantes da Casa Civil do Governo do Estado, Ministério Público do Estado do Paraná, Defensoria Pública do Estado do Paraná e da Polícia Militar.
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