{"id":773,"slug":"casas-familiares-rurais","titulo":"Casas Familiares Rurais","resumo":"O encontro foi proposto pelo Deputado Professor Lemos, presidente da Comiss\u00e3o de Direitos Humanos e Cidadania, e reuniu autoridades, representantes de sindicatos, movimentos sociais, gestores p\u00fablicos e lideran\u00e7as ligadas \u00e0 agricultura familiar. Entre os presentes estavam Alexandre Leal dos Santos, presidente da FETAEP, Nelson Vilmar Miranda, presidente da FECAFAR, Richard Gouba, diretor do IDR Paran\u00e1, Nilton Bezerra Guedes, superintendente do INCRA, Fabiana Romanelli, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, al\u00e9m de prefeitos, vereadores, representantes da APP Sindicato, da CONTAG, da Uni\u00e3o das Casas Familiares Rurais da Fran\u00e7a e diversos sindicatos rurais. O objetivo central foi debater o fortalecimento das Casas Familiares Rurais, modelo educacional baseado na pedagogia da altern\u00e2ncia, que combina per\u00edodos de estudo em regime de internato com a aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica do aprendizado nas propriedades familiares. Essa metodologia, originada na Fran\u00e7a e difundida no Brasil, busca garantir a sucess\u00e3o rural, a perman\u00eancia dos jovens no campo e a valoriza\u00e7\u00e3o da agricultura familiar. Foi destacado que o Paran\u00e1 j\u00e1 contou com 44 casas familiares rurais, mas atualmente possui apenas 16, o que preocupa lideran\u00e7as e comunidades. Houve consenso sobre a necessidade de manter as existentes e ampliar o n\u00famero de unidades, evitando a substitui\u00e7\u00e3o por col\u00e9gios agr\u00edcolas que n\u00e3o seguem o mesmo modelo pedag\u00f3gico. As falas ressaltaram que a pedagogia da altern\u00e2ncia \u00e9 uma pol\u00edtica p\u00fablica estrat\u00e9gica para a juventude rural, pois une teoria e pr\u00e1tica, valoriza os saberes do campo e contribui para a sustentabilidade social, econ\u00f4mica e ambiental das pequenas propriedades. Alexandre Leal enfatizou a import\u00e2ncia das casas para enfrentar o desafio da sucess\u00e3o rural, lembrando que muitos jovens ainda est\u00e3o indecisos entre permanecer ou deixar o campo, e que pol\u00edticas p\u00fablicas como cr\u00e9dito fundi\u00e1rio, Pronaf e programas de habita\u00e7\u00e3o s\u00e3o fundamentais para estimular sua perman\u00eancia. Nelson Vilmar defendeu o retorno dos cursos t\u00e9cnicos em agropecu\u00e1ria nas casas familiares. Richard Gouba, do IDR, destacou a afinidade entre extens\u00e3o rural e pedagogia da altern\u00e2ncia, propondo a cria\u00e7\u00e3o de um grupo de trabalho enxuto e t\u00e9cnico para consolidar o modelo e garantir sustentabilidade financeira e pedag\u00f3gica. Leila Klenck, superintendente do MDA, refor\u00e7ou que, apesar das cr\u00edticas, o modelo continua atual e precisa ser modernizado para atrair jovens, sem perder a identidade rural e cultural. A audi\u00eancia concluiu pela necessidade de ampliar investimentos, estruturar melhor as casas familiares rurais, modernizar o curr\u00edculo e assegurar apoio cont\u00ednuo do poder p\u00fablico municipal, estadual e federal. Foi reafirmado o compromisso das entidades presentes em defender e fortalecer o sistema das Casas Familiares Rurais como instrumento essencial para a educa\u00e7\u00e3o do campo, a sucess\u00e3o rural e o desenvolvimento sustent\u00e1vel da agricultura familiar no Paran\u00e1.","proposicao":null,"data_evento":"20\/05\/2026","hora_evento":"09:00","data_evento_full":"20 de maio de 2026","local":"Audit\u00f3rio Legislativo","status":"realizada","comissoes":[],"requerentes":[{"tipo":"deputado","label":"Professor Lemos"}],"tags":[],"transmissao":false,"link_transmissao":"https:\/\/legisvideos.assembleia.pr.leg.br\/video\/2298","youtube_id":null,"video_tipo":"legisvideos","video_src":"https:\/\/api-legisvideos.assembleia.pr.leg.br\/video\/show\/29fccd98ee115f4538d8805a4672c4bb.mp4","transcricao_pdf_url":"https:\/\/api-legisvideos.assembleia.pr.leg.br\/video\/transcricao\/29fccd98ee115f4538d8805a4672c4bb","transcricao":"<p>o pessoal da Juventude vai estar fotografando e filmando tamb\u00e9m, o pessoal do MST vai estar fotografando e filmando tamb\u00e9m, enfim, ent\u00e3o queremos agradecer a todos que est\u00e3o conosco aqui. Senhoras e senhores, bom dia, sejam todos bem-vindos \u00e0 Assembleia Legislativa do Estado do Paran\u00e1, e informamos desde j\u00e1 que estamos ao vivo pela TV Assembleia e tamb\u00e9m pelas nossas redes sociais, por esse motivo, cumprimentar a voc\u00ea, amigo e amiga que nos acompanha \u00e0 dist\u00e2ncia, muito obrigado pelo carinho da audi\u00eancia. Nesta ocasi\u00e3o, neste 20 de maio, o Deputado professor Lemos, que \u00e9 o Presidente nesta Casa de Leis do povo paranaense, da importante Comiss\u00e3o de Direitos Humanos e Cidadania, promove esta important\u00edssima audi\u00eancia p\u00fablica que trata do tema Casas Familiares Rurais, a altern\u00e2ncia da pedagogia, a pedagogia da altern\u00e2ncia. Ent\u00e3o, n\u00f3s temos o objetivo nesta reuni\u00e3o de promover o di\u00e1logo sobre o fortalecimento da agricultura familiar, sucess\u00e3o rural e o papel das casas familiares na forma\u00e7\u00e3o, perman\u00eancia e desenvolvimento jovens no campo. Importante espa\u00e7o de constru\u00e7\u00e3o coletiva e articula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas para o meio rural. J\u00e1 est\u00e1 conosco, capitaneando a mesa, presidindo a sess\u00e3o, \u00e9 o nosso anfitri\u00e3o, senhoras e senhores, aqui est\u00e1 o Deputado professor Lemos. Vamos mencionar a presen\u00e7a de todas as autoridades que est\u00e3o \u00e0 mesa E ao final pedir uma grande salva de palmas coletiva aos nossos amigos que aqui est\u00e3o A important\u00edssima participa\u00e7\u00e3o do Presidente da Federa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores Rurais e Agricultores Familiares do Estado do Paran\u00e1 A nossa FETAEP, o Alexandre Leal dos Santos Tamb\u00e9m a presen\u00e7a aqui do Richard Gouba, diretor em exerc\u00edcio do IDR Paran\u00e1 Que ontem foi homenageado aqui nesta casa tamb\u00e9m pelo professor Lemos Pelos 70 anos de exist\u00eancia Tamb\u00e9m a presen\u00e7a aqui do nosso Nilton Bezerra Guedes, superintendente regional do INCRA no Paran\u00e1. Tamb\u00e9m a nossa querida Fabiana Cristina de Campos Romanelli, Fabiana Campos Romanelli, diretora t\u00e9cnica da Secretaria de Estado da Agricultura e de Abastecimento. Tamb\u00e9m o Oscar Delgado, o nosso prefeito de Santa Maria do Oeste, representando prefeitos onde temos casas familiares. Agradecer tamb\u00e9m a presen\u00e7a aqui do Alexandre \u00dangaro da Silva, Presidente da Central, dos Trabalhadores do Brasil. cumprimentar a Janiele Cogos Janiele, pedagoga e coordenadora do setor de educa\u00e7\u00e3o do movimento dos trabalhadores rurais sem terra nosso MST, cumprimentar o Silmar Cardoso, Presidente da coordena\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica estadual de defesa dos direitos da juventude, aqui conosco tamb\u00e9m o Silberto, o Silberto Cardoso a gente se fala, falava tanto h\u00e1 um tempo atr\u00e1s, n\u00e9, acaba, desculpa a\u00ed Silberto o querido Silberto Cardoso aqui tamb\u00e9m cumprimentar, desde j\u00e1 est\u00e1 online conosco, aqui nos informava a tecnologia da informa\u00e7\u00e3o, online o Secret\u00e1rio de Pol\u00edticas Sociais da CONTAG, o Ant\u00f4nio Irinaldo Lima, companheiro Ant\u00f4nio Irinaldo, muito bom dia. Cumprimentar o professor Vandr\u00e9 Alexandre Benedito da Silva, Secret\u00e1rio educacional da APP Sindicato, a Elisabeth Frais, representante da Uni\u00e3o das Casas Rurais Familiares da Fran\u00e7a, bonjour, bem-vini ao nosso encontro tamb\u00e9m, querida Elisabeth Frais. Cumprimentar o Marco Jeffer, coordenador estadual da Federa\u00e7\u00e3o das Casas Familiares Rurais no Paran\u00e1, Ficafar e Marco, agradecer o apoio e colabora\u00e7\u00e3o ao cerimonial e a todo o gabinete Deputado, professor Lemos cumprimentar a Secret\u00e1ria geral de Juventude, Meio Ambiente e Pol\u00edticas Sociais da Federa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores Rurais e Agricultores Familiares do Estado do Paran\u00e1, nossa FETAEP a Tain\u00e1 Guanine de Oliveira daqui a pouco teremos a participa\u00e7\u00e3o de mais alguns amigos e amigas que est\u00e3o chegando tamb\u00e9m, al\u00e9m de outros queridos que est\u00e3o j\u00e1 na portaria aqui da Assembleia Legislativa muita gente que vem participar, mas nesse instante, Deputado, procedemos rapidamente, se voc\u00ea nos permite, al\u00e9m do prefeito Oscar Delgado de Santa Maria, n\u00f3s temos tamb\u00e9m a participa\u00e7\u00e3o aqui do Secret\u00e1rio de educa\u00e7\u00e3o professor William Melo de Lorena Secret\u00e1rio de educa\u00e7\u00e3o de Santa Maria do Oeste o Ben, deve ser Ben Ur, n\u00e9? T\u00e1 Ur Ben aqui, deve ser Ben Ur \u00e9 isso? Levanta o bra\u00e7o \u00e9 Ur Ben mesmo? o Ur Ben, olha \u00e9 diferente a\u00ed, desculpa a\u00ed o Ur Ben, o Ur Ben Correia da Silva do IDR tamb\u00e9m o Orival Stolle, veterin\u00e1rio do IDR tamb\u00e9m o Machadinho, vereador de Palmitau Obrigado a presen\u00e7a. O Andir Teixeira e Jacar\u00e9, vereadores de Boa Ventura. Tamb\u00e9m a Maria Rodas Navarro, tamb\u00e9m respons\u00e1vel pelas parcerias internacionais da Uni\u00e3o Nacional das Casas Familiares Rurais da Fran\u00e7a, ONFREL. Tamb\u00e9m o senhor Jo\u00e3o Luiz Dremiski, representando o Instituto Federal do Paran\u00e1 e tamb\u00e9m a nossa UEP. A senhora Adenilda Korschark, Presidente do Sindicato Trabalhadores Rurais de Boa Ventura. Tamb\u00e9m o senhor Valcir Copelli, do Sindicato Trabalhadores Rurais de S\u00e3o Jorge do Oeste, Presidente, o Jo\u00e3o Chavarsky que preside o sindicato trabalhadores rurais de Cruz Machado e Silvio Casen\u00f3, ex-Presidente est\u00e1 aqui tamb\u00e9m, o professor Rosalvo est\u00e1 representando o Deputado federal Elton Welter e cumprimentar especialmente aqui agradecer representantes do sindicato trabalhadores rurais de Tr\u00eas Barras e os demais representantes e sindicatos de trabalhadores rurais mas especialmente Deputado professor Temer cumprimentar diretores professores, funcion\u00e1rios pais, amigos, familiares alunos e alunas de casas familiares que est\u00e3o conosco aqui e pedir a eles ao tempo em que pedimos uma salva de palmas a todos que est\u00e3o \u00e0 mesa, senhoras e senhores uma salva de palmas, viva as casas familiares ufa, \u00e9 muita gente, mas \u00e9 muita gente importante que constr\u00f3i o Paran\u00e1 vamos passar a palavra nesse instante ele que \u00e9 nosso anfitri\u00e3o, proponente da audi\u00eancia p\u00fablica senhoras e senhores, Deputado professor Lemos com a palavra bom dia a todos, bom dia a todas sejam bem vindos e bem vindas a esta audi\u00eancia p\u00fablica, que tem como objetivo debatermos a import\u00e2ncia da pedagogia da altern\u00e2ncia, a import\u00e2ncia das nossas casas familiares rurais, que s\u00e3o escolas do campo, uma modalidade important\u00edssima. Teve in\u00edcio na Fran\u00e7a e se espalhou por toda a Europa, tamb\u00e9m chegou aqui no nosso continente, antigo aqui no Brasil tamb\u00e9m, e no Paran\u00e1. O Paran\u00e1 tamb\u00e9m, h\u00e1 muitos anos, j\u00e1 conta com essa modalidade da educa\u00e7\u00e3o do campo, que \u00e9 pedagogia da altern\u00e2ncia. \u00c9 um diferencial. Pedagogia da altern\u00e2ncia, ela recebe o estudante do campo, a estudante do campo fica em regime de internato, Fica tamb\u00e9m em tempo integral, durante uma semana, retorna para a sua comunidade, na propriedade da sua fam\u00edlia, acompanhada de monitores, das casas familiares rurais, de professores, para, junto com a fam\u00edlia, junto com a comunidade, Colocar em pr\u00e1tica o aprendizado l\u00e1 na escola Une a teoria e a pr\u00e1tica Algo que deu certo em todos os lugares que foram implementadas as casas familiares rurais no mundo E aqui no Paran\u00e1 n\u00e3o \u00e9 diferente Ent\u00e3o por isso n\u00f3s queremos refor\u00e7ar com essa audi\u00eancia p\u00fablica esse trabalho que j\u00e1 vem sendo feito, refor\u00e7ar com investimentos, refor\u00e7ar com toda a estrutura necess\u00e1ria para que possamos ter mais estudantes, ter mais escolas e n\u00e3o a redu\u00e7\u00e3o dessas escolas. J\u00e1 tivemos 44 escolas no Paran\u00e1, hoje estamos com 16, Precisamos manter as 16 E j\u00e1 tem munic\u00edpios que est\u00e3o solicitando A cria\u00e7\u00e3o de casa familiar rural De escola com pedagogia da altern\u00e2ncia Ent\u00e3o n\u00f3s temos que fortalecer as escolas que temos E precisamos fazer a expans\u00e3o Essa escola com a pedagogia da altern\u00e2ncia N\u00e3o tem como objetivo formar esses jovens do campo para serem empregados nas cidades N\u00e3o, \u00e9 para a sucess\u00e3o rural \u00c9 para dar continuidade ao trabalho que j\u00e1 vem sendo feito por seus familiares E com mais condi\u00e7\u00f5es, com mais ferramentas, com forma\u00e7\u00e3o Ent\u00e3o, \u00e9 algo important\u00edssimo. Portanto, \u00e9 um debate necess\u00e1rio. Esta audi\u00eancia p\u00fablica est\u00e1 sendo promovida por solicita\u00e7\u00e3o da FECAFAR, junto com a FETAEP. A FECAFAR \u00e9 a Federa\u00e7\u00e3o das Casas de Trabalhadores Rurais, aqui do nosso estado E a FETAEP \u00e9 a federa\u00e7\u00e3o que re\u00fane mais de 300 sindicatos de trabalhadores rurais do estado do Paran\u00e1 Ent\u00e3o algo que chegou para a Assembleia Legislativa E n\u00f3s temos toda a disposi\u00e7\u00e3o de organizar o debate N\u00e3o \u00e9 a primeira vez que fazemos audi\u00eancia p\u00fablica na Assembleia para tratarmos das casas familiares rurais, para tratarmos da pedagogia da altern\u00e2ncia. Portanto, sejam todos bem-vindos e bem-vindas e vamos ao debate e queremos sair do debate com sucesso. Ent\u00e3o, n\u00e3o vou aqui falar de cada lideran\u00e7a que est\u00e1 compondo a mesa, porque o cerimonial j\u00e1 falou e depois cada um de voc\u00eas ter\u00e1 uma oportunidade tamb\u00e9m de se apresentar e a\u00ed fazer a fala. E o plen\u00e1rio tamb\u00e9m vai ter condi\u00e7\u00f5es de fazer a fala. N\u00e3o chamamos v\u00e1rias leiras que est\u00e3o no plen\u00e1rio porque n\u00e3o cabem aqui, viu gente? N\u00e3o \u00e9 porque voc\u00eas n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de fazer o bom debate, n\u00e3o. Ent\u00e3o vai ser aberto depois espa\u00e7o para que voc\u00eas tamb\u00e9m possam interagir. Mas eu gostaria de fazer um convite e queria pedir para providenciar uma cadeira aqui para trazer o IFPR para c\u00e1. O Jo\u00e3o, o professor Jo\u00e3o, que vem l\u00e1 de Irati, que tem um trabalho important\u00edssimo com a educa\u00e7\u00e3o do campo e que pode nos ajudar, inclusive, nesse debate e avan\u00e7armos daqui, inclusive, com proposta boa para avan\u00e7armos na pedagogia da altern\u00e2ncia. Jo\u00e3o, por favor, vem compor a mesa conosco. \u00c9 professor do IFPR de Irati. Deputado professor Temer, enquanto o professor Jo\u00e3o, boa lembran\u00e7a, Deputado, vem \u00e0 frente tamb\u00e9m, \u00e9 excepcional tamb\u00e9m a participa\u00e7\u00e3o, N\u00f3s temos aqui agora conosco j\u00e1 o Presidente da Federa\u00e7\u00e3o das Casas Rurais do Paran\u00e1, o Nelson Vilmar Miranda est\u00e1 aqui \u00e0 mesa j\u00e1 tamb\u00e9m com a gente. E tamb\u00e9m quem est\u00e1 aqui, Deputado, \u00e9 o nosso, representando pais, alunos das casas rurais familiares, \u00e9 o Adroaldo Hofelder, quem? O Sass\u00e1, ex-prefeito de Nova Prata, est\u00e1 aqui com a gente tamb\u00e9m, cumprimentando. E quem acaba de chegar, a gente vai botar mais uma cadeira ali, \u00e9 a Leila, a nossa querida Leila Albrecht Klenk, a Leila Klenk, superintendente federal de desenvolvimento agr\u00e1rio do Paran\u00e1, foi prefeita da legend\u00e1ria Japi, est\u00e1 l\u00e1, para sentarem ambos l\u00e1, os ex-prefeitos da Japi e de Nova Prata. E tamb\u00e9m cumprimentar a Damares, n\u00e9, viradora Damares, est\u00e1 certo, de Goi\u00f4xim, agradecer a presen\u00e7a e a participa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m, Damares, obrigado por estar conosco. a\u00ed, mas \u00e9 completo, Deputado. Deputado, se vossa excel\u00eancia nos permite ainda, pedir aos amigos que v\u00e3o se manifestar, que v\u00e3o fazer a sauda\u00e7\u00e3o, n\u00e9, que sejam breves at\u00e9 tr\u00eas minutos, porque n\u00f3s vamos ter as apresenta\u00e7\u00f5es efetivamente aqui dos amigos que v\u00e3o se planar um pouquinho mais. Ent\u00e3o, aqueles que forem fazer aqui a sua manifesta\u00e7\u00e3o, que sejam breves a\u00ed at\u00e9 tr\u00eas minutos. Deputado professor Lemos para a continuidade. Vamos fazer o seguinte, vamos fazer mais uma salva de palmas. Viva as casas familiares rurais do Paran\u00e1! Viva! Professor Lemos! Ent\u00e3o, Ent\u00e3o n\u00f3s teremos algumas falas que s\u00e3o maiores, ent\u00e3o portanto vamos fazer as apresenta\u00e7\u00f5es e apresentar tamb\u00e9m as demandas, j\u00e1 apontando tamb\u00e9m caminhos por onde a gente vai trilhar para avan\u00e7armos. Ent\u00e3o por isso o Walter aqui j\u00e1 teve o cuidado de pedir para quem for fazer as falas de sauda\u00e7\u00e3o n\u00e3o se estender muito Mas tamb\u00e9m aqui n\u00f3s estamos com a presen\u00e7a do vereador Jandir de Boa Aventura de S\u00e3o Roque, quero cumpriment\u00e1-lo Tamb\u00e9m do vereador Machadinho, l\u00e1 de Palmitau Presente aqui tamb\u00e9m Tamb\u00e9m os demais aqui j\u00e1 foram devidamente citados E mais uma vez cumprimentar a Damares, que vem l\u00e1 de Goiuxim Ela que j\u00e1 veio aqui em outras audi\u00eancias p\u00fablicas E hoje est\u00e1 presente aqui tamb\u00e9m, que bom E o Jairo tamb\u00e9m, que est\u00e1 a\u00ed com ela E que bom que voc\u00eas est\u00e3o aqui Ent\u00e3o, agradecer tamb\u00e9m quem est\u00e1 \u00e0 dist\u00e2ncia, acompanhando e participando desta audi\u00eancia p\u00fablica. Mais uma vez, quero parabenizar o IDR, que completa 70 anos, exatamente hoje, da sua funda\u00e7\u00e3o. E ontem n\u00f3s tivemos a oportunidade de fazer uma sess\u00e3o solene aqui, homenageando os 70 anos do IDR. Ent\u00e3o, meus cumprimentos a todos os servidores do IDR aqui na mesa representados pelo Richard, que depois vai falar conosco tamb\u00e9m. Ent\u00e3o, gente, vamos passando aqui a palavra. Quero convidar para falar j\u00e1 inicialmente conosco o Alexandre Leal dos Santos, Presidente da FETAEP, que \u00e9 a Federa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores da Agricultura do Estado do Paran\u00e1. E a FETAEP \u00e9 uma das promotoras aqui tamb\u00e9m desta audi\u00eancia p\u00fablica. Bem-vindo, Alexandre. Obrigado, Deputado professor Temer Bom dia a todos e todas Uma sauda\u00e7\u00e3o especial ao nosso amigo, companheiro, Deputado Grande defensor da agricultura familiar, da educa\u00e7\u00e3o, professor Lemos A gente tem a satisfa\u00e7\u00e3o de caminhar junto com ele E ele junto com a gente, nas atividades da FETAEP Nas atividades da agricultura familiar, nas audi\u00eancias p\u00fablicas na presen\u00e7a de atividades nossas no interior, com os nossos sindicatos, com as nossas lideran\u00e7as, com a nossa agricultura familiar. Eu sempre tenho reconhecido muito, Deputado, o seu trabalho, porque \u00e9 muito f\u00e1cil ser um Deputado, um pol\u00edtico de gabinete, de ficar s\u00f3 aqui na Assembleia. E o Lemos, al\u00e9m de conduzir muito bem as pautas, os projetos de lei aqui na Assembleia, ele est\u00e1 presente nos munic\u00edpios, junto com as lideran\u00e7as da agricultura, de outros setores, ouvindo as demandas. Ent\u00e3o, fica aqui, Deputado, o nosso reconhecimento, em nome de toda a nossa diretoria da FETAEP, de todos os nossos sindicatos, s\u00e3o v\u00e1rios projetos de leis que j\u00e1 foram aprovados aqui na Assembleia, nessa constru\u00e7\u00e3o conjunta com o Deputado, com toda a assessoria, que sempre nos atende muito bem. Uma sauda\u00e7\u00e3o especial a todos os colegas aqui da mesa, que comp\u00f5em e fazem parte de todas as institui\u00e7\u00f5es, as lideran\u00e7as sindicais que est\u00e3o aqui acompanhando, as lideran\u00e7as das Casas Familiar Rural, que est\u00e3o desde ontem de manh\u00e3 na sede da FETAEP fazendo esse debate e hoje v\u00eam para aqui para a audi\u00eancia p\u00fablica e dizer que eu venho para c\u00e1 em nome dos nossos sindicatos, em nome de toda a agricultura familiar, assumir mais esse compromisso, de que a gente possa continuar fortalecendo as casas. A gente fica um pouco triste, viu, Deputado e demais participantes, quando a gente v\u00ea o n\u00famero de 44, n\u00f3s chegar em 16, Orival. A gente fica triste, sabe? O que n\u00f3s temos que fazer? Acho que a gente vive momentos, todo setor passa por crise, por dificuldade, mas acho que \u00e9 o momento de que a gente possa refletir. Na sua fala, Deputado professor Lemos, de que a gente possa manter as 16 casas, estruturar e ampliar esse modelo que vem da Fran\u00e7a, que chega para c\u00e1, que est\u00e1 dando certo, que deu certo e que n\u00f3s temos uma demanda. Por exemplo, n\u00f3s temos uma preocupa\u00e7\u00e3o muito grande no estado do Paran\u00e1 com a sucess\u00e3o rural. Eu tive a oportunidade de conduzir a Secretaria de Juventude da FETAEP por dois mandatos, de 2015 a 2023. E agora, a partir de 2023, assumindo a presid\u00eancia e a minha sucessora, a Tain\u00e1, l\u00e1 de S\u00e3o Miguel, que d\u00e1 continuidade nesse trabalho da sucess\u00e3o rural. Ent\u00e3o, o desafio \u00e9 bastante grande. Mas, n\u00e3o tenho d\u00favida que com a educa\u00e7\u00e3o do campo, e no campo, a gente consegue provocar para que mais jovens tenham oportunidade de ficar no campo. Os n\u00fameros, eu sempre quando trabalhei com a juventude, e essa semana tive a experi\u00eancia, Silvio que est\u00e1 aqui, Jo\u00e3o que assumiu o sindicato Cruz Machado, eu fui fazer uma fala, tinha aposta diretor do sindicato, fiz uma fala para um grupo de 100 jovens de Cruz Machado. A gente pergunta para esses jovens, quantos jovens que j\u00e1 definiram em ficar no campo? Voc\u00ea tem ali uns 20, 25% definiram em ficar no campo. Voc\u00ea pergunta quem definiu em sair do campo? Mais uns 20, 25% j\u00e1 fala que definiu em sair. E voc\u00ea pergunta quem ainda est\u00e1 indeciso em sair do campo ou ficar na propriedade? 