{"id":777,"slug":"os-desafios-na-criacao-e-na-comercializacao-dos-porcos-crioulos","titulo":"Os Desafios na Cria\u00e7\u00e3o e na Comercializa\u00e7\u00e3o dos Porcos Crioulos","resumo":"Com base na transcri\u00e7\u00e3o da audi\u00eancia p\u00fablica realizada na Assembleia Legislativa do Estado em 19 de maio de 2026, segue o resumo estruturado das discuss\u00f5es sobre a cria\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o dos porcos crioulos: Contexto e Avan\u00e7os LegislativosO evento celebrou a Semana Estadual dos Porcos Crioulos (institu\u00edda pela Lei n\u00ba 22.193\/2024), que visa dar visibilidade \u00e0s ra\u00e7as genuinamente brasileiras e apoiar a agricultura familiar. Outro marco destacado foi a Lei n\u00ba 22.197, que reconheceu o porco-moura como patrim\u00f4nio hist\u00f3rico, cultural e gen\u00e9tico do Estado. Tamb\u00e9m foi celebrada a Portaria ADAPAR 205 (de 28 de maio de 2025), que regulamentou a biosseguridade para criadores comerciais de micro e m\u00ednimo porte em sistemas ao ar livre e de base agroecol\u00f3gica. Principais Desafios ApontadosAssist\u00eancia T\u00e9cnica e Insumos: H\u00e1 uma car\u00eancia generalizada de assist\u00eancia t\u00e9cnica especializada nas propriedades. Os produtores tamb\u00e9m enfrentam dificuldades para adquirir insumos de qualidade a pre\u00e7os acess\u00edveis. Log\u00edstica, Abate e Comercializa\u00e7\u00e3o: O \"meio de campo\" entre o criador e o mercado consumidor final \u00e9 um grande gargalo. Faltam estruturas de abate regularizado pr\u00f3ximas \u00e0s produ\u00e7\u00f5es, transporte adequado e uma escala comercial organizada. Legisla\u00e7\u00e3o e Transfer\u00eancia Gen\u00e9tica: A rigidez legal atual dificulta a transfer\u00eancia de animais entre propriedades quando um criador decide parar, resultando muitas vezes no abate for\u00e7ado dos animais. \u00c9 necess\u00e1rio facilitar o acesso da boa gen\u00e9tica das universidades e centros de pesquisa at\u00e9 os criadores finais. Divulga\u00e7\u00e3o e Visibilidade: Apesar de conquistas recentes \u2014 como o uso da carne de porco-moura em aulas do SENAC, na Feira de Sabores no Parque Barigui e a conquista do primeiro \"Selo Arte\" para um salame artesanal de porco-moura \u2014, esses fatos ainda s\u00e3o pouco conhecidos pelo grande p\u00fablico. Propostas e EncaminhamentosCria\u00e7\u00e3o de uma C\u00e2mara T\u00e9cnica: Foi proposta a institucionaliza\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara T\u00e9cnica dos Porcos Crioulos junto \u00e0 SEAB para centralizar e organizar as demandas do setor. Articula\u00e7\u00e3o Federal e Grupos de Trabalho: Proposi\u00e7\u00e3o de criar um grupo de trabalho para levar pleitos a Bras\u00edlia (MAPA), focando em biosseguridade, bancos gen\u00e9ticos e na formata\u00e7\u00e3o de linhas de cr\u00e9dito\/investimento no Plano Safra 2026\/2027. A\u00e7\u00f5es em Gastronomia e Turismo: Sugest\u00e3o de criar pontua\u00e7\u00f5es diferenciadas para pratos com identidade regional em feiras gastron\u00f4micas (como a Feira Sabores de Curitiba) e impulsionar o turismo rural focado na culin\u00e1ria tradicional (ex: carne na lata). Rastreabilidade e Registro Pr\u00f3prio: A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Criadores de Porco-Moura anunciou a cria\u00e7\u00e3o e entrega de uma cartilha aos associados e a implementa\u00e7\u00e3o de um livro de registro geneal\u00f3gico pr\u00f3prio para mapear as linhagens e aproximar o consumidor do produtor.","proposicao":null,"data_evento":"19\/05\/2026","hora_evento":"09:30","data_evento_full":"19 de maio de 2026","local":"Audit\u00f3rio Legislativo","status":"realizada","comissoes":[],"requerentes":[{"tipo":"deputado","label":"Luiz Claudio Romanelli"}],"tags":[],"transmissao":false,"link_transmissao":"https:\/\/legisvideos.assembleia.pr.leg.br\/video\/2294","youtube_id":null,"video_tipo":"legisvideos","video_src":"https:\/\/api-legisvideos.assembleia.pr.leg.br\/video\/show\/ea3aecd5c5f4183797b908f3aabb5ef7.mp4","transcricao_pdf_url":"https:\/\/api-legisvideos.assembleia.pr.leg.br\/video\/transcricao\/ea3aecd5c5f4183797b908f3aabb5ef7","transcricao":"<p>Muito bom dia a todas e todos. Sobre a prote\u00e7\u00e3o de Deus, damos in\u00edcio a essa audi\u00eancia p\u00fablica, que tem como tema os desafios na cria\u00e7\u00e3o e na comercializa\u00e7\u00e3o dos porcos crioulos. Sejam todos muito bem-vindos \u00e0 Assembleia Legislativa do Estado do Planalto. E essa \u00e9 uma audi\u00eancia p\u00fablica que est\u00e1 sendo promovida Por proposi\u00e7\u00e3o da Frente Parlamentar de Promo\u00e7\u00e3o Municipalista A audi\u00eancia p\u00fablica tem como tema o que eu havia dito mesmo Os desafios da cria\u00e7\u00e3o que todos n\u00f3s enfrentamos Comercializa\u00e7\u00e3o e obviamente aqui n\u00f3s vamos discutir o tema N\u00f3s solicitamos quem est\u00e1 nos acompanhando pelas redes sociais e pela TV Assembleia, e que queiram participar, podem encaminhar os que estiverem presenciais aqui, a nossa equipe do cerimonial, que est\u00e1 aqui presente, e quem estiver em casa ou em outro local de trabalho, que estiver acompanhando, pode faz\u00ea-lo atrav\u00e9s desse e-mail que aparece a\u00ed na tela, o e-mail institucional vai aparecer daqui a pouco, Frente Parlamentar Municipalista, assembleia.pr.leg.br Daqui a pouco aparece o e-mail que podem receber Bom, minha gente, n\u00f3s vamos, sem muitas formalidades, dar o in\u00edcio \u00e0 forma\u00e7\u00e3o aqui da nossa mesa E j\u00e1 agradecendo os que j\u00e1 chegaram Os hor\u00e1rios, na verdade, o Brasil tem um certo delay em termos de hor\u00e1rios Mas isso faz parte da nossa cultura Mas eu quero aqui agradecer Come\u00e7ando pela minha direita Que \u00e9 o professor Miguel Sanches Neto Que \u00e9 reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa Institui\u00e7\u00e3o que tem tido um trabalho muito importante Especialmente na quest\u00e3o do porco-moura Mas de uma maneira geral dos porcos crioulos O Dilvo Molinari Que \u00e9 Presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Criadores de porco de porco-moura o Hugo Guti\u00e9rrez, que \u00e9 criador dos porcos da ra\u00e7a caruncho o Eculano Lisboa, que \u00e9 criador de porcos-moura a Teresia Muzanelo Freire que \u00e9 diretora t\u00e9cnica da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento e que representa nesse ato aqui a nossa Secret\u00e1ria interina, a Camila Arag\u00e3o Muito obrigado, Terezinha, pela presen\u00e7a. Tamb\u00e9m o Beto Guzzo, que \u00e9 diretor da Associa\u00e7\u00e3o Paranaense dos Sunicultores. O Jo\u00e3o Humberto Teut\u00f4nio de Castro, que \u00e9 fiscal de defesa agropecu\u00e1ria da ADAPAR, que \u00e9 a nossa ag\u00eancia de defesa agropecu\u00e1ria do Paran\u00e1, representando o diretor-Presidente, o Otamir Martins. Aqui foi um dos avan\u00e7os que n\u00f3s tivemos, foi justamente a regulamenta\u00e7\u00e3o pela DAPAR, foi uma das conquistas que n\u00f3s tivemos, fruto dessa mobiliza\u00e7\u00e3o que iniciamos em 2024. Ent\u00e3o, avan\u00e7amos nisso, para n\u00f3s \u00e9 importante isso. A professora Maria Marta, que \u00e9 professora coordenadora do projeto Porco Moura, na Universidade Estadual de Ponta Grossa. Eu vejo tamb\u00e9m aqui o professor Mar\u00e7on, daqui da UFPR. Uma honra tamb\u00e9m t\u00ea-la aqui conosco. conosco. O senhor Charles Ortiz Noviski, propriet\u00e1rio da empresa CR Agro Consultoria. Muito obrigado pela sua presen\u00e7a. Tem mais algumas pessoas que devem estar chegando aqui, est\u00e3o estacionando o carro. Mas eu gostaria tamb\u00e9m de agradecer aqui a presen\u00e7a. Depois, os que quiserem que a gente registre a presen\u00e7a, \u00e9 s\u00f3 passar por cerimonial o nome e a institui\u00e7\u00e3o. N\u00f3s vamos da\u00ed fazendo os registros aqui. A professora Juliana Espereto, que \u00e9 professora de medicina veterin\u00e1ria da UTF-PR, que assim \u00e9 visto aqui a Juliana. O professor Mar\u00e7om, como havia referenciado, que \u00e9 professor do curso de ci\u00eancias agr\u00e1rias da UFPR. O Jo\u00e3o Guilherme Mufato, que \u00e9 criador de porcos crioulos l\u00e1 da regi\u00e3o oeste do Paran\u00e1. Os alunos do curso de zootecnia e Medicina Veterin\u00e1ria e Agronomia da UFPR. Muito obrigado pela presen\u00e7a. E tamb\u00e9m agrade\u00e7o aqui o prefeito de Guapirama, o prefeito Pedro de Oliveira, que tamb\u00e9m no munic\u00edpio desenvolve uma s\u00e9rie de atividades, estimulando os porcos crioulos. Acaba de chegar tamb\u00e9m o nosso Presidente da FETAEP, o Alexandre Leal, que obrigado pela presen\u00e7a. Bom, senhoras e senhores, se me permite fazer aqui brevemente uma introdu\u00e7\u00e3o sobre esse tema que n\u00f3s estamos tratando aqui, saudando a presen\u00e7a de todos que aqui vieram, todas as pessoas s\u00e3o muito bem-vindas aqui, e nessa audi\u00eancia p\u00fablica, a todos e todas, n\u00e9? deixa eu falar o correto aqui, que \u00e9 justamente o que n\u00f3s vamos debater, que n\u00f3s avan\u00e7amos institucionalmente, conseguimos, de fato, colocar um holofote na quest\u00e3o que envolve a cria\u00e7\u00e3o do porco-morro e dos porcos crioulos no estado do Paran\u00e1. Tivemos duas leis importantes. N\u00f3s estamos, inclusive, vivenciando essa semana dos porcos crioulos. Ent\u00e3o, eu cumprimento a todos, Representando das institui\u00e7\u00f5es que aceitaram o nosso convite Dedica o seu trabalho \u00e0 pesquisa e produ\u00e7\u00e3o, \u00e0 defesa agropecu\u00e1ria E ao fortalecimento do meio rural paranaense A nossa economia rural \u00e9 fundamental Sa\u00fade dos representantes do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paran\u00e1 Da Ag\u00eancia de Defesa Agropecu\u00e1ria do Paran\u00e1 Da Federa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paran\u00e1 Das Universidades Federal do Paran\u00e1 e tamb\u00e9m da Universidade Estadual de Ponta Grossa Da Universidade Estadual de Maring\u00e1 Da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Criadores de Porcos Moura Da CR Agro Consultoria e Rastreabilidade Al\u00e9m dos criadores e produtores que mant\u00eam viva essa tradi\u00e7\u00e3o t\u00e3o importante para o Paran\u00e1 Essa audi\u00eancia p\u00fablica integra o sistema estadual dos porcos crioulo A semana estadual, melhor dizendo institu\u00eddo pela Lei n\u00ba 22.193.2024, que tem como objetivo muito claro dar visibilidade \u00e0s ra\u00e7as genuinamente brasileiras, desenvolvidas e mantidas atrav\u00e9s de gera\u00e7\u00f5es nos sistemas tradicionais de cria\u00e7\u00e3o e que possuem um papel estrat\u00e9gico para os pequenos agricultores e agricultores familiares. Um patrim\u00f4nio gen\u00e9tico, cultural e econ\u00f4mico que pertence ao povo paranaense. Tamb\u00e9m tivemos aqui a honra de propor a lei 22.197 Que reconheceu o porco-moura como um patrim\u00f4nio hist\u00f3rico, cultural e gen\u00e9tico Do estado do Paran\u00e1 Talvez um grande avan\u00e7o insonal que n\u00f3s tivemos justamente com essa quest\u00e3o De reconhecer o porco-moura como um patrim\u00f4nio gen\u00e9tico do povo paranaense E fizemos isso com uma convic\u00e7\u00e3o muito simples Um povo que preserva sua hist\u00f3ria, sua gen\u00e9tica e suas tradi\u00e7\u00f5es est\u00e1 construindo o futuro. O porco-moura \u00e9 parte da identidade do nosso Estado. Ele carrega s\u00e9culos de adapta\u00e7\u00e3o, resist\u00eancia e sele\u00e7\u00e3o natural. Representa um modelo de produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel ligado \u00e0 agricultura familiar, \u00e0 agrega\u00e7\u00e3o de valores e \u00e0 oferta de produtos diferenciados de alta qualidade e com forte identidade regional. E quando ampliamos o debate e falamos em porcos crioulos, n\u00e3o estamos tratando apenas da preserva\u00e7\u00e3o, estamos falando do desenvolvimento regional, de ci\u00eancia, de inova\u00e7\u00e3o, de oportunidades econ\u00f4micas e de gera\u00e7\u00e3o de renda a milhares de fam\u00edlias. O Paran\u00e1 tem todas as condi\u00e7\u00f5es de liderar esse movimento. Temos pesquisadores comprometidos, universidades de excel\u00eancia, produtores apaixonados pelo que fazem, entidades representativas atuantes e um setor agropecu\u00e1rio reconhecido em todo o Brasil e no exterior. O desafio agora \u00e9 transformar esse potencial em pol\u00edticas p\u00fablicas permanentes. Precisamos avan\u00e7ar na assist\u00eancia t\u00e9cnica, no melhoramento gen\u00e9tico, na rastreabilidade, na agrega\u00e7\u00e3o de valor e, principalmente, na abertura de mercados. Queremos que os produtores tenham condi\u00e7\u00f5es reais de comercializar seus produtos, conquistar novos consumidores e transformar tradi\u00e7\u00e3o em renda e prosperidade por isso essa audi\u00eancia p\u00fablica \u00e9 t\u00e3o importante ela re\u00fane conhecimento t\u00e9cnico experi\u00eancia pr\u00e1tica e compromisso institucional tenho certeza de que as contribui\u00e7\u00f5es apresentadas hoje ser\u00e3o fundamentais para orientar novas a\u00e7\u00f5es, fortalecer parcerias e consolidar um ambiente favor\u00e1vel ao crescimento dessa cadeia produtiva Agrade\u00e7o a presen\u00e7a de cada um de voc\u00eas E de maneira muito especial a todos que acreditam No valor da preserva\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica E no potencial econ\u00f4mico dos porcos crioulos Que esse encontro seja um marco Na constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas capazes de proteger nossa hist\u00f3ria E ao mesmo tempo Gerar novas oportunidades para o campo paranaense muito obrigado e um excelente evento a todos sem deixar de