Trabalho de inclusão social para pessoas com malformação de membros do corpo é apresentado na Alep
Geane Poteriko, da Associação Dar a Mão, de São João do Ivaí, participou da sessão plenária e expôs o trabalho desenvolvido desde 2015.
A Associação Dar a Mão apresentou aos deputados estaduais o trabalho desenvolvido no apoio e inclusão social aos familiares e pessoas com agenesia de membros, durante a sessão plenária desta segunda-feira (19) da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), por proposição do deputado Professor Lemos (PT). A agenesia é a malformação de membros do corpo (especialmente braços, mãos e pés), afetados pela Síndrome da Brida Amniótica e causada pela aderência de tecidos fibrosos ao feto, podendo levar inclusive mais severamente a casos de amputação.
A entidade, fundada em 2015, no município de São João do Ivaí, realiza um trabalho com mais de 150 famílias, envolvendo 100 voluntários, especialmente pessoas ligadas à saúde. “Queremos dar um apoio às famílias e às crianças e adolescentes com agenesia. No Brasil não há uma política pública efetiva de acolhimento e inclusão destas pessoas. E pela minha experiência pessoal, com a minha filha que hoje tem três anos, percebi que falta total apoio do poder público”, disse Geane Poteriko, uma das fundadoras da associação.
Ela informou que uma parceria da entidade com o Núcleo de Engenharia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC) tem viabilizado, sem custo algum, próteses em 3D para as crianças, permitindo assim que braços e mãos se pareçam muito mais com um brinquedo. “Estas crianças hoje usam as próteses com o símbolo dos seus heróis, que para eles lembram muito mais um brinquedo, quebrando um pouco aquele sentimento de exclusão. Portanto, que a deficiência não seja um impeditivo para a realização de sonhos”, afirmou.
Para o deputado Lemos, as atividades da associação mostram o quanto é possível fazer o bem e contribuir para que a sociedade não exclua estas pessoas do seu convívio. “É um trabalho bonito e sério, no interesse da inclusão de pessoas que tiveram algum problema com a agenesia e perderam algum órgão ou parte dele. Muito importante que a gente conheça esta realidade e possa propagar esta iniciativa de inclusão social”.
A associação ainda promove um movimento para que o Instituto Maurício de Sousa inclua nas histórias em quadrinhos da Turma da Mônica, personagens com agenesia de membros, permitindo assim a educação de outras crianças sobre a deficiência, sobre o respeito pela convivência com as diferenças, bem como auxiliando no combate ao preconceito.
A petição pode ser assinada por meio do blog da entidade: www.associacaodaramao.blogspot.com.br
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