50%. Ent\u00e3o veja, \u00e9 responsabilidade nossa, enquanto institui\u00e7\u00f5es, enquanto representantes pol\u00edticos, governo do estado, governo federal, prefeituras aqui, prefeito Oscar, de n\u00f3s fazer esse trabalho com a juventude. Ent\u00e3o, se n\u00f3s tivermos casas familiar rural forte, com conhecimento, que vai adequar a realidade, a pedagogia da altern\u00e2ncia, que voc\u00ea poder estudar na escola e j\u00e1 aplicar na propriedade, n\u00f3s, enquanto entidades de representa\u00e7\u00e3o, fazer com que chegue a conhecimento dessa juventude, as linhas de cr\u00e9dito, do cr\u00e9dito fundi\u00e1rio, que s\u00e3o fant\u00e1sticas para a juventude, as linhas de Pronaf, o programa de habita\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, vai fazer com que essa juventude fique no campo, que ele queira ficar. Ent\u00e3o, o nosso trabalho \u00e9 bastante grande. E n\u00f3s precisamos assumir esse compromisso, enquanto Federa\u00e7\u00e3o, n\u00f3s estamos j\u00e1 em fase de constru\u00e7\u00e3o, de pauta para entregar para os pr\u00f3ximos, para os candidatos a governo e que vai eleger algu\u00e9m. Ent\u00e3o, n\u00f3s devemos receber os tr\u00eas ou quatro candidatos mais cotados do governo do Estado, l\u00e1 na sede da federa\u00e7\u00e3o. E, com certeza, Deputado professor Lemos e a todos os participantes dessa audi\u00eancia p\u00fablica, vai estar na nossa pauta a defesa, a perman\u00eancia e o fortalecimento das casas familiares rurais do Estado do Paran\u00e1. E gostar\u00edamos muito de ver esse cen\u00e1rio mantendo e ampliando, para que a gente tenha muito mais resultado. A gente costuma dizer que o Paran\u00e1 \u00e9 o celeiro do mundo, \u00e9 o supermercado do mundo na produ\u00e7\u00e3o, mas se n\u00f3s n\u00e3o tiver jovens, n\u00e3o tiver associa\u00e7\u00e3o rural, simplesmente n\u00f3s n\u00e3o vamos ter, n\u00e3o vamos ter produ\u00e7\u00e3o de comida e produ\u00e7\u00e3o de alimento. Ent\u00e3o, isso para n\u00f3s serve para o sindicato, para a federa\u00e7\u00e3o, para a confedera\u00e7\u00e3o, serve l\u00e1 na propriedade. Quando a pessoa chega numa meia-idade para cima, ele j\u00e1 vai acomodando. O jovem vem com vontade, com vontade de trabalhar e de produzir, e n\u00f3s temos que dar essa condi\u00e7\u00e3o. N\u00e3o tenho d\u00favida hoje que o campo, ele pode e oferece muito mais qualidade de vida, pode oferecer muito mais renda que muitas outras profiss\u00f5es que n\u00f3s temos a\u00ed na cidade. Mas n\u00f3s precisamos dar condi\u00e7\u00f5es. E sem pol\u00edticas p\u00fablicas, n\u00f3s do campo n\u00e3o sobrevivemos. Eu reafirmo esse compromisso na casa que faz as leis que beneficia, que ajuda ou atrapalha os trabalhadores. Nenhum trabalhador do campo ou da cidade vive sem pol\u00edtica p\u00fablica, do poder p\u00fablico municipal, estadual e federal. Por isso, lemos que n\u00f3s viemos aqui para assumir esse compromisso, continuar a nossa pauta de reivIndica\u00e7\u00e3o, para que a gente continue fortalecendo o sistema das casas familiar rural. Obrigado, que Deus aben\u00e7oe todos, uma \u00f3tima audi\u00eancia p\u00fablica. Obrigado, obrigado Alexandre. E convido para fazer uma sauda\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m o Nelson Vilmar Miranda, que \u00e9 Presidente da Federa\u00e7\u00e3o das Casas Formacionais do Paran\u00e1, FECAFAR, e que \u00e9 uma entidade tamb\u00e9m proponente desta audi\u00eancia p\u00fablica. Seja bem-vindo, Nelson. Muito obrigado. Bom dia a todos, em especial ao professor Lemos, as autoridades aqui presentes, os professores, professoras, Os alunos das Casas Familiares Rurais Os defensores da Casa Familiar Rural Que eu venho defendendo j\u00e1 h\u00e1 alguns anos Meu filho se formou na Casa Familiar Rural j\u00e1 h\u00e1 algum tempo Se formou em Hist\u00f3ria, um \u00f3timo professor de Hist\u00f3ria Mas \u00e9 fruto da Casa Familiar Rural Atrav\u00e9s dessa, venhamos reclamar v\u00e1rias coisas para a Casa Familiar Rural Inclusive voltar ao curso t\u00e9cnico em Agropecu\u00e1ria E entre tantas outras demandas que existem na Casa Familiar Rural Muito obrigado. Obrigado. Quero convidar agora para falar conosco o Richard, que \u00e9 o Presidente, nesse momento, do IDR Paran\u00e1. Bom dia a todos, bom dia, senhoras e senhores. O IDR sente-se honrado em participar dessa audi\u00eancia p\u00fablica. \u00c9 um tema que tem muita conex\u00e3o com a nossa atividade. Eu sou extensionista desde 1984. Eu entrei na extens\u00e3o rural na Carpa, depois passei pela Emater e hoje estou no IDR. E sou um apaixonado pela extens\u00e3o rural. E assim, de maneira breve, n\u00e3o sei se n\u00f3s vamos voltar ao uso da palavra, Deputado, mas eu tenho... \u00c9 que eu estruturei um ponto de vista para colocar aqui, para contribuir com a audi\u00eancia p\u00fablica, dada a minha profiss\u00e3o, que \u00e9 a extens\u00e3o rural. Bom, por defini\u00e7\u00e3o, extens\u00e3o rural \u00e9 um processo educativo n\u00e3o formal de car\u00e1ter continuado. Entendo, n\u00e3o sou o professor da pauta, mas entendo que casa familiar rural tamb\u00e9m \u00e9 um processo educativo de car\u00e1ter continuado, por\u00e9m, \u00e9 formal. N\u00f3s somos de car\u00e1ter n\u00e3o formal. Por a\u00ed, eu vejo uma afinidade muito grande entre extens\u00e3o rural e a pedagogia de altern\u00e2ncia. E a\u00ed, na ess\u00eancia, vou falar da pedagogia de altern\u00e2ncia, que \u00e9 um modelo e que passa... Eu conhe\u00e7o esse modelo desde 96, 97. Tive a oportunidade, enquanto o prefeito e o Marquinho lembram desses tempos, a dona Cida, o senhor Luiz falecido, que deve estar a\u00ed participando e dando luzes para n\u00f3s aqui, mas eu convivi muito com a fam\u00edlia J\u00e9fer e tenho o maior respeito por eles. Mas eu conhe\u00e7o esse processo e ajudei a implantar no meu munic\u00edpio, que era C\u00e2ndido de Abreu. E vejo, assim, com tristeza, esse momento que eu diria, assim, de abalo. Mas todo terremoto ele traz alguma reconstru\u00e7\u00e3o na sequ\u00eancia Ent\u00e3o n\u00f3s n\u00e3o vamos, n\u00e3o podemos encerrar por aqui Vejo que no nosso jeito extensionista N\u00f3s temos essa converg\u00eancia, extens\u00e3o rural e pedagogia de altern\u00e2ncia E no meu modo de ver n\u00f3s t\u00ednhamos que montar um grupo e n\u00e3o adianta ser um grupo enorme, teria que ser um grupo mais efetivo, das partes interessadas, a come\u00e7ar pelas fam\u00edlias rurais, s\u00f3 para trazer um dado, talvez todos conhe\u00e7am, mas o Paran\u00e1, segundo as estat\u00edsticas, tem 250 mil estabelecimentos rurais da agricultura familiar, sendo 140 mil com menos de 10 hectares. \u00c9 um p\u00fablico desafiador. N\u00f3s da extens\u00e3o rural, do IDR, a gente trabalha focado nesse p\u00fablico e sabemos que \u00e9 um desafio dar viabilidade, sustentabilidade social, econ\u00f4mica e ambiental para esses estabelecimentos rurais. Muitos deles j\u00e1 est\u00e3o arrendados, inclusive, e outros tantos ao longo dos anos est\u00e3o sendo incorporados em propriedades maiores. Ent\u00e3o, a pedagogia de altern\u00e2ncia \u00e9 uma ferramenta, \u00e9 uma estrat\u00e9gia, \u00e9 um modelo. A virtude \u00e9 formar jovens agricultores. Na minha vis\u00e3o, a pedagogia de altern\u00e2ncia forma jovens agricultores. E o Paran\u00e1, ent\u00e3o, tem 250 mil estabelecimentos rurais a serem geridos por jovens agricultores no ano que vem, daqui cinco anos, dez anos, vinte anos. Ent\u00e3o, n\u00f3s temos que ter um horizonte de prazo adequado. Apesar da educa\u00e7\u00e3o estabelecida hoje, do modelo estabelecido hoje Eu como engenheiro agr\u00f4nomo extensionista entendo que tem espa\u00e7o para a pedagogia de altern\u00e2ncia E eu defendo esse espa\u00e7o Agora, n\u00f3s precisamos ent\u00e3o formar um grupo de trabalho, na minha vis\u00e3o Enxuto com uma vis\u00e3o t\u00e9cnica, humanista, cient\u00edfica que forme agricultores adequados para o cen\u00e1rio que n\u00f3s estamos vivendo hoje, que est\u00e1 a\u00ed essa turbul\u00eancia, n\u00e3o sou eu aqui o professor para ensinar ningu\u00e9m, mas \u00e9 um ponto de vista que eu estou trazendo. Porque o desafio \u00e9 consolidar no modelo de pedagogia de altern\u00e2ncia, que tem cr\u00edticos severos e tem cr\u00edticos fundamentados, n\u00f3s n\u00e3o podemos deixar de ouvir esses cr\u00edticos, porque eles t\u00eam uma vis\u00e3o, n\u00f3s temos que assimilar essa vis\u00e3o e defender o modelo da altern\u00e2ncia que n\u00f3s acreditamos. Dentro desse cen\u00e1rio, eu diria assim, \u00e9 menos confronto, mais discuss\u00e3o, buscando uma converg\u00eancia, porque n\u00f3s precisamos do poder p\u00fablico para manter. Eu fui prefeito, a casa familiar, Marquinho \u00e9 testemunha, n\u00e3o sobrevivia se n\u00e3o fosse o apoio da prefeitura. Depois veio o apoio do Estado, ent\u00e3o, 96, 97, faz algum tempo, voc\u00ea era menininho, mas a tua m\u00e3e estava junto com a gente, o seu Luiz estava l\u00e1. e s\u00f3 sobrevivia com o apoio do poder p\u00fablico. A ideia l\u00e1 original \u00e9 que n\u00e3o, as fam\u00edlias manteriam, mas essa ideia n\u00e3o prosperou. Ent\u00e3o, hoje a gente tem que pensar no poder p\u00fablico, de uma maneira que eu coloco aqui, um modelo efetivo, pedag\u00f3gico efetivo, um curr\u00edculo efetivo para formar agricultores E sustent\u00e1vel, sustent\u00e1vel do ponto de vista da legisla\u00e7\u00e3o, dos recursos, sem aquela agonia, n\u00e3o sei como est\u00e1 hoje, mas na minha \u00e9poca era uma agonia, correr atr\u00e1s de consertar, primeiro do carro, depois consertar o carro, depois p\u00f4r a gasolina no carro, depois p\u00f4r os alimentos para alimenta\u00e7\u00e3o escolar, era assim. E, ent\u00e3o, era uma situa\u00e7\u00e3o, assim, muito fr\u00e1gil. Ent\u00e3o, dentro dessa ideia, n\u00e9, eu acho que a pedagogia de altern\u00e2ncia \u00e9, sim, uma pol\u00edtica p\u00fablica para a juventude rural. N\u00f3s, da extens\u00e3o rural, temos na juventude rural um p\u00fablico preferencial Mas confesso que \u00e9 desafiador mesmo para n\u00f3s extensionistas \u00c9 desafiador trabalhar esse p\u00fablico E quem sabe a pedagogia da altern\u00e2ncia seria um caminho de converg\u00eancia Onde a extens\u00e3o rural p\u00fablica do Paran\u00e1 poderia fazer parte deste grupo enxuto Para formar uma proposta E a\u00ed sim, nesse momento de debate eleitoral, levar isso de uma forma assim, volto a dizer, formar agricultores que v\u00e3o gerir pequenas propriedades nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. Ent\u00e3o, esse \u00e9 o ponto de vista que a gente traz para contribuir. Muito obrigado. Excelente contribui\u00e7\u00e3o Experi\u00eancia De gest\u00e3o Experi\u00eancia tamb\u00e9m De trabalho como extensionista Anotei tudo aqui Anotei tamb\u00e9m J\u00e1 a proposta Do Nelson aqui O que a gente fala do cora\u00e7\u00e3o \u00c9 muita vida nessa hist\u00f3ria Muito importante E voc\u00ea vai precisar estar no grupo de trabalho Que \u00e9 bem importante O Nelson tamb\u00e9m falou aqui do retorno dos cursos de t\u00e9cnico em agropecu\u00e1ria nas casas. Muito importante. Agora eu quero convidar para falar conosco a Leila Klenck, extensionista tamb\u00e9m do IDR, nesse momento como superintendente do MDA aqui no Paran\u00e1, que \u00e9 o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Agr\u00e1rio. Leila tamb\u00e9m foi prefeita, tem muito a contribuir. Bem-vinda. Bom dia, professor Lemos, bom dia a todos os presentes nesse momento aqui, momento importante, como sempre o professor Lemos trazendo \u00e0 tona assuntos importantes, necess\u00e1rios e alguns pol\u00eamicos, como \u00e9 o caso das casas familiares rurais. Pol\u00eamicos porque, como bem falou o Richard, tem gente que vem com argumento pronto, mostrando que esse \u00e9 um modelo em desuso. E n\u00f3s, talvez, como estamos do outro lado, porque estamos aqui hoje nessa audi\u00eancia p\u00fablica na defesa das casas familiares rurais, n\u00f3s tenhamos argumentos suficientes para mostrar que n\u00e3o, que \u00e9 um modelo ainda, e em moda eu diria, que \u00e9 um modelo ainda extremamente aplic\u00e1vel para o meio rural. Claro que \u00e9 necess\u00e1rio a moderniza\u00e7\u00e3o desse modelo, porque muitas vezes n\u00f3s mantemos o olhar a uma forma como as casas familiares rurais funcionavam alguns anos atr\u00e1s, e isso deixa de ser atrativo para jovens, inclusive, para pol\u00edticos, pelas mudan\u00e7as. Estamos aqui com o professor na minha frente, que sabe como \u00e9 dif\u00edcil trabalhar com a juventude. E os anseios deles hoje talvez sejam diferentes, mas ningu\u00e9m pode colocar qualquer entrave \u00e0 necessidade dessas casas familiares rurais continuam. O sistema da altern\u00e2ncia permite o estudo e o trabalho na pr\u00f3pria propriedade, permite o estudo e aplica\u00e7\u00e3o do que foi estudado numa propriedade que est\u00e1 cada vez perdendo mais a juventude. Ent\u00e3o, as casas familiares rurais, elas podem servir com um olhar um pouco mais moderno de uma excelente pol\u00edtica para a sucess\u00e3o rural, que \u00e9 t\u00e3o importante e t\u00e3o necess\u00e1ria. N\u00f3s vemos a cada dia que elas est\u00e3o se enfraquecendo, n\u00f3s estamos perdendo, falou de 40 para 16 casas, isso \u00e9 um absurdo. N\u00f3s vemos o governo transformando as casas familiares rurais em col\u00e9gio agr\u00edcola. \u00c9 uma outra forma, \u00e9 um outro sistema de pedagogia, um outro sistema de ensino. A Tain\u00e1 falou esses dias, uma fala muito feliz dela ontem, que n\u00f3s est\u00e1vamos reunidos l\u00e1 na FETAEP, que se traz um modelo urbanizado. N\u00e3o que n\u00f3s queremos que as pessoas que moram no meio rural tenham uma forma arcaica e atrasada de se discutir a educa\u00e7\u00e3o ou a agricultura, muito pelo contr\u00e1rio, n\u00f3s queremos com as casas de fam\u00edlia rural trazer a modernidade para dentro das fam\u00edlias rurais, para dentro dessas propriedades que est\u00e3o se extinguindo muitas vezes, mas n\u00f3s n\u00e3o podemos fazer com que o modelo urbanizado seja repassado da forma como se fosse \u00fanico modelo, deixando de lado a cultura, deixando de lado os saberes do rural, deixando de lado a valoriza\u00e7\u00e3o do rural brasileiro. Isso \u00e9 muito importante e a casa familiar rural, ela precisa ter esse olhar e ela precisa ser barrada, esse fechamento das casas e esse olhar, muitas vezes, negativo em rela\u00e7\u00e3o ao modelo de altern\u00e2ncia e ao modelo que \u00e9 levado. N\u00f3s temos falta de apoio financeiro, j\u00e1 foi falado, muitas vezes os prefeitos \u00e9 que precisam ajudar, o governo participando muito pouco da manuten\u00e7\u00e3o das casas familiares rurais, cada vez uma necessidade de uma briga para que esse recurso venha, falta o est\u00edmulo para a continuidade, tanto para os jovens quanto para a organiza\u00e7\u00e3o dessas casas familiares. A proposi\u00e7\u00e3o do Richard \u00e9 boa, fazer um grupo de estudo, provavelmente, mas \u00e9 urgente. N\u00f3s n\u00e3o podemos mais demorar pensando como fazer. Temos que fazer uma proposi\u00e7\u00e3o s\u00e9ria para que as casas familiares rurais, com sistema de altern\u00e2ncia, com sistema pedag\u00f3gico moderno, atrativo aos jovens, ela possa permanecer. O MDA defende essa ideia, eu estou aqui representando o governo federal e colocando o minist\u00e9rio \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, professor Lemos, e todos voc\u00eas que defendem esse sistema, na disposi\u00e7\u00e3o de voc\u00eas e continuamos sempre as ordens. Obrigado, Leila. Leila tamb\u00e9m \u00e9 candidata ao grupo de trabalho, viu? Bem bacana, porque da\u00ed, fazendo essa ponte tamb\u00e9m com o governo federal, porque as casas precisam tamb\u00e9m de todo o apoio do governo federal. Quero aqui registrar a presen\u00e7a do vereador Vanderlei, de Boa Aventura de S\u00e3o Roque, bem-vindo. Tamb\u00e9m registrar a presen\u00e7a do doutor Odarlone, que \u00e9 m\u00e9dico e \u00e9 vereador l\u00e1 em Apucarana, e um m\u00e9dico que conhece tamb\u00e9m a agricultura familiar. Ele que teve oportunidade de ir para Cuba, fez medicina l\u00e1, voltou, fez o Rivalida, \u00e9 m\u00e9dico aqui em Apucarana e \u00e9 o vereador mais voltado de Apucarana. Est\u00e1 aqui presente. Que bom que voc\u00ea est\u00e1 com a gente aqui, Adelone. Quero convidar para falar conosco da Secretaria de Estado da Agricultura, A doutora Fabiana Cristina de Campos Romanelli Ela que \u00e9 a diretora t\u00e9cnica da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paran\u00e1 da SEAB Seja muito bem-vinda Ela tamb\u00e9m j\u00e1 falou muito aqui na Assembleia Porque ela \u00e9 muito solicitada aqui Obrigada, Deputado professor Lemos Cumprimentando o Deputado, cumprimento a todas e todos presentes aqui Obrigada pelo convite, \u00e9 uma alegria sempre poder retornar a essa casa e sempre para falar das tem\u00e1ticas afins \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. Eu falo que a gente est\u00e1, a gente ocupa diversas posi\u00e7\u00f5es, mas a gente \u00e9 o que \u00e9 a ess\u00eancia. Eu sou professora de forma\u00e7\u00e3o, j\u00e1 estive aqui em outros momentos falando disso, estive por oito anos na Secretaria de Estado da Educa\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o j\u00e1 falamos muito com o Marcos, com a Cida. Ainda esses dias, Marcos, eu falo que eu gosto O Facebook diz que \u00e9 aplicativo de velho Mas eu gosto do Facebook porque ele traz as lembran\u00e7as Todo dia quando voc\u00ea abre de manh\u00e3 ele diz H\u00e1 quatro anos, h\u00e1 cinco, h\u00e1 doze anos atr\u00e1s Esses dias ele lembrou de uma reuni\u00e3o que a gente teve nessa casa A \u00e9poca com o Deputado Rosalva Que foi feita toda uma articula\u00e7\u00e3o por meio