registrar que tudo que n\u00f3s temos feito aqui no Paran\u00e1 sobre esse tema, tem repercutido nacionalmente, ou seja afinal que n\u00f3s estamos inovando nas nossas pr\u00e1ticas aqui e eu diria assim, para concluir a minha fala aqui de registrar isso n\u00f3s temos duas leis que foram geradas por conta dessa mobiliza\u00e7\u00e3o, a que cria justamente a Semana Estadual dos Porcos Crioulos, e \u00e9 justamente nessa terceira semana de maio, per\u00edodo da gente poder fazer as boas pr\u00e1ticas de divulga\u00e7\u00e3o, justamente de todas as ra\u00e7as, enfim, dos porcos crioulos, a quest\u00e3o do reconhecimento do porco-moura como patrim\u00f4nio hist\u00f3rico, cultural e gen\u00e9tico do Estado do Paran\u00e1, e desdobramento disso tudo, foi a portaria da APAR 205, de 5 de 28 de maio de 2025, que estabeleceu a biosseguridade de estabelecimentos de porte micro e m\u00ednimo, que produz su\u00ednos para fins comerciais e sistemas ao ar livre, especialmente as cria\u00e7\u00f5es tradicionais dos porcos, as ra\u00e7as crioulas puras e sistemas ao ar livre de base agroecol\u00f3gica certificados org\u00e2nicos e afins enfim, isso aqui da minha avalia\u00e7\u00e3o foi um dos grandes avan\u00e7os institucionais que n\u00f3s j\u00e1 obtivemos e que felizmente hoje foi um avan\u00e7o de qualquer forma n\u00f3s vamos aqui estar debatendo s\u00e3o muitos os temas aqui a serem tratados mas eu sem mais delongas eu vou passar a palavra j\u00e1 para os oradores que est\u00e3o inscritos aqui e registrando tamb\u00e9m a presen\u00e7a do Richard Gouba diretor de gest\u00e3o de neg\u00f3cio do IDR que \u00e9 uma pessoa que eu melhor conhe\u00e7o que mais entende de solo no estado do Paran\u00e1 ele \u00e9 um t\u00e9cnico de pra mim inclusive Richard voc\u00ea \u00e9 um t\u00e9cnico de refer\u00eancia sobre solo porque voc\u00ea tem um olhar cl\u00ednico sobre solo que \u00e9 uma coisa impressionante ent\u00e3o agrade\u00e7o a sua presen\u00e7a aqui tamb\u00e9m agradecer a anunciar a presen\u00e7a e agradecer ao Alexandre Amorim que representa aqui o sistema OCEPAR aqui, que \u00e9 muito importante, al\u00e9m do vereador Marlon de Centen\u00e1rio do Sul tamb\u00e9m registrando aqui agradecendo a sua presen\u00e7a eu vou passar ent\u00e3o a palavra aos primeiros oradores aqui que devem ser o primeiro que falar\u00e1 ser\u00e1 acho que o nosso Reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa O professor Miguel Sanches Neto Que falar\u00e1 por tr\u00eas minutos Eu n\u00e3o sei porque tua palavra est\u00e1 t\u00e3o reduzida aqui, Miguel Eu estou no fim do mandato \u00c9 o fim do mandato, \u00e9 isso? Ent\u00e3o t\u00e1 bom, por favor \u00c9 o fim do mandato, \u00e9 o tempo de fazer Fazer um relato, inclusive Das coisas muito positivas que voc\u00ea fez \u00c0 frente da nossa UEPG Mas com a palavra do professor Miguel Sanches Neto Bom dia a todos, bom dia a todas queria cumprimentar o Deputado Rosalva parabenizar pelo belo trabalho que vem sendo feito em prol dos porcos crioulos do Paran\u00e1 cumprimentar a professora Maria Marta em nome dela, todas as pessoas que fazem pesquisa na \u00e1rea de suinocultura de raiz, vamos chamar assim cumprimentar aqui tamb\u00e9m o Herculano Lisboa, criador e \u00e9 tamb\u00e9m de Ponta Grossa e o Eder, que \u00e9 o meu diretor de pecu\u00e1ria na Fazenda Escola da UEPG. Gostaria de agradecer a todos que est\u00e3o aqui presentes e dizer que as universidades paranaenses, em particular a Universidade Estadual de Ponta Grossa, a Universidade Federal do Paran\u00e1 e a Universidade Estadual de Maring\u00e1, n\u00f3s temos um compromisso com essa pauta, Deputado. Essa pauta que \u00e9 importante para a pequena agricultura, para a agricultura do nosso Estado, mas que \u00e9 importante tamb\u00e9m e principalmente, talvez, para a identidade do nosso Estado. Tratar das ra\u00e7as crioulas \u00e9 fortalecer a identidade do Estado do Paran\u00e1. Muitos de n\u00f3s fomos criados em carne de lata, feita pelos av\u00f3s, pelos tios, pelos pais, e temos uma mem\u00f3ria afetiva dos porcos crioulos que acompanha a nossa trajet\u00f3ria. Eu sou professor de literatura brasileira Ent\u00e3o pode parecer que eu estou um pouco deslocado aqui no ambiente Mas eu sou t\u00e9cnico agr\u00edcola de forma\u00e7\u00e3o L\u00e1 na universidade dizem que quando eu acerto alguma coisa \u00c9 o t\u00e9cnico agr\u00edcola que acertou Quando eu erro alguma coisa, dizem que \u00e9 o escritor que errou Brincadeiras \u00e0 parte, queria fazer uma men\u00e7\u00e3o bem r\u00e1pida A um escritor que talvez todos conhe\u00e7am, que \u00e9 o Ariano Suassuna Ariano Suassuna \u00e9 um escritor nordestino e ele foi pr\u00f3-reitor de extens\u00e3o da Universidade Federal do Pernambuco. Enquanto escritor e enquanto pr\u00f3-reitor de extens\u00e3o, ele buscou as cabras r\u00fasticas do Nordeste, que eram resistentes \u00e0 seca e \u00e0 falta de alimenta\u00e7\u00e3o, e fez um melhoramento gen\u00e9tico dessas cabras, que hoje \u00e9 fonte de renda, \u00e9 fonte de prote\u00edna, faz parte da identidade do Nordeste brasileiro. O que voc\u00eas est\u00e3o fazendo aqui \u00e9 exatamente isso, \u00e9 melhorando geneticamente um patrim\u00f4nio que \u00e9 do Estado do Paran\u00e1, criando renda para os pequenos agricultores, dando uma identidade \u00e0 nossa culin\u00e1ria, uma identidade \u00e0s nossas regi\u00f5es e promovendo um desenvolvimento sustent\u00e1vel dentro dessa pauta. Ent\u00e3o, eu queria parabenizar a todos e a todas e dizer que contem com as nossas universidades, contem com o ativo cient\u00edfico que existe nas nossas universidades, porque estamos todos juntos querendo construir um Estado melhor, um Estado que nos represente de maneira que nos orgulhe. E \u00e9 isso que esta semana, esta data de discuss\u00e3o dos porcos-moura, dos porcos-crioulos, criou-los, representa para a gente motivo de orgulho. Parab\u00e9ns. Muito obrigado. N\u00e3o, que \u00e9 isso. Quem fez a fala foi o t\u00e9cnico agr\u00edcola, como pudemos constatar aqui, que obviamente faz parte do seu curr\u00edculo aqui. Ent\u00e3o, professor Miguel, agrade\u00e7o e mais do que tudo, agradecer o papel que a Universidade Estadual de Ponta Grossa tem tido justamente na promo\u00e7\u00e3o da pesquisa, do conhecimento, enfim. parab\u00e9ns a\u00ed, e tamb\u00e9m parab\u00e9ns pela sua \u00f3tima gest\u00e3o \u00e0 frente da Universidade que as conquistas do EPG s\u00e3o muito robustas ent\u00e3o parab\u00e9ns a\u00ed ao seu trabalho realizado eu vou passar a palavra ao Alexandre Leal que preside a Federa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores Rurais e Agricultores Familiares do Paran\u00e1, afeta a \u00e9poca e tem tido um papel muito importante nos debates, e mais do que tudo na condu\u00e7\u00e3o de diversas pol\u00edticas p\u00fablicas Sempre numa boa parceria com o Estado do Paran\u00e1, justamente nesse ambiente criado, especialmente aqui na gest\u00e3o do Governador Paulinho, onde o di\u00e1logo faz parte da nossa pr\u00e1tica aqui. Passo a palavra  ent\u00e3o ao Alexandre Leal. Bom dia a todos e todas. Cumprimento especial ao Deputado Claudio Romanelli pela dedica\u00e7\u00e3o e o compromisso que tem atuado neste tema do porco crioulo e o porco-moura tamb\u00e9m. Ent\u00e3o j\u00e1 vem de um tempo, Deputado, e abra\u00e7ou essa causa. Ent\u00e3o \u00e9 importante. N\u00f3s temos outros Deputados que defendem, tem uma bandeira, claro que como Deputado tem que atuar em v\u00e1rias frentes, mas o Romanelli tem atuado muito firme com a sua equipe nesta pauta a\u00ed que para n\u00f3s \u00e9 extremamente importante. Ent\u00e3o \u00e9 uma sauda\u00e7\u00e3o a todos os membros aqui, as entidades que est\u00e3o presentes aqui, Beto, o IDR, as entidades que representam tamb\u00e9m as associa\u00e7\u00f5es que t\u00eam esse cuidado com os produtores de porco. O Richard, representando aqui, nosso Presidente Nat\u00e1lia, que est\u00e1 no interc\u00e2mbio internacional, est\u00e1 nos Estados Unidos l\u00e1 buscando conhecimento, tecnologia para a nossa agricultura, em especial agricultura familiar. terem representando aqui o SEAB, terem uma sauda\u00e7\u00e3o especial a todos os participantes que est\u00e3o aqui, as pessoas que acompanham de forma online esse importante debate. N\u00f3s, enquanto federa\u00e7\u00e3o, que representamos a agricultura familiar, e eu venho desta \u00e1rea, filho e neto de agricultor familiar, e at\u00e9 hoje conservamos os animais, os porcos comuns, os porcos criolos, l\u00e1 na propriedade. Ent\u00e3o, \u00e9 um tema que, por algum momento, a gente percebeu que os agricultores foram, principalmente a agricultura familiar, foi deixando. O custo est\u00e1 muito caro, n\u00e3o compensa, vou acabando com as matrizes e assim por diante. A gente teve um per\u00edodo, viu o que aconteceu isso. E hoje, acabando, est\u00e1 mais barato comprar a carne no mercado do que voc\u00ea produzir. Ent\u00e3o, n\u00f3s tivemos um per\u00edodo, Romanele, nesse sentido. Hoje a gente v\u00ea ganhar um espa\u00e7o, ainda precisamos avan\u00e7ar muito na quest\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o. Ontem mesmo n\u00f3s reunimos \u00e0 noite para discutir alguns temas importantes, com o seu Alcides da Biribas, o Charles, Beto, tinha mais o Guilherme que estava junto ali, principalmente nessa quest\u00e3o da bioseguridade, algumas coisas que nos preocupam e que depois o Charles na sua fala vai trazer aqui. Romanele, acho que a partir dessa audi\u00eancia p\u00fablica, a gente deve retomar alguns temas importantes. Eu n\u00e3o vejo aqui representa\u00e7\u00e3o do mapa. Veio algu\u00e9m do mapa? N\u00e3o, n\u00e3o veio, n\u00e9? Acho que n\u00e3o chegou algu\u00e9m do mapa, mas, importante, n\u00f3s temos alguns temas importantes que precisam ser discutidos com o Minist\u00e9rio. Ent\u00e3o, n\u00f3s temos algumas preocupa\u00e7\u00f5es. Romanele, se puder tamb\u00e9m nos ajudar a fazer essa articula\u00e7\u00e3o, fazer essa pavimenta\u00e7\u00e3o, porque a gente discuta biosseguridade, principalmente para a quest\u00e3o de banco gen\u00e9tico dos nossos porcos comuns crioulos. Ent\u00e3o, acho que n\u00f3s temos que abrir um caminho nesse sentido. Enquanto Federa\u00e7\u00e3o, n\u00f3s vamos ajudar a fazer o debate aqui em Curitiba, com a superintend\u00eancia do MAPO. O Almir tamb\u00e9m est\u00e1 junto com o Natalino nessa agenda internacional, ent\u00e3o, imagino que tamb\u00e9m n\u00e3o p\u00f4de vir, n\u00e3o veio algu\u00e9m do Minist\u00e9rio. Na volta, a gente precisa sentar com ele. Precisamos ir \u00e0 Bras\u00edlia sentar para discutir esse tema tamb\u00e9m. Ent\u00e3o, n\u00f3s temos que atuar numa frente da biosseguridade e outra na produ\u00e7\u00e3o, recursos. N\u00f3s estamos no per\u00edodo de formatar e negocia\u00e7\u00e3o do plano safra 2026\/2027. Ent\u00e3o, \u00e9 importante n\u00f3s levar alguns temas de investimento, seja para pequenos, m\u00e9dios e grandes produtores. Acho que esse \u00e9 um desafio tamb\u00e9m. Talvez porque n\u00e3o a gente criar, a gente dar melhores condi\u00e7\u00f5es e criar um grupo de trabalho, Deputado Manoel, para que a gente construa esses documentos que precisam ser enviados \u00e0 Bras\u00edlia, algumas coisas para o governo do Estado, em algumas pontas, produ\u00e7\u00e3o, banco gen\u00e9tico, produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, acho que algumas coisas que a gente pode avan\u00e7ar para que a gente, no pr\u00f3ximo ano, daqui a um ano, na pr\u00f3xima audi\u00eancia p\u00fablica, a gente colha resultados ainda mais igual o senhor apresentou aqui com os projetos de lei. Ent\u00e3o, eu n\u00e3o tenho d\u00favida que esses momentos s\u00e3o importantes, porque a gente vive momentos que todo mundo tem muita correria. E a\u00ed, \u00e9 o momento que a gente para para poder analisar a cadeia como um todo, como \u00e9 que est\u00e1. At\u00e9 agora, h\u00e1 pouco tempo, n\u00f3s est\u00e1vamos com o leite. Muito problema na \u00e1rea do leite, leite teria, assim, ocupando bastante o nosso tempo. Horas o tabaco, e que ainda estamos, ainda estamos com problema. Ent\u00e3o, assim, o porco crioulo, acho que n\u00f3s temos condi\u00e7\u00e3o de avan\u00e7ar na produ\u00e7\u00e3o, avan\u00e7ar na transforma\u00e7\u00e3o. Por que n\u00e3o daqui a pouco? Porque hoje ainda est\u00e1 muito assim, n\u00f3s n\u00e3o temos uma diferencia\u00e7\u00e3o muito grande do convencional e do crioulo. Por enquanto, a gente tem tratado tudo junto. Por que n\u00e3o ter, daqui a pouco, na nossa feira de sabores, come\u00e7ar a alinhar. Quando a gente fala em produ\u00e7\u00e3o, onde que est\u00e3o os agricultores familiares que est\u00e3o produzindo? As agroind\u00fastrias que est\u00e3o transformando. Daqui a pouco eu paro de ter uma transforma\u00e7\u00e3o de embutidos que vem para uma feira, com um convencional e trago um porco comum, um porco crioulo, um porco moro, um caruncho e outros porcos por a\u00ed que a gente tem comum. Ent\u00e3o, acho que esse \u00e9 o nosso desafio, de a gente poder ir qualificando, mostrando para a sociedade a diferen\u00e7a de um e de outro. Ent\u00e3o, esse \u00e9 um compromisso nosso, como n\u00f3s temos que participar junto com a SEAB, junto com o IDR, fazendo v\u00e1rias parcerias para as feiras, feiras sabores, outras feiras, para a gente poder trazer esse tema para outros espa\u00e7os. Para que a gente traga para a agricultura familiar como uma fonte de renda tamb\u00e9m. Porque a gente est\u00e1 vivendo momentos dif\u00edceis. \u00c9 quest\u00e3o