da professora Rita Para falarmos disso Hoje, Leila, eu vou seguir na linha da tua fala Que eu e Richard conversamos bastante ontem Para alinharmos como \u00e9 que a gente entenderia Que poder\u00edamos contribuir enquanto Secretaria Enquanto IDR para essa pauta Primeiro, professor, lamento que n\u00e3o tenhamos aqui Nenhum representante da Secretaria de Estado da Educa\u00e7\u00e3o Que acho que \u00e9 importante que tiv\u00e9ssemos para falar \u00c9 importante a presen\u00e7a deles, inclusive na linha de um grupo de trabalho \u00e9 importante que eles estejam, porque a gest\u00e3o \u00e9 feita por eles. Ent\u00e3o, entendo que de fato \u00e9 importante a participa\u00e7\u00e3o. E eu estive na secretaria enquanto t\u00ednhamos 44 casas familiares rurais. Ent\u00e3o, depois os modelos foram aprimorando. Eu li, eu pedi para a assessoria do professor Lemos quais seriam as reivindica\u00e7\u00f5es e a pauta do que seria hoje. Ent\u00e3o, a defesa da pedagogia da altern\u00e2ncia, a quest\u00e3o do formato do curso, que hoje est\u00e1 t\u00e9cnico agr\u00edcola e n\u00e3o agropecu\u00e1ria. E por que eu disse que eu vou seguir na fala da Leila? Porque quando a Leila fala da gente olhar para uma educa\u00e7\u00e3o que seja direcionada para quem est\u00e1 no campo, talvez a gente querer os cursos que est\u00e3o equivalentes do que tem no col\u00e9gio agr\u00edcola n\u00e3o seja o melhor caminho. N\u00e3o sei, talvez a gente precise ter um olhar diferente. Talvez a gente tenha uma forma\u00e7\u00e3o que n\u00e3o seja o t\u00e9cnico em agropecu\u00e1ria da mesma maneira que \u00e9 l\u00e1, porque o formato da educa\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente. Eu n\u00e3o sei se \u00e9 do conhecimento de voc\u00eas, mas a gente est\u00e1 com uma miss\u00e3o que o Estado do Paran\u00e1 vai promover agora no m\u00eas de junho, que vai para a Universidade de Compi\u00eane, que l\u00e1 em Compi\u00eane eles t\u00eam um formato, professor Lemos, que faz a certifica\u00e7\u00e3o pelos saberes, a certifica\u00e7\u00e3o pela pr\u00e1tica, e eles querem trazer esse modelo aqui para o Estado do Paran\u00e1. E isso envolve diversas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o, desde o n\u00edvel t\u00e9cnico at\u00e9 o n\u00edvel superior E acho que se a gente est\u00e1 come\u00e7ando a ter esse tipo de discuss\u00e3o De formar, de qualificar e depois de reconhecer pelo saber, pela viv\u00eancia, pela compet\u00eancia Talvez a gente possa trazer isso para o grupo de trabalho e fazer essa adequa\u00e7\u00e3o do formato Ent\u00e3o quando a gente tem a pedagogia da altern\u00e2ncia, ela tem um motivo Inclusive, num momento hist\u00f3rico aqui no Estado, a gente implementou nas ilhas, porque a gente observou que quem vive nas ilhas tamb\u00e9m tinha um calend\u00e1rio espec\u00edfico que precisava ser adequado para n\u00e3o ter evas\u00e3o na escola, porque tinha toda a parte da pesca que a gente precisava adequar com o calend\u00e1rio. E acho que o modelo precisa ter inova\u00e7\u00e3o. \u00c9 um modelo que a gente j\u00e1 sabe que trouxe muitos benef\u00edcios, mas que agora a gente pode revisitar e trazer. Talvez a gente n\u00e3o precise ficar preso em ter os cursos t\u00e9cnicos com essa ou com aquela nomenclatura. A gente tem espa\u00e7o para discutir, para trazer para a realidade de quem vive. Ent\u00e3o, conversando com o Richard ontem, falamos muito desse processo de ter um grupo de trabalho que estejam os envolvidos direto nisso, porque talvez o caminho seja, Vamos construir um caminho que seja direcionado para formar o jovem agricultor. Muito se fala de sucess\u00e3o nos mais diversos espa\u00e7os. A gente fala de sucess\u00e3o pela Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura, a gente fala pela FETAEP, a gente fala pela SEAB, a gente fala pelo IDR. Sucess\u00e3o \u00e9 o qu\u00ea? \u00c9 manter, \u00e9 querer os dados que o Alexandre trouxe, 50% n\u00e3o sabe se quer ficar ou n\u00e3o. Ent\u00e3o, talvez a gente pudesse trabalhar de uma maneira com a qual ele entenda os benef\u00edcios, se a gente puder reformular e trazer inova\u00e7\u00f5es que sejam diferenciadas, n\u00e3o para formar um t\u00e9cnico agr\u00edcola ou agropecu\u00e1rio que v\u00e1 atuar com isso, mas para formar o agricultor que queira de fato estar na sua propriedade. Ent\u00e3o, a gente est\u00e1 aqui para ouvir, para contribuir. Mais uma vez, agrade\u00e7o e coloco, em nome da Secret\u00e1ria Camila, a Secretaria de Estado da Agricultura \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o. Muito obrigado, Fabiana. A Fabiana tamb\u00e9m, no Conselho Estadual de Educa\u00e7\u00e3o, fez pareceres important\u00edssimos l\u00e1 a favor da educa\u00e7\u00e3o do Estado do Paran\u00e1. Ent\u00e3o, Fabiana, candidata ao grupo de trabalho. Quero convidar para falar conosco o Nilton Bezerra Guedes, dinheiro agr\u00f4nomo, tamb\u00e9m extensionista, e que vem fazendo um trabalho extraordin\u00e1rio como superintendente do INGRA no Paran\u00e1. Bem-vindo, Nilton, tamb\u00e9m. Sempre atendeu os convites aqui da Assembleia. Ontem \u00e0 noite ele estava conosco aqui tamb\u00e9m. Bem-vindo, Nilton. Obrigado, Deputado Temer. J\u00e1 parabenizo pela iniciativa. Mais uma, n\u00e9? Deputado sempre atuante, na linha de frente. Ent\u00e3o, \u00e9 uma honra estar aqui. E a\u00ed quero cumprimentar a todos j\u00e1 inominados, presentes, nominadas. especialmente a que cumprimento o Nelson Vilmar Miranda e Marcos Jeff representando a Arcafar, enfim todas as casas familiares todos presentes em especial os professores monitores e os alunos que realmente participam indiretamente. Bom, eu n\u00e3o poderia faltar aqui hoje porque at\u00e9 ali como superintendente do INCRA que n\u00f3s temos ali a miss\u00e3o de buscar terra para ou seja gerar novas propriedades e al\u00e9m de fazer a gest\u00e3o das \u00e1reas. N\u00f3s temos hoje mais de 400 mil hectares de \u00e1reas no Paran\u00e1. E a\u00ed a gente convive diretamente com essa quest\u00e3o da sucess\u00e3o rural. Ent\u00e3o, \u00e9 natural um processo de envelhecimento. E a\u00ed a sucess\u00e3o \u00e9 realmente muito s\u00e9ria. E j\u00e1 parabenizo aqui a FETAEP, Tain\u00e1, pelo excelente trabalho que voc\u00eas fazem Mas assim, todas as federa\u00e7\u00f5es, enfim, todas as entidades que trabalham nessa linha Porque \u00e9 um problema que temos hoje e a gente est\u00e1 ali com v\u00e1rias pol\u00edticas direcionadas Para poder motivar o jovem a permanecer no meio rural Eu particularmente sou filho de campon\u00eas Sa\u00ed de morar no meio rural com 14 para 15 anos Para estudar na cidade Adorava aquela vida ali E se houvesse uma casa familiar ali por perto Certamente eu n\u00e3o teria sa\u00eddo ali do meio rural Para estudar na cidade E l\u00f3gico que eu sa\u00ed Com o sonho, com a ideia De me formar em alguma coisa E voltar ali para a comunidade N\u00e3o voltei mais Porque a\u00ed A gente Entra a\u00ed no mercado Enfim, e vai Acaba indo para outros caminhos Eu acho que pouqu\u00edssimos Que saem para estudar agronomia Veterin\u00e1ria E qualquer curso retorna depois ent\u00e3o ao mesmo tempo eu tamb\u00e9m tive o privil\u00e9gio de ser monitor da casa familiar de Sapopema ali nos idos de 97, 98 99 foi bem ali na transi\u00e7\u00e3o que era o curso que n\u00e3o tinha digamos um diploma t\u00e9cnico mas era a busca de conhecimento E isso na \u00e9poca j\u00e1 era suficiente E j\u00e1 era importante e tudo mais Depois com o incremento do curso t\u00e9cnico Deu um plus, um motivo a mais Ent\u00e3o acho que \u00e9 uma motiva\u00e7\u00e3o Mas ali deu para presenciar a import\u00e2ncia do curso E muitos daqueles alunos que a gente acompanhou l\u00e1 Ficaram realmente no meio rural Depois inclusive saiu assentamento na regi\u00e3o Muitos pais foram assentados e eles est\u00e3o por l\u00e1 Ent\u00e3o, acho que isso mostra a import\u00e2ncia da casa familiar rural, esse de ficar l\u00e1. Ent\u00e3o, eu vejo que esse empoderamento que tem que levar. Ent\u00e3o, por exemplo, com o MST, tem um setor de educa\u00e7\u00e3o do MST muito preocupado com essa quest\u00e3o e meio que direciona ali para o p\u00fablico. Mas vai desde a educa\u00e7\u00e3o de jovem adulto, as escolas itinerantes, que inclusive tem uma forte discuss\u00e3o hoje dentro dos acampamentos, mas a\u00ed alguns cursos espec\u00edficos. N\u00f3s temos hoje curso de pedagogia, de enfermagem, at\u00e9 de medicina, de direito fizemos aqui, mas s\u00e3o pontuais, de uma forma mais massiva. Mas esses cursos s\u00e3o important\u00edssimos porque o pessoal se forma e tem ali o v\u00ednculo e continua Ent\u00e3o a gente tem realmente que repensar muito essa quest\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o E eu acho que a casa familiar \u00e9 um espa\u00e7o importante que tem que permanecer Aqui a Elisabeth Frias, da Fran\u00e7a, j\u00e1 cumprimento tamb\u00e9m Acho que voc\u00eas t\u00eam muito que... Acho que esse modelo da altern\u00e2ncia que veio inspirado em voc\u00eas l\u00e1, eu sei que l\u00e1 \u00e9 bem diferenciado tamb\u00e9m a quest\u00e3o dos cursos e tudo mais, acho que \u00e9 importante a sua fala nesse sentido, mas eu s\u00f3 refor\u00e7o aqui, Deputado Temer, a import\u00e2ncia das casas, que a gente realmente tem que ver como fortalecer, inclusive, porque \u00e9 um instrumento importante, inclusive a altern\u00e2ncia j\u00e1 foi uma precursora. Hoje n\u00f3s temos l\u00e1 o trabalho, o teletrabalho, ou o EAD, umas coisas que vieram depois. E voc\u00eas l\u00e1 atr\u00e1s j\u00e1 estavam, digamos, com o m\u00e9todo que levava para isso. Eu at\u00e9 acho que a altern\u00e2ncia hoje com a internet l\u00e1 no meio rural, com a energia... Eu fui num assentamento no final de semana e o asfalto j\u00e1 chegou no assentamento. A modernidade, aquela coisa da... Ent\u00e3o, hoje o meio rural j\u00e1 consegue ter uma boa renda ali para o jovem, a gente j\u00e1 est\u00e1 repensando o tamanho de lotes, pode ser menores, de forma que o nosso mecanismo de busca di\u00e1ria pela reforma agr\u00e1ria ou pelo cr\u00e9dito fundi\u00e1rio, ele s\u00f3 vai ter sentido se tiver essa viabilidade do jovem realmente querer ficar no meio rural. E o que eu acho que est\u00e1 interessante \u00e9 que o meio rural, hoje, ele d\u00e1 uma qualidade de vida at\u00e9 muito maior do que a cidade. Porque voc\u00ea vem para a cidade, \u00e9 realmente um meio hostil, principalmente para quem tem a cultura l\u00e1, eu sofri muito com isso, Mas ainda tive a felicidade de me formar, de me engajar no mercado Mas muitos n\u00e3o t\u00eam E a\u00ed tentam voltar, mas a\u00ed j\u00e1 sofreram muito aqui e l\u00e1 Ent\u00e3o acho que a Casa Familiar \u00e9 um espa\u00e7o que tem que ser fortalecido E o que depender do Inca do Paran\u00e1 pode contar com o nosso apoio Estamos juntos Obrigado, Nilton Nilton, veja, o Nilton tamb\u00e9m j\u00e1 passou pela Casa Familiar Rural, como monitor. E pela fala aqui, \u00e9 um candidato a integrar o nosso grupo de trabalho. Muito bom, muito bom. Aqui, eu n\u00e3o estou seguindo a ordem, voc\u00eas t\u00eam a ordem, eu n\u00e3o estou seguindo, Porque eu estou ajeitando aqui para a gente ir intercalando falas do governo federal, do governo do estado, dos munic\u00edpios Intercalando com mulheres tamb\u00e9m, para a gente n\u00e3o ficar s\u00f3 homens falando Eu quero convidar l\u00e1 da Fran\u00e7a, a Elisabeth, que tem uma tarefa muito importante na Fran\u00e7a mas tem uma tarefa muito importante tamb\u00e9m aqui na Am\u00e9rica do Sul, que acompanha as nossas casas familiares rurais aqui da Am\u00e9rica do Sul. Ent\u00e3o, j\u00e1 pude estar com voc\u00ea em v\u00e1rios eventos, e que bom que voc\u00ea p\u00f4de estar conosco nesta audi\u00eancia p\u00fablica aqui na Assembleia. Seja muito bem-vinda e gostar\u00edamos de te ouvir agora. Bom dia a todos, muito obrigada pelo convite. Ent\u00e3o eu trabalho pela Uni\u00e3o Nacional das Casas Familiares da Fran\u00e7a Que representa todas as casas familiares na Fran\u00e7a Como voc\u00eas sabem, as casas familiares nasceram em 1937 na Fran\u00e7a H\u00e1 quase 100 anos j\u00e1 E tardaram mais ou menos 10 anos antes de ser reconhecido pelo governo franc\u00eas E depois disso, a partir de 1945, foi sempre reconhecido e apoiado pela Fran\u00e7a, pelo governo. Nunca deixaram de apoiar, de enviar fundos. Tamb\u00e9m tem um modelo que \u00e9 bem parecido com o Fundeb, l\u00e1 na Fran\u00e7a, e as casas sempre receberam esse Fundeb. Sempre receberam, sempre tiveram leis, enfim. Esse apoio nunca deixou de existir. E hoje em dia, na Fran\u00e7a, tem 430 casas familiares rurais Representa mais ou menos a superf\u00edcie da Fran\u00e7a \u00c9 como se fosse a superf\u00edcie dos tr\u00eas estados do sul do Brasil Paran\u00e1, Santa Catarina e Rio Grande Ent\u00e3o \u00e9 como se tivesse 430 casas nesses tr\u00eas estados, mais ou menos Para ter uma ideia Ent\u00e3o s\u00e3o bastantes casas E isso representa 100 mil alunos estudando nessas casas. Para ter outra ideia, na Fran\u00e7a tamb\u00e9m tem col\u00e9gios agr\u00edcolas. Tem mais jovens estudando nas casas familiares que nos col\u00e9gios agr\u00edcolas, na Fran\u00e7a. E um modelo que funcionou melhor, que deu mais certo. Tem mais jovens egressados das casas familiares. Outra coisa bem interessante \u00e9 que l\u00e1 na Fran\u00e7a, no in\u00edcio, quando as casas nasceram Ensinavam mais ou menos agricultura, zootecnia, parecido ao modelo que tem aqui Com os anos, as \u00e1reas rurais mudaram bastante E as casas, uma das for\u00e7as principais delas \u00e9 que elas se adaptam \u00e0s necessidades dos territ\u00f3rios E como as necessidades dos territ\u00f3rios franceses evolu\u00edram, as casas tamb\u00e9m come\u00e7aram a oferecer novos tipos de forma\u00e7\u00f5es que correspondiam \u00e0s necessidades dos territ\u00f3rios. Ent\u00e3o, hoje em dia, tem 18 \u00e1reas de forma\u00e7\u00f5es nas casas familiares da Fran\u00e7a. N\u00e3o vou falar de todas, mas para dar um exemplo. Ainda tem agricultura, com certeza, porque ainda a agricultura existe nas zonas rurais, mas tem tamb\u00e9m mec\u00e2nica, eletricidade, gastronomia, horticultura, cuidado aos idosos, cuidado aos animais. tem uma diversidade bem importante que representa todas as atividades das zonas rurais da Fran\u00e7a. E cada, com certeza, representando tamb\u00e9m a especificidade de cada regi\u00e3o. E a\u00ed, esse deu resultado muito certo. Por isso tamb\u00e9m que tem tantos alunos estudando agora. Quando os alunos terminam os estudos l\u00e1 das casas e chegam no mercado de trabalho, as empresas, as pessoas que empregam, gostam muito desses alunos, porque eles j\u00e1 t\u00eam o conhecimento, fizeram altern\u00e2ncia, ent\u00e3o eles s\u00e3o diferenciados comparado aos outros alunos que n\u00e3o estudaram nas casas. Ent\u00e3o eles entram no mercado do trabalho muito rapidamente, eles s\u00e3o muito valorizados. E n\u00e3o tem s\u00f3 casas familiares na Fran\u00e7a, tem casas familiares no mundo inteiro. Tem mais de 20 pa\u00edses do mundo Na \u00c1frica tem muitos No Oceano Indiano Na Asia Europa do Oeste E Am\u00e9rica Latina e Caribe E isso mostra tamb\u00e9m que esse modelo Tem uma capacidade de adapta\u00e7\u00e3o Muito forte Porque tantos contextos diferentes Tantas realidades Conseguiram adaptar esse modelo E deu certo Porque tem casos como no Brasil J\u00e1 existem h\u00e1 muitos anos Tem outros pa\u00edses do mundo tamb\u00e9m que t\u00eam casas h\u00e1 muitos anos. Isso mostra que esse modelo realmente tem uma capacidade de adapta\u00e7\u00e3o muito boa. Tamb\u00e9m o que pode ser observado \u00e9 que os pa\u00edses onde as casas t\u00eam o melhor desenvolvimento s\u00e3o os pa\u00edses onde tem apoio do Estado. Realmente, quando tem um apoio do Estado, um reconhecimento institucional, as casas s\u00e3o bem mais fortes. Isso \u00e9 bem, por exemplo, no Marrocos, tem apoio do Estado, as casas s\u00e3o bem fortes No Brasil tamb\u00e9m, comparado com os outros pa\u00edses do mundo aqui, as casas s\u00e3o muito fortes Os pa\u00edses onde n\u00e3o tem tanto apoio do Estado \u00e9 bem mais complicado Ent\u00e3o isso mostra realmente que o apoio do Estado \u00e9 um diferencial E para terminar com o Brasil, aqui tamb\u00e9m est\u00e1 dando certo, deu certo tamb\u00e9m no passado teve uma \u00e9poca quando tinha muito mais casas no Brasil inteiro no Paran\u00e1 tamb\u00e9m nessa \u00e9poca acho que o apoio do Estado talvez era mais forte isso tamb\u00e9m refor\u00e7a o que eu acabei de falar e eu acho que as casas n\u00e3o podem ser enxergadas como uma coisa do passado tem que ser enxergadas como uma coisa do futuro, porque elas sempre se adaptam \u00e0s necessidades do territ\u00f3rio ent\u00e3o elas n\u00e3o s\u00e3o uma coisa do passado, ao contr\u00e1rio \u00c9 um dos melhores modelos para poder evoluir com a sociedade, evoluir com as necessidades dos territ\u00f3rios, evoluir com as fam\u00edlias, os jovens. Mas tem que ter um apoio, sen\u00e3o n\u00e3o tem essa capacidade, tem que ter esse apoio institucional, esse apoio do Estado, das leis, sen\u00e3o as casas n\u00e3o podem realmente mostrar o potencial delas. Obrigada. Veja como \u00e9 maravilhosa a pedagogia da altern\u00e2ncia E ser\u00e1 que n\u00f3s aqui no Paran\u00e1 Estamos mais evolu\u00eddos do que o pessoal l\u00e1 na Fran\u00e7a, na Europa Para terminar com as casas familiares rurais Fica uma pergunta E aqui, quando a professora e a doutora Fabiana Lamentou a aus\u00eancia da Secretaria do Estado de Educa\u00e7\u00e3o Eles foram convidad\u00edssimos para estarem aqui Mas o Secret\u00e1rio de Estado est\u00e1 fora do Brasil Ent\u00e3o ele disse que n\u00e3o poderia vir e \u00e9 compreens\u00edvel Mas tamb\u00e9m na mesma resposta disse que n\u00e3o teria ningu\u00e9m l\u00e1 Que pudesse vir representar a Secretaria do Estado de Educa\u00e7\u00e3o \u00c9 uma pena Mas n\u00f3s vamos passar para eles, se eles quiserem assistir Porque aqui \u00e9 tudo gravado, fica no Youtube Para que eles possam olhar De fato aqui tem uma riqueza de informa\u00e7\u00f5es trazidas por todos que falaram aqui E refor\u00e7ado pela Elisabeth que vem l\u00e1 da Fran\u00e7a Eu me lembro tamb\u00e9m, quando n\u00f3s fizemos aqui, Leila, o Projeto de Lei para legalizar a produ\u00e7\u00e3o do queijo colonial, queijo artesanal, que pudesse ser comercializado. Tamb\u00e9m n\u00f3s fomos buscar apoio na Fran\u00e7a, vira Elizabeth. E a\u00ed uma pessoa l\u00e1 da Fran\u00e7a n\u00e3o p\u00f4de vir at\u00e9 aqui, mas ela falou \u00e0 dist\u00e2ncia e n\u00f3s colocamos no tel\u00e3o, na audi\u00eancia p\u00fablica. E ela primeiro foi l\u00e1 mostrar como que se fazia o queijo, como se faz o queijo l\u00e1 na Fran\u00e7a. Ela teve o cuidado de mostrar tamb\u00e9m como se faz na Itaj\u00e1 e em outros pa\u00edses. Disse, mas aqui, um queijo feito com leite cru, queijo colonial, na Europa, h\u00e1 milhares de anos, nunca matou ningu\u00e9m. Ali\u00e1s, faz bem. E aqui no Paran\u00e1, a gente era proibido at\u00e9 2018. Ent\u00e3o a ajuda de voc\u00eas sempre \u00e9 muito bem-vinda ao nosso estado Que bom que voc\u00ea pode estar conosco Quero convidar para falar conosco agora Quero convidar para falar conosco agora O Oscar Delgado, prefeito de Santa Maria do Oeste Munic\u00edpio que tamb\u00e9m tem uma casa familiar rural l\u00e1 na comunidade de Chap\u00e9u do Sol. Bom dia a todos e a todas. Cumprimentar aqui o nosso Deputado estadual, o professor Lemos. Parabenizar pela atitude de convocar essa audi\u00eancia p\u00fablica, junto com o Marcos, que coordena as casas familiares rurais do Paran\u00e1. S\u00f3 quero, Lemos, tamb\u00e9m dizer que estou triste de n\u00e3o ter a presen\u00e7a aqui da SED O qu\u00e3o seria importante a participa\u00e7\u00e3o da Secretaria de Estado da Educa\u00e7\u00e3o Porque \u00e9 l\u00e1 que norteia, que rege, que diz e a escola tem que seguir Santa Maria do Oeste N\u00f3s temos a Casa Familiar Rural J\u00e1 h\u00e1 muito tempo S\u00e3o mais de 30 anos Que n\u00f3s temos a Casa Familiar Rural l\u00e1 Que j\u00e1 formou muitos jovens De Santa Maria E de toda a regi\u00e3o E ela contribui Para o nosso munic\u00edpio De uma imensid\u00e3o que hoje \u00c9 a realidade Mais urbana dos munic\u00edpios brasileiros, e n\u00f3s ainda temos a perman\u00eancia de 68% da popula\u00e7\u00e3o morando no meio rural. E tenho certeza disso, que a Casa Familiar Rural, junto com os assentamentos, \u00e9 que ajuda a perman\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o na \u00e1rea rural. E o grande dilema hoje \u00e9 essa quest\u00e3o do curso. Esse curso atual de t\u00e9cnico em agricultura s\u00f3 serve para formar o jovem para ser funcion\u00e1rio de fazendeiro. Para n\u00f3s n\u00e3o interessa. \u00c9 o fim das casas familiares rurais se isso continuar. Ent\u00e3o, a mudan\u00e7a do curso para t\u00e9cnico em agropecu\u00e1ria \u00e9 urgente, \u00e9 urgente, ano que vem j\u00e1 tem que estar l\u00e1 t\u00e9cnico em agropecu\u00e1ria, n\u00e3o pode continuar isso, \u00e9 o fechamento das casas familiar rural, continuidade desse curso. Ent\u00e3o, n\u00f3s precisamos engrossar esse debate, ir para cima e n\u00e3o deixar que isso continue. E a\u00ed, tamb\u00e9m outras coisas s\u00e3o importantes n\u00f3s pautar, como, por exemplo, j\u00e1 foi falado aqui por v\u00e1rios, a quest\u00e3o do aporte financeiro. Leila, o governo federal tem que colocar mais dinheiro Nas casas do familiar rural Tem que pensar, tem que desenhar Alguma coisa Para ajudar A sustentar a casa do familiar rural Porque hoje \u00e9 pesado Para os munic\u00edpios E a hora que o munic\u00edpio N\u00e3o quer ajudar mais A casa do familiar rural, fecha Porque hoje a Conta maior est\u00e1 para o munic\u00edpio E fica pesado. Ent\u00e3o, o governo federal tem que olhar de uma forma diferente para as casas familiares rurais. A outra quest\u00e3o que n\u00f3s precisamos \u00e9 a quest\u00e3o dos profissionais que trabalham na casa familiar rural. O Estado tem que fazer uma sele\u00e7\u00e3o diferenciada. N\u00f3s temos muitos professores, muitos profissionais, que a ideia deles n\u00e3o \u00e9 rural, a ideia deles \u00e9 urbana. Ent\u00e3o, as pessoas que trabalham l\u00e1 t\u00eam que ter apetid\u00e3o para o rural, t\u00eam que gostar do rural. Sen\u00e3o ele vai trabalhar a cabe\u00e7a do jovem para ele ir embora Para ele pegar o certificado e trabalhar de empregado, por exemplo N\u00e3o acessar um cr\u00e9dito rural E hoje n\u00f3s sabemos que est\u00e1 ficando melhor a renda para quem mora na \u00e1rea rural E a\u00ed, professor Lemos, j\u00e1 quero aproveitar a oportunidade E dizer que esse debate tem que acontecer nas escolas do campo. N\u00f3s estamos tendo uma dificuldade a\u00ed na quest\u00e3o do ensino integral, que est\u00e1 sendo implantado. E eu sou defensor do ensino integral. Mas, para as escolas do campo, tem que discutir algo voltado para a agricultura familiar. N\u00e3o d\u00e1 para n\u00f3s ter uma escola do campo que vai incentivar e vai motivar o jovem a ir embora dali Tem que ter educa\u00e7\u00e3o no campo l\u00e1, na escola do campo integral, tem que ter Mas o que vai ser feito l\u00e1 para estudar um pouquinho a agricultura familiar Para motivar a perman\u00eancia daqueles alunos l\u00e1 no campo para ter alternativas. \u00c9 um debate que n\u00f3s precisamos construir. Ent\u00e3o, n\u00f3s estamos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o. Lamentamos o fechamento de muitas casas familiares rurais e precisamos fortalecer. Por exemplo, o munic\u00edpio do Mato Rico e Roncador, eles querem abrir uma casa familiar rural l\u00e1. Eles querem, os dois prefeitos l\u00e1 querem. E n\u00f3s precisamos avan\u00e7ar em vez de fechar, mas para avan\u00e7ar, primeiramente, n\u00f3s temos que voltar a ter o curso de t\u00e9cnico em agropecu\u00e1ria. Muito obrigado. Obrigado, quero convidar para falar conosco a Janiele A Janiele \u00e9 pedagoga e coordenadora do setor de educa\u00e7\u00e3o do MST Que \u00e9 o Movimento dos Trabalhadores de Raios Sem Terra Ela \u00e9 aqui do Paran\u00e1, mas \u00e9 o MST, ele \u00e9 nacional E ela \u00e9 aqui da educa\u00e7\u00e3o do campo, educa\u00e7\u00e3o do MST aqui no Paran\u00e1 Que bom que voc\u00ea p\u00f4de estar conosco. Bom dia, bem-vinda. Bom dia, professor, bom dia a todos e todas. Cumprimentando o Deputado, cumprimento a mesa, em especial n\u00e3o poderia deixar de citar as mulheres que aqui comp\u00f5em, cumprimentando elas, cumprimento todas as mulheres que est\u00e3o aqui neste momento, Tamb\u00e9m os jovens, professores, professoras Que sem eles n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a gente pautar e discutir uma educa\u00e7\u00e3o de qualidade Come\u00e7a a minha fala dizendo que eu sou filha de uma mulher assentada da reforma agr\u00e1ria E tamb\u00e9m, Nilton, sou pedagoga formada pelo Pronera Uma pedagogia que se encerrou no passado E a minha fala \u00e9 muito no sentido da experi\u00eancia de uma pedagogia de altern\u00e2ncia que deu certo Ent\u00e3o a nossa turma foi formada pela pedagogia de altern\u00e2ncia E em nenhum momento a gente deixava de pisar no nosso territ\u00f3rio estando numa academia, numa universidade Come\u00e7a a minha fala em nome do Movimento Sem Terra, em especial do setor da educa\u00e7\u00e3o Dizendo o quanto \u00e9 importante para n\u00f3s uma educa\u00e7\u00e3o de qualidade Uma educa\u00e7\u00e3o do campo de qualidade E para n\u00f3s essa educa\u00e7\u00e3o s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel se ela for ligada \u00e0 vida E para n\u00f3s a vida tem muito sentido em v\u00e1rios segmentos Seja ela da natureza, o acesso a uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel Uma escola bonita, uma escola fortalecida E uma escola na comunidade E para n\u00f3s, professor Lemos, s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel quando a gente mant\u00e9m o v\u00ednculo com a realidade Com os nossos espa\u00e7os de luta, uma mistura do estudo e do fazimento ao mesmo tempo Ent\u00e3o n\u00f3s n\u00e3o acreditamos que n\u00e3o seja poss\u00edvel formar os nossos jovens se eles n\u00e3o estiverem ligados ao territ\u00f3rio Ent\u00e3o, para n\u00f3s isso \u00e9 muito poss\u00edvel e precisamos pensar estrat\u00e9gias de continuar com a rela\u00e7\u00e3o aos nossos espa\u00e7os. Para n\u00f3s, do setor da educa\u00e7\u00e3o do MST, esses processos citados, eles se fortalecem a partir do momento que a gente pensa um formato de educa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o permita o distanciamento dos jovens, da milit\u00e2ncia e dos trabalhadores do espa\u00e7o da comunidade. Ent\u00e3o, n\u00f3s acreditamos que precisa manter esse v\u00ednculo com o territ\u00f3rio e as casas familiares, as escolas do campo, as pr\u00f3prias escolas itinerantes, elas permitem esse contato direto com a comunidade. E que, inclusive, n\u00f3s estamos enfrentando, enquanto o movimento Sem Terra, um desafio muito grande, porque as nossas escolas do campo, inclusive as nossas escolas itinerantes, elas est\u00e3o sendo fechadas. E n\u00e3o me assusta a Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o estar aqui, porque ela tamb\u00e9m se faz distante desses processos de luta, das escolas do campo e tamb\u00e9m das nossas escolas itinerantes. Diante disso, n\u00f3s do Movimento Sem Terra, a gente veio aqui para reafirmar e fortalecer esse ensino de altern\u00e2ncia, Que com certeza para n\u00f3s ele cumpre um papel muito pedag\u00f3gico Mas tamb\u00e9m ele cumpre um papel pol\u00edtico para n\u00f3s dos movimentos sociais Ent\u00e3o a pedagogia da altern\u00e2ncia vai formando o sujeito por completo Voc\u00ea sai, vai para a universidade Ou voc\u00ea permanece na casa familiar rural Mas voc\u00ea n\u00e3o perde o v\u00ednculo E isso vai te formando enquanto ser humano Enquanto pessoa que acredita num projeto popular Ent\u00e3o a gente vai formando como um todo E ficamos muito felizes de poder contribuir nessa pauta Essa pauta da defesa da rela\u00e7\u00e3o viva entre a academia e o meio que estamos inseridos E que a gente acredita tamb\u00e9m que se ela for defendida dessa forma Que coletivamente a gente vai conseguir um sucesso Aqui est\u00e3o organiza\u00e7\u00f5es, movimentos sociais, institui\u00e7\u00f5es e, dessa forma, a gente consegue defender uma pauta, avan\u00e7ar e qualificar essa pauta das casas familiares, mas tamb\u00e9m da perman\u00eancia do jovem no campo. E, por fim, reafirmamos o compromisso de intensificar esse debate nos nossos espa\u00e7os, sejam eles nas escolas do campo, onde n\u00f3s defendemos ela integralmente, seja ela nas escolas itinerantes, que viemos sofrendo ultimamente uma agressividade, e o professor Lemos, a partir da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o, onde eles chegam de surpresa, aplicam prova com os nossos alunos, desqualificam o ensino das nossas escolas itinerantes, senhor Newton, a gente est\u00e1 sofrendo uma viol\u00eancia grav\u00edssima enquanto escola do campo, enquanto escola itinerante e agora a nossa pauta da Casa Familiar Rural. Mas n\u00f3s reafirmamos que vamos levar esse debate da pedagogia e da altern\u00e2ncia e do sentido de qualificar uma educa\u00e7\u00e3o que seja vinculada aos territ\u00f3rios. E a\u00ed, queria trazer aqui um trecho da nossa cartilha de princ\u00edpios que n\u00f3s ressaltamos enquanto movimentos sociais, que se queremos educar sujeitos de um novo projeto de desenvolvimento social para o campo, precisa ser a partir de uma a\u00e7\u00e3o transformadora, de pessoas capazes de articular a teoria com a pr\u00e1tica, que \u00e9 o que n\u00f3s defendemos, e tendo a sua base, a sua comunidade, as suas escolas, a casa familiar rural, ou o espa\u00e7o que a gente est\u00e1 inserido, ele seja no vi\u00e9s da produ\u00e7\u00e3o do conhecimento. Ent\u00e3o, para n\u00f3s do MST e dos movimentos sociais, mas aqui em especial o Movimento Sem Terra, \u00e9 muito importante que n\u00f3s debatamos e tamb\u00e9m a gente reafirme a import\u00e2ncia dessa liga\u00e7\u00e3o do ensino com a realidade. E a\u00ed nos colocamos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, enquanto o Movimento Sem Terra, para contribuir nesse debate e tamb\u00e9m pensar essas estrat\u00e9gias e que com certeza d\u00e1 certo sim n\u00f3s pensarmos um ensino de qualidade para o campo, onde o jovem n\u00e3o precisa sair e que ele continue, de fato, olhando para o seu territ\u00f3rio e ajudando a construir a sua base l\u00e1, n\u00e3o deixando com que a sua comunidade seja esquecida e que a gente consiga construir coletivamente esses espa\u00e7os educativos. Muito obrigada. N\u00f3s que agradecemos. Quero convidar para falar conosco agora o professor Silberto Cardoso, professor da rede estadual, diretor de escola que foi por muito tempo, e hoje est\u00e1 Presidente da Coordena\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica Estadual de Defesa dos Direitos da Juventude. Que bom que voc\u00ea est\u00e1 conosco aqui, Silberto. Bem-vindo. Bom dia, professor Lemos, Deputado. \u00c9 uma satisfa\u00e7\u00e3o muito grande. Quero agradecer o convite da Tain\u00e1 para participar desse evento muito importante. E um bom dia a todos os presentes. Como o professor, o senhor j\u00e1 relatou a quest\u00e3o da minha, como professor, diretor de escola, eu, ouvindo o colega aqui do lado, eu praticamente via a fala dele, a minha fala aqui praticamente, que eu sou do s\u00edtio mesmo, sa\u00ed do s\u00edtio para vir para Curitiba aos 26 anos. Ent\u00e3o, \u00e9 uma trajet\u00f3ria que a minha m\u00e3e sempre me motivou, motivou os filhos a estudar. E a gente estudava mesmo assim nesse sentido. E fomos nos preparando, porque a vida no s\u00edtio estava muito complicada. Em 1996 que eu vim para Curitiba, ent\u00e3o faz um bom tempo, faz 30 anos. Ent\u00e3o, naquela \u00e9poca, a agricultura, hoje est\u00e1 dif\u00edcil, naquela \u00e9poca est\u00e1 mais dif\u00edcil ainda. Ent\u00e3o, como o colega disse, eu vim para c\u00e1, para Curitiba, buscar um espa\u00e7o nesse sentido, a vida, casado, dois filhos, ent\u00e3o n\u00e3o tinha muito o que fazer, tinha que correr atr\u00e1s de um sonho, de dar condi\u00e7\u00f5es de vida melhor para os filhos, para a fam\u00edlia. E vim com o sonho de ficar uns dois, tr\u00eas anos e voltar. E j\u00e1 se passaram 30 anos. E vejo esse tema, casas familiares rurais, muito importante para a forma\u00e7\u00e3o dos jovens e conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia de viver no campo. Eu trabalhei numa escola durante 26 anos, s\u00e3o seis anos como vice-diretor e oito anos como diretor de escola, e a gente via como as fam\u00edlias vinham do interior, vinham das regi\u00f5es rurais, com aquela expectativa grande, porque h\u00e1 muita propaganda das coisas positivas. Os negativos ningu\u00e9m fala Quando acontece negativo Todo mundo se omite Ent\u00e3o h\u00e1 muita fala Todo mundo se d\u00e1 bem, vai para a cidade e se d\u00e1 bem Mas as coisas n\u00e3o \u00e9 bem assim Aqui as coisas s\u00e3o dif\u00edceis A pessoa que vem sem condi\u00e7\u00f5es nenhuma Sem preparo N\u00e3o consegue Pagar um aluguel Adquirir as suas coisas Para ter uma qualidade de vida E \u00e9 ilus\u00f3rio, muitas vezes as pessoas saem l\u00e1 do campo E v\u00eam para a cidade achando que vai melhorar a qualidade de vida Muitas vezes a qualidade de vida dele est\u00e1 l\u00e1, com essa oportunidade de forma\u00e7\u00e3o, onde ele possa ter novas t\u00e9cnicas que ele possa emprantar na sua propriedade e conseguir, por exemplo, aplicar nesses jovens que eles sejam empreendedores. A propriedade rural deles tem que ser um neg\u00f3cio para eles possam viver, ter uma forma de empreendedorismo. Sobre a quest\u00e3o, porque na propriedade rural \u00e9 uma empresa que tem N coisas para se fazer. Quem viveu no s\u00edtio sabe. Ent\u00e3o, as pessoas t\u00eam que se preparar para que eles possam conseguir desenvolver muitas t\u00e9cnicas. at\u00e9 sinto algumas situa\u00e7\u00f5es, quem vive no s\u00edtio tem que ser um professor pardal, tem que fazer de tudo, tem que ter conhecimento de tudo, sen\u00e3o n\u00e3o consegue sobreviver. Agora, a situa\u00e7\u00e3o, falou-se que l\u00e1 na Fran\u00e7a tem at\u00e9 a quest\u00e3o mec\u00e2nica, se estragou um maquinar ali, tem que pagar, se vai fazer outra coisa, tem que pagar, vai construir alguma coisa, tem que pagar. Como \u00e9 que vai viver? Ent\u00e3o, a pessoa tem que ter essas t\u00e9cnicas para que ele possa desenvolver tudo ali na propriedade dele e ser um empreendedor, essa propriedade ser como uma empresa. Ent\u00e3o, \u00e9 uma bandeira que eu defendo e gostaria muito de ressaltar, professor Lemos, sobre como o senhor falou ali do que eu represento. Eu represento a Coordena\u00e7\u00e3o de Pol\u00edticas P\u00fablicas da Juventude do Paran\u00e1 e tamb\u00e9m estou na presid\u00eancia do Conselho Estadual da Juventude junto com a Tain\u00e1, sempre est\u00e1 participando com a gente, \u00e9 uma pessoa ativa, que nos colabora muito nas a\u00e7\u00f5es do Conselho. E agora, essa conversa, aqui que estou anotando um monte de coisa aqui, n\u00f3s estamos construindo o plano estadual da juventude para os pr\u00f3ximos cinco anos do Estado. N\u00f3s j\u00e1 fizemos 13 escutas p\u00fablicas em todo o Paran\u00e1. A \u00faltima n\u00f3s fizemos na Escola Quilombola, l\u00e1 em Adrian\u00f3polis, at\u00e9 Adrian\u00f3polis a 130 quil\u00f4metros, de Adrian\u00f3polis para a Escola Rural, mais 50 quil\u00f4metros de estrada de ch\u00e3o. N\u00f3s fomos l\u00e1 para ouvir, para a gente poder construir um plano estadual da juventude que realmente represente aquilo, o anseio da nossa juventude. Ent\u00e3o, professor, eu agrade\u00e7o o espa\u00e7o aqui e a gente est\u00e1 inteira \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para ouvir e para a gente poder crescer. A gente s\u00f3 cresce quando a gente ouve todos os setores. Muito obrigado. N\u00f3s que agradecemos, Silberto. Silberto, voc\u00ea que vem l\u00e1 de God\u00f3i Moreira, o que voc\u00ea colocou como refer\u00eancia o Nilton, ele \u00e9 de S\u00e3o Jo\u00e3o de Iva\u00ed, vizinho seu l\u00e1. Vizinho seu. Realmente \u00e9 vizinho de C\u00e2ndido de Abreu, prefeito tamb\u00e9m ali. E quando voc\u00ea falou da tua m\u00e3e, ela \u00e9 muito firme, n\u00e9? Gosto muito dela l\u00e1, da atua\u00e7\u00e3o. E conhe\u00e7o teu irm\u00e3o, que \u00e9 professor l\u00e1 tamb\u00e9m, Godoy Moreira. Sempre vou l\u00e1, vou na casa dele, inclusive. Mas que bom que voc\u00ea est\u00e1 fazendo a defesa da nossa juventude, e tem conhecimento, e est\u00e1 convidado para integrar o nosso grupo de trabalho, viu, Silberto? Eu me lembro de visitar voc\u00ea como diretor do col\u00e9gio aqui em Curitiba, E ver o seu trabalho E Quero aqui afirmar O que eu j\u00e1 falei em algumas escolas Quando voc\u00ea estava l\u00e1 como diretor daquele col\u00e9gio Aquele col\u00e9gio deve estar bonito Mas ele era muito bonito Com flores Com plantas, com tudo Muito bonito, parab\u00e9ns Como o senhor comentou sobre as plantas Vou fazer uma complementa\u00e7\u00e3o aqui \u00c9 A nossa escola No bairro de Curitiba no bairro S\u00edtio Cercado, n\u00f3s t\u00ednhamos tr\u00eas tipos de horta, a org\u00e2nica, a convencional e a hidrop\u00f4nica. Ent\u00e3o, a gente conseguia produzir, na hidroponia, 600 p\u00e9s de alface a cada 45 dias, e ia tudo para o lanche da escola. Ent\u00e3o, ali sa\u00edram alunos que, devido \u00e0quela horta, fizeram agronomia, fizeram outras t\u00e9cnicas agr\u00edcolas da cidade para que aquela horta fazia com que eles praticassem, passassem a gostar e buscassem uma forma\u00e7\u00e3o dentro dessa \u00e1rea. Foi muito gratificante isso, D. Milano. Ent\u00e3o, eu fiquei sempre muito animado, eu sempre falava de escola bonita, eu lembro da escola que voc\u00ea foi diretor. Ent\u00e3o, parab\u00e9ns, voc\u00ea vai nos ajudar muito aqui nesse grupo de trabalho. Quero convidar para falar conosco agora, l\u00e1 de, olha, voc\u00eas n\u00e3o v\u00e3o saber quem \u00e9, o Adroaldo Ralfder, na verdade \u00e9 o Sass\u00e1, que est\u00e1 aqui, que todo mundo conhece, foi prefeito v\u00e1rias vezes, l\u00e1 de Nova Prata de Igua\u00e7u, como pai de estudantes da Casa F\u00e1rmina Rural, e que vem fazendo um esfor\u00e7o muito grande para que a gente possa n\u00e3o s\u00f3 manter as casas, mas mant\u00ea-las com qualidade e ampli\u00e1-las. Sass\u00e1, muito obrigado pela sua presen\u00e7a aqui na nossa audi\u00eancia p\u00fablica. Professor Lemos, obrigado pelo convite, uma alegria, uma satisfa\u00e7\u00e3o em nome dos pais e dos filhos que produzem por esse Estado aben\u00e7oado estar aqui representando o nosso munic\u00edpio e as casas familiar rural. Parabenizar o senhor, sempre trabalhando muito pela educa\u00e7\u00e3o do Paran\u00e1 e, mais uma vez, dando um exemplo a\u00ed com a equipe de trabalho para n\u00f3s encontrarmos juntos as melhores solu\u00e7\u00f5es para continuarmos neste grande projeto importante para o nosso Estado. fazer uma sauda\u00e7\u00e3o aos amigos do IDR voc\u00eas nos orgulham nos honram como \u00e9 bom ser paranaense fazer parte desse estado e ter pessoas como voc\u00eas em nome dos amigos que completaram 70 anos a\u00ed saudar a todos voc\u00eas que est\u00e3o aqui na frente de honra contribuindo para este debate quero ser breve, professor Lemos diante do adiantar da hora mas falar da import\u00e2ncia das casas familiar. Eu fui prefeito por oito anos na minha cidade, hoje minha esposa \u00e9 prefeita, e n\u00f3s amamos aquilo que n\u00f3s fizemos. N\u00f3s somos agricultores, vivemos da produ\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, como a grande parte do nosso Estado faz. Meu filho com 26 anos hoje conduz a nossa propriedade \u00c9 produtor de gr\u00e3os, de aves e tudo mais aquilo que se consegue produzir Em uma propriedade de pequena, m\u00e9dia ou grande escala