clim\u00e1tica, \u00e9 pre\u00e7o. Ent\u00e3o, se n\u00f3s n\u00e3o come\u00e7armos a pensar o todo na produ\u00e7\u00e3o, voc\u00ea produzir, voc\u00ea transformar e voc\u00ea conseguir mercado, a gente tem dificuldade de manter o agricultor. A gente tem levado v\u00e1rias pancadas, sim. Agora, uma geada que chegou recentemente, pegou o agricultor, que mata um feij\u00e3o, mata um milho e outras culturas a\u00ed tamb\u00e9m. Horas o clima, a tend\u00eancia do pr\u00f3ximo ano n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o bom para a agricultura. Ent\u00e3o, n\u00f3s j\u00e1 estamos preocupados com isso. E a gente sabe que, muitas vezes, o modelo para a agricultura familiar s\u00f3 do soja e do milho n\u00e3o viabiliza. Ent\u00e3o, uma cria\u00e7\u00e3o de porco, de frango e assim por diante vai viabilizando. Voc\u00ea tem uma estrutura melhor Mas o agricultor em si Voc\u00ea s\u00f3 fomentar a produ\u00e7\u00e3o E a\u00ed ele tem a transforma\u00e7\u00e3o e o mercado Ent\u00e3o a gente, acho que Esse nosso prop\u00f3sito, pensar a cadeia como um todo Ele \u00e9 o caminho A gente quando traz s\u00f3 a produ\u00e7\u00e3o Hoje o abate, o abate tamb\u00e9m para n\u00f3s \u00e9 um desafio A gente j\u00e1 conversou em outras vezes Que precisamos ainda intensificar isso Como que vai ser o abate, o transporte Por exemplo, eu fico feliz quando vejo Eu sou do munic\u00edpio de Cantagalo Temos a Caprevir N\u00f3s temos ovelha tamb\u00e9m l\u00e1 na propriedade, fazemos parte da Caprevir. O Deputado est\u00e1 convidado para dia 31, no Virmonde, tem o almo\u00e7o \u00e0 base de carne de carneiro e cabrito. Est\u00e1 convidado para ir para l\u00e1, eu estou indo para l\u00e1. Inclusive, essa semana, o pessoal da Caprevir manda fazer os pratos aqui, a gente leva l\u00e1 e tem apoiado enquanto federa\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, ali n\u00f3s tamb\u00e9m discutimos a produ\u00e7\u00e3o, a transforma\u00e7\u00e3o e o mercado. Ent\u00e3o, se n\u00f3s pudermos fazer isso com o porco crioulo, pode contar com a federa\u00e7\u00e3o, com a nossa articula\u00e7\u00e3o. Hoje a federa\u00e7\u00e3o est\u00e1 em mais de 300 munic\u00edpios do estado do Paran\u00e1, atrav\u00e9s dos nossos sindicatos. Aquilo que o Romanele falou, tudo aquilo que \u00e9 bom para a agricultura familiar, n\u00f3s temos sentado com o governo do estado, com o governo federal, com entidades privadas, com organiza\u00e7\u00f5es. Agora, nesse momento, l\u00e1 na sede da FETAEP, acabamos de deixar uma turma discutindo o cen\u00e1rio das casas familiares rurais, para pensar a sucess\u00e3o rural, o trabalho com a educa\u00e7\u00e3o do campo. Ent\u00e3o, isso \u00e9 o nosso trabalho, de representa\u00e7\u00e3o, de organizar e produzir comida sempre vai ser um desafio bom. Ent\u00e3o, quem est\u00e1 no campo, sem pol\u00edticas p\u00fablicas, n\u00e3o consegue produzir. Ent\u00e3o, tem que ter pol\u00edticas p\u00fablicas do poder p\u00fablico municipal, estadual e federal. E aqui n\u00f3s estamos no caminho certo de parar, fazer o debate nesses momentos, tirar os encaminhamentos, propor e caminhar junto para que a gente possa avan\u00e7ar mais em ter mais pessoas no campo, Produzindo alimento, produzindo comida Hoje o Paran\u00e1 \u00e9 um estado rico Mas que ainda tem muito Ainda precisa desenvolver muito A gente tem muita pobreza no campo Eu ontem de madrugada Fui de Cantagalo, fui para Cruz Machado Fazer uma fala para a juventude Sobre sucess\u00e3o rural E atravessei uma estrada que vai ser asfaltada 50, 60 quil\u00f4metros de estrada de ch\u00e3o Na madrugadinha, estava clareando o dia E quando voc\u00ea anda numa estrada l\u00e1 Naqueles fundos de Guarapova ali em Iratia, voc\u00ea v\u00ea quantas propriedades, voc\u00ea v\u00ea uma casinha ainda de madeira velha, que a gente pensa em p\u00f4r um programa de habita\u00e7\u00e3o, quanta coisa. Ent\u00e3o, se a gente olhar como um todo do Estado, n\u00f3s temos muito trabalho, n\u00f3s temos alguns trabalhos que estamos fazendo em alguns munic\u00edpios, que a gente recebe do pessoal que est\u00e1 a campo trabalhando, vendo o cen\u00e1rio ali, casa, estrutura das pessoas. Ent\u00e3o, Romanelli, n\u00f3s temos muita coisa por fazer para a nossa agricultura familiar. E o que me deixa contente \u00e9 ajudar a fazer o debate e construir um projeto de sociedade melhor. Saber que hoje, pelo menos 90%, Richard, dos munic\u00edpios do estado do Paran\u00e1, a maior empresa que gera emprego e gera renda \u00e9 a agricultura familiar. Ent\u00e3o, estamos no caminho certo de apoiar. Parab\u00e9ns, Deputado, pela tua luta, que tem feito n\u00e3o s\u00f3 na \u00e1rea do porco, mas para toda a nossa categoria da agricultura familiar. Fa\u00e7o aqui esse reconhecimento p\u00fablico, dizer que conte para a gente tudo aquilo que for bom para a gente entregar para a nossa agricultura familiar. A FETAEP \u00e9 parceira. Parab\u00e9ns, obrigado a todos. Muito bem. N\u00f3s \u00e9 que te agradecemos Sua gest\u00e3o \u00e0 frente da FETAEP Tem sido muito importante mesmo Est\u00e1 debatendo os temas que s\u00e3o fundamentais Voc\u00ea inclusive Levantou um tema que n\u00f3s estamos Debatendo muito intensamente Que \u00e9 de ter uma lei estadual Em rela\u00e7\u00e3o a quest\u00e3o Que envolve tamb\u00e9m a comercializa\u00e7\u00e3o Do tabaco Como nos moldes do Rio Grande do Sul H\u00e1 uma discuss\u00e3o sobre esse tema Ali\u00e1s, amanh\u00e3 em Bras\u00edlia vai ter um painel sobre isso no encontro nacional de prefeitos por conta da import\u00e2ncia que o tabaco tem em v\u00e1rios estados produtores e o Paran\u00e1 n\u00e3o \u00e9 diferente e a gente tem tido um debate extremamente importante sobre esse tema aqui vou passar a palavra aqui ao pr\u00f3ximo orador que \u00e9 o Divo Molinari que preside a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Criadores de Porcos Moura por favor Divo com a palavra 10 minutos Bom dia a todos e a todas Eu preparei aqui uma fala, porque nossos temas s\u00e3o urgentes e grandes Primeiramente, em nome do Deputado, agradecer pelo todo o empenho que voc\u00ea tem feito Pela ra\u00e7a do porco-moda, pela ra\u00e7a dos porcos crioulos E pela sua equipe que gentilmente nos atende sempre que s\u00e3o nos chamados E agradecer tamb\u00e9m por nos proporcionar esse momento que estamos vivenciando. Ele \u00e9 \u00fanico, mas n\u00f3s precisamos avan\u00e7ar. Como diz o Alexandre, caminhando. N\u00f3s precisamos caminhar. Tamb\u00e9m agradecer aqui a Universidade Federal e as universidades em geral, o professor Marcio, Juliane, a professora Maria Marta e todos os reitores presentes, por toda essa quest\u00e3o. A quest\u00e3o cient\u00edfica \u00e9 muito importante para n\u00f3s, as pesquisas gen\u00e9ticas. Isso \u00e9 desenvolvimento. N\u00f3s estamos enfrentando uns momentos dif\u00edceis no nosso meio, e como n\u00f3s temos criadores querendo come\u00e7ar, outros querendo parar. E o que fazemos com essas gen\u00e9ticas que est\u00e3o l\u00e1 na propriedade? Pela legisla\u00e7\u00e3o, a gente n\u00e3o pode transferir eles para nada, ou \u00e9 abate, ou \u00e9 dar o fim. Ent\u00e3o, n\u00f3s precisamos construir alguma coisa para isso. Tamb\u00e9m, precisamos aqui, eu ia citar, o Mapa, o Senar, o Sebrae, que se fa\u00e7am presentes nessas discuss\u00f5es, que eu acho que \u00e9 importante para n\u00f3s, n\u00f3s precisamos avan\u00e7ar a n\u00edvel Brasil. N\u00f3s nos tornamos brasileiras, ent\u00e3o \u00e9 isso. Tamb\u00e9m agradecer ao senhor Kulana, entusiasta da ra\u00e7a, criador, que contribuiu muito para que esse momento acontecesse. Ele se articulou l\u00e1 h\u00e1 um tempo atr\u00e1s e estamos aqui. Isso a associa\u00e7\u00e3o agradece. E as empresas que acreditam nisso tamb\u00e9m N\u00f3s temos empresas privadas, n\u00f3s temos grandes, n\u00f3s temos biribas, n\u00f3s temos v\u00e1rios E agradecer a v\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os, as universidades, a DAPAR, o IDR, a CEAB, a CETUR A Embrapa, Santa Catarina, que tamb\u00e9m tem desenvolvido pesquisas sobre a quest\u00e3o do porco crioulo E a Gerar, que \u00e9 uma entidade sem fins lucrativos aqui de Curitiba Nacionalmente reconhecida E que tem nos apoiado no dia a dia Para o nosso desenvolvimento E tamb\u00e9m Agradecer aos criadores Que puderam se fazer presente nesse momento Dif\u00edcil largar seus afazeres L\u00e1 na porteira para dentro Estiveram aqui, de longe, alguns Rio Negro, Cascavel E tantos outros, Campo Magro E puderam vir aqui Isso a gente agradece bastante E a nossa diretoria Que est\u00e1 presente desde 2023 a 2026, e todos sabemos, somos todos volunt\u00e1rios da associa\u00e7\u00e3o. Cada um doa o m\u00e1ximo que pode, o tempo que tem, para se dedicar para a quest\u00e3o do porco-mouro e dos porcos-quirouros. E, continuando assim, essas ra\u00e7as genuinamente brasileiras, valorizam a nossa biodiversidade. E \u00e9 nesse contexto que destacamos a miss\u00e3o da nossa associa\u00e7\u00e3o, Que congrega at\u00e9 o momento criadores de, n\u00e3o s\u00f3 de porco-moura Mas n\u00f3s j\u00e1 temos criadores de piau, de caruncho E estamos em boas conversas com o pessoal do porco-nilo Para fazer parte do nosso grupo, para a gente poder avan\u00e7ar Porque n\u00f3s j\u00e1 nos tornamos brasileiros, ent\u00e3o n\u00f3s temos criadores em S\u00e3o Paulo, em Minas E a gente leva esse exemplo do Paran\u00e1 para eles, falando sempre Voc\u00eas precisam ter lei estadual, voc\u00eas precisam ter v\u00e1rias, ter atitudes E sair da clandestinidade A gente sabe que voc\u00ea falou de frango Falou de porco Na agricultura familiar Mas se voc\u00ea olhar a maioria s\u00e3o todos Teoricamente clandestinos Eles n\u00e3o tem como abater Abate de forma bem rudimentar A gente sabe Mas l\u00e1 est\u00e1 quem realmente cria O agricultor familiar E nessa fala eu digo assim O agricultor familiar Eu converso com alguns Secret\u00e1rios E as vezes prefeito Eu falo a prote\u00edna animal Ela \u00e9 um grande gerador de renda Numa propriedade Ent\u00e3o pode ser o peixe Pode ser o carneiro, pode ser o cabrito Pode ser o porco, preferencialmente o porco mudo Porco crioulo Mas ele se faz uma diferencial Na renda do agricultor familiar E isso faz com que ele fique no campo Ele pode ter o tabaco Ele planta seu feij\u00e3o, seu alimento Mas a prote\u00edna \u00e9 indispens\u00e1vel E ele sabe fazer muito bem isso \u00c0s vezes a gente vai numa propriedade N\u00e3o para ensinar mas vai para ouvir e aprender muito com eles, porque eles sabem muito como fazer. Isso vem de gera\u00e7\u00f5es. No entanto, para a gente continuar nesse trabalho, n\u00f3s temos alguns desafios aqui que n\u00f3s precisamos. Eu vou citar aqui, se me permite, eu acho que o tempo vai ser, eu vou falar. N\u00f3s temos, assim, algumas dificuldades como criadores. Aquisi\u00e7\u00e3o de insumos de qualidade com valor acess\u00edvel. Assist\u00eancia t\u00e9cnica de um profissional. Hoje n\u00f3s n\u00e3o temos assist\u00eancia t\u00e9cnica E nenhuma propriedade Eu tenho conversado com o IDR l\u00e1 de A\u00e7u Com o Maur\u00edcio Tenho conversado com... N\u00e3o temos Ent\u00e3o n\u00f3s precisamos de um t\u00e9cnico Que v\u00e1 numa propriedade Pensando assim, resgatar alguma coisa Que l\u00e1, acho que na d\u00e9cada de 60 Eu n\u00e3o vivi assim, nesse momento Para isso Mas eu acho que o Estado ajudou muito A sua agricultura industrial na \u00e9poca Num bom sentido E hoje \u00e9 o que \u00e9 no Estado A representatividade eu acho que o Estado pode fazer isso com a cria\u00e7\u00e3o dos porcos murros, porcos curiosos no dia de hoje abertura de linhas de financiamento para a cria\u00e7\u00e3o e adequa\u00e7\u00e3o das normas da portaria porque igual eu j\u00e1 passei e-mail a Cipoteutones e olha \u00e9 um custo alto e um n\u00famero de animais baixo ent\u00e3o \u00e9 um investimento e o agricultor precisa disso, ah tem financiamento tem, mas o caminho \u00e9 \u00e1rduo e os degraus s\u00e3o muitos at\u00e9 que se consiga. Ent\u00e3o, n\u00f3s precisamos, queremos, como associados, que isso se viabilize de uma forma mais pr\u00e1tica, como \u00e9 para plantar um feij\u00e3o, para plantar um milho, que seja tamb\u00e9m para a pessoa poder desenvolver, se adequar \u00e0s normas, trazer isso para formalidade e essa carne poder chegar no mercado. E precisamos tamb\u00e9m que a oferta de animais com boa gen\u00e9tica Seja oferecida aos criadores Hoje A universidade tem a gen\u00e9tica N\u00e3o pode ter, temos granja Tem abdivas, tem a embrapa l\u00e1 Que podem fazer isso Mas fazem de quais animais da ra\u00e7a brasileira Das ra\u00e7as Nossas brasileiras Ent\u00e3o isso n\u00f3s precisamos ter Se n\u00f3s queremos ter uns bons porcos crioulas no futuro N\u00f3s precisamos que essa gen\u00e9tica Chegue realmente a quem cria A gente tem hoje De forma \u00e0s vezes at\u00e9 \u00c9 um criador que tem, \u00e9 outro que faz isso porque gosta, porque v\u00ea nisso um mercado, mas \u00e9 muito pequeno dentro do mercado para isso. E sem esse suporte, eu acho que \u00e9 dif\u00edcil continuar. Eu sempre digo aos criadores, ele come\u00e7a a acender a luz amarela quando o segundo boleto bate na porteira e o primeiro n\u00e3o foi pago. Ent\u00e3o, a\u00ed ele j\u00e1 come\u00e7a a acender a luz amarela, por que eu estou criando isso, onde \u00e9 que eu vou chegar com isso. Ent\u00e3o, isso \u00e9 uma dificuldade, n\u00f3s precisamos ter isso. E para que o agricultor familiar fique l\u00e1 no campo, ele realmente precisa ser bem assistido, tanto tecnicamente como financiamente, e, de