do estado do Paran\u00e1 Nosso vice-prefeito foi estudante da Casa Familiar Rural Meu filho teve a forma\u00e7\u00e3o, Val\u00e9ria, por voc\u00eas eu quero parabeniz\u00e1-las, porque honrosamente voc\u00eas nos orgulham no trabalho que voc\u00eas fazem. Tanto que a nossa casa n\u00e3o deve ser diferente das outras. N\u00e3o temos vaga para a quantidade de adolescentes que ali querem estar. Mas como todas as coisas, precisamos evoluir. Jamais podemos regredir ou retroceder. A alternativa que n\u00f3s temos da pedagogia da altern\u00e2ncia, quando n\u00e3o existia internet, quando n\u00e3o existia evolu\u00e7\u00e3o, n\u00f3s j\u00e1 est\u00e1vamos trabalhando e dava certo. N\u00f3s temos hoje os estados da federa\u00e7\u00e3o brigando para atrair empresas, gerar emprego e renda divisas nos estados. E n\u00f3s temos em nossos munic\u00edpios a ind\u00fastria, a empresa em nossas m\u00e3os e talvez n\u00e3o a valorizamos. H\u00e1 tempo, h\u00e1 muito tempo, deixou de se dizer que os agricultores eram escanteados e que eram diminu\u00eddos pela sociedade. Ao contr\u00e1rio, hoje temos no interior o encurtamento das dist\u00e2ncias, temos a internet, n\u00f3s temos as pavimenta\u00e7\u00f5es liberadas pelo governo de Estado e pelo governo federal, melhorando os acessos, pavimenta\u00e7\u00f5es asf\u00e1lticas. asf\u00e1lticas, n\u00f3s temos o plantio direto, n\u00f3s temos a agilidade e a din\u00e2mica de se ter a possibilidade de gerar os melhores empregos e manter as economias locais aquecidas atrav\u00e9s da sucess\u00e3o familiar e do empreendedorismo dos nossos filhos, dos nossos netos, que junto com o pai, com a m\u00e3e, na casa familiar rural, na pedagogia da altern\u00e2ncia e com o t\u00e9cnico \u00e9 agropecu\u00e1rio, vai fazer na pr\u00e1tica, na sua propriedade, acompanhado pelos professores, por aqueles que s\u00e3o respons\u00e1veis para dar a forma\u00e7\u00e3o nas propriedades suas e de seus vizinhos, nas cooperativas, nos sindicatos, nas associa\u00e7\u00f5es, n\u00f3s temos a possibilidade de termos amigos, os empregos mais baratos, de termos os nossos filhos al\u00e9m de n\u00f3s sucedendo, Empreendendo sermos melhores do que n\u00f3s Qual \u00e9 o pai que n\u00e3o sonha em ter um filho melhor do que ele? O meu filho \u00e9 melhor do que eu Eu j\u00e1 estou realizado Estudou na Casa Fam\u00edlia Rural Est\u00e1 l\u00e1 produzindo alimentos para esse Brasil E n\u00f3s estamos aqui cumprindo com a nossa fun\u00e7\u00e3o como homem p\u00fablico O emprego mais barato Pedagogia da altern\u00e2ncia T\u00e9cnico e agropecu\u00e1ria prepararmos, despertarmos inova\u00e7\u00e3o, tecnologia, modernidade, empreendedorismo. Os nossos filhos s\u00e3o vision\u00e1rios, d\u00e3o aula para n\u00f3s, n\u00f3s n\u00e3o temos que tirar eles de perto de n\u00f3s para dizer que eles v\u00e3o ter uma forma\u00e7\u00e3o e v\u00e3o nos orgulhar, \u00e9 o contr\u00e1rio. ali junto com o pai e com a m\u00e3e, ele est\u00e1 protegido e sob os olhares daqueles que mais o amam e que v\u00e3o proteger dos ass\u00e9dios, das coisas ruins do mundo, as drogas, o alcoolismo, a prostitui\u00e7\u00e3o, vendo eles ali despertados por esta uni\u00e3o, professor Lemos, e por este grupo de trabalho que foi frisado aqui e deixar as arestas, aparar aquilo que n\u00e3o precisa, que n\u00e3o contribui, somar as for\u00e7as para um Estado que \u00e9 o supermercado do mundo. O Paran\u00e1 d\u00e1 aula em produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. Em meu munic\u00edpio, em nosso munic\u00edpio, os melhores agricultores, os melhores produtores de leite, os melhores produtores de peixe estudaram na Casa Familiar Rural E n\u00e3o precisam ir para a cidade procurar o emprego de balconista do supermercado, de borracheiro, profiss\u00f5es dignas e maravilhosas, mas que podem ser para outros que talvez n\u00e3o tenham oportunidade do pai ter a terra o bem maior, ensinando eles junto com a escola, com a casa familiar rural, atrav\u00e9s da tecnologia da altern\u00e2ncia. Podemos triplicar a nossa produ\u00e7\u00e3o, em especial de leite, de aves, de ovos, de peixes e produtos da agricultura familiar para colocar comida mais barata na mesa do nosso povo e da nossa gente. O Estado faz a parte dele atrav\u00e9s da infraestrutura das estradas, dos acessos. N\u00f3s estamos vendo isso aqui, o governo federal faz isso, Leila. Ent\u00e3o pessoal, a responsabilidade, eu falo aqui como pai \u00c9 de todos n\u00f3s deste grupo de trabalho, Lemos, e voc\u00ea est\u00e1 de parab\u00e9ns Por ter esta bandeira das Casas Familiar Rural sempre firme e forte em sua m\u00e3o O nosso desafio aqui \u00e9 unirmos as for\u00e7as municipais, prefeito Que eu sei o quanto custa e o quanto \u00e9 dif\u00edcil estaduais e federais, vamos deixar as quest\u00f5es partid\u00e1rias de lado e vamos olhar para a agricultura familiar, para a produ\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, para o agroneg\u00f3cio, vamos olhar para os nossos filhos, netos e bisnetos que ser\u00e3o os nossos sucessores e multiplicar\u00e3o os nossos neg\u00f3cios porque eles estar\u00e3o formados e preparados atrav\u00e9s deste grupo de trabalho que pode apresentar uma proposta, professor Lemos, de inova\u00e7\u00e3o para a manuten\u00e7\u00e3o das casas. Inova\u00e7\u00e3o, tecnologia, empreendedorismo, n\u00f3s estamos vendo isso no mundo e os nossos filhos est\u00e3o assim. Sem n\u00f3s perdermos as nossas ra\u00edzes, sem n\u00f3s perdermos as nossas origens, que s\u00e3o as nossas ra\u00edzes mais profundas, que est\u00e3o no solo, que est\u00e3o na terra, cuidando do setor produtivo, cuidando da economia local, gerando emprego, renda, cuidando do meio ambiente, porque os nossos filhos cuidam mais do meio ambiente do que n\u00f3s. E a\u00ed n\u00f3s teremos uma sociedade melhor, n\u00f3s teremos um \u00eaxodo rural muito menor, porque j\u00e1 no intuito e no entendimento deles, eles j\u00e1 sabem que podem estar ali naquele local, produzindo, tendo renda, tendo sustentabilidade. H\u00e1 muito tempo deixou-se dizer que quem estava no setor produtivo n\u00e3o pode ter uma moto, um autom\u00f3vel, um computador, n\u00e3o pode ter roupas boas. Quem est\u00e1 l\u00e1 no setor produtivo ganha mais dinheiro do que talvez muitos que se formaram em alguns cursos que hoje t\u00eam dificuldade de emprego, N\u00e3o enfrentam o tr\u00e2nsito, n\u00e3o enfrentam a viol\u00eancia das grandes cidades. \u00c9 o setor produtivo que carrega as esperan\u00e7as de um pa\u00eds melhor. Ent\u00e3o eu como pai s\u00f3 tenho aqui a dizer para voc\u00eas, eu sou agricultor, meu neg\u00f3cio \u00e9 ro\u00e7a. L\u00e1 do interior n\u00f3s falamos o seguinte, que n\u00e3o tem vida melhor. Acordar, ter renda, os p\u00e1ssaros cantando Com a m\u00e3e, com o pai ali perto, com o v\u00f4, com a av\u00f3 Quanta saudade, quanta saudade nossos filhos A gera\u00e7\u00e3o de muitos de voc\u00eas passou Por terem sa\u00eddo das suas cidades, do v\u00f4, da av\u00f3 Quantas vezes voc\u00eas n\u00e3o conseguiram ver os parentes e os amigos E talvez voc\u00eas teriam estado melhor do que est\u00e3o hoje Com a forma\u00e7\u00e3o que tem Se l\u00e1 atr\u00e1s tivesse a tecnologia da altern\u00e2ncia tivesse a Casa Familiar Rural, tivesse a Uni\u00e3o dos Munic\u00edpios, Estados e Governo Federal e voc\u00ea, a senhora sabe que tem que fazer mais pelas casas, tem que p\u00f4r mais dinheiro nas casas, tem que assumir esse papel todos n\u00f3s, que a\u00ed n\u00f3s teremos um sucesso inabal\u00e1vel e as ra\u00edzes profundas daquilo que \u00e9 plantado, produzindo e n\u00f3s temos nossos filhos e netos morando perto de n\u00f3s, deixando os empregos da cidade para aqueles que n\u00e3o t\u00eam terra produzindo assim. Marco Jeff, parab\u00e9ns a todos voc\u00eas por essa luta. Contem com a gente, n\u00f3s estamos aqui, com a nossa humildade, com o nosso jeito, mas defendendo aquilo que \u00e9 a ess\u00eancia do nosso povo do Paran\u00e1 e a ess\u00eancia da nossa agricultura, seja ela agricultura do agroneg\u00f3cio, agricultura familiar, daquilo que foi, daquilo que for. Tudo se produz e tudo se desenvolve e \u00e9 tudo necess\u00e1rio. Obrigado, Lemos, estamos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o. N\u00f3s te agradecemos. Muito importante a sua fala. Eu conhe\u00e7o a Casa Familiar Rural l\u00e1 de Nova Prata, do Igua\u00e7u, e estive l\u00e1, vi a qualidade daquela casa e o compromisso da dire\u00e7\u00e3o, das professoras, dos monitores, dos estudantes daquela casa. E \u00e9 um exemplo das outras casas que n\u00f3s temos no Paran\u00e1. Ent\u00e3o que bom que voc\u00ea est\u00e1 conosco e est\u00e1 j\u00e1 escalado para o grupo de trabalho Quero convidar para falar conosco ele que est\u00e1 na dire\u00e7\u00e3o da CONTAG Da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores da Agricultura no Brasil Ele vai fazer a participa\u00e7\u00e3o online Ele \u00e9 o Secret\u00e1rio de pol\u00edticas sociais da CONTAG \u00c9 o Ant\u00f4nio Erinaldo Lima Vasconcelos. Bom dia, Ant\u00f4nio, bom dia. Seja muito bem-vindo. E que bom que voc\u00ea tirou um tempo para falar conosco. Ol\u00e1, bom dia a todos e todas, os companheiros e as companheiras que est\u00e3o a\u00ed presentes. Quero saudar voc\u00ea, Deputado, que est\u00e1 conduzindo t\u00e3o bem a nossa audi\u00eancia p\u00fablica que trata da educa\u00e7\u00e3o do campo, das casas das fam\u00edlias agr\u00edcolas. Em seu nome, saudar todos os demais Deputados que possam estar a\u00ed presentes com voc\u00ea. Eu n\u00e3o estou vendo, n\u00e3o estou sabendo se tem mais alguma, se tiver, sintam-se cumprimentados. Na sua pessoa, o Deputado professor Temer, \u00e9 muito importante tamb\u00e9m a gente destacar que \u00e9 um professor Deputado que est\u00e1 presidindo a audi\u00eancia p\u00fablica. \u00c9 muito importante. Quero saudar meu companheiro Alexandre Leal, Presidente da FETAEP, grande companheiro de luta, entusiasta da educa\u00e7\u00e3o do campo, das casas-fam\u00edlias agr\u00edcolas, minha querida companheira Tain\u00e1, Secret\u00e1ria de jovens, trabalhadores rurais do estado do Paran\u00e1 e que contribui muito na educa\u00e7\u00e3o do campo, acredita na educa\u00e7\u00e3o do campo como um objeto de transforma\u00e7\u00e3o para a vida e para a sucess\u00e3o rural que possa acontecer, mas que a educa\u00e7\u00e3o do campo, as casas, as fam\u00edlias agr\u00edcolas, como todos os outros a\u00ed, ela tem um papel fundamental nesse desenvolvimento e na aplica\u00e7\u00e3o da sucess\u00e3o rural. Quero saudar todos os movimentos sociais e sindical que possam, porventura, estar a\u00ed presentes, em nome da nossa companheira que est\u00e1 a\u00ed representando o MST, meu abra\u00e7o a todos e todas voc\u00eas. A educa\u00e7\u00e3o do campo \u00e9 fruto da luta hist\u00f3rica dos movimentos sociais, dos sindicais, comunidades tradicionais, organiza\u00e7\u00f5es populares, universidades e sujeitos do campo, que reivindicaram e continuamos reivindicando o direito a uma educa\u00e7\u00e3o constru\u00edda a partir da realidade dos territ\u00f3rios. A pol\u00edtica nacional e as pol\u00edticas nacionais de educa\u00e7\u00e3o do campo, como o PRONERA, o PRONACAMPO, o PROCAMPO, licenciaturas em educa\u00e7\u00e3o do campo e agora a resolu\u00e7\u00e3o da pedagogia da altern\u00e2ncia foram conquistas constru\u00eddas coletivamente pela luta social e institucional de todos os movimentos. Essas lutas pol\u00edticas, elas, de certa forma, t\u00eam um marco nacional importante, pois reconhecem que aos povos do campo, das \u00e1guas, das florestas, dos cerrados, ind\u00edgenas, quilombolas e comunidades tradicionais, t\u00eam direito a uma educa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, diferenciada, contextualizada e emancipadora. Por\u00e9m, a consolida\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o do campo n\u00e3o acontece apenas com a exist\u00eancia de diretrizes nacionais \u00c9 necess\u00e1rio que os Estados assumam uma responsabilidade dentro do Pacto Federativo O Pacto Federativo da Educa\u00e7\u00e3o pressup\u00f5e corresponsabilidade entre Uni\u00e3o, Estados e Munic\u00edpios Para garantir o direito a essa educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica em todos os territ\u00f3rios nacionais Nesse sentido, cabe ao Estado e aos Estados regulamentar as pol\u00edticas nacionais, construir normativas estaduais, garantir or\u00e7amento, assegurar estrutura administrativa, implementar forma\u00e7\u00e3o para os educadores, fortalecer escolas do campo, garantir transporte de qualidade e a perman\u00eancia dessa infraestrutura no campo e criar condi\u00e7\u00f5es reais para a execu\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas de educa\u00e7\u00e3o. A resolu\u00e7\u00e3o do Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o, a 1023, sobre a pedagogia da altern\u00e2ncia, \u00e9 um exemplo concreto dessa necessidade, pois \u00e9 ela pr\u00f3pria que determina que os sistemas de ensino regulamentem sua aplica\u00e7\u00e3o. Mas essa responsabilidade, ela vai al\u00e9m da altern\u00e2ncia. \u00c9 preciso que o Estado do Paran\u00e1 avance na institucionaliza\u00e7\u00e3o ampla da educa\u00e7\u00e3o do campo como pol\u00edtica p\u00fablica permanente. Ainda enfrentamos o fechamento das escolas do campo, a precariza\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de ensino, a aus\u00eancia de forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para educadores, inviabiliza\u00e7\u00e3o dos sujeitos do campo nos curr\u00edculos, as dificuldades de acesso e perman\u00eancia da juventude camponesa na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e superior. Portanto, defender a educa\u00e7\u00e3o do campo \u00e9 defender o direito dos povos permanecerem em seus territ\u00f3rios com dignidade, com cultura, com identidade e acesso ao conhecimento t\u00e9cnico e superior. A educa\u00e7\u00e3o do campo n\u00e3o pode depender apenas da resist\u00eancia das comunidades e dos povos sociais, mas tamb\u00e9m dos movimentos. Ela precisa ser assumida como um papel do Estado, pelo compromisso do Estado, compromisso pol\u00edtico e institucional. O Paran\u00e1 precisa transformar as diretrizes nacionais em a\u00e7\u00f5es concretas, regulamentando a pedagogia da altern\u00e2ncia, fortalecendo as escolas do campo, ampliando pol\u00edticas de forma\u00e7\u00e3o, garantindo financiamento e reconhecimento dos territ\u00f3rios camponeses como espa\u00e7o leg\u00edtimo de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento. A luta nacional garantiu o reconhecimento das pol\u00edticas, agora \u00e9 responsabilidade dos Estados, fazer com que essas pol\u00edticas saiam do papel e se tornem realidade na vida dos povos do campo. Os Estados precisam cumprir sua parte em executar o que foi garantido a n\u00edvel nacional, Dar continuidade para que os povos possam permanecer no campo, com uma educa\u00e7\u00e3o onde sejam educados em seus territ\u00f3rios, tendo seus conhecimentos ancestrais adequados a essa realidade. Portanto, o Estado do Paran\u00e1 parte na frente com essa audi\u00eancia e eu quero parabenizar e colocar aqui a contagem do Deputado professor Temer, ter a disposi\u00e7\u00e3o da Assembleia Legislativa do Estado do Paran\u00e1, da FETAEP para que a gente possa construir um amplo di\u00e1logo, um amplo debate na formula\u00e7\u00e3o e na constru\u00e7\u00e3o efetiva da educa\u00e7\u00e3o do campo e o fortalecimento das escolas agr\u00edcolas no Estado do Paran\u00e1 um cheiro, um beijo no cora\u00e7\u00e3o que Deus nos aben\u00e7oe e que a gente possa construir os caminhos e as alternativas das escolas da educa\u00e7\u00e3o do campo a\u00ed no Estado do Paran\u00e1 muito obrigado pela oportunidade N\u00f3s que agradecemos A sua participa\u00e7\u00e3o, Ant\u00f4nio Muito, muito boa O Richard tem que sair agora Quero convidar o Urbe, ent\u00e3o, para vir aqui Para continuar aqui Representando o IDR Muito obrigado, Richard, por estar conosco Quero convidar para falar conosco agora O professor Vandr\u00e9 O Vandr\u00e9 \u00e9 o Secret\u00e1rio educacional da dire\u00e7\u00e3o estadual da APP Sindicato. J\u00e1 foi Presidente do n\u00facleo da APP aqui da regi\u00e3o metropolitana norte de Curitiba e hoje est\u00e1 tamb\u00e9m na dire\u00e7\u00e3o estadual da APP Sindicato. Seja muito bem-vindo e que bom que voc\u00ea p\u00f4de estar conosco aqui, Vandr\u00e9. Muito obrigado. Bom dia a todas e todos. Gostaria de saudar o professor Lemos. Tamb\u00e9m saudando os movimentos sociais que est\u00e3o presentes nesse debate, em especial a FECAFAR, o MST e os sindicatos que tamb\u00e9m est\u00e3o aqui presentes, porque \u00e9 uma luta muito ampla. Quando a gente vem tratar aqui a educa\u00e7\u00e3o do campo, vem tratar a quest\u00e3o das casas familiares rurais, n\u00f3s estamos debatendo al\u00e9m simplesmente dessa especificidade. N\u00f3s estamos debatendo soberania, soberania alimentar. N\u00f3s estamos debatendo aqui um projeto de pa\u00eds. Ent\u00e3o, \u00e9 muito amplo. Ent\u00e3o, a defesa dessa modalidade e tamb\u00e9m juntamente com a educa\u00e7\u00e3o do campo, ela \u00e9 muito al\u00e9m da educa\u00e7\u00e3o, ela \u00e9 importante para toda a sociedade. E n\u00f3s aqui da PP Sindicato temos a total compreens\u00e3o do quanto esse tema \u00e9 caro para todos n\u00f3s e para toda a sociedade. A Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o, ao ser convidada e n\u00e3o estar aqui presente Ela refor\u00e7a a falta de comprometimento que se tem com a educa\u00e7\u00e3o do campo e com as casas familiares rurais Ent\u00e3o \u00e9 muito importante que o Secret\u00e1rio assuma para ele a defesa dessa educa\u00e7\u00e3o Porque n\u00f3s n\u00e3o podemos imaginar que um Secret\u00e1rio que \u00e9 professor da rede estadual n\u00e3o possa, de fato, fazer essa defesa que \u00e9 t\u00e3o importante para o Estado e para os seus munic\u00edpios e para toda a na\u00e7\u00e3o. Porque, como diz aqui, isso aqui se perpassa por um projeto de na\u00e7\u00e3o de soberania. A PP Sindicato, n\u00f3s nos colocamos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, sempre que precisar. Fazemos parte desta luta, aonde for necess\u00e1ria. A PP Sindicato est\u00e1 presente nos 399 munic\u00edpios, com representa\u00e7\u00f5es. Essa capilaridade \u00e9 importante. e dizer que n\u00f3s entendemos e gostar\u00edamos de sempre estar fortalecendo essa luta porque entendemos a import\u00e2ncia dela para toda a sociedade. Ent\u00e3o, sempre na luta, sempre em defesa da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica e tamb\u00e9m junto com as casas familiares rurais. Muito obrigado. Obrigado, Andr\u00e9. Convido para falar conosco o Alexandre \u00dangaro, que \u00e9 Presidente da Central dos Trabalhadores do Brasil. Bem-vindo, Alexandre. Bom dia. Obrigado, professor Lemos, Deputado Lemos, pelo convite, parabenizando pela promo\u00e7\u00e3o dessa audi\u00eancia p\u00fablica. Cumprimentar tamb\u00e9m todas as lideran\u00e7as sindicais presentes, os t\u00e9cnicos das entidades de planejamento do Estado e Federal, Cumprimentar tamb\u00e9m a FETAEP Sempre mobilizando a categoria I Na defesa dos interesses Eu fico muito contente por estar presente nesse evento Que celebra essa institui\u00e7\u00e3o magn\u00edfica Que \u00e9 a Casa Familiar Rural E \u00e9 um modelo de sucesso Que assegura a perman\u00eancia do jovem perto da fam\u00edlia A transmiss\u00e3o imediata do conhecimento t\u00e9cnico adquirido n\u00e3o rompe e oferece uma perspectiva de juventude para a fam\u00edlia. Al\u00e9m de tudo, \u00e9 um modelo mais barato do que outras formas de ensino. Ent\u00e3o, nos assusta muito esse dado de que, de 44 escolas rurais do Paran\u00e1, hoje s\u00f3 h\u00e1 16. Esse dado \u00e9 assustador, considerando a contribui\u00e7\u00e3o que a agricultura familiar, que \u00e9 pequena agricultura, d\u00e1 para a economia do Estado. Como foi dito aqui, \u00e9 