repente, at\u00e9 subsidiado com alguma coisa. Se a gente quer que o jovem fique no campo, ele tem que ter uma renda l\u00e1 no campo. Ele tem que ter uma boa internet, tem que ter uma boa infraestrutura no campo. Na cidade a gente sabe que tem. Bom, tudo isso depois, o que a gente pensa? Existem os criadores e existe o mercado, que a gente sabe que est\u00e1. Mas esse meio de campo entre criador e o mercado \u00e9 que n\u00f3s temos desafios enormes. E n\u00f3s temos muitos consumidores no Brasil querendo consumir uma prote\u00edna de qualidade e n\u00f3s n\u00e3o conseguimos fazer chegar. E sempre essa log\u00edstica \u00e9 um ponto crucial do neg\u00f3cio. Ent\u00e3o, quando eu falo log\u00edstica, \u00e9 um espa\u00e7o que precisa fazer acontecer. Eu vou citar tamb\u00e9m alguns itens que eu posso falar. Um abate regularizado pr\u00f3ximo, um apoio financeiro, falando da parte de comercializa\u00e7\u00e3o. Apoio financeiro, apoio \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de um processo, eu digo um processo coletivo, pode ser uma cooperativa, seja o que for, mas que a gente possa agregar esses criadores, dos mais diversos que n\u00f3s temos. Fazer o processamento, cortes, embutidos e maturados Quando eu vejo no mercado, em pa\u00edses externos Eu converso, tenho pessoas conhecidas Tem lugares que existem um apoio muito grande Para o incentivo dessas ra\u00e7as Essas ra\u00e7as criolas Eu n\u00e3o gosto de usar o termo comum Que n\u00e3o \u00e9 muito comum para n\u00f3s Para n\u00f3s s\u00e3o comuns, eu acho que No meu pensamento, \u00e9 o que vem de fora N\u00f3s somos ra\u00e7as bem brasileiras e com muito valor agregado. Ent\u00e3o, eles j\u00e1 fizeram o papel deles e n\u00f3s precisamos, e n\u00f3s n\u00e3o temos isso no nosso pa\u00eds. O transporte dos animais, da propriedade para o abate, precisa ser bem do frigor\u00edfico para o processamento, para o consumidor, n\u00f3s tamb\u00e9m n\u00e3o temos, precisamos disso. E cria\u00e7\u00e3o de eventos de divulga\u00e7\u00e3o, por isso eu tamb\u00e9m cito a Secretaria de Turismo, que j\u00e1 tivemos um evento em Foz, foi muito bom, e precisamos de eventos de divulga\u00e7\u00e3o. O consumidor precisa ter acesso \u00e0 carne. Hoje s\u00e3o muito poucos, poucas empresas que conseguem chegar, \u00e9 um n\u00famero limitado de espa\u00e7os. Ent\u00e3o, temos a associa\u00e7\u00e3o hoje, n\u00f3s temos, j\u00e1 finalizando, concluindo, N\u00f3s conseguimos a nossa locomarca, a nossa marca pr\u00f3pria N\u00f3s estamos procurando espa\u00e7o Um prefeito que possa nos fornecer um espa\u00e7o, nos ajudar, nos apoiar N\u00f3s temos criadores dispostos a ajudar nesse processo Temos participado em alguns editais ainda Agora a nossa associa\u00e7\u00e3o se tornou com o CAF, Agricultura Familiar tamb\u00e9m Porque n\u00f3s temos agricultores familiares no nosso meio E n\u00f3s precisamos disso avan\u00e7ar Bom, e nesse m\u00eas, a gente vai entregar uma cartilha aos nossos associados, com um certo meio de rastreadibilidade, e eu sei que \u00e0s vezes pode pensar um pouco esquisito, mas n\u00f3s vamos ter o nosso livro de registro geneal\u00f3gico dentro da associa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 o livro conhecido como Big Book, mas n\u00f3s vamos ter o nosso. Ent\u00e3o, se algu\u00e9m quiser saber de um ou outro dentro da associa\u00e7\u00e3o, ele vai ter a linhagem de onde veio, de quem comprou, isso n\u00f3s vamos fazer. Ent\u00e3o, nesse m\u00eas, a gente vai construir, j\u00e1 vai entregar isso aos criadores, vamos adquirir o livro e a gente vai come\u00e7ar a fazer isso. Eu sei que o livro Existe um outro caminho Uma outraiza\u00e7\u00e3o nacional Mas n\u00f3s da associa\u00e7\u00e3o N\u00f3s estamos no outro caminho N\u00f3s precisamos desse caminho E ter isso dentro da associa\u00e7\u00e3o Depois do que vai acontecer daqui a uns anos S\u00f3 Deus sabe Ent\u00e3o meu muito obrigado a todos Muito bem Parab\u00e9ns Tive um olhar Voc\u00ea de fato fez um Um plano de governo para a gente poder, de fato, estruturar melhor esse segmento t\u00e3o importante da economia rural do Paran\u00e1, especialmente do porco com ouro. Enfim, acho que os temas que voc\u00ea trouxe s\u00e3o muito bem importantes, em suma com o que o Alexandre havia dito. Ent\u00e3o, obrigado pela sua contribui\u00e7\u00e3o aqui, que \u00e9 extremamente relevante. Vou passar ao pr\u00f3ximo orador aqui, pelo prazo de cinco minutos, o Hugo Gutierrez. N\u00e3o sei porque o seu tempo foi reduzido aqui, Hugo Mas enfim \u00c9 muito Mas fica a palavra, Hugo, por favor Ele \u00e9 criador de porcos, carucho Representa aqui os criadores A propriedade em S\u00e3o Jo\u00e3o do Triunfo Agrade\u00e7o a oportunidade a todos Comentei com o nosso amigo Aqui da Adapar hoje Com os professores Acho que a gente deve muito a eles A gente est\u00e1 pegando carona No processo que eles j\u00e1 v\u00eam desenvolvendo h\u00e1 anos como o porco-moura e tentando organizar o nosso caruncho tamb\u00e9m os animais, cada animal existente na ra\u00e7a crioula hoje tem algumas aptid\u00f5es diferentes como o moura \u00e9 mais para a carne, o meu \u00e9 mais para a gordura e com essa mudan\u00e7a agora alimentar principalmente a pir\u00e2mide dos Estados Unidos tirando um pouquinho o vegetal e colocando o animal \u00e9 uma coisa que eu sempre acreditei desde pequeno ent\u00e3o acho que eu estou na minha contram\u00e3o Mas podando eles pelo acostamento agora um pouquinho Porque eu acho que a gente tem que valorizar Eu acho que a gordura animal Tamb\u00e9m no nosso estado O que o Alexandre falou Acho que condiz muito com a nossa dificuldade hoje Eu acho que a parte de cria\u00e7\u00e3o Com o apoio das universidades e da DAPAR A gente est\u00e1 bem auxiliado Nesse momento Mas a parte de comercializa\u00e7\u00e3o E a parte do abate Por mais que na minha regi\u00e3o eu tenha um frigor\u00edfico Que abate muito pr\u00f3ximo Ent\u00e3o n\u00e3o teria dificuldade Mas a parte ainda de comercializa\u00e7\u00e3o Tem que ser muito estudada S\u00e3o Jo\u00e3o do Triunfo Pertinho de S\u00e3o Mateus, aqui do sul \u00c9 120 quil\u00f4metros de Curitiba Uma regi\u00e3o de f\u00famulos tamb\u00e9m Mas a gente tamb\u00e9m quer que seja Uma regi\u00e3o do Caruncho tamb\u00e9m A n\u00edvel nacional Mas essa minha coloca\u00e7\u00e3o Ela \u00e9 curta Mas eu acho que cabe bem Principalmente para falar do meu produto Que seria a gordura animal Perfeitamente Obrigado Agrade\u00e7o a sua A sua contribui\u00e7\u00e3o At\u00e9 porque a ci\u00eancia Num determinado momento At\u00e9 por conta da quest\u00e3o que havia Do questionamento A gente sabe que tem muito com\u00e9rcio Por tr\u00e1s disso Uma sataniza\u00e7\u00e3o Quase que um banimento da gordura Animal Hoje se verifica que de fato O tema \u00e9 justamente \u00e9 o inverso disso n\u00e3o foi o vil\u00e3o a gente tem que ir trabalhando com isso e acho que esse tema \u00e9 claro, a gente tem que estar sempre \u00e0 luz da ci\u00eancia mas vendo de fato o que \u00e9 que acontece nos mercados aqui no Paran\u00e1 mesmo n\u00f3s tivemos na d\u00e9cada de 70 a peste su\u00edna que na verdade era uma fic\u00e7\u00e3o criada e toda uma discuss\u00e3o ou seja, n\u00f3s tivemos problemas s\u00e9rios enfim a economia mundial l\u00e1 tem os influxos a\u00ed que s\u00e3o bem complexos por isso que a gente tem que ter tem que resistir muitas vezes alguns temas que s\u00e3o importantes obrigado pela contribui\u00e7\u00e3o, Hugo e vamos incluir sempre o Caruncho tamb\u00e9m nesse nosso debate que \u00e9 importante justamente fazer essa liga\u00e7\u00e3o porque os porcos crioulos todos eles s\u00e3o muito importantes vou passar a palavra ao Clono Lisboa Que \u00e9 criador do porco-moura Que todo mundo sabe Foi o Herculano que me motivou Com a voz do al\u00e9m O Herculano O Herculano que me motivou A promover toda essa discuss\u00e3o Sobre o porco da ra\u00e7a Moura Eu sempre sinto Posso contar de novo? N\u00e3o \u00c9 que assim, eu tinha tido uma not\u00edcia na pandemia Que o Herculano Lisboa tinha morrido Verdade isso? Um dia toca o meu telefone Herculano Lisboa Verdade Deve ser algum dos familiares Me ligando por alguma raz\u00e3o Tem o telefone meu l\u00e1 e tal At\u00e9 tem o telefone Vem o Eculano Lisboa com a voz Romanelli Nossa senhora, \u00e9 uma voz do al\u00e9m Gra\u00e7as a Deus Ele estava bem saud\u00e1vel Ent\u00e3o, Eculano Mas \u00e9 um prazer N\u00e3o morreu N\u00e3o, \u00e9, foi exatamente Bom, saltando a todos e o sa\u00fado Romanelli que desde dos empres\u00e1rios da academia e do poder p\u00fablico ent\u00e3o eu fico at\u00e9 n\u00e3o estava preparado para falar ningu\u00e9m me falou que teria participa\u00e7\u00e3o nem que participaria desta grandiosa mesa que no meu ponto de vista eu gostaria que o professor Marcio Tamb\u00e9m estivesse aqui, Romanelli Ele est\u00e1 l\u00e1, quietinho Se n\u00e3o \u00e9 ele O esp\u00edrito que trouxe Para salvar O porco Moura O porco que \u00e9 essencialmente Cuidado Pela universidade h\u00e1 muito Bem antes dele Bem antes talvez da vontade da gente \u00danica coisa Por que o Herculano Lisboa Farmac\u00eautico, bioqu\u00edmico, cheio de coisa Cuida do porco Porque eu Com meus av\u00f3s Dos dois lados Tanto de Anesela quanto de Lisboa Cuidaram de porco Tem uma hist\u00f3ria Junto com Com a grande f\u00e1brica de panha De jaguariaiva O av\u00f4 materno Fornecia os animais Para o matarazo E ent\u00e3o At\u00e9 teve uma filha dele minha tia casou com um advogado do Matarazzo, o Trielli ent\u00e3o, s\u00f3 pra ver a liga\u00e7\u00e3o que as vezes voc\u00ea fala a pessoa n\u00e3o... ent\u00e3o tenho tamb\u00e9m muita gente perguntando se eu cheguei e vi alguma vara de porco eu vi eu era crian\u00e7a, mas vi ent\u00e3o da fazenda Laranja Z at\u00e9 levar a Itarar\u00e9 pra serem embarcados na estrada de ferro eles faziam da fazenda Laranja Z, ali em River Sul Eles faziam, eu era crian\u00e7a, tinha seis, sete anos de idade, eu fui levar porco tocado pela varinha, que quero agora convid\u00e1-lo e convidar todos, provavelmente em breve. Eu desejo fazer, filmando, l\u00f3gico, fazer uma hist\u00f3ria, essa hist\u00f3ria do l\u00e1 na fazenda. Ent\u00e3o, eu tenho v\u00e1rias estradas, tenho v\u00e1rios piquetes que posso trazer de um lado ou de outro, de um canto, uns porcos, outros. Ent\u00e3o, cada um que estiver l\u00e1 vai ajudar a fazer essa vara e fazer o engrossamento, porque existe uma hist\u00f3ria de ponta grossa. Por que ponta grossa? Porque a ponta grossa demandava os porcos criados em v\u00e1rios pontos, mas da\u00ed n\u00e3o se chamava ponta grossa ainda. Era onde, Ponta Grossa, onde as varas se encontravam Ent\u00e3o a vara engrossava Por isso eu tenho uma ponta de porco em Ipiranga Eu vou lev\u00e1-la a Ponta Grossa L\u00e1 ela vai, vou lev\u00e1-la a Estrela, n\u00e9? A Estrela, a cidade de Estrela E o professor est\u00e1 aqui, eu estou contando hist\u00f3ria O mestre, perd\u00e3o, viu? O senhor \u00e9 doutor em hist\u00f3ria Eu sou um mero farmac\u00eautico bioqu\u00edmico Mas que tem na cabe\u00e7a Ent\u00e3o Os porcos Iam a Ponta Grossa Que era o maior centro comercializador Do porco Onde existiam os mangueiristas E esses mangueiristas Chegavam, selecionavam os porcos Que diferentes traziam Colocavam Nos seus diferentes Tamanhos E os mandavam pra S\u00e3o Paulo Rio de Janeiro e Belo Horizonte e Vit\u00f3ria da Conquista na Bahia esse era o caminho dos porcos e as hist\u00f3rias te contam mais tarde isso a\u00ed acabou sendo por caminh\u00f5es tamb\u00e9m, pelos F pelos Job l\u00e1 pelo F600 F5 pelos F l\u00e1 ent\u00e3o, que eram os caminh\u00f5es da \u00e9poca e por que que eu estou nisso? Porque eu vivi, meus av\u00f3s falando, meus tios falando, papai de vez em quando falava e tamb\u00e9m contava do porco e criando na ch\u00e1cara, nas fazendas, aquela coisa toda, ficou na minha cabe\u00e7a. Ent\u00e3o, h\u00e1 uns 15 anos atr\u00e1s, com a propriedade, eu resolvi plantar erva mate e falava, puxa, tem que fazer a limpeza da erva mate. E da\u00ed o Frederico, o Frederico n\u00e3o, o Ferdinando Schaefer, dono da \u00e1guia, falou, Herculano, p\u00f5e porco que ele vai limpar tudo, mas s\u00f3 que ele n\u00e3o falou que ele, ele, as \u00e1rvores que ele tinha de erva mate, eram as grandes, as maiores, n\u00e9? Eu coloquei, plantei, deixei com seis vezes, estava a erva mate pequenininha assim, e soltei a porcada l\u00e1, soltei os moros l\u00e1. Os porcos comeram toda a erva mate que eu tinha Ficaram meio bravos Faltava s\u00f3 voar, porque a cafe\u00edna estimulava o porco Ent\u00e3o foi um preju\u00edzo gostoso Mais tarde da\u00ed acertei, hoje tenho l\u00e1 As cria\u00e7\u00f5es, elas est\u00e3o separadas Desde o nascimento, das baias de nascimento da desmama tudo separado, bem organizado n\u00e9, ent\u00e3o e da\u00ed, agora vamos falar sobre o com\u00e9rcio, desculpe eu acho que j\u00e1 passei, contei a hist\u00f3ria inteira ent\u00e3o t\u00e1 \u00e9 o seguinte, n\u00f3s temos a dificuldade da comercializa\u00e7\u00e3o mas antes quero dizer a todos baseado na do Alexandre e na quest\u00e3o da seguridade tamb\u00e9m, que a gente tem que ter evidentemente Mas temos que respeitar os pequenos criadores que mantiveram essa ra\u00e7a Eles s\u00e3o mantenedores dessa ra\u00e7a E se n\u00e3o fossem eles com sacrif\u00edcio de levantar de madrugada Para atender l\u00e1, \u00e0s vezes de p\u00e9 no ch\u00e3o Dia e noite, s\u00e1bado, domingo, feriado, diazanto N\u00e3o ter\u00edamos essa manuten\u00e7\u00e3o Gra\u00e7as a Deus Hoje n\u00f3s temos a universidade Que cuida Os professores, a Maria Marta O professor Marcio Nossa veterin\u00e1ria l\u00e1 Que enfeitam O amor O amor que voc\u00ea tem pela cria\u00e7\u00e3o do porco O camarada que cria o porco O Moura Eu vou falar do Moura Ele tem um verdadeiro amor, ele quer saber, ele entende de gen\u00e9tica, ele sabe o melhor gene, ele sabe qual o fen\u00f3tipo que ele tem que cruzar, porque n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a pele, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a cor dos olhos, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o andar, mas quando voc\u00ea tamb\u00e9m mexe no fen\u00f3tipo, voc\u00ea mexe na estrutura, ele vai absorver melhor o alimento, vai transformar melhor. E agora, Hugo, dizendo alguma coisa para voc\u00ea, eu fiquei assustado esses dias ao fazer meus exames de colesterol, todos eles, 70, 80, tudo. E l\u00e1 em casa \u00e9 porco e banho de porco. Deixamos do lado, a \u00fanica coisa que ainda eu me rendo na salada \u00e9 o azeite de oliva. E, de prefer\u00eancia, azeite produzido em ventania. Tem uma ind\u00fastria que, infelizmente, fiquei sabendo que v\u00e3o fechar e v\u00e3o cortar as \u00e1rvores porque n\u00e3o deu ponto fixo. Agora, n\u00f3s temos um processo muito forte na manuten\u00e7\u00e3o das suas vendas. Porque n\u00f3s temos o mercado, existe o mercado gourmet e est\u00e1 provado pelos pratos que hoje o Hotel Planalto em Ponta Grossa tem e o Elite em Ponta Grossa, os restaurantes Elite produzem. Acho que o professor j\u00e1 teve a oportunidade de com\u00ea-los A Maria Marta nos acompanhou certa vez O Charles, desculpe Ele est\u00e1 ali, se eu olhasse para mim, eu iria, lembra? Ficou escondido ali Ent\u00e3o, isto \u00e9 a comercializa\u00e7\u00e3o Mas o que tem o mercado, que eu sinto que tem que ser feito por cortes N\u00f3s precisamos de um frigor\u00edfico que nos fa\u00e7a os cortes. Com os cortes voc\u00ea tem um mercado fant\u00e1stico, que n\u00e3o vai mexer com a grande ind\u00fastria. N\u00e3o vai mexer com a grande ind\u00fastria. Pode? N\u00f3s n\u00e3o vamos fazer c\u00f3cega na grande ind\u00fastria. Cada granja que voc\u00ea fala, o cara tem 10 mil porcos, o outro tem 20 mil. N\u00f3s temos 200, 100, 150. A \u00fanica coisa \u00e9 um mercado para que a pessoa, o pequeno agricultor, sobreviva ao vender aquele porco. Ele n\u00e3o pode vender pelo pre\u00e7o do porco comercial, que \u00e9 em escala, mesmo que seja centavo, voc\u00ea no final do m\u00eas tem um resultado bom. E n\u00f3s n\u00e3o temos esse resultado, precisamos, como disse o Divo, \u00e9 um apoio para isso. Eu acho que eu j\u00e1 falei demais Muito obrigado a todos Que nos escutaram Obrigado, Herculano Voc\u00ea nunca fala demais Fala bastante, mas n\u00e3o fala demais Obrigado Mas \u00e9 um prazer muito grande Eu quero passar a palavra agora A doutora Terezinha Buzanello Freire Que \u00e9 diretora t\u00e9cnica da Secretaria da Agricultura Que nesse ato aqui Representa inclusive a nossa secretaria de exerc\u00edcio A Camila Arag\u00e3o Prazer em ter ela conosco, Terzinha 10 minutos do seu tempo de fala Bom dia, parab\u00e9ns Deputado Por trazer essa discuss\u00e3o Aqui e Quero fazer uma sauda\u00e7\u00e3o aqui Em nome da nossa Secret\u00e1ria interina Camila Em especial aos produtores Que est\u00e3o aqui presentes nessa audi\u00eancia P\u00fablica e aos Pesquisadores que se fazem Presentes, n\u00e3o vou nominar porque eu sei Que tem a m\u00e3o de v\u00e1rios aqui E \u00e9 uma luta antiga j\u00e1, que n\u00e3o nasceu hoje, mas que trouxe toda uma discuss\u00e3o para essa quest\u00e3o. Vou aproveitar tamb\u00e9m, porque eu j\u00e1 percebi que as falas aqui, que o porco crioulo traz essa quest\u00e3o da mem\u00f3ria afetiva. N\u00e3o sei se voc\u00eas perceberam que em todas as falas aqui surgiu isso. A alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 isso, ela traz muito isso e remete a trajet\u00f3rias E eu como filha de agricultores l\u00e1 de Santa Catarina, viu Romanelli Cresci e tive condi\u00e7\u00f5es de estudar porque os meus pais criavam o porco crioulo E a gente vendia banha, vendia torresmo, vendia salame Vendia o socol, que a gente chamava de socol, que \u00e9 a copa A gente fazia E era com essa pequena renda que a minha m\u00e3e conseguia comprar uniforme Como material para a gente estudar Claro que, na \u00e9poca, mais de 30, 40 anos atr\u00e1s, a gente n\u00e3o tinha todo o processo de sanidade, de assist\u00eancia t\u00e9cnica Que possibilitasse a gente industrializar para atingir um com\u00e9rcio mais efetivo E que isso chegasse a ser uma renda fixa para a gente se manter no campo N\u00e3o preciso nem dizer que de oito irm\u00e3os, nenhum de n\u00f3s ficou l\u00e1 no campo Nenhum de n\u00f3s ficou l\u00e1 na propriedade para fazer a sucess\u00e3o familiar, viu, Alexandre? Entretanto, eu fico muito feliz de hoje ter... Cheguei na secretaria, o pessoal me pediu para vir representar a Camila, que ela teve que representar outro evento. E n\u00e3o podia ser diferente. Ent\u00e3o, eu estou at\u00e9 emocionada de estar aqui falando desse tema com voc\u00eas. E dizer que a Secretaria de Agricultura, e aqui estou falando do sistema de agricultura como um todo, que a gente tem o nosso IDR, que tem pesquisa e assist\u00eancia t\u00e9cnica, a gente tem a DAPAR, que faz um trabalho gigante nessa parte de sanidade, a gente tem a SEASA, que trabalha com a parte da comercializa\u00e7\u00e3o. E dizer que o sistema est\u00e1 empenhado em encontrar solu\u00e7\u00f5es. Ainda n\u00e3o tem para tudo, mas a gente tem avan\u00e7ado muito nos \u00faltimos anos, principalmente nessa quest\u00e3o do acesso ao pequeno agricultor na comercializa\u00e7\u00e3o dos seus produtos, em especial de origem animal, que \u00e9 justamente na parte de sanidade, que a gente tem os gargalos e todo um processo que voc\u00eas mencionam muito bem a\u00ed da quest\u00e3o da biosseguridade. E a import\u00e2ncia que isso tem para o nosso Estado, tanto do ponto de vista de produ\u00e7\u00e3o, como de transforma\u00e7\u00e3o, e que gere tamb\u00e9m a\u00ed a comercializa\u00e7\u00e3o, tanto para o mercado interno, como para a gente falar de exporta\u00e7\u00e3o, haja visto que o porco crioulo est\u00e1 aqui como uma iguaria dentro da gastronomia. Entre essas quest\u00f5es do nosso sistema, eu quero destacar aqui uma quest\u00e3o importante que serviu para a comercializa\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 ligada \u00e0 quest\u00e3o da sanidade, que a DAPAR tem trabalhado, que foi a implanta\u00e7\u00e3o do SUSAF aqui no Paran\u00e1. Ent\u00e3o, o SUSAF permitiu que os agricultores que produzem origem animal, que tem a transforma\u00e7\u00e3o de origem animal, possam comercializar al\u00e9m do seu munic\u00edpio. Esse era um gargalo muito grande que a gente, como eu sou funcion\u00e1ria de carreira do IDR e como extensionista, a gente sempre teve dificuldade porque n\u00e3o avan\u00e7ava nisso, barrava nessa quest\u00e3o, como \u00e9 que eu regularizo um produto de origem animal? E o SUSAF veio para dar essa condi\u00e7\u00e3o de regularizar o produto, Ent\u00e3o, ter essa base sanit\u00e1ria que preserva toda a quest\u00e3o da qualidade do produto e a sa\u00fade do consumidor e possibilitou tirar dos seus munic\u00edpios. Ent\u00e3o, isso \u00e9 um mercado que ampliou muito e a gente perde n\u00e3o s\u00f3 a parte da carne, mas principalmente do leite, do queijo, que tamb\u00e9m foi um outro produto que nos \u00faltimos anos ganhou uma repercuss\u00e3o gigante. E hoje a gente tem agricultores transformando o leite em queijo e vendendo o queijo a 200, 300 reais o quilo, por conta da matura\u00e7\u00e3o, da forma que ele \u00e9 elaborado. Ent\u00e3o, assim, ganhando pr\u00eamios e levando o nosso Paran\u00e1 para o mundo. Ent\u00e3o, o desafio est\u00e1 aqui, talvez, a gente est\u00e1 aqui com um produto que talvez ele precise mais de visibilidade. E aquilo que o senhor falou n\u00e3o vai impactar na grande ind\u00fastria, da grande escala, mas s\u00e3o nichos de mercado que a gente pode explorar bastante. Ent\u00e3o, entre a parte da salidade, a gente tem outra quest\u00e3o da assist\u00eancia t\u00e9cnica para regulariza\u00e7\u00e3o das agroind\u00fastrias de origem animal. Ent\u00e3o, equipes do IDR Paran\u00e1 em especial, junto com a da PAR, que orientam essa parte de como, de fato, fazer uma agroind\u00fastria em todos os processos, desde a planta at\u00e9 a rotulagem, para dar condi\u00e7\u00e3o para o agricultor, de fato, acessar. A gente tem a parte de comercializa\u00e7\u00e3o, at\u00e9 eventos que a gente promove a gastronomia, e aqui eu estou olhando aqui o Alexandre, me lembrando que o Alexandre, como agricultor l\u00e1 de Cantagalo, a gente criou em 2015 eventos gastron\u00f4micos no estado, a gente come\u00e7ou com o inverno gastron\u00f4mico l\u00e1 na Cantuca e Igua\u00e7u, que \u00e9 uma das regi\u00f5es com baixo IDH, ent\u00e3o a gente come\u00e7ou a promover coisas l\u00e1 que trouxessem \u00e0 tona isso. E o Alexandre, ele tem uma propriedade de turismo rural l\u00e1, que a gente assistia, n\u00e9? Alexandre contava l\u00e1. Assisto ainda, n\u00e9? Mas, assim, dizer que o evento gastron\u00f4mico era para o pessoal pensar em pratos com caracter\u00edsticas, com identidade regional e com produtos produzidos no Paran\u00e1. E o Alexandre criou um prato com o porco caipira l\u00e1, n\u00e9? Um porco crioulo l\u00e1 da propriedade dele, que era a carne na lata. O virado de feij\u00e3o e uma broa de milho, que era uma receita da av\u00f3 dele. E assim, gente, foi um... Ele trouxe hist\u00f3ria, ele trouxe mem\u00f3ria afetiva, ele trouxe sabor diferenciado. Ent\u00e3o, diferenciado da grande escala e trouxe para dentro do evento Ent\u00e3o, esse foi um meio tamb\u00e9m, e hoje os eventos ainda continuam Ent\u00e3o, a gente tem essa proposi\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o \u00e9 comercializa\u00e7\u00e3o de grande escala ainda Mas que tem incentivo do governo do estado, no sentido de promover essas pol\u00edticas Que d\u00eaem acesso, que facilitem o pessoal chegar e que promovam os produtos do Paran\u00e1 Ent\u00e3o, a parte da comercializa\u00e7\u00e3o, ela tem isso tamb\u00e9m. As feiras Sabores do Paran\u00e1, outros eventos que acontecem no estado todo, que tamb\u00e9m \u00e9 uma forma de a gente comercializar, contribuir com voc\u00eas no sentido de abrir caminhos, abrir mercados para os produtos, ent\u00e3o, transformados. Temos tamb\u00e9m v\u00e1rios avan\u00e7os nessa perspectiva da feira Sabores, inclusive est\u00e1 acontecendo regionalmente, a semana passada estava em Maring\u00e1, durante a Expo Eng\u00e1, essa semana, sexta-feira, come\u00e7a em Paranava\u00ed, e n\u00f3s temos a nossa de Curitiba aqui, n\u00e9, Alexandre, que \u00e9 em agosto, que a\u00ed tamb\u00e9m depois eu concluo fazendo uma sugest\u00e3o de encaminhamento aqui, que de repente a gente pode amarrar algumas quest\u00f5es. Mas s\u00f3 para evidenciar algumas atividades que impactam e que fazem parte da comercializa\u00e7\u00e3o de produtos que, indiretamente, a secretaria, o sistema de agricultura, tem contribu\u00eddo para essa quest\u00e3o. Pol\u00edticas p\u00fablicas, como o Banco do Agricultor, acesso a cr\u00e9dito, tem subven\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e algumas cadeias est\u00e3o com juros zero para agricultor familiar, justamente para incentivar essa transforma\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, a agroind\u00fastria, turismo rural, s\u00e3o cadeias produtivas que est\u00e3o com juros zero, que s\u00e3o subsidiados pelo governo do Estado, justamente para que os agricultores possam fazer esse investimento que demanda uma infraestrutura necess\u00e1ria para a comercializa\u00e7\u00e3o dos produtos. Ent\u00e3o, tamb\u00e9m tem um avan\u00e7o significativo dos \u00faltimos anos em algumas cadeias, em especial a quest\u00e3o da \u00e1gua ind\u00fastria. E, por fim, para concluir, eu quero destacar para voc\u00eas que, apesar da lei ser antiga, mas esse ano a gente formalizou a Rede Paranaense de Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Extens\u00e3o Rural, a rede de ATER. E nessa rede de ATER, o que se quer com a lei? A pol\u00edtica de ATER est\u00e1 dentro do sistema de agricultura, dentro da Secretaria de Agricultura, e o programa de ATER est\u00e1, pela lei, o IDR, na coordena\u00e7\u00e3o desse programa. A rede \u00e9 formada por entidades que exercem assist\u00eancia t\u00e9cnica e extens\u00e3o rural no estado do Paran\u00e1. Atualmente, n\u00f3s estamos com 12 institui\u00e7\u00f5es que fazem parte da rede. Qual que \u00e9 a grande vantagem disso? E a\u00ed o Divo colocou um ponto aqui, que \u00e9 a falta de assist\u00eancia t\u00e9cnica. Viu, Richard? Acho que aqui \u00e9 um grande gargalo. N\u00f3s n\u00e3o temos, acho que nem a metade dos agricultores do Paran\u00e1 assistidos, de um modo geral, por todas as entidades que tem no Estado para essa atividade. Ent\u00e3o, \u00e9 sim uma quest\u00e3o a ser vencida aqui, assist\u00eancia t\u00e9cnica, mas que a gente v\u00ea, viu, Romanelli, desse momento, uma luz no fim do t\u00fanel at\u00e9 com isso. Porque as entidades, e at\u00e9 onde a gente tem discutido com as entidades que fazem parte da rede, que j\u00e1 fazem parte, mas a rede \u00e9 aberta, a qualquer momento outras entidades podem entrar, dizer que a discuss\u00e3o \u00e9 de localizar onde que falta assist\u00eancia t\u00e9cnica e para que que falta assist\u00eancia t\u00e9cnica. \u00c0s