uma distor\u00e7\u00e3o completa do que deveria ser o modelo S\u00f3 a \u00eanfase na agricultura empresarial, na grande agricultura, no modelo agroexportador E revela tamb\u00e9m uma \u00f3tica de que educa\u00e7\u00e3o \u00e9 despesa E n\u00e3o deveria ser assim, educa\u00e7\u00e3o \u00e9 investimento O melhor dinheiro que a gente pode gastar na sociedade \u00e9 o dinheiro de educa\u00e7\u00e3o A agricultura pode ter uma produ\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria de talvez parecer que n\u00e3o tem muito valor agregado ali. Mas o que significa isso depois para o restante da economia \u00e9 de uma import\u00e2ncia fundamental em todos os \u00e2mbitos. Exporta\u00e7\u00e3o, alimenta\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o urbana, manuten\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os baixos na cidade \u00e9 o setor mais importante. E tamb\u00e9m \u00e9 muito triste isso, porque voc\u00ea est\u00e1 em uma institui\u00e7\u00e3o que est\u00e1 te preparando para o futuro e voc\u00ea est\u00e1 l\u00e1 constatando que, no cotidiano, falta financiamento, falta alimento, falta manuten\u00e7\u00e3o da estrutura, \u00e9 deprimente isso. \u00c9 importante que, muito r\u00e1pido, o Estado do Paran\u00e1 reverta essa situa\u00e7\u00e3o. E a\u00ed, s\u00f3 para concluir, \u00e9 importante dizer isso. Esse \u00e9 o modelo do liberalismo, do livre mercado, da conten\u00e7\u00e3o de despesas p\u00fablicas. E n\u00f3s pensamos de forma diferente, n\u00f3s pensamos que o Estado precisa investir, que o Estado precisa ser provedor, o Estado precisa fazer o planejamento da atividade econ\u00f4mica no Estado, no pa\u00eds. \u00c9 isso que vai garantir melhor meio de vida para a popula\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, agora que n\u00f3s estamos entrando a\u00ed num horizonte eleitoral em que a sociedade discute de novo seus projetos de futuro, vamos pensar nisso. \u00c9 necess\u00e1rio que o Estado atue Essa coisa de que o mercado resolve \u00e9 fic\u00e7\u00e3o O mercado n\u00e3o resolve O mercado deixa cada um sozinho com as suas dificuldades Obrigado Obrigado Alexandre Quero convidar para falar conosco agora O professor Jo\u00e3o Do Instituto Federal do Paran\u00e1 No campus de Irati Eu j\u00e1 falei aqui no in\u00edcio, ele faz um trabalho important\u00edssimo com a educa\u00e7\u00e3o do campo. E foi muito bom que ele p\u00f4de vir para o nosso debate, para a nossa audi\u00eancia p\u00fablica. Jo\u00e3o, com voc\u00ea. Bom dia a todos e todas. Quero agradecer ao professor Lemos pelo convite, a organiza\u00e7\u00e3o dessa audi\u00eancia. \u00c9 um prazer estar aqui com voc\u00eas, a mesa aqui tamb\u00e9m, todos que est\u00e3o aqui, \u00e9 muito importante para n\u00f3s discutirmos isso, principalmente porque eu tamb\u00e9m fui, meu primeiro emprego foi na Casa Familiar Rural, na Japi, eu sa\u00ed da gradua\u00e7\u00e3o da agronomia e fui trabalhar na Japi, na Casa Familiar Rural. Depois fui para o Terra Solid\u00e1ria, que tamb\u00e9m \u00e9 uma experi\u00eancia de altern\u00e2ncia. O Terra Solid\u00e1ria era um projeto que formou muitas lideran\u00e7as para a nossa regi\u00e3o. Eu venho da regi\u00e3o centro-sul do Paran\u00e1, hoje eu moro em Rebou\u00e7as. A nossa regi\u00e3o ali s\u00e3o 20 mil agricultores que plantam tabaco, que plantam fumo, deixam de plantar alimento. Ent\u00e3o, essa \u00e9 uma quest\u00e3o muito importante para n\u00f3s tamb\u00e9m, essa discuss\u00e3o de como a Casa Familiar Rural pode discutir projetos de desenvolvimento. Eu acho que n\u00e3o \u00e9 apenas forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica de um jovem individual ali na sua propriedade, mas acho que tem esse papel coletivo da forma\u00e7\u00e3o, que \u00e9 ajudar os jovens, ajudar a desenvolver nas suas comunidades projetos de desenvolvimento que passam, por exemplo, por uma associa\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria, que ele possa ajudar as fam\u00edlias do seu entorno, do territ\u00f3rio ali, a fazer, por exemplo, um projeto do PNAE, do PAA. Eu tive em comunidades que o pessoal nem sabia que existia. Como \u00e9 que faz? O que \u00e9 esse PNAE? O que \u00e9 esse PAA Cementes? E a\u00ed n\u00f3s temos uma experi\u00eancia muito boa, estou fazendo doutorado na UEPG, l\u00e1 no Laborat\u00f3rio de Mecaniza\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola, e n\u00f3s temos uma proposta de altern\u00e2ncia l\u00e1 tamb\u00e9m, copiada da Casa Familiar Rural, trabalhando l\u00e1 em Prudent\u00f3polis, formando jovens, mulheres, que estavam querendo ir embora da ro\u00e7a ou que terminaram o ensino m\u00e9dio e n\u00e3o tinham mais uma perspectiva, porque n\u00e3o tem como ir fazer faculdade. Muito longe e isolado E parece que est\u00e1 um pouco de n\u00f3s A gente sempre quer ir para os lugares mais longe Mais isolado, onde a estrada est\u00e1 ruim A gente tenta chegar nos lugares mais isolados E \u00e9 ali que a gente se realiza Fazendo essa forma\u00e7\u00e3o Em lugares onde tem muitos conflitos O pessoal est\u00e1 ruim O pre\u00e7o do feij\u00e3o Vende maracuj\u00e1 a dois reais o quilo S\u00e3o quatrocentos produtores de maracuj\u00e1 O maracuj\u00e1 hoje est\u00e1 a dez reais No Ceasa E l\u00e1 na comunidade est\u00e1 dois Ent\u00e3o esse curso serve tamb\u00e9m Para a gente discutir E a Casa Familiar Rural passa por isso Que \u00e9 ajudar a fazer leitura de territ\u00f3rio Fazer leitura Ent\u00e3o cada Casa Familiar no seu territ\u00f3rio Entender o seu territ\u00f3rio Fazer leitura do territ\u00f3rio Fazer a discuss\u00e3o das t\u00e9cnicas A agroecologia tem que ser a base da discuss\u00e3o N\u00e3o d\u00e1 mais para a gente ficar Trabalhando com uma assist\u00eancia t\u00e9cnica Tecnicista que s\u00f3 vai l\u00e1 dizer o que \u00e9 para fazer, ensinar pacotes de consumo de agrot\u00f3xico, de consumo de m\u00e1quina. Ent\u00e3o, n\u00f3s temos l\u00e1 a discuss\u00e3o de ter a leitura do diagn\u00f3stico, t\u00e9cnicas, aprender a fazer uma produ\u00e7\u00e3o nascente, fazer uma polpa do maracuj\u00e1, aprender a fazer agroecologia, a produzir alimentos sem agrot\u00f3xico, mas tamb\u00e9m fazer essa liga\u00e7\u00e3o com as pol\u00edticas p\u00fablicas. ensinar eles como \u00e9 que... Eles n\u00e3o precisam saber fazer um projeto PNAE, mas se ele tiver o telefone l\u00e1, igual n\u00f3s tivemos a experi\u00eancia com a Leila, diz, olha, est\u00e1 aqui o telefone da Leila, est\u00e1 aqui o telefone do Valmor. Voc\u00ea n\u00e3o sabe fazer, mas voc\u00ea sabe quem faz. E a\u00ed, esse estudante da Casa Fam\u00edlia Rural ou de outras experi\u00eancias de forma\u00e7\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 p\u00f4r na forma, forma\u00e7\u00e3o \u00e9 desenvolver habilidades, desenvolver compet\u00eancias. Ent\u00e3o, eles sabem que existe e sabem como fazer, sabem como tratar a sua bacia hidrogr\u00e1fica, o seu territ\u00f3rio e saber com quem conversar. Ent\u00e3o, eles sabem quantos s\u00e3o os t\u00e9cnicos da IMATER, como que faz para se aproximar da universidade. A universidade da UEPG, l\u00e1 do Lama, hoje, prefeito, est\u00e1 desenvolvendo tecnologias e ci\u00eancia, mas adaptada \u00e0 realidade dos seus territ\u00f3rios. Tem 30 tipos de batata doce l\u00e1, nem todas s\u00e3o boas para comer, alguma \u00e9 boa para fazer \u00e1lcool, outra \u00e9 boa. E a gente sabe que 70% da batata doce n\u00e3o \u00e9 bonita para o mercado. E o que vai fazer com isso? A\u00ed entra a ci\u00eancia, entra a tecnologia, entra a pesquisa. Ent\u00e3o, esse curso de forma\u00e7\u00e3o se espelhou muito tamb\u00e9m, eu admiro muito a experi\u00eancia dos agentes comunit\u00e1rios de sa\u00fade. Na agricultura n\u00e3o tem isso. O SUS tem um t\u00e9cnico para entrar em cada casa. Tem um agente comunit\u00e1rio que entra em cada casa l\u00e1 para fazer esse meio de campo entre o t\u00e9cnico, entre o enfermeiro, o m\u00e9dico. Eu acho que a gente precisava discutir isso na agricultura, sabe? \u00c9 ter um meio de campo, algu\u00e9m que seja articulador, ele seja um dinamizador da sua comunidade. E para isso, ele n\u00e3o est\u00e1 trabalhando para ele mesmo e para o pai dele s\u00f3, ele est\u00e1 trabalhando para o coletivo. Ent\u00e3o, nada mais justo do que, quem sabe, ele possa ter l\u00e1 uma bolsa, uma ajuda de custo para ele fazer esse trabalho de agente comunit\u00e1rio de desenvolvimento rural sustent\u00e1vel. Hoje, o MEC est\u00e1 fazendo o agente de desenvolvimento da educa\u00e7\u00e3o do campo, tem 32 do Paran\u00e1, agentes de cultura, agentes, o MDA tem os agentes tamb\u00e9m estaduais, territoriais. Ent\u00e3o, eu acho que isso \u00e9 uma experi\u00eancia muito boa E chegando no IFPR Eu n\u00e3o estou com o aval do reitor para falar aqui Mas n\u00f3s temos 30 campos E mais alguns que est\u00e3o inaugurando 30 campos no Paran\u00e1 Esses campos, eles t\u00eam professores Eles t\u00eam laborat\u00f3rio Eles podem ser parceiros, t\u00e1, Jeff? Das casas familiares rurais Tamb\u00e9m na certifica\u00e7\u00e3o dos cursos Dos 18 ou tantos outros cursos que possam ter n\u00e3o precisa ser s\u00f3 t\u00e9cnico em agropecu\u00e1ria. Esses agentes de desenvolvimento rural podem ter diversas forma\u00e7\u00f5es, e a\u00ed eu acho que isso o Instituto Federal pode contribuir, chegar com uma proposta de discuss\u00e3o, e eu acho que o governo federal tem, nos institutos federais, uma possibilidade de ser um indutor tamb\u00e9m de desenvolvimento nas comunidades. Ent\u00e3o, acho que \u00e9 uma boa a gente pensar nisso, e sem esquecer da forma\u00e7\u00e3o dos professores das casas familiares rurais. Esses professores que v\u00e3o fazer tamb\u00e9m essa articula\u00e7\u00e3o com pol\u00edticas p\u00fablicas Mas tamb\u00e9m elaborar planos de desenvolvimento comunit\u00e1rio Eles precisam de ter a forma\u00e7\u00e3o e de ter um sal\u00e1rio digno Eu acho que a gente n\u00e3o pode ir para essa linha da assist\u00eancia t\u00e9cnica hoje Que tem os editais que est\u00e3o precarizando a assist\u00eancia t\u00e9cnica Pagando um pouco, o cara tem que usar o seu pr\u00f3prio carro para fazer assist\u00eancia t\u00e9cnica Ent\u00e3o, acho que n\u00f3s temos que voltar a fortalecer a assist\u00eancia t\u00e9cnica oficial do governo, para a gente n\u00e3o ficar com essas chamadas de ATER que, \u00e0s vezes, acaba precarizando, pagando pouco. E os professores das casas de fam\u00edlia rural tamb\u00e9m t\u00eam que ter, al\u00e9m da forma\u00e7\u00e3o, ganhar bem. E l\u00e1 no IFPR, a gente tem umas altern\u00e2ncias l\u00e1 tamb\u00e9m, tem licenciatura em altern\u00e2ncia. Hoje, eu dou aula aqui no IMPIEN, em Tijucas tamb\u00e9m, em forma\u00e7\u00e3o, no final de semana, no s\u00e1bado. A altern\u00e2ncia \u00e9 todo final de semana, eles v\u00eam para a aula. e isso funciona muito no sentido deles voltar para as suas comunidades para fazer o trabalho eu agrade\u00e7o o professor Lemos e aos demais companheiros aqui por essa oportunidade e tamb\u00e9m acho muito importante a gente ter esse enfrentamento contra o fechamento das escolas do campo, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a casa familiar rural que est\u00e1 fechando no Paran\u00e1 s\u00e3o diversas escolas, essa semana tive reuni\u00e3o com o pessoal via articula\u00e7\u00e3o estadual da educa\u00e7\u00e3o do campo General Carneiro tem tr\u00eas escolas amea\u00e7adas de fechar Roncador l\u00e1 est\u00e1 com uma escola estadual amea\u00e7ada de fechar Sempre com essa discuss\u00e3o de que \u00e9 para economizar dinheiro E que n\u00e3o est\u00e1 atingindo os \u00edndices, os indicadores l\u00e1 do IDEB e tudo mais Enquanto isso, nosso Caic\u00f3 est\u00e1 ficando sem campon\u00eas As nossas escolas est\u00e3o fechando, mas tamb\u00e9m vai desagregando a comunidade E isso \u00e9 sinal de que existe um projeto para esvaziar o campo \u00c9 um campo sem campon\u00eas L\u00e1 em Prudent\u00f3polis o pessoal estava indo embora e vendendo a terra a 50 mil alqueiras Para o povo plantar pinos e eucalipto Ent\u00e3o desespera tamb\u00e9m um pouco ver essa situa\u00e7\u00e3o do \u00eaxodo da juventude Dos atravessadores explorando a produ\u00e7\u00e3o de comida, de alimentos Enquanto a gente tem muita tecnologia para fazer essa mo\u00e7ada Al\u00e9m de produzir, transformar, comercializar E ficar com o resultado do seu trabalho Ent\u00e3o, acho que \u00e9 isso E seguimos na conversa a\u00ed, obrigado N\u00f3s que agradecemos E a experi\u00eancia que voc\u00ea falou dela Tamb\u00e9m aqui A Janiele falou dela tamb\u00e9m Que \u00e9 a experi\u00eancia de pedagogia da altern\u00e2ncia, inclusive no ensino superior Ent\u00e3o isso \u00e9 muito, muito importante Nas nossas universidades estaduais do Paran\u00e1 N\u00f3s temos a experi\u00eancia da pedagogia da altern\u00e2ncia E com sucesso Inclusive nas nossas universidades federais Que atuam no Paran\u00e1 E n\u00e3o podemos aceitar esse desprezo Feito por alguns que est\u00e3o hoje na Secretaria do Estado de Educa\u00e7\u00e3o pela pedagogia da altern\u00e2ncia na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, que \u00e9 muito importante. Eu estive olhando aqui, gente, no Jap\u00e3o, 33,4% da popula\u00e7\u00e3o mora na agricultura, mora no campo. N\u00e3o que todos trabalhem no campo, mas preferem morar no campo. E boa parte trabalham na agricultura. \u00c9 um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o do Japi Eu estive olhando a It\u00e1lia 27,7% A popula\u00e7\u00e3o da It\u00e1lia ainda mora no campo Na Fran\u00e7a, 18% Na Alemanha, 18% Nos Estados Unidos, 17,2% E da\u00ed j\u00e1 pulei logo para o Brasil Gente Na Espanha, 16% O Brasil, 12%. E o Paran\u00e1 est\u00e1 abaixo da m\u00e9dia nacional, 11%. Precisamos fazer alguma coisa. E o que tem sido feito, como a pedagogia da altern\u00e2ncia, n\u00e3o pode ser suprimida pela Secretaria de Estado de Educa\u00e7\u00e3o aqui no Paran\u00e1. Ent\u00e3o, gente, vamos agora \u00e0 fala do coordenador das escolas que s\u00e3o casos de fam\u00edlias rurais do Paran\u00e1, Marcos, Marco J\u00e9fer. Ent\u00e3o, meu bom dia a todos e todas. Queria cumprimentar o Deputado professor Lemos e, ao mesmo tempo, tamb\u00e9m j\u00e1 parabenizar e agradecer em nome da federa\u00e7\u00e3o por estar \u00e0 frente dessa audi\u00eancia p\u00fablica. Cumprimentando o Deputado professor Temer, queria estender o cumprimento j\u00e1 a toda a mesa j\u00e1 nominada E dizer tamb\u00e9m o meu agradecimento especial \u00e0 prateia que est\u00e1 aqui presente, aos t\u00e9cnicos, aos professores, aos diretores, alunos, parceiros, entre tantos, que acreditam e apoiam e defendem a Casa Fundo Rural. Ent\u00e3o, muito obrigado, porque voc\u00eas passaram a noite inteira viajando para estar aqui, ou se tiver que pousar, \u00e0s vezes muito tendo que tirar at\u00e9 o dinheiro do pr\u00f3prio bolso, porque acreditam nesse projeto. Ent\u00e3o, muito obrigado, em especial, \u00e0 plateia, e eu pe\u00e7o uma palavra de palmas para a igreja. Ent\u00e3o, eu queria tamb\u00e9m agradecer a mesa que j\u00e1 aqui fez a fala antes de mim Enaltecer e agradecer, \u00e9 isso mesmo, agrade\u00e7o em nome da federa\u00e7\u00e3o E contamos com a for\u00e7a de voc\u00eas para a gente seguir em frente A luta das casas n\u00e3o come\u00e7ou hoje, ela j\u00e1 vem de muitos anos e abrir um par\u00eanteses aqui eu n\u00e3o s\u00f3 lamento como acho o maior desrespeito Deputado e a todos que est\u00e3o aqui n\u00e3o sei se concordam da secretaria n\u00e3o ter a capacidade de mandar algu\u00e9m, se n\u00e3o pode o Secret\u00e1rio, mas pelo menos o respons\u00e1vel que era pela educa\u00e7\u00e3o do campo, por exemplo tantas pessoas l\u00e1 que respondem para estar aqui, para estar nos ouvindo mas eles v\u00e3o nos ouvir como foi proposta aqui com a professora Fabiana, o Richard que estenda o Urbain, um abra\u00e7o para ele a professora Fabiana tamb\u00e9m, para a Camila n\u00f3s vamos dar sequ\u00eancia desse trabalho aqui que n\u00e3o vai morrer aqui vai ter um grupo de trabalho vai ter a\u00e7\u00f5es concretas para a gente poder avan\u00e7ar e eu defendo e concordo com voc\u00eas o que foi colocado sobre a quest\u00e3o do curso t\u00e9cnico, que antecedeu o Richard, at\u00e9 a professora Fabiana. Mas, no momento, hoje, n\u00f3s precisamos, na verdade, primeiro apagar um fogo. Que \u00e9 essa quest\u00e3o do curso t\u00e9cnico. N\u00f3s j\u00e1 discutimos e tivemos em anos anteriores, quando n\u00f3s t\u00ednhamos mais Casa Fam\u00edlia Rorais, v\u00e1rios cursos t\u00e9cnicos. N\u00e3o era s\u00f3 t\u00e9cnico agropecu\u00e1rio, t\u00e9cnico agr\u00edcola, mas n\u00f3s Tinha t\u00e9cnico em zootecnia, em administra\u00e7\u00e3o rural, em agroind\u00fastria, t\u00e9cnico em agroecologia, n\u00f3s t\u00ednhamos, certo? T\u00e9cnico em gest\u00e3o ambiental e t\u00e9cnico em administra\u00e7\u00e3o rural. N\u00f3s t\u00ednhamos uma diversidade de cursos e simplesmente em 2020 n\u00f3s fomos triturados. unificaram n\u00e3o s\u00f3 os cursos t\u00e9cnicos das casas fam\u00edlias rurais mas tamb\u00e9m dos col\u00e9gios agr\u00edcolas n\u00e3o perguntaram se queria ou n\u00e3o queria ent\u00e3o foi uma todas as casas fam\u00edlias rurais que ofertavam curso t\u00e9cnico passaram a ofertar t\u00e9cnico unicamente t\u00e9cnico em agropecu\u00e1ria a partir de 2020 todos e os col\u00e9gios agr\u00edcolas tamb\u00e9m o \u00fanico que ficou s\u00f3 o florestal de Irati agora em 2023 todos mudaram o curso para t\u00e9cnico, pecu\u00e1ria de volta, que j\u00e1 tinham, os col\u00e9gios agr\u00edcolas, e as casas tamb\u00e9m j\u00e1 tinham, mas para as casas a fam\u00edlia rural a partir de 2023 n\u00e3o podia porque n\u00e3o tem trator, porque n\u00e3o tem espa\u00e7o para desenvolver pr\u00e1ticas porque n\u00e3o tem vaca de leite de \u00faltima tecnologia porque n\u00e3o h\u00e1 argumentos sem escr\u00fapulos nenhum. N\u00f3s j\u00e1 provamos que n\u00f3s temos a\u00ed, na sua ess\u00eancia, pela pedagogia da altern\u00e2ncia, atrav\u00e9s do curso t\u00e9cnico, que deu certo, est\u00e1 dando certo. N\u00f3s n\u00e3o precisamos provar mais nada. E n\u00f3s estamos amparados, tanto na lei estadual como federal, que reconhece a altern\u00e2ncia com o jovem l\u00e1 na sua propriedade, l\u00e1 com a sua fam\u00edlia, l\u00e1 no seu espa\u00e7o de est\u00e1gio, que ele tem um potencial muito maior do que ele ver uma vaca, um carneiro, um porco, sei l\u00e1 o qu\u00ea, j\u00e1 confinado ali naquele espa\u00e7o que seria do col\u00e9gio agr\u00edcola, por exemplo, porque l\u00e1 ele tem a capacidade de melhorar aquela produ\u00e7\u00e3o. Melhorar dentro da sua realidade E no col\u00e9gio agr\u00edcola Ali est\u00e1 posta a alta tecnologia N\u00e3o somos contra Pelo contr\u00e1rio Mas a realidade \u00e9 diferente E n\u00f3s j\u00e1 provamos isso Infelizmente Ent\u00e3o A gente est\u00e1 aqui E agradece O apoio, a for\u00e7a E precisamos de voc\u00eas E n\u00f3s temos Que imediatamente e ir at\u00e9 a secretaria e conversarmos com os Secret\u00e1rios respons\u00e1veis e eles j\u00e1 sabem que n\u00f3s n\u00e3o gostamos e n\u00e3o queremos esse curso para as casas. Por qu\u00ea, pessoal? Aqui foi falado, mas \u00e9 bom detalhar um pouco, porque \u00e9 inimagin\u00e1vel um agricultor familiar n\u00e3o ter uma forma\u00e7\u00e3o integral, o seu filho. Veja bem, esse t\u00e9cnico de agricultura, na verdade ele n\u00e3o trabalha a parte de zootecnia, parte de animais e o absurdo maior pessoal, que n\u00f3s temos os profissionais j\u00e1 dentro da casa funeral, os veterin\u00e1rios os zootecnistas para trabalhar essa atividade e agora n\u00e3o vai poder trabalhar ent\u00e3o sim e os pais na sua maioria, 90% das fam\u00edlias tem animais E a\u00ed ele vai chegar l\u00e1, n\u00e3o vai ter nenhum aprendizado ou poder levar informa\u00e7\u00e3o, fazer essa troca, porque a pedagogia da altern\u00e2ncia, como foi colocado aqui, na sua ess\u00eancia, ela educa duas