vezes, a gente tem casos de v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es assistindo o mesmo agricultor e na mesma tem\u00e1tica, na mesma cadeia produtiva. Ent\u00e3o, uma ideia aqui que a gente consiga conversar, harmonizar isso, Alexandre, para que a gente se ajude, contribui, para que o agricultor seja o beneficiado disso. Que a gente consiga distribuir expertise de cada institui\u00e7\u00e3o e para fazer com que chegue mais r\u00e1pido a todos os agricultores, em especial aqueles que n\u00e3o t\u00eam nenhum tipo ainda de assist\u00eancia t\u00e9cnica. Mas vejo aqui, nessa quest\u00e3o da rede de ATER, uma \u00f3tima oportunidade de a gente colocar a quest\u00e3o do porco-moura ou porco-crioulo, de uma forma geral, para ser assistido. E eu acho que aqui pode ser, junto com as universidades, com os parceiros que j\u00e1 est\u00e3o na rede, a gente conseguir discutir uma a\u00e7\u00e3o bem forte para a gente conseguir avan\u00e7ar isso. Um outro encaminhamento tamb\u00e9m que quero sugerir, que na Feira Sabores de Curitiba, por enquanto, mas que depois a gente coloque isso como uma alternativa para todas as regionais, que a gente tenha pontua\u00e7\u00e3o diferenciada l\u00e1 para pratos gastron\u00f4micos, que a gente introduziu na feira de Curitiba o ano passado, a parte da gastronomia, e esse ano a gente vai incrementar bastante isso, que a gente possa colocar um destaque para o porco crioulo, e que a gente possa fazer uma divulga\u00e7\u00e3o, inclusive, em cima disso. E, por fim, Robanelli, eu sou muito, como extensionista, eu sou muito pr\u00e1tica nas quest\u00f5es, e eu gosto de sair das coisas amarrado com o que a gente vai fazer. Ent\u00e3o, minha sugest\u00e3o, e tamb\u00e9m n\u00e3o sei se talvez j\u00e1 exista, mas quero s\u00f3 refor\u00e7ar a import\u00e2ncia, de a gente ter um grupo de trabalho que seja formado por v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es afins e pelos produtores, para que a gente n\u00e3o deixe a coisa, que a gente saia daqui e n\u00e3o deixe a coisa esfriar. Que a gente, nesse grupo de trabalho, a gente possa discutir os passos E a\u00ed, por isso da diversidade de profissionais e atores no grupo, porque da\u00ed a gente distribui tarefas, cada um fica com uma parte e a\u00ed cada um vai puxando aquilo que \u00e9 de sua responsabilidade e a gente avan\u00e7a mais r\u00e1pido para poder fazer acontecer melhorias e, enfim, evidenciar todo esse bel\u00edssimo trabalho. E, como j\u00e1 mencionado por todos voc\u00eas, a import\u00e2ncia que isso tem para a gera\u00e7\u00e3o de renda, em especial aos agricultores familiares que, de fato, precisam dessa renda para se manter no campo. Ent\u00e3o, como \u00e9 que a gente trabalha isso para que, de fato, as fam\u00edlias acessem? Como \u00e9 que a gente consegue trabalhar de uma forma que seja poss\u00edvel todos os agricultores acessarem? Ent\u00e3o, veja esse grupo de trabalho como uma a\u00e7\u00e3o bem pr\u00e1tica, que ele n\u00e3o tem exatamente um, n\u00e3o precisa ter um prazo pr\u00e9-determinado, mas que a gente consiga fazer dele uma parte bem operacional para que a gente avance nessas demandas sanit\u00e1rias, de comercializa\u00e7\u00e3o, de divulga\u00e7\u00e3o, de produ\u00e7\u00e3o, que voc\u00eas evidenciaram l\u00e1, essa quest\u00e3o da import\u00e2ncia da assist\u00eancia t\u00e9cnica, da pr\u00f3pria pesquisa, de recursos que incentivem a pesquisa de um modo geral. Ent\u00e3o, s\u00e3o as minhas contribui\u00e7\u00f5es aqui, e j\u00e1 parabenizo tamb\u00e9m, refor\u00e7o aqui, pela iniciativa e pela disposi\u00e7\u00e3o de voc\u00eas de tratar esse assunto que \u00e9 t\u00e3o importante para o nosso Paran\u00e1. Muito obrigada. Bom, cumprimentar a Terezinha pela fala, como voc\u00eas puderam ver, ela \u00e9 uma usina de ideias, e \u00e9 muito importante que os temas que ela abordou, e que essa abrang\u00eancia. Inclusive, aproveito aqui para poder registrar e agradecer a presen\u00e7a da Nicole Andressa Vilsec, que representa o Departamento T\u00e9cnico, Econ\u00f4mico e Legal do Sistema FAEP. E eu aqui, na sua fala, inclusive, Terezinha, fiquei pensando, a FAEP do Paran\u00e1, depois de muito tempo, trouxe uma pr\u00e1tica que \u00e9 do Senar Nacional que \u00e9 desenvolver atrav\u00e9s das ATEGS o apoio t\u00e9cnico e gerencial \u00e0s cadeias produtivas ent\u00e3o acho que de bom tom a gente tamb\u00e9m conversar com o Senar que pode ser um apoio importante aqui no apoio aos nossos produtores dos porcos crioulos do Paran\u00e1 acho que \u00e9 um tema que pode e deve ser tratado eu digo assim N\u00f3s temos que avan\u00e7ar nisso porque voc\u00ea mesmo disse do SUSAF. O SUSAF foi uma lei proposta pela Assembleia Legislativa do Paran\u00e1. Havia uma grande resist\u00eancia no in\u00edcio da proposta do SUSAF, da forma com que ele foi concebido. N\u00f3s criamos a lei em 2013 e s\u00f3 conseguimos implantar em 2020 o SUSAF O SUSAF hoje virou um grande sucesso, um case do sucesso paranaense Ent\u00e3o tem muitas leis que nascem aqui nessa casa Sob enorme resist\u00eancia e de ideias que s\u00e3o postas aqui em audi\u00eancias p\u00fablicas Como essa que n\u00f3s estamos vivenciando E que se tornam, como \u00e9 o sistema hoje unificado para a produ\u00e7\u00e3o, que apoia a agricultura familiar do estado do Paran\u00e1, dos pequenos e at\u00e9 m\u00e9dios propriet\u00e1rios j\u00e1, produtores rurais. Ent\u00e3o, eu digo assim, a gente tem que buscar sempre avan\u00e7ar. \u00c9 desse debate, dessa discuss\u00e3o que v\u00e3o surgindo as pol\u00edticas p\u00fablicas. Voc\u00ea n\u00e3o constr\u00f3i isso num gabinete, \u00e9 l\u00e1 no campo mesmo, vivenciando como a nossa querida diretora t\u00e9cnica aqui da SEAB, a Terezinha, \u00e9 l\u00e1 no campo. O extensionista conhece a realidade e hoje no Paran\u00e1 n\u00f3s, quando, vou passar a palavra aqui ao Richard, que \u00e9 o pr\u00f3ximo orador aqui, quando n\u00f3s unificamos no IDR a extens\u00e3o, a pesquisa, enfim, porque de fato a gente tem que integrar essas a\u00e7\u00f5es todas no estado do Paran\u00e1 com todas, naturalmente, as dificuldades que isso tem. Mas exclusivamente n\u00f3s estamos avan\u00e7ando Pr\u00f3ximo orador aqui tamb\u00e9m Pelo prazo de 10 minutos \u00c9 o Richard Gouba Que \u00e9 diretor de gest\u00e3o de neg\u00f3cios do IDR E que representa aqui O nosso grande amigo Natalino Avans Que como foi dito aqui Ele est\u00e1 participando de uma miss\u00e3o Acho que \u00e9 da FAEP at\u00e9 Nos Estados Unidos Mas est\u00e1 aqui muito bem representado O IDR pelo Richard Gouba Ali\u00e1s hoje, para quem quiser participar \u00c0s 18 horas haver\u00e1 aqui uma sess\u00e3o de homenagem aqui ao IDR Paran\u00e1, que na Assembleia Legislativa est\u00e3o todos devidamente convidados a poder participar. Richard, com a palavra. Muito obrigado, Deputado. Sauda\u00e7\u00f5es, mais uma vez, ao Deputado Rosalva, trazendo para essa agenda um tema t\u00e3o importante. Parab\u00e9ns, Deputado. E \u00e9 um prazer participar com voc\u00ea. Quero saudar todos aqui na mesa Quero destacar a brilhante explana\u00e7\u00e3o da colega Terezinha Ela \u00e9 nossa extensionista de carreira Hoje uma brilhante escolha do Secret\u00e1rio March Est\u00e1 fazendo um trabalho bel\u00edssimo E trouxe assim, a Terezinha falou tudo Eu s\u00f3 passo a r\u00e9gua e fecho a conta Porque ela deu assim o recado t\u00e9cnico necess\u00e1rio Eu vou fazer mais algumas complementa\u00e7\u00f5es a\u00ed do ponto de vista do IDR, mas antes eu queria saudar aqui a Terezinha, ent\u00e3o, que est\u00e1 representando a SEAB, o colega Teut\u00f4nio, representando a DAPAR, a DAPAR tem sido uma parceira\u00e7a da extens\u00e3o rural e n\u00f3s com eles, n\u00e9? Quero saudar aqui no p\u00fablico o colega Davi, que \u00e9 do IDR, mas n\u00f3s alugamos ele temporariamente por Lando Pessutti, ele est\u00e1 l\u00e1 no Codesul, n\u00e9 Davi? Colega Orival, nosso extensionista veterin\u00e1rio, colega Vanderlei, nosso pesquisador l\u00e1 em Paranava\u00ed. Quero saudar o meu amigo do cora\u00e7\u00e3o, o Teco, l\u00e1 de C\u00e2ndido de Abreu, Secret\u00e1rio da Agricultura. At\u00e9 quando n\u00f3s temos muitas hist\u00f3rias em conjunto E falar assim que \u00e9 um prazer vir aqui conversar sobre essa atividade Herculano Lisboa, foi amigo do meu pai Lange Golba E hoje estamos juntos aqui O Lange deve estar l\u00e1 de cima dizendo Vai sair um porco assado no final dessa conversa Grande farmac\u00eautico Grande farmac\u00eautico em C\u00e2ndido de Abreu Mas assim, sabe Cada um de n\u00f3s tem alguma coisa afetiva Com a suinocultura Eu, por exemplo, com o porco crioulo Eu tive um tio meu Tio Seslau, em C\u00e2ndido de Abreu Que comprava porco E comprava, vendia ali em Ponta Grossa Dali ia pra Jaguaria Ivo Ia pra Minas, pra n\u00e3o sei onde Rio de Janeiro, acho que levavam tamb\u00e9m E eu lembro que eu tinha seis, sete anos Punha minha cetra no pesco\u00e7o Um boc\u00f3 de pelota ia ca\u00e7ar rolinha no meio daquela porcada que tinha l\u00e1, que ficava no mangueir\u00e3o antes de embarcar. Nossa dieta l\u00e1 em C\u00e2ndido Abreu, naquela \u00e9poca, era carne de frango caipira e carne de porco, e cabrito de vez em quando nas festas importantes. Era o que n\u00f3s consum\u00edamos \u00e0 vontade, e peixe, tinha muito peixe. Ent\u00e3o, assim, s\u00e3o mem\u00f3rias. Depois eu lembro, vendo o Teco, eu me lembrei aqui, Teco, Uma ocasi\u00e3o eu estava vindo na minha primeira campanha para prefeito, Deputado, 96, eu estava vindo do Rio do Tigre, parei na casa dos Kaminsky para pedir meu voto e, por sinal, foi exitoso, eles votavam para mim, mas a senhora, a m\u00e3e da fam\u00edlia l\u00e1, serviu uma mesada. Era noite, in\u00edcio da noite, mas olha o que est\u00e1 na minha mem\u00f3ria. Feij\u00e3o, arroz, farinha amaciada de alface, daquela manteiguinha desse tamanho e uma panelada de carne de porco. Que comida boa, que jantar maravilhoso. Ent\u00e3o \u00e9 assim. E a\u00ed o que eu posso dizer hoje como diretor de neg\u00f3cios do IDR? Eu estou muito focado na quest\u00e3o do neg\u00f3cio. N\u00f3s temos uma ra\u00e7a, que \u00e9 a ra\u00e7a Purun\u00e3, que eu tamb\u00e9m estou tentando fazer esse trabalho com a ra\u00e7a Purun\u00e3. Qual que \u00e9 o trabalho? Pegar a partir de uma metodologia simples, eu gosto muito da metodologia Canva, acredito que outros conhecem, ela \u00e9 bem simples assim, a partir de uma folha de papel voc\u00ea estrutura de maneira bem objetiva o neg\u00f3cio. Eu estou procurando fazer isso com o neg\u00f3cio Purun\u00e3. N\u00f3s j\u00e1 temos uma ra\u00e7a de boi, de gato estabelecida, n\u00f3s precisamos decolar ela no mercado das ra\u00e7as. E a proposta que eu deixo aqui, voc\u00ea \u00e9 Presidente da associa\u00e7\u00e3o, n\u00f3s a gente se coloca \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para contribuir, obviamente. Hoje no Paran\u00e1 temos muitas for\u00e7as para agregar, FAEP, FETAEP, as universidades, as associa\u00e7\u00f5es. N\u00f3s da extens\u00e3o rural somos mais uma for\u00e7a E eu tenho o colega Orival que \u00e9 veterin\u00e1rio Ele j\u00e1 est\u00e1 aqui porque ele trabalhou em Ros\u00e1rio Ele tem uma trajet\u00f3ria grande na extens\u00e3o rural N\u00f3s podemos ajudar Ent\u00e3o a gente se coloca \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o Naquilo que a diretora Terezinha falou N\u00f3s somamos juntos Para fazer um planejamento do neg\u00f3cio porco crioulo De t\u00e9cnicas, voc\u00eas talvez conhe\u00e7am muito E a gente procura as t\u00e9cnicas Isso eu acho que n\u00e3o est\u00e1 muito dif\u00edcil Conhecimento tem muito hoje no Paran\u00e1 e no Brasil \u00c9 muito conhecimento Eu desafio sempre nossos colegas do pesquisa O Vanderlei sabe disso, n\u00e9 Vanderlei? \u00c9 muito conhecimento S\u00f3 que o Paran\u00e1 tem um n\u00f3 que n\u00f3s precisamos desatar O Paran\u00e1 tem 250 mil estabelecimentos rurais da agricultura familiar. 160 mil, segundo dados que me passaram, tem menos de 10 hectares. J\u00e1 imaginou? 160 mil estabelecimentos rurais com menos de 10 hectares. Ent\u00e3o, \u00e9 um p\u00fablico gigantesco, que n\u00e3o \u00e9 a extens\u00e3o rural que vai alcan\u00e7ar tudo isso. N\u00e3o \u00e9, temos as cooperativas, enfim, Paran\u00e1 hoje \u00e9 outro daquele l\u00e1 dos anos 70, 80, eu entrei no IDR em 8 de maio de 84, estou com 42 anos atuando nessa extens\u00e3o. Tive em outras fun\u00e7\u00f5es, posi\u00e7\u00f5es, mas sempre extensionista, sempre olhando como melhorar a vida do produtor. Ent\u00e3o, eu deixo aqui essa oferta, a gente est\u00e1 a\u00ed para trabalhar juntos, sem menor dificuldade. Quero agradecer ao Deputado por mencionar meus poucos, mas bastante pr\u00e1ticos conhecimentos de solos, \u00c9 que eu me dediquei a vida inteira, eu olho para isso, e hoje, olha como as coisas s\u00e3o desafiadoras. Nos 70 anos da extens\u00e3o rural do Paran\u00e1, n\u00f3s estamos enfrentando, parece que, p\u00f4, mas 70 anos j\u00e1 cumprimos nosso papel. N\u00e3o, est\u00e1 a\u00ed, estamos discutindo como a extens\u00e3o rural pode ajudar. E na \u00e1rea dos recursos naturais, n\u00f3s estamos descobrindo uma nova diretriz para o nosso trabalho. Inclusive com o apoio do Banco Mundial, que est\u00e1 financiando um projeto, com o apoio da Sanepar, que \u00e9 a nossa parceira, com o apoio do Governador Paulinho, que ele fez a primeira conversa com o Banco Mundial, que \u00e9 seguran\u00e7a h\u00eddrica. E seguran\u00e7a h\u00eddrica, s\u00f3 para fazer um par\u00eanteses aqui, Deputado me permita s\u00f3, mas \u00e9 que tudo tem a ver com recurso natural. E o que \u00e9 a seguran\u00e7a h\u00eddrica? Aonde que a \u00e1gua, aonde que chove e por onde a \u00e1gua passa para ser consumida? Pelo solo E n\u00f3s n\u00e3o estamos cuidando bem do nosso solo no quesito seguran\u00e7a h\u00eddrica Via de regra, os solos do mundo, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 daqui Onde se faz agricultura, via de regra n\u00f3s rompemos a porosidade do solo A professora acho que est\u00e1 gostando Mas n\u00f3s rompemos a porosidade do solo e rompemos a seguran\u00e7a h\u00eddrica. Ent\u00e3o, n\u00f3s precisamos trabalhar isso. N\u00f3s temos j\u00e1 uma lei de seguran\u00e7a h\u00eddrica, que foi aprovada por essa Assembleia. Enfim, nessa grandeza de temas que n\u00f3s estamos inserindo, e a\u00ed estamos muito animados, porque estamos completando 70 anos, Mas acho que d\u00e1 para n\u00f3s garantir o emprego por mais uns 70, n\u00e9 Terezinha? Tem muito problema para ser resolvido, ent\u00e3o vamos l\u00e1 O Governador fala assim, o Paran\u00e1 \u00e9 o supermercado do mundo N\u00e3o \u00e9 porque o Paran\u00e1 \u00e9 o maior produtor de tudo N\u00e3o, \u00e9 porque o Paran\u00e1 produz uma cesta t\u00e3o diversificada N\u00f3s temos de urucum, batata doce, til\u00e1pia, mel E por que n\u00e3o vamos colocar agora a carne do porco crioulo nessa cesta a\u00ed Para o supermercado do mundo e para vender para o mundo Estamos juntos em Herculano, vamos que vamos Muito obrigado Muito obrigado ao nosso querido Richard Gouba Pela contribui\u00e7\u00e3o e obviamente Pela atua\u00e7\u00e3o do IDR Do que pode nos ajudar nesse processo Tudo que acho que \u00e9 importante A tua gest\u00e3o Deputado, eu s\u00f3 pe\u00e7o licen\u00e7a Eu vou ter que me ausentar porque eu tenho uma reuni\u00e3o Com a nossa Secret\u00e1ria l\u00e1 Para tratar de uma parceria que n\u00f3s estamos Construindo com a Embrapa Na \u00e1rea de seguran\u00e7a h\u00eddrica Perfeitamente, o Alexandre Leal tamb\u00e9m tinha uma agenda Teve que se ausentar tamb\u00e9m, fique \u00e0 vontade Se quiser sair, pode sair, fique \u00e0 vontade Eu quero registrar a presen\u00e7a Do vice-prefeito de Rebou\u00e7as Maurinho, \u00e9 um prazer tamb\u00e9m Ter voc\u00ea conosco aqui Tamb\u00e9m a produtores De porcos crioulos Da nossa Rebou\u00e7as Porque n\u00f3s temos uma agricultura familiar muito forte Vou passar a palavra Ao Beto Gus Por cinco minutos, que \u00e9 diretor da Associa\u00e7\u00e3o Paranaense De Sunicultores Pois \u00e9, Beto Bom dia a todos e todas Eu fa\u00e7o parte da diretoria da Associa\u00e7\u00e3o Paranaense de Suinocultores, que envolve todas as ra\u00e7as su\u00ednas. E em nome do Jacir Dariva, que ele est\u00e1 com agenda em outro evento, eu estou aqui representando a associa\u00e7\u00e3o. Gostaria de agradecer a todos, principalmente ao Deputado, n\u00e3o s\u00f3 por esse evento, mas por v\u00e1rias vezes que batemos na porta dele e ele nos atendeu de muito tempo atr\u00e1s. Ent\u00e3o, muito obrigado, Deputado. E tamb\u00e9m, n\u00e3o tem muito o que eu falar, porque o pessoal j\u00e1 colocou tudo, a Terezinha colocou muitas coisas, o pessoal do IDR, ent\u00e3o n\u00e3o sobrou muitas coisas. O Alexandre, que a gente teve uma reuni\u00e3o ontem com ele, colocamos algumas coisas e um dos temas, Divo, \u00e9 a quest\u00e3o de buscar recursos, Um pequeno produtor que tem recursos, como a Teresinha colocou. Ent\u00e3o, a gente est\u00e1 disposto a ajudar. Enfim, a APS est\u00e1 de portas abertas, porque precisar. Agradecer a DAPAR, porque eu acho que a gente teve um avan\u00e7o muito bom com essa normativa. Um dos temas ontem foi a normativa, porque os produtores dizem, ah, mas \u00e9 muita cerca, \u00e9 muito investimento, \u00e9 muito custo, a gente n\u00e3o tem. Ent\u00e3o, por que buscar o recurso? Porque n\u00e3o tem como dizer para o Teut\u00f4nio, rasga a normativa. N\u00e3o, a gente tem que fazer acontecer. \u00c9 preciso que o produtor tenha condi\u00e7\u00e3o de cuidar da parte sanit\u00e1ria. Correto? Ent\u00e3o, muito obrigado a todos, acho que \u00e9 isso que eu tinha para colocar e estamos de portas abertas, n\u00e3o s\u00f3 para a ra\u00e7a Moura, Hugo, mas para todas as ra\u00e7as. Beleza? Muito obrigado. Muito bem. Agradecer, enfim, a fala do Beto Gusso e passar a palavra ao Jo\u00e3o Humberto Teut\u00f4nio de Castro, que \u00e9 fiscal de defesa agropecu\u00e1ria da ADAPAR e que representa nesse ato aqui o nosso Presidente Votamir Martins. Mas, com a palavra, Jo\u00e3o Humberto. Bom dia, Deputado Rosalva. No seu nome eu cumprimento todos da mesa e todos que aqui est\u00e3o presentes. Como foi falado, o Presidente da APAR tamb\u00e9m est\u00e1 junto com o Presidente do IDR Em visita l\u00e1 nos Estados Unidos Enquanto ag\u00eancia, eu sou chefe da divis\u00e3o de sanidade de su\u00ednos da APAR E a gente vem trabalhando com todo o setor Aqui a gente est\u00e1 falando da cadeia produtiva de su\u00ednos toda Ent\u00e3o, \u00e9 importante a\u00e7\u00f5es como essa, que venham a equalizar a cadeia produtiva. Ent\u00e3o, o Paran\u00e1 \u00e9 o segundo maior produtor de su\u00ednos do pa\u00eds. \u00c9 uma cadeia importante. \u00c9 importante valorar a palavra do Beto Gus, quando fala em nome da APS, que \u00e9 a Associa\u00e7\u00e3o dos Suinocultores Industriais, de ver a import\u00e2ncia de se organizar e trabalhar com uma outra cadeia, junto da cadeia de su\u00ednos, a cadeia de cria\u00e7\u00e3o de su\u00ednos ao ar livre. E aqui entra totalmente as ra\u00e7as crioulas. Ent\u00e3o, quando se fortalece esses elos, e aqui eu vou falar da \u00e1rea nossa, da parte de sanidade, que \u00e9 importante e crucial. Ent\u00e3o, a gente n\u00e3o consegue falar com uma estrutura de uma cadeia, Deputado, sem a import\u00e2ncia da sanidade. Por qu\u00ea? Porque s\u00e3o entraves, primeiro, produtivos. Se voc\u00ea n\u00e3o tem sanidade, n\u00e3o viabiliza. As doen\u00e7as assolam a produ\u00e7\u00e3o. Segundo, quando voc\u00ea n\u00e3o tem sanidade, voc\u00ea n\u00e3o consegue vender bem, porque voc\u00ea tem um produto faltante, um produto que deixa a desejar. E que vai ocasionar, de repente, \u00f4nus ao consumidor. Ent\u00e3o, \u00e9 uma barreira n\u00e3o tarif\u00e1vel. Se voc\u00ea n\u00e3o tem sanidade, voc\u00ea n\u00e3o vende. Seja internamente, atrav\u00e9s do SUSAF, que fez viabilizar esse tipo de cadeia E tamb\u00e9m em vendas internacionais, quando a gente se pensa aqui na produ\u00e7\u00e3o industrial Ent\u00e3o, eu lembro aqui, h\u00e1 um ano atr\u00e1s, quando teve a semana organizada pelo Deputado A gente fez o evento e a normativa de biosseguridade n\u00e3o estava publicada ainda Faz parte do processo legiferante, ou seja, de formar uma lei que ela traga a expectativa da cadeia. N\u00e3o \u00e9 o \u00f3rg\u00e3o que faz a lei por si s\u00f3, mas sim \u00e9 o poder do Estado que capta o anseio da sociedade para poder tutelar. Porque \u00e9 importante Quando o Estado tutela uma \u00e1rea \u00c9 porque aquela \u00e1rea \u00e9 importante Seja ela pela qualidade ou seja ela pela quantidade Ent\u00e3o isso se faz importante E a\u00ed a gente tem uma quest\u00e3o Que eu acho que \u00e9 importante aqui Em termos de organiza\u00e7\u00e3o Pensar que daqui a um ano Mais ou menos, dois anos Era para ela implantar e para a gente ser implantada Toda a quest\u00e3o de bioseguridade Ent\u00e3o a gente tem mais agora um ano para implantar ela e pensar isso, em viabilizar isso, em pensar isso para o pequeno produtor. Ent\u00e3o, \u00e9 importante a gente pensar, de repente, viabilizar meios para que esse produtor consiga implantar essa norma. A exig\u00eancia de biosseguridade \u00e9 feita com par\u00e2metros t\u00e9cnicos de relev\u00e2ncia para que evite que as doen\u00e7as entrem e que as doen\u00e7as saiam de um sistema. \u00c9 l\u00f3gico, adequada \u00e0 realidade do sistema. Ent\u00e3o, eu n\u00e3o posso comparar aqui o que \u00e9 comparado no n\u00edvel industrial para o n\u00edvel de cria\u00e7\u00e3o a\u00e9rea livre, mas \u00e9 importante algumas premissas. Ent\u00e3o, isso, e talvez pensar, Deputado, enquanto sociedade civil organizada, de repente, arrumar algum meio de financiamento aos produtores que possam ser impactados com a aplica\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o. Porque, embora a norma \u00e9 para proteger a cria\u00e7\u00e3o dele, muitas vezes a gente tem que trabalhar em termos de cadeia a viabilidade da sustentabilidade de se implantar isso. E a gente v\u00ea situa\u00e7\u00f5es, por exemplo, tamb\u00e9m na parte de reprodu\u00e7\u00e3o, \u00e0s vezes produtores que precisam buscar essa norma. E, \u00e0s vezes, deixa passar a publica\u00e7\u00e3o para da\u00ed tentar consertar. A forma mais f\u00e1cil \u00e9 quando se fazer representar, quando est\u00e1 em consulta p\u00fablica, quando est\u00e1 construindo. Ent\u00e3o, \u00e9 sempre mais dif\u00edcil buscar o conserto do que voc\u00ea fazer a preven\u00e7\u00e3o. Isso em todos os \u00e2mbitos. Ent\u00e3o, eu quero lan\u00e7ar aqui a import\u00e2ncia da... aplica\u00e7\u00e3o da norma, de n\u00e3o ficar, se pensar, ah, n\u00e3o, agora deu o prazo agora, que a\u00ed agora, n\u00e3o fiz nada. N\u00e3o, temos um ano ainda, j\u00e1 passou um ano, temos mais um ano. Muitos produtores j\u00e1 come\u00e7aram ou j\u00e1 implantaram a norma, e a gente pensar aqui, talvez, agora nesse um ano estrat\u00e9gico, de viabilizar e a gente implantar a norma, e que n\u00e3o se adie, mas que sim se efetive a implanta\u00e7\u00e3o, buscando a viabilidade para esses produtores. Ent\u00e3o, \u00e9 isso, eu quero parabenizar a Assembleia Legislativa, no nome do Deputado, por essa a\u00e7\u00e3o, as universidades, as entidades aqui estabelecidas, falar que voc\u00ea proteger um lado que estava obscuro \u00e9 fortalecer o outro lado tamb\u00e9m. Ent\u00e3o, a gente est\u00e1 aqui fortalecendo tamb\u00e9m a suinocultura industrial, que s\u00e3o cadeias, mercados diferentes, mas quando voc\u00ea deixa fr\u00e1gil um do ponto de vista sanit\u00e1rio, voc\u00ea p\u00f5e em risco a outra cadeia. Ent\u00e3o, voc\u00ea equalizar em termos de biosseguridade essas cadeias \u00e9 fortalecido como um todo, o agro e os produtores desse estado. Muito obrigado e agrade\u00e7o a oportunidade. da carreira, enfim, que fortalece a carreira dos profissionais que atuam no \u00e2mbito dessa nossa ag\u00eancia. O Paran\u00e1, de fato, se reposicionou no mercado da produ\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas, enfim, das demais cadeias produtivas, justamente com a estrutura\u00e7\u00e3o da nossa ag\u00eancia, que foi a da PAR. Ent\u00e3o, agrade\u00e7o a sua contribui\u00e7\u00e3o, \u00e9 extremamente importante, e, ao mesmo tempo, essa interlocu\u00e7\u00e3o, a da parte tem dado respostas objetivas \u00e0quilo que n\u00f3s temos deMandado aqui. Isso que \u00e9, na minha avalia\u00e7\u00e3o, extremamente importante e acho que todos n\u00f3s nos sentimos valorizados. O parlamento se sente valorizado, a academia se sente valorizada tamb\u00e9m pelas sugest\u00f5es que faz, as contribui\u00e7\u00f5es que tem promovido e os avan\u00e7os institucionais que n\u00f3s temos tido, que \u00e9 fundamental justamente para poder apoiar. E acho que o Tolo levantou um ponto importante, que \u00e9 a quest\u00e3o do financiamento. Acho que \u00e9 um tema que a gente pode at\u00e9 tirar como extrato dessa discuss\u00e3o nossa aqui hoje, de como trabalhar melhor uma pol\u00edtica p\u00fablica em rela\u00e7\u00e3o a esse tema. Ent\u00e3o, acho que fica um desafio aqui para a SEAB, para a gente trabalhar, pensar nisso, dentro daquele card\u00e1pio de op\u00e7\u00f5es que a SEAB tem hoje para poder promover. N\u00f3s temos o Copera Paran\u00e1, que \u00e9 um instrumento poderoso hoje para poder apoiar v\u00e1rias cadeias produtivas, mas a gente pode ter mais avan\u00e7os em rela\u00e7\u00e3o a essas \u00e1reas. Passar a palavra aqui agora para a representante da academia, a professora Maria Marta, que hoje \u00e9 a professora Mar\u00e7al, n\u00e3o sei por que est\u00e1 quieto ali hoje no audit\u00f3rio, mas acho que est\u00e1 cagando pela garganta. deve ter, mas esse \u00e9 um prazer t\u00ea-lo, ele que \u00e9 um grande pensador, algu\u00e9m que incentiva todos n\u00f3s a assinar sobre o tema, mas para passar a professora Maria Marta que \u00e9 professora coordenadora do projeto do Poco Moura na Universidade Estadual de Ponta Grossa com a palavra, professora, por 10 minutos e assim, depois temos mais um orador, 10 minutos e n\u00f3s temos que ir para a conclus\u00e3o da nossa audi\u00eancia porque a audi\u00eancia p\u00fablica tem tempo para come\u00e7ar e tempo para terminar. Ent\u00e3o, para a gente poder fechar a nossa audi\u00eancia p\u00fablica. Por favor, professora. J\u00e1 marquei aqui, porque o professor gosta de falar bastante. Ent\u00e3o, j\u00e1 pus aqui. Ent\u00e3o, agrade\u00e7o o convite, Alessandra, Andr\u00e9, que fizeram acontecer a Assembleia, Deputado. E parabenizo todos que est\u00e3o presentes, reitor, principalmente os produtores que est\u00e3o aqui, os que est\u00e3o h\u00e1 longo tempo conosco, aos poucos, aos Secret\u00e1rios de agricultura, prefeitura, quer dizer, toda a nossa cadeia, como tamb\u00e9m os representantes institucionais, a DAPAR, IDR. E a gente falou bastante j\u00e1 aqui, n\u00e9? Ent\u00e3o a gente j\u00e1 tem bastante coloca\u00e7\u00f5es e pegando esse gancho que precisamos do apoio para implantar a portaria, as institui\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m