gera\u00e7\u00f5es, ela trabalha duas gera\u00e7\u00f5es, o jovem e a fam\u00edlia. Ent\u00e3o, automaticamente, n\u00f3s n\u00e3o temos que provar mais nada que j\u00e1 deu certo a pedagogia de altern\u00e2ncia, a forma\u00e7\u00e3o dos jovens, temos exemplos aqui nessa mesa, exemplos que est\u00e3o aqui na prateia, e a maioria que est\u00e3o l\u00e1 nos assistindo tamb\u00e9m, quero tamb\u00e9m saudar e agradecer o pessoal online que est\u00e1 nos assistindo tamb\u00e9m, que n\u00e3o puderam estar presente, e tamb\u00e9m fazer uma den\u00fancia tamb\u00e9m aqui da gravidade que quanto a secretaria n\u00e3o quer mesmo que as casas fam\u00edlias rurais funcionem poder\u00edamos ter muito mais pessoas aqui, os t\u00e9cnicos, os diretores funcion\u00e1rios mas eles foram em alguns momentos boicotados que eles n\u00e3o poderiam estar presente que isso n\u00e3o interessava a secretaria de educa\u00e7\u00e3o que poderiam sofrer a\u00e7\u00f5es administrativas e at\u00e9 a admiss\u00e3o por justa causa. Esse \u00e9 o c\u00famulo, pessoal. Ent\u00e3o, a gente tem que trazer aqui. E n\u00e3o est\u00e3o aqui por causa que iam estar ouvindo tudo isso que voc\u00eas falaram e tamb\u00e9m iam ouvir de n\u00f3s aqui, quanto das casas da fam\u00edlia rural, que o pessoal vai tamb\u00e9m ter um momento de falar aqui da prateia. Mas, assim, a gente n\u00e3o quer voltar ao passado. Acho que n\u00f3s temos que seguir em frente. Mas \u00e9 importante saber que n\u00f3s t\u00ednhamos isso, n\u00f3s perdimos, como diz o Sass\u00e1, com as palavras dele, n\u00f3s n\u00e3o podemos regredir, \u00e9 inadmiss\u00edvel hoje tudo que a gente conquistou e a gente voltar para tr\u00e1s. E outra, como o Deputado Professor Lemos colocou V\u00e1rios prefeitos j\u00e1 bateram na secretaria Com audi\u00eancia Com o Secret\u00e1rio, com o respons\u00e1vel Pelas casas fam\u00edlias rurais l\u00e1 E dos col\u00e9gios agr\u00edcolas Querendo casa fam\u00edlia rural E eles n\u00e3o Se voc\u00eas quiserem col\u00e9gio agr\u00edcola, tudo bem Mas casa rural, a nossa inten\u00e7\u00e3o \u00c9 n\u00e3o ter mais Ent\u00e3o isso \u00e9 muito lament\u00e1vel E tamb\u00e9m as casas, fam\u00edlia rural, como est\u00e1 aqui o prefeito Oscar, agrade\u00e7o tamb\u00e9m a presen\u00e7a representando todos os prefeitos o prefeito que ele n\u00e3o tiver um conhecimento e uma convic\u00e7\u00e3o e comprometimento a casa fam\u00edlia rural vai fechar mesmo, porque o munic\u00edpio ele tem uma grande contribui\u00e7\u00e3o para aquelas que est\u00e3o hoje funcionando ent\u00e3o se o prefeito n\u00e3o contribuir com a parte que lhe cabe a Casa Federal n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de sustenta\u00e7\u00e3o. E isso foi imposto pelo Estado para que a condi\u00e7\u00e3o que ele permanecesse funcionando e desse a sua parte. Ent\u00e3o \u00e9 importante o pessoal saber isso e n\u00f3s vamos buscar a\u00ed uma solu\u00e7\u00e3o. Temos v\u00e1rias pessoas com experi\u00eancia que passou pela Secretaria a professora Fabiana aqui e temos o Richard aqui o Urbain, grande parceiro tamb\u00e9m E n\u00f3s, com essa comiss\u00e3o que foi proposta aqui, a gente ia colocar isso no final, mas que bom que j\u00e1 saiu aqui do p\u00fablico que apoia e defende e acredita, que eu acredito que \u00e9 mais isso importante, acho que acreditar, porque n\u00e3o adianta s\u00f3 apoiar, mas acreditar, e por isso que est\u00e3o aqui. Ent\u00e3o, nesse sentido, pessoal, eu quero defender, assim, por que do t\u00e9cnico-pecu\u00e1ria? Porque \u00e9 o momento que a gente consegue, j\u00e1 a partir de 2017, colocar nas casas a fam\u00edlia rural. E sim discutirmos outras profiss\u00f5es, n\u00e3o tem problema. Mas se n\u00f3s n\u00e3o estamos dando conta de uma que \u00e9 essencial, como que a gente vai pensar em outra se a gente n\u00e3o consegue? Queremos expandir casas a fam\u00edlia rural, mas sendo que as que t\u00eam, est\u00e3o tendo dificuldade. Ent\u00e3o, esse grupo de trabalho, acho que vem muito a contribuir e somar, e dizer que n\u00f3s precisamos, urgentemente, com essa comiss\u00e3o, sentarmos com a Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o, mas com as pessoas que, na verdade, decidem, que resolvam, porque isso, a professora Fabiana est\u00e1 aqui, fez parte do conselho, existe uma tramita\u00e7\u00e3o, um prazo legal, para que voc\u00ea retome esse processo de volta para 2017, independente, a gente tem que pensar assim, de governo que vai vir, a gente n\u00e3o sabe, \u00e9 um ano eleitoral, mas n\u00f3s temos que seguir o trabalho, n\u00e3o podemos ficar esperando e seguir em frente com a nossa reivIndica\u00e7\u00e3o, porque at\u00e9 ent\u00e3o o Estado, \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o dele uma educa\u00e7\u00e3o de qualidade e direito de todos. Ent\u00e3o, independente de quem est\u00e1 \u00e0 frente, e como falou a Sassana, n\u00e3o podemos olhar a sigla partid\u00e1ria, nesse momento n\u00f3s estamos em comum, eu acho que n\u00f3s estamos em um pa\u00eds democr\u00e1tico, cada um defende a sua bandeira da forma que quiser, mas se une tamb\u00e9m no que \u00e9 preciso no momento que \u00e9 de quest\u00e3o p\u00fablica e de interesse de todos. Ent\u00e3o, mais uma vez eu queria agradecer a todos e todas que est\u00e3o aqui presentes, mais uma vez agradecer aqui a Tain\u00e1, que o Alexandre estava aqui presente, que nos deu o suporte, Tain\u00e1, levo para o Alexandre e tamb\u00e9m para voc\u00ea, que nos deu essa condi\u00e7\u00e3o contra a federa\u00e7\u00e3o e a FETAEP, para n\u00f3s podermos estar reunidos para discutir justamente o que estamos colocando aqui para o Brasil. presentes e tamb\u00e9m para a T\u00e9ia, que tamb\u00e9m uma parte esteve l\u00e1 junto, construindo com n\u00f3s. E n\u00f3s temos aqui, Deputado Temer, que a Tain\u00e1, no final, foi elaborado um documento para a gente fechar essa audi\u00eancia de encaminhamento do que qualquer nossas pautas, nossas reivindica\u00e7\u00f5es. E, como j\u00e1 saiu inicialmente uma proposta do grupo de trabalho, para que esse documento a gente j\u00e1 tenha um norte para a gente seguir em frente. Ent\u00e3o, eu muito obrigado a todos, a todas, mais uma vez, e estamos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o. E tamb\u00e9m agradecer mais uma vez ao Deputado professor Lemos, por ter puxado essa audi\u00eancia e defendendo essa causa. Obrigado. Muito bem, Marcos. Eu quero aqui \u00c9 ajudar na fala do Marcos O Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o Seguindo as resolu\u00e7\u00f5es As portarias, as decis\u00f5es do Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o Alterou no Brasil J\u00e1 h\u00e1 alguns anos O cat\u00e1logo E no cat\u00e1logo Consta T\u00e9cnico em agropecu\u00e1ria Mas chegou 2020, um Secret\u00e1rio que veio de longe, de S\u00e3o Paulo Determinou que tinha que transformar todos em t\u00e9cnicos agr\u00edcolas Tirou a palavra agropecu\u00e1rio Isso nos col\u00e9gios agr\u00edcolas do Paran\u00e1 e tamb\u00e9m nas casas familiares rurais Certo? 2023 eles descobriram que eles estavam errados Porque foram notificados pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o De que n\u00e3o constava mais no cat\u00e1logo brasileiro O t\u00e9cnico agr\u00edcola Tinha que ser t\u00e9cnico em agropecu\u00e1ria Bom, ele j\u00e1 n\u00e3o estava mais aqui J\u00e1 estava em S\u00e3o Paulo O Secret\u00e1rio da Educa\u00e7\u00e3o daqui, estando aqui N\u00e3o participou de nenhum debate N\u00e3o participou, foi convidado, nunca participou desse debate Quem participa desse debate \u00e9 o pessoal que est\u00e1 no departamento E a\u00ed no departamento eles definiram que Ent\u00e3o tinha que retornar o curso de t\u00e9cnico agropecu\u00e1rio Retornou em todos os col\u00e9gios agr\u00edcolas do Paran\u00e1 Com a nova terminologia Exceto nas casas fabriais rurais Eles proibiram que as casas retomassem com os cursos que j\u00e1 existiam. Proibiram. E for\u00e7aram a barra e disseram, abre o curso t\u00e9cnico de agricultura. L\u00e1 em Nova Prata, voc\u00eas recusaram corretamente Est\u00e3o sofrendo as repres\u00e1lias at\u00e9 hoje Outras casas abriram curso de t\u00e9cnico em agricultura Mas t\u00e9cnico em agricultura, quando voc\u00ea vai olhar qual que \u00e9 o curr\u00edculo Qual que \u00e9 a matriz curricular que eles ofertam \u00c9 igualzinho, \u00e9 semelhante o curso que eles ofertam nas outras escolas Que n\u00e3o s\u00e3o pedagogia da altern\u00e2ncia Que se chama t\u00e9cnico em agroneg\u00f3cio Que n\u00e3o serve para a agricultura familiar Esta maldade foi feita contra a agricultura familiar no Paran\u00e1 Voc\u00ea n\u00e3o falou desse jeito, eu quis falar desse jeito Porque isso que aconteceu no Paran\u00e1, eu acompanhei de perto \u00c9 uma vergonha o que foi feito Um desrespeito com a agricultura familiar N\u00e3o compreendem a import\u00e2ncia da pedagogia da altern\u00e2ncia Precisamos todos nos unir aqui Esse grupo de trabalho \u00e9 muito importante Precisamos juntos falar com o Governador do Paran\u00e1 Ele precisa ouvir essas coisas, precisa saber Porque da\u00ed ele vai determinar Eu n\u00e3o tenho d\u00favida Se eu for preciso, ele vai trocar esse departamento Por gente l\u00e1 que vem da pedagogia da altern\u00e2ncia E n\u00e3o quem nega a pedagogia da altern\u00e2ncia Porque isso \u00e9 um absurdo Isso j\u00e1 passou dos limites E eles atentam todo dia para fechar as casas Porque n\u00e3o compreendem Ent\u00e3o \u00c9 isto Agora n\u00f3s vamos ouvir A Tain\u00e1 A Tain\u00e1, gente \u00c9 muito jovem, n\u00e9? Est\u00e1 na dire\u00e7\u00e3o Da FETAEP Lutando Na defesa da nossa juventude Da agricultura familiar Eu tenho encontrado ela a\u00ed no interior do estado Como encontrei semana passada L\u00e1 em Para\u00fa, um grupo de jovens L\u00e1 no s\u00edtio Trabalhando a import\u00e2ncia da sucess\u00e3o Rural no Paran\u00e1 Junto com o IDR Tinha l\u00e1 pelo menos tr\u00eas pessoas Do IDR l\u00e1, atuando Ajudando no debate Olha E a Tain\u00e1 tem uma frase Que eu Que eu Que eu acompanho \u00c9 Ao estar nos p\u00e9s Mochila nas costas O mundo me espera E n\u00e3o tem Como voltar Tem que sempre ir em frente Eu conheci ela L\u00e1 em S\u00e3o Manuel do Paran\u00e1 L\u00e1 no sindicato Sabedores Rurais Ent\u00e3o Ela j\u00e1 trouxe aqui para a Assembleia propostas muito importantes, inclusive uma que est\u00e1 tramitando nesse momento aqui, que trata de pol\u00edtica p\u00fablica estadual para a sucess\u00e3o familiar rural no Paran\u00e1. Tain\u00e1, com voc\u00ea. Gente, o Tain\u00e1 vai falar aqui, mas esse desabafo do professor Lemos aqui est\u00e1 na hora, merece mais uma vez. Viva a casa das comunidades rurais! Bom, meu bom dia a todas as pessoas aqui presentes e eu quero, em nome do nosso companheiro e amigo, parceiro, Deputado Temer, estender o cumprimento a toda essa mesa j\u00e1 nominada, essa mesa potente, mas o meu cumprimento especial vai para essa comunidade escolar aqui que est\u00e1 representando as casas familiares do nosso estado. E aqui a gente tem professores, tem alunos, tem egressos, tem mandatos de vereadores, prefeitos, meus companheiros de movimento sindical aqui, dirigentes sindicais de v\u00e1rios munic\u00edpios, e os movimentos tamb\u00e9m aqui parceiros dessa luta. E esse desabafo do professor Lemos, ele transmite muito esse sentimento de revolta, Porque o que a gente percebe \u00e9 que existe um projeto de destrui\u00e7\u00e3o de uma educa\u00e7\u00e3o Que faz com que o jovem entenda o meio que ele est\u00e1 inserido na sua complexidade, nas suas contradi\u00e7\u00f5es E eu venho aqui para reafirmar, eu n\u00e3o sei se \u00e9 mais dif\u00edcil voc\u00ea come\u00e7ar a ser o primeiro a fazer uma fala numa mesa o seu \u00faltimo, porque eu j\u00e1 me senti aqui contemplada por todas as falas e aqui a gente tinha tantos elementos importantes, mas s\u00f3 reafirmo o quanto a pedagogia da altern\u00e2ncia ela \u00e9 aliada da perman\u00eancia da juventude no campo e da manuten\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios ent\u00e3o eu sou uma agricultora familiar eu tenho muito orgulho de ser uma jovem agricultora familiar, mas meu orgulho maior ainda \u00e9 fazer parte de um movimento, que \u00e9 o nosso movimento aqui, Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, que historicamente sempre pautou, sempre prop\u00f4s, sempre discutiu quest\u00f5es relacionadas \u00e0 educa\u00e7\u00e3o do campo. E quando a gente pega, a\u00ed eu falando de uma forma mais abrangente, a educa\u00e7\u00e3o do campo, a pedagogia da altern\u00e2ncia, as casas familiares rurais, elas foram concebidas atrav\u00e9s de lutas travadas pelos trabalhadores rurais e a gente quer manter. S\u00f3 que a nossa luta, Deputado, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 para manter as casas e n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 para lutar pelo n\u00e3o fechamento das escolas do campo, a nossa luta vai al\u00e9m, a nossa luta \u00e9 por investimentos em infraestrutura, a nossa luta \u00e9 para ter um transporte seguro para os alunos, \u00e9 para ter materiais pedag\u00f3gicos adequados, \u00e9 pela valoriza\u00e7\u00e3o dos profissionais que est\u00e3o l\u00e1 diariamente, \u00e9 pela garantia de que a comunidade escolar participe dos processos de delibera\u00e7\u00e3o e decis\u00e3o, que \u00e9 uma coisa que n\u00e3o tem acontecido. As decis\u00f5es s\u00e3o tomadas sem conversar com a comunidade. E, \u00e9 claro, como agricultora, a nossa luta \u00e9 tamb\u00e9m para garantir que os alimentos da agricultura familiar cheguem nas escolas, seja nas escolas do campo, seja tamb\u00e9m nas escolas da cidade. Ent\u00e3o, falar da sucess\u00e3o rural \u00e9 falar de uma bandeira que, para n\u00f3s, o movimento sindical \u00e9 uma das principais. E a gente est\u00e1 num contexto que todos os anos as escolas do campo s\u00e3o fechadas e que, se as nossas crian\u00e7as e jovens quiserem estudar, eles t\u00eam que frequentar as escolas da cidade, muitas vezes se deslocar por horas e, algumas vezes, em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias, se esses jovens quiserem continuar estudando. E a\u00ed ele chega l\u00e1, esse jovem, essa jovem, com conte\u00fado que n\u00e3o est\u00e1 condizente com a realidade dele, e isso acaba enfraquecendo esse sentimento de identidade e tamb\u00e9m esse fortalecimento de um desenvolvimento sustent\u00e1vel, solid\u00e1rio aos territ\u00f3rios rurais que a gente tanto defende. E, ent\u00e3o, falar da educa\u00e7\u00e3o nos modos da pedagogia da altern\u00e2ncia \u00e9 falar de um modelo de educa\u00e7\u00e3o que faz com que o jovem continue interessado a permanecer no campo. E se ele continua interessado a permanecer no campo, a fam\u00edlia toda permanece. Ent\u00e3o, garante a participa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m da comunidade, da fam\u00edlia, permite que d\u00ea continuidade \u00e0s atividades da agricultura familiar, diminui o \u00eaxodo rural. Mas aqui eu acho que tem um elemento muito importante, no mundo capitalista que a gente vive hoje, A pedagogia da altern\u00e2ncia favorece e fortalece algumas coisas que, para n\u00f3s, a gente est\u00e1 perdendo. A gente vive numa sociedade hoje que \u00e9 individualista, que incentiva a competitividade da gente dentro das pr\u00f3prias comunidades. E quando a gente se torna individualista e pensa somente na gente, a gente n\u00e3o vai questionar, a gente n\u00e3o vai cobrar algo para toda a comunidade. E o que a pedagogia da altern\u00e2ncia favorece \u00e9 justamente o fortalecimento do v\u00ednculo comunit\u00e1rio E alguns valores, e aqui eu n\u00e3o estou falando de valores conservadores Eu estou falando de valores de comunidade, de coletivo, de solidariedade De coopera\u00e7\u00e3o entre os trabalhadores De amor pela terra, de respeito ao meio ambiente Respeito pelas pessoas, de respeito pela vida Quando a gente tem essa intera\u00e7\u00e3o entre escola e comunidade Ent\u00e3o, a gente est\u00e1 num momento aqui muito importante e a\u00ed eu quero agradecer muito, principalmente aqueles que estiveram ontem com a gente o dia todo discutindo as conjunturas, tanto nacional quanto estadual, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 educa\u00e7\u00e3o do campo, da pedagogia da altern\u00e2ncia. e constru\u00edram, Deputado, um documento, uma carta de reivindica\u00e7\u00f5es, e eu vou deixar para entregar de forma coletiva, eu n\u00e3o vou entregar, vou deixar para ser entregue ao final, porque isso aqui tem que ser entregue por v\u00e1rias m\u00e3os. Foi uma carta constru\u00edda por v\u00e1rias m\u00e3os, com as reivindica\u00e7\u00f5es priorit\u00e1rias da comunidade escolar que representa as casas familiares rurais, e dizer que essa carta, Deputado, ser\u00e1 entregue para todos os parlamentares, inclusive para os candidatos a Deputados ao Legislativo desse ano. A pauta da pedagogia da altern\u00e2ncia precisa ser levada em considera\u00e7\u00e3o para aqueles que ir\u00e3o se candidatar tamb\u00e9m ao posto do Legislativo. Porque a gente precisa que representantes pol\u00edticos, que o Estado valorize essa modalidade de ensino e tamb\u00e9m valorize pol\u00edticas p\u00fablicas que fortale\u00e7am a nossa agricultura familiar. Porque as coisas t\u00eam que caminhar junto. O fortalecimento da pedagogia da altern\u00e2ncia tem que caminhar junto com o fortalecimento tamb\u00e9m de outras pol\u00edticas p\u00fablicas estruturantes para a agricultura familiar. Ent\u00e3o, dizer que essa carta foi escrita num contexto em que a gente est\u00e1 resistindo pol\u00edtica e pedagogicamente. E dizer para voc\u00eas que, e a\u00ed j\u00e1 finalizando pelo tardar da hora, mas dizer, pessoal, que dificilmente as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es ficar\u00e3o no campo sem o fortalecimento de uma educa\u00e7\u00e3o do campo contextualizada e sem a manuten\u00e7\u00e3o e fortalecimento da pedagogia da altern\u00e2ncia. E a gente est\u00e1 aqui para construir coletivamente a\u00e7\u00f5es que ajudem a gente a consolidar um projeto popular de educa\u00e7\u00e3o do campo, mas tamb\u00e9m um projeto popular de sociedade. Ent\u00e3o, muito obrigada, parab\u00e9ns, minha gratid\u00e3o a todas as pessoas que contribu\u00edram para que esse momento acontecesse e a gente vai continuar incidido nesses espa\u00e7os que s\u00e3o institu\u00eddos aqui. E a gente vai fazer press\u00e3o tamb\u00e9m na Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o, que quer fazer com que os nossos jovens n\u00e3o compreendam a realidade que eles vivem. E se o Estado... A\u00ed eu vou fazer um desabafo tamb\u00e9m, porque esses dias passou na RPC uma proje\u00e7\u00e3o de que at\u00e9 2050, apenas 6% dos paranaenses morar\u00e3o nas \u00e1reas rurais. E, ao mesmo tempo, esse Estado que exp\u00f5e essa preocupa\u00e7\u00e3o com a associa\u00e7\u00e3o rural \u00e9 o mesmo que est\u00e1 destruindo aquelas institui\u00e7\u00f5es que favorecem a perman\u00eancia da juventude no campo. Ent\u00e3o, deixar aqui tamb\u00e9m o meu desabafo diante desse projeto de destrui\u00e7\u00e3o de uma educa\u00e7\u00e3o popular contextualizada com a vida. Meu muito obrigado, um forte abra\u00e7o a todos e todas. Obrigado Tain\u00e1 Obrigado a todos e a todas que contribu\u00edram aqui O Sr. Manuel me avisou no in\u00edcio Que tem interven\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m do plen\u00e1rio Acho que tem quatro pessoas Duas, n\u00e9? Pessoas Ent\u00e3o j\u00e1 quero convid\u00e1-las para fazer as interven\u00e7\u00f5es Temos dois inscritos, n\u00e3o \u00e9 isso? Pediria que viesse aqui \u00e0 frente, por gentileza Para poder falar tamb\u00e9m, se manifestar Tem dois interessados em fazer manifesta\u00e7\u00e3o? Eu acredito que j\u00e1 tenham ido, talvez, para o Sr. Lemos. Opa, vem, querido, por gentileza, rapidinho, vem para c\u00e1, por gentileza. J\u00e1 \u00e9 meio-dia, se aproxima aqui, por favor. J\u00e1 se apresenta e vem aqui na frente. Tem mais algu\u00e9m que quer se manifestar, gente? Est\u00e1 sendo filmado. Quer aproveitar? Ent\u00e3o, s\u00e3o os dois aqui. O diretor tamb\u00e9m. J\u00e1 fica aqui. Agora levantou mais gente. Isso. Vamos l\u00e1, ent\u00e3o, quero que voc\u00ea se apresente aqui. Muito bom dia, seja bem-vindo, se apresente. Dois minutos. Bom dia a todos voc\u00eas. Eu sou de C\u00e2ndido de Abreu, meu nome \u00e9 Samuel Eu sou diretor de uma escola base da Casa Familiar Rural de C\u00e2ndido de Abreu Hoje n\u00f3s tivemos a\u00ed nosso conterr\u00e2neo, o ex-prefeito Richard conosco E quero agradecer muito ao professor Lemos Que sempre est\u00e1 ao nosso lado e lutando pelas causas Que s\u00e3o muito importantes para a nossa sociedade Especialmente em \u00e1reas rurais assim como boa parte de voc\u00eas est\u00e3o aqui, n\u00f3s somos de pequenos munic\u00edpios. E eu tenho acompanhado desde jovem um processo de diminui\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, o \u00eaxodo rural, em meu munic\u00edpio. Final da d\u00e9cada de 80, in\u00edcio de 90, n\u00f3s t\u00ednhamos 32 mil habitantes. Hoje n\u00f3s temos 16 mil. Isso tudo representa a falta dos nossos jovens dentro desses pequenos munic\u00edpios E esses jovens, eles s\u00e3o atra\u00eddos por propostas, n\u00e3o ao contexto agr\u00edcola, mas pela falta dele E ontem n\u00f3s est\u00e1vamos l\u00e1 na FETAEP e est\u00e1vamos comentando sobre isso e eu defendo essa quest\u00e3o da perman\u00eancia do jovem em sua propriedade a sucess\u00e3o familiar, como muitos falaram aqui se eu falar novamente estou me tornando muito redundante quanto a isso aqui mas eu quero reafirmar essa import\u00e2ncia da perman\u00eancia do jovem no s\u00edtio, na \u00e1rea rural e a perman\u00eancia tamb\u00e9m do curso dependendo da sua necessidade Ent\u00e3o, se \u00e9 agricultura, se \u00e9 agr\u00edcola, se \u00e9 em agropecu\u00e1ria Depende muito da aprova\u00e7\u00e3o da comunidade escolar e do que ela necessita No nosso caso \u00e9 L\u00e1 n\u00f3s temos pequenos propriet\u00e1rios, a grande maioria s\u00e3o pequenos propriet\u00e1rios de terra Que tem facas, ovelhas, porcos, galinhas E n\u00f3s temos um curso em agricultura o que n\u00e3o beneficia os nossos jovens e torna pouco atrativo esses cursos da maneira como est\u00e1. Ent\u00e3o, eu acho que \u00e9 muito importante que se leve em considera\u00e7\u00e3o a opini\u00e3o da comunidade, para que se defina que curso \u00e9 vi\u00e1vel \u00e0quela comunidade. Ent\u00e3o eu estou aqui defendendo isso hoje E n\u00f3s, l\u00e1 em C\u00e2ndido Abr\u00e3o, n\u00f3s fizemos um trabalho muito grande Foi fundado em 97, como o Richard falou hoje aqui E a casa passou por um processo de desestrutura\u00e7\u00e3o muito antes de acontecer agora N\u00f3s n\u00e3o t\u00ednhamos nem \u00e1gua, para voc\u00eas terem ideia, para os nossos jovens tomarem banho Ent\u00e3o foi buscado apoio com a prefeitura municipal E gra\u00e7as a Deus, hoje n\u00f3s temos algumas pessoas que olham por nossa escola Que est\u00e3o ajudando nossa escola Ent\u00e3o, atrav\u00e9s de a\u00e7\u00f5es pol\u00edticas desenvolvidas pela pr\u00f3pria comunidade escolar N\u00f3s conseguimos, ent\u00e3o, investimentos na escola, mas por parte do munic\u00edpio Ent\u00e3o, a import\u00e2ncia est\u00e1 a\u00ed de algu\u00e9m que esteja na prefeitura e que queira realmente fazer algo para a escola se estruturar. A duras penas n\u00f3s estamos nos recuperando. Como falei, ontem at\u00e9 falei l\u00e1 no Marco, falei que eu tenho como uma f\u00eanix. N\u00f3s estamos ressurgindo das cinzas. E \u00e9 o que est\u00e1 acontecendo. N\u00f3s estamos melhorando a estrutura da casa. N\u00f3s temos profissionais muito bons trabalhando l\u00e1. Eu tenho aqui o exemplo do Ivan, meu t\u00e9cnico l\u00e1. Ele parou no doutorado N\u00e3o p\u00f4de fazer o doutorado dele Mas ele \u00e9 uma pessoa fenomenal Temos aqui o Bruno que est\u00e1 aqui tamb\u00e9m Nosso t\u00e9cnico que participa das a\u00e7\u00f5es Ent\u00e3o n\u00f3s temos pessoas Muito bem preparadas Para atuar nas casas familiares rurais E eu fico muito orgulhoso Como aconteceu h\u00e1 um tempo atr\u00e1s N\u00f3s particip\u00e1vamos de um De uma feira Agr\u00edcola l\u00e1 na minha cidade Onde jovens de institui\u00e7\u00f5es, faculdades, universit\u00e1rios foram visitar essa feira E eu fiquei muito orgulhoso dos nossos estudantes Que estavam fazendo o curso t\u00e9cnico dar aula para eles Ent\u00e3o vejam o sentido de prepara\u00e7\u00e3o desses jovens E o curr\u00edculo dessas escolas tamb\u00e9m deve levar em considera\u00e7\u00e3o isso Se \u00e9 feito provas de avalia\u00e7\u00f5es externas, adaptar essas provas \u00e0 realidade das casas familiares rurais Tanto que outros cursos t\u00e9cnicos, muitas vezes, vamos pegar por exemplo, magist\u00e9rio Eles n\u00e3o fazem a prova de avalia\u00e7\u00e3o externa E a casa familiar faz Ent\u00e3o, seria muito adequado adequar tamb\u00e9m, repetindo a palavra, a como s\u00e3o essas casas Para que eles est\u00e3o sendo preparados e avaliar, a\u00ed sim, essa prepara\u00e7\u00e3o Que prepara muito mais para a pr\u00e1tica, no dia a dia E \u00e9 fundamental tamb\u00e9m, esse nosso jovem, \u00e9 fundamental do que? Ele vai beneficiar o jovem que est\u00e1 se formando A oficina dele A oficina dele n\u00e3o est\u00e1 l\u00e1 na escola Que precisa de um trator Que precisa de vacas Que precisa de terreno Est\u00e1 na casa dele Tem tudo l\u00e1 Os animais est\u00e3o l\u00e1 O tratorzinho velho est\u00e1 l\u00e1 Para ser arrumado, para ser preparado Por que n\u00e3o? Por que n\u00e3o tem a mesma validade De um curso L\u00e1 de um col\u00e9gio agr\u00edcola Se a oficina do nosso jovem est\u00e1 na casa. Ent\u00e3o, eu vejo com muito bons olhos a Casa Familiar Rural e defendo muito. Eu sou diretor de uma escola que tem 500 estudantes no ensino regular, de fundamental, e a 10 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia da minha escola est\u00e1 a Casa Familiar Rural. Ent\u00e3o, \u00e9 uma luta constante para que ela permane\u00e7a. E que fixe o nosso jovem no campo E que n\u00e3o torne ele uma pessoa que vai sobreviver com o trabalho dele Mas sim viver de forma plena E prepare o nosso jovem para isso Muito obrigado a todos Professor Samuel, agradecer a presen\u00e7a e a participa\u00e7\u00e3o Professor Ivan tamb\u00e9m, \u00e9 de C\u00e2ndido de Abreu, n\u00e3o \u00e9 professor Ivan tamb\u00e9m? Por gentileza, dois minutos professor Ivan, bom dia Pessoal, meu nome \u00e9 Ivan, sou professor da Casa Familiar Rural de C\u00e2ndido de Abreu E al\u00e9m de tudo da \u00e1rea de zootecnia, a \u00e1rea a qual foi prejudicada, a \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o animal E s\u00f3 para complementar algumas coisinhas da altern\u00e2ncia dentro da escola, a gente estando l\u00e1 dentro A gente est\u00e1 vivendo l\u00e1 dentro At\u00e9 agora o debate foi a import\u00e2ncia como um todo E eu acho importante trazer aqui para voc\u00eas duas coisas simples e r\u00e1pidas O argumento, o que eles est\u00e3o batendo contra n\u00e3o \u00e9 a casa familiar Mas \u00e9 o modelo da altern\u00e2ncia, \u00e9 a metodologia da altern\u00e2ncia Alegando que n\u00e3o h\u00e1 carga hor\u00e1ria suficiente para se trabalhar em \u00e1gua pecu\u00e1ria E n\u00f3s conseguimos na pedagogia da altern\u00e2ncia Uma forma de amarrar com os professores da grade curricular b\u00e1sica Conseguimos trabalhar de uma forma integrada e buscar ent\u00e3o o diretor Que uma maior dificuldade nossa \u00e9 o que o Estado quer N\u00e3o \u00e9 multidisciplinaridade Em todos os estudos e planejamentos Temos que trabalhar a multidisciplinaridade E dentro da pedagogia da altern\u00e2ncia Ela \u00e9 trabalhada de que forma? De que o professor de matem\u00e1tica Auxilia A usar f\u00f3rmulas geom\u00e9tricas Para uma constru\u00e7\u00e3o rural \u00c9 trabalhado junto Outra coisa, o professor Bruno Professor de solos Para trabalhar solos, fertilidade do solo \u00e9 s\u00f3 qu\u00edmica, n\u00e3o tem como o aluno entender da t\u00e9cnica se ele n\u00e3o entender de qu\u00edmica. O que que isso acontece? A quest\u00e3o de f\u00edsica, por exemplo, estou colocando dentro de uma quest\u00e3o pr\u00e1tica. F\u00edsica, ele tem que estudar mecanismo, ele tem que estudar rota\u00e7\u00e3o de motor, velocidade, tempo, tudo de forma integrada. Por que n\u00e3o acontecer isso? Por que n\u00e3o possibilitar? Isso faz, o que que a gente est\u00e1 percebendo dentro das casas familiares, dentro dessa oportunidade do jovem a gente est\u00e1 percebendo que o aluno est\u00e1 aprendendo qu\u00edmica, est\u00e1 aprendendo matem\u00e1tica porque ele est\u00e1 sabendo ligar isso no dia a dia dele, ele est\u00e1 aprendendo a fazer, a trabalhar a qualidade do leite, diretor Samuel, dentro da disciplina de biologia ent\u00e3o ele consegue entender porque ele tem que estudar gen\u00e9tica isso \u00e9 a oportunidade que a gente est\u00e1 dando para alunos pobres, porque alunos que tem condi\u00e7\u00f5es ou que tem carro, pai leva e busca ou que tem notas maiores teve uma oportunidade de ter melhores notas, pode participar, pode ir para um col\u00e9gio agr\u00edcola. N\u00e3o estou falando que n\u00e3o \u00e9 para ir, pode ir. Quem que n\u00e3o tem capacidade de ir ou tem que passar por uma prova, por uma sele\u00e7\u00e3o, e esse aluno que tem dificuldade, que mora l\u00e1 no interior, muitos deles est\u00e3o estudando nas casas familiares rurais, porque \u00e9 onde ele tem oportunidade de fazer um curso t\u00e9cnico. Porque se ele depender do col\u00e9gio agr\u00edcola, talvez n\u00e3o consiga competir, n\u00e9? de igual para igual com quem teve melhores oportunidades. A Casa Familiar Rural est\u00e1 disposta e est\u00e1 atendendo alunos que n\u00e3o tiveram toda essa oportunidade de estar sendo, se profissionalizando e saindo do ensino m\u00e9dio com uma profiss\u00e3o. Essa \u00e9 a quest\u00e3o da altern\u00e2ncia. Outro problema, diretor e professor que est\u00e3o aqui, a maioria, o maior problema que a gente v\u00ea hoje no Brasil, Talvez no mundo \u00c9 a falta da fam\u00edlia na escola, n\u00e3o \u00e9? A fam\u00edlia abandonou os filhos E o que a casa familiar faz? O que a altern\u00e2ncia possibilita? Os pais recebem visitas da escola Ele n\u00e3o precisa da escola A escola vai na fam\u00edlia A gente tem liga\u00e7\u00e3o direta com a associa\u00e7\u00e3o Quem cuida da escola \u00e9 a associa\u00e7\u00e3o de pais N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o Estado, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o professor A gente depende da fam\u00edlia para a casa familiar funcionar? Sem altern\u00e2ncia isso \u00e9 imposs\u00edvel. O pai vai se isolar cada vez mais e o filho vai se isolar da fam\u00edlia cada vez mais. A altern\u00e2ncia n\u00e3o deixa isso acontecer. Semana que vem, diretor, a gente tem um encontro na casa familiar rural, um encontro t\u00e9cnico, s\u00f3 com os pais. Os pais v\u00e3o l\u00e1 buscar informa\u00e7\u00e3o, quem que vai fazer o dia de campo, quem que vai fazer as apresenta\u00e7\u00f5es, os alunos. Para quem? Para os pais. O pai vai ver que o aluno est\u00e1 aprendendo E vai voltar para casa com conhecimento t\u00e9cnico Essa liga\u00e7\u00e3o da escola Vejam o que acontece, o que a casa familiar possibilita Essa liga\u00e7\u00e3o da escola com o aluno N\u00f3s temos, igual falei, alunos que moram muito longe E a altern\u00e2ncia possibilita o menor deslocamento O aluno s\u00f3 vai segunda para a escola E volta na sexta e na semana que vem ele n\u00e3o vai Ele n\u00e3o fica usando o \u00f4nibus p\u00fablico todo dia e combust\u00edvel Ele s\u00f3 vai na segunda Sabe o que acontece quando um aluno mora longe e chove? Como \u00e9 que ele vai embora? A escola leva o aluno na casa com o carro da escola E quem leva \u00e9 o pedagogo acompanhado at\u00e9 o diretor At\u00e9 a vice-diretora A vice-diretora vai na casa do aluno levar o aluno Porque choveu e ele n\u00e3o teve condi\u00e7\u00f5es de ir embora Quem que possibilita isso? Casa Familiar Rural Se tiver, Marco, algum outro modelo, alguma outra escola Que possibilita o que a escola familiar faz Me leve l\u00e1 que eu quero conhecer Que at\u00e9 agora eu n\u00e3o vi Formar o jovem E ainda trazer eles para a escola E quem possibilita Esse trabalho \u00e9 a prefeitura tamb\u00e9m E a gente tem liga\u00e7\u00f5es Secretaria da Agricultura Nosso Secret\u00e1rio t\u00e9cnico Est\u00e1 a\u00ed junto com n\u00f3s lutando Para permanecer essa escola Ent\u00e3o pelo contr\u00e1rio do que se busca Que \u00e9 fechar a casa familiar rural Ou acabar com a pedagogia da altern\u00e2ncia Eu n\u00e3o falo que eu acredito Eu falo que deveria existir possibilidade De buscar modelo da pedagogia da altern\u00e2ncia Para levar para as escolas do campo E n\u00e3o retirar o modelo da altern\u00e2ncia Que se n\u00f3s pegarmos 10% do que a casa familiar faz N\u00f3s melhoramos todo o sistema de ensino do Estado \u00c9 isso a\u00ed Professor Ivan Est\u00e1 a\u00ed, professor Lemos. Temos mais um ainda, professor Lemos. Eu s\u00f3 queria falar, porque a emo\u00e7\u00e3o do Ivan, do professor Ivan e do professor Samuel aqui, contagia. Isso \u00e9 muito importante, gente. Eu me lembro, Ivan e Samuel, quando estava se construindo o CEP, que \u00e9 o Col\u00e9gio Agr\u00edcola de Manuel Ribas, Que a escola base era de Manoel Ribas E que n\u00e3o queria mais ser escola base Da casa familiar rural de Cano de Abreu E a\u00ed uma professora me ligou Muito preocupada Ela foi at\u00e9 documentador escolar l\u00e1 no munic\u00edpio E a\u00ed ela me ligou Dizendo, olha, vai fechar N\u00e3o pode fechar E a\u00ed eu acompanhava o programa, que \u00e9 o Brasil Profissionalizado E o respons\u00e1vel aqui pelo Paran\u00e1 era o Marcelo Pedra, que vinha l\u00e1 de Bras\u00edlia, do MEC Eu fui l\u00e1 em Manoel Ribas para dizer, n\u00e3o desista, n\u00e3o \u00e9 porque vai ter o col\u00e9gio agr\u00edcola aqui Como tem l\u00e1 na rodovia Que vai fechar a Casa Familiar Rural Que \u00e9 pedagogia da altern\u00e2ncia \u00c9 diferente At\u00e9 que enfim conseguimos Que voc\u00eas l\u00e1 no col\u00e9gio Aceitassem seu col\u00e9gio A escola base Da Casa Familiar do Manuel Ribas Ent\u00e3o eu acompanho De canto de abril Eu acompanho voc\u00eas l\u00e1 de longa data. Ent\u00e3o, e o que voc\u00eas fazem l\u00e1, o que \u00e9 repetido nas outras casas farmacionais do Paran\u00e1 e do Brasil, s\u00e3o de fundamental import\u00e2ncia, como foi dito aqui pela Tain\u00e1, para a sucess\u00e3o farmac\u00eautica rural. Mas tem um argumento que tem sido utilizado por algu\u00e9m l\u00e1 da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o, mas tem jovem da cidade matriculado estudando na Casa Familiar Rural. Que mal tem isso? Est\u00e1 aqui a Leila, urbana, exemplo de engenheira agr\u00f4noma, que faz um trabalho extraordin\u00e1rio pelo IDR. Agora est\u00e1 comandando aqui a superintend\u00eancia do MDA no Paran\u00e1 Tem amor pela agricultura A exemplo da Leila No mundo inteiro N\u00f3s temos pessoas que nascem na cidade E tem voca\u00e7\u00e3o para o campo E tem o direito de se matricular numa escola Numa casa familiar rural Tem direito de se matricular num col\u00e9gio agr\u00edcola Se tornar um profissional Um agricultor Se tornar uma agricultora Da onde Que esta pessoa l\u00e1 da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o Que tem um cargo importante L\u00e1 tirou Essa ideia Isso \u00e9 um absurdo Tem que ser reputado Pode sim Algu\u00e9m que mora na cidade Estudar numa escola Do campo Como pode algu\u00e9m do campo n\u00e3o querer permanecer no campo? Tem o direito de vir estudar na cidade e morar na cidade, tem o direito N\u00f3s somos pessoas, n\u00e3o somos coisas N\u00f3s temos liberdade de escolha Viva as casas de fam\u00edlias rurais, viva a pedagogia da altern\u00e2ncia Vamos \u00e0 terceira por gentileza, j\u00e1 at\u00e9 tirou a jaqueta para mostrar bem aqui, efeito app no campo aqui, seu nome por favor, dois minutos bom dia bom dia a todos, me chamo Thiago Felipe Craco, sou de S\u00e3o Jorge do Oeste eu estou aqui como um ex-aluno eu vimos falar todos voc\u00eas falarem e professores, \u00e9 importante dar um momento como se fosse um depoimento a quest\u00e3o do Que o professor, agora n\u00e3o localizei Ele falou De levar o aluno Para casa, trazer Eu vi isso acontecer de fato Tamb\u00e9m, as vezes uma chuva Alguma coisa, algum aluno distante N\u00e3o tinha como ir para casa, eles levavam Davam um jeitinho A quest\u00e3o \u00e9, essa semana Eu como sou formado em t\u00e9cnico Que \u00e9 agroecologia pela casa familiar Hoje sou advogado e estou, atrav\u00e9s da Casa Familiar, no projeto da Itaipu, em conjunto com a FETAEP, gra\u00e7as \u00e0 Casa Familiar. Ontem, teve uma pergunta referente, o que \u00e9 a Casa Familiar para voc\u00ea? A \u00fanica coisa que veio \u00e0 minha mente foi a quest\u00e3o fam\u00edlia. Que aquela semana que a gente passa no col\u00e9gio, realmente fortalece o v\u00ednculo familiar. N\u00e3o entre os alunos ali, entre os professores. Tem esse sentido tamb\u00e9m. Ap\u00f3s o que eu disse tamb\u00e9m, a quest\u00e3o, ap\u00f3s terminou o curso, durante alguns anos ainda a gente teve aquele forte v\u00ednculo. De fato, com o tempo a gente acaba se afastando. Mas por muito tempo a gente continuou muito ligado. E hoje em dia, quando eu penso em algum dos meus ex-colegas, me vem muito aquele sentimento de fam\u00edlia. Pelo tempo que a gente passou junto dentro da Casa Familiar. Ent\u00e3o, \u00e9 importante que ela continue. Quero parabenizar a todos pelo esse servi\u00e7o, esse empenho que voc\u00eas est\u00e3o tendo nessa luta. E n\u00e3o podemos deixar de parabenizar tamb\u00e9m a Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o pelo desservi\u00e7o que ela est\u00e1 tendo em tentar acabar com a educa\u00e7\u00e3o no campo. Seria isso. Obrigado. Deputado, por senhor Lemos. Ent\u00e3o agora n\u00f3s estamos concluindo com sucesso a nossa audi\u00eancia p\u00fablica Quero mais uma vez agradecer quem est\u00e1 \u00e0 dist\u00e2ncia acompanhando Agradecer voc\u00eas que fizeram esse esfor\u00e7o de estar aqui presentes nesta audi\u00eancia p\u00fablica E depois n\u00f3s vamos contactar voc\u00eas na forma\u00e7\u00e3o do grupo de trabalho Vamos tamb\u00e9m oficiar a Secretaria da Agricultura, a Secretaria da Educa\u00e7\u00e3o, o IDR Para que a gente possa, junto com as nossas institui\u00e7\u00f5es aqui, organizar esse grupo de trabalho O MDA tamb\u00e9m, o INCRA, vamos estar tamb\u00e9m encaminhando para voc\u00eas a solicita\u00e7\u00e3o para a forma\u00e7\u00e3o do grupo de trabalho E vamos, evidentemente, juntos fazer com que esse documento que vamos receber aqui hoje tamb\u00e9m seja, de fato, tirado do papel que possa ser implementado a favor da nossa agricultura familiar do estado do Paran\u00e1. Ent\u00e3o, n\u00f3s vamos encerrar a nossa audi\u00eancia p\u00fablica, agradecendo mais uma vez a todos e todas, e vamos fazer uma foto, todo mundo junto aqui, recebendo ent\u00e3o esta carta, este documento que voc\u00eas elaboraram nesses dois dias que estiveram l\u00e1 na FETAEP. E da\u00ed vamos tamb\u00e9m aqui incluir ela nas delibera\u00e7\u00f5es dessa audi\u00eancia p\u00fablica, que uma delas \u00e9 a delibera\u00e7\u00e3o pela forma\u00e7\u00e3o da comiss\u00e3o de trabalho. Bom, gente, muito obrigado a\u00ed a todos e a todas. Encerramos ent\u00e3o a nossa audi\u00eancia. O tr\u00e2nsito, enxergar o outro \u00e9 salvar vidas. Esse \u00e9 o tema do Maio Amarelo de 2026, alertando para a import\u00e2ncia da aten\u00e7\u00e3o e empatia ao dirigir. Comportamentos da vida moderna, como o constante uso do celular e a realiza\u00e7\u00e3o de mais de uma tarefa ao mesmo tempo, est\u00e3o deixando os condutores mais desatentos e apressados e isso oferece muitos riscos. 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