precisam de apoio para ser um centro de distribui\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o, n\u00e9? Porque n\u00f3s falamos tanto, a\u00ed escutamos que precisamos da extens\u00e3o, da pesquisa, e muitas vezes a gente trabalha isoladamente, n\u00e9? O M\u00e1rcio passou a incumb\u00eancia de eu conversar hoje com voc\u00eas, justamente porque a gente tem os projetos, projetos com irm\u00e3os, que a gente chama, n\u00e9? Da universidade daqui, n\u00e9? O professor Narciso, 41 anos esse ano, que resgatou a hist\u00f3ria, 12 anos da Federal, 11 anos da UEPG nesse resgate, nessa contribui\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 do porco-moura, mas das outras ra\u00e7as de crioulo tamb\u00e9m. E aonde foi buscar isso? Nos pequenos produtores. Quando a gente come\u00e7ou a mapear Paran\u00e1, depois Santa Catarina, Rio Grande do Sul, eram eles que mantiveram isso. Isso a gente se fala muito em seguran\u00e7a alimentar Porque \u00e9 a parte afetiva, mas tamb\u00e9m \u00e9 uma parte de seguran\u00e7a alimentar Que a gente precisa retornar isso E dentro dessa, a gente precisa ter esses centros de distribui\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o Para justamente quem que vai formar os extensionistas Quem que vai formar, ter toda essa parte da pesquisa Parece que \u00e9 sempre falado assim, n\u00e3o pode ter consanguinidade os animais Mas manter a ra\u00e7a \u00e9 muito importante E tamb\u00e9m a gente pensa muito nessa forma\u00e7\u00e3o Desde l\u00e1 de col\u00e9gios agr\u00edcolas, de casa, agricultura familiar Que n\u00f3s temos presente aqui, que a gente j\u00e1 trabalha isso Porque se tem a parte industrial Basicamente a faculdade trabalha com a parte industrial que tem sim sua import\u00e2ncia, mas n\u00f3s precisamos mostrar o outro lado, que tamb\u00e9m temos outras op\u00e7\u00f5es de cria\u00e7\u00e3o. E essa cria\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica, cria\u00e7\u00e3o ao ar livre \u00e9 muito importante. N\u00f3s temos esses exemplos de fora, de trabalhar com os dois, como o Teut\u00f4nio falou. N\u00f3s temos dois mercados diferentes, dois tipos de cria\u00e7\u00e3o e precisamos manter isso dentro de uma biosseguridade, dentro das normas de cria\u00e7\u00e3o. E essa cria\u00e7\u00e3o ao ar livre \u00e9 muito desafiante, porque n\u00f3s temos v\u00e1rios, n\u00e3o \u00e9 tudo fechadinho, tudo controlado. Ent\u00e3o, sim, a gente precisa ter os produtores com esse aux\u00edlio para manter essa cria\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m as institui\u00e7\u00f5es para criar essa massa cr\u00edtica para poder auxiliar futuramente esses produtores. N\u00e3o s\u00f3 os produtores, mas como uma parte de industrializa\u00e7\u00e3o, de comercializa\u00e7\u00e3o Uma coisa que parece, o abate \u00e9 diferente, algumas pequenas particularidades, mas \u00e9 diferente Uma pigmenta\u00e7\u00e3o diferente numa carca\u00e7a, no porco industrial n\u00e3o poderia ter Para n\u00f3s sim, \u00e9 parte dessa forma\u00e7\u00e3o da ra\u00e7a uma quantidade de gordura maior num caruncho, pode ser que algu\u00e9m industrial vai falar que teve algum problema, mas n\u00e3o, \u00e9 a liberdade dessa ra\u00e7a, est\u00e1 dentro da... Ent\u00e3o, aqui, eu trago, pensando na fala da Terezinha, de fazer um grupo de trabalho, a gente pode pensar numa c\u00e2mara t\u00e9cnica das ra\u00e7as criolas de porcos. Eu fa\u00e7o parte da C\u00e2mara T\u00e9cnica da Meliponicultura, onde a gente envolve v\u00e1rios, praticamente todos os que est\u00e3o envolvidos E a gente v\u00ea essa necessidade tamb\u00e9m de ter essa C\u00e2mara T\u00e9cnica na cria\u00e7\u00e3o de porcos crioulos Ent\u00e3o eu trago como essas propostas, esse pedido de aux\u00edlio tamb\u00e9m para n\u00f3s como pesquisadores porque parece que \u00e9 uma coisa simples, fazer um dia de campo, entregar l\u00e1, mas n\u00e3o \u00e9, ou manter mesmo essas cria\u00e7\u00f5es, porque n\u00f3s somos criadores, mas somos criadores dentro da academia. E n\u00f3s muitas vezes temos um objetivo diferente, de voc\u00ea manter umas caracter\u00edsticas de um rebanho, de voc\u00ea levar esse rebanho at\u00e9 um certo ponto, para saber at\u00e9 um ponto de abate, quantidade de gordura, e para mostrar isso para a industrializa\u00e7\u00e3o dessa carne, nessa comercializa\u00e7\u00e3o, como tamb\u00e9m a divulga\u00e7\u00e3o dessa ra\u00e7a. Ent\u00e3o, muitas vezes a academia, eles falam, a gente segura alguns momentos, mas faz parte, algu\u00e9m tem que ir junto com as institui\u00e7\u00f5es a\u00ed, precisa fazer isso? Precisa. Pode fazer isso? N\u00e3o. Mas ent\u00e3o vamos mostrar outro caminho. Ent\u00e3o a gente tamb\u00e9m pede esse aux\u00edlio para a manuten\u00e7\u00e3o dos rebanhos, da adequa\u00e7\u00e3o das normas, que n\u00f3s tamb\u00e9m n\u00e3o estamos adequados \u00e0s normas, n\u00f3s estamos caminhando para isso, mas precisamos fazer esses centros de distribui\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o dessa m\u00e3o de obra t\u00e9cnica diferenciada. Obrigada. Perfeito tamb\u00e9m, professora. Muito obrigado pelas contribui\u00e7\u00f5es e eu gostaria, por incr\u00edvel que pare\u00e7a, de poder come\u00e7ar pelo fim da sua fala. Porque o Estado do Paran\u00e1, talvez nem todos saibam, mas se teve um dos grandes avan\u00e7os nesse governo, foi que o Estado parou de investir 0,5% em ci\u00eancia e tecnologia e cumpre hoje rigorosamente os 2% da receita corrente l\u00edquida em ci\u00eancia e tecnologia. Ent\u00e3o n\u00f3s, em 2019, o or\u00e7amento do setor foi de 74 milh\u00f5es Esse ano n\u00f3s vamos ter 800 milh\u00f5es Estamos tendo 800 milh\u00f5es no or\u00e7amento de 2026 Prevencimento de Ci\u00eancia e Tecnologia E uma das diretrizes que foi emanada pela Secretaria de Ci\u00eancia e Tecnologia e Ci\u00eancia Superior Que hoje \u00e9 muito competentemente dirigida por um professor que foi reitor da Unicentro, professor Aldo Bona, \u00e9 justamente o seguinte, todos os projetos de pesquisa hoje que n\u00f3s temos desenvolvido nas universidades, o que \u00e9 a ideia sempre? \u00c9 ter junto o setor interessado, ou seja, que a academia n\u00e3o fique dentro dela mesma. E o seu exemplo, ou seja, olhou para o Hugo e disse, olha aqui, n\u00f3s vamos ter voc\u00ea junto conosco, Porque o produtor rural tem que estar junto A associa\u00e7\u00e3o tem que estar junto Com a academia Trabalhando nisso para poder ser essa correia De transmiss\u00e3o Para a gente estar trabalhando l\u00e1 na ponta Eu digo isso porque Tu tamb\u00e9m abordou aqui os outros temas muito importantes Aqui, como por exemplo Ter um centro de distribui\u00e7\u00e3o De difus\u00e3o Da informa\u00e7\u00e3o, que \u00e9 fundamental Prop\u00f4s a cria\u00e7\u00e3o Dessa c\u00e2mara t\u00e9cnica que a mim me parece extremamente interessante dos porcos das ra\u00e7as crioulas do Paran\u00e1 acho que n\u00f3s podemos ter um avan\u00e7o institucional com essa quest\u00e3o ent\u00e3o acho que essas audi\u00eancias p\u00fablicas tem essa caracter\u00edstica de receber essas contribui\u00e7\u00f5es como aqui j\u00e1 foi falado, financiamento e outros temas mais que o Divo inclusive abordou ali, fez um dec\u00e1logo mais do que um dec\u00e1logo ali de desafios, de entraves mesmo na quest\u00e3o que a gente tem mas eu quero passar a palavra para o nosso \u00faltimo orador inscrito aqui que \u00e9 o Charles Ortiz Noviski que \u00e9 propriet\u00e1rio da empresa CR Agro Construtoria que tamb\u00e9m aqui tem um prazo de 10 minutos para poder falar e depois dele n\u00f3s teremos mais 3 inscritos que quem deseja falar \u00e9 s\u00f3 comunicar o cerimonial n\u00f3s daremos a palavra por at\u00e9 5 minutos que possam fazer alguma contribui\u00e7\u00e3o e depois encerraremos essa audi\u00eancia p\u00fablica mas com a palavra por favor Charles Bom dia a todos cumprimento a mesa em especial o Deputado Cl\u00e1udio Romanelli e a toda a sua equipe pela organiza\u00e7\u00e3o e a reuni\u00e3o desse grupo de discuss\u00e3o desde o in\u00edcio dando apoio ent\u00e3o o trabalho de voc\u00eas \u00e9 fundamental para contribuir nesse debate e serve como um agente aglutinador de ideias e de grupos ent\u00e3o fico aqui meu agradecimento especial, cumprimento o restante da mesa, demais autoridades e o p\u00fablico que nos assiste presencialmente e de maneira online. Fazer a \u00faltima fala \u00e9 complexa, porque todo mundo j\u00e1 abordou muitos assuntos, ent\u00e3o, para n\u00e3o ser repetitivo, eu gostaria de refor\u00e7ar alguns pontos, na inten\u00e7\u00e3o de contribuir com essa discuss\u00e3o, com a experi\u00eancia que a CR AgroConstrutoria tem. O que n\u00f3s fazemos? N\u00f3s articulamos e trabalhamos para valorizar o produtor, fazendo a aproxima\u00e7\u00e3o desse produtor com o mercado e, assim, valorizar e tornar esse produtor reconhecido pelo seu trabalho de cria\u00e7\u00e3o de potes das ra\u00e7as criolas. Em especial o porco-moura, que \u00e9 a ra\u00e7a que n\u00f3s estamos trabalhando mais fortemente desde o in\u00edcio. Ent\u00e3o, assim, n\u00f3s fortalecemos e criamos oportunidades econ\u00f4micas para esses produtores e que n\u00f3s vimos aqui nos discursos de que realmente \u00e9 uma necessidade urgente a viabilidade desses produtores para que eles n\u00e3o parem, n\u00e3o saiam dessa atividade. E quando a gente faz isso, a gente fortalece o conceito da carne su\u00edna premium e n\u00f3s damos a identidade regional para esse produto, que recentemente a ra\u00e7a Moura foi reconhecida como patrim\u00f4nio hist\u00f3rico, gen\u00e9tico e cultural do estado do Paran\u00e1. Ent\u00e3o, \u00e9 isso que n\u00f3s buscamos, esse reconhecimento e essa valoriza\u00e7\u00e3o. Mas n\u00e3o basta ficar somente no discurso. N\u00f3s temos que propor a\u00e7\u00f5es para que isso aconte\u00e7a, que \u00e9 o tema do nosso encontro aqui hoje. Quais s\u00e3o os desafios na cria\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o? A CR Agro vem atuando nesse mercado desde 2020. Ent\u00e3o, n\u00f3s estamos inseridos nesse contexto. Temos proximidades com a universidade, com o produtor, com a ind\u00fastria e com o mercado. Ent\u00e3o, a nossa experi\u00eancia dentro da cadeia, vejo com grande import\u00e2ncia para debater tudo aquilo que a gente vem passando e identificando essas necessidades. Como eu comentei, a CRA atua na estrutura\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o dessa cadeia produtiva. N\u00f3s fazemos a rastreabilidade desse animal l\u00e1 na fazenda, ent\u00e3o controlamos as cria\u00e7\u00f5es, controlamos o processamento e estamos acompanhando a venda. Ou seja, fazemos a rastreabilidade completa desse animal, o que possibilita, de uma certa maneira, aproximar o consumidor do produtor. Ent\u00e3o, quando o consumidor recebe aquele produto, ele sabe quem foi que produziu, ele sabe aonde foi produzido. Junto com isso, e devido \u00e0quela nossa proximidade com a academia e com o mercado N\u00f3s trazemos uma padroniza\u00e7\u00e3o de qualidade E isso \u00e9 importante Muito embora existam diferen\u00e7as regionais de cria\u00e7\u00e3o Cada criador aqui tem um tipo de animal produzido Tem a sua identidade e sua assinatura em cada animal que sai da propriedade Ent\u00e3o ela \u00e9 uma cria\u00e7\u00e3o muito particular, muito exclusiva Mas uma padroniza\u00e7\u00e3o m\u00ednima n\u00f3s temos que ter Foi falado a respeito da banha Qual o mercado que eu estou atendendo? Mercado premium? E esse mercado gourmet, ele quer um produto com uma certa qualidade, um certo padr\u00e3o? N\u00f3s temos que trabalhar para isso Porque se eu n\u00e3o tiver um padr\u00e3o m\u00ednimo, eu n\u00e3o consigo atender a essa necessidade Ent\u00e3o a CR Agro atua nisso tamb\u00e9m Com um apoio t\u00e9cnico muito limitado Eu tive v\u00ednculo com a Universidade Federal Quando eu fiz o p\u00f3s-doutorado no projeto E n\u00f3s atuamos Com essa transfer\u00eancia de tecnologia Mas de uma maneira muito pequena A gente precisa escalar isso E a\u00ed o poder p\u00fablico, como a Terezinha E o Richard comentaram, \u00e9 fundamental Ent\u00e3o ampliar essa assist\u00eancia t\u00e9cnica Espec\u00edfica e com profissionais treinados Para isso, porque ela \u00e9 uma cria\u00e7\u00e3o muito particular E as academias hoje As universidades n\u00e3o ensinam n\u00e3o tem na sua cadeira a forma de cria\u00e7\u00e3o que \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o extensiva ao ar livre. E com isso n\u00f3s fazemos a conex\u00e3o desses produtores com os restaurantes, com o mercado consumidor. Para qu\u00ea? Buscar o mercado. Buscar essa comercializa\u00e7\u00e3o. Com isso a gente gera valor e agrega a essa subcultura artesanal. Tenho mais alguns minutos, ent\u00e3o vou me alongar, pe\u00e7o licen\u00e7a para voc\u00eas. Eu vou levantar alguns pontos para que sejam debatidos, n\u00e3o nesse momento, mas que essa conversa prossiga, contribuindo com os pontos que j\u00e1 foram levantados aqui. Dentro do conceito das ra\u00e7as criolas, n\u00f3s temos que difundir e informar os consumidores, porque dentro da nossa bolha, dentro do nosso meio, isso j\u00e1 est\u00e1 bem definido. que essas ra\u00e7as t\u00eam uma import\u00e2ncia enorme para a agricultura familiar, porque ela \u00e9 a base do fornecimento de prote\u00edna, ela \u00e9 a base para a gera\u00e7\u00e3o de renda, mesmo que em micro escala, mas isso \u00e9 dentro do nosso meio. N\u00f3s precisamos levar essa informa\u00e7\u00e3o para a popula\u00e7\u00e3o em geral e tornar essas ra\u00e7as e mostrar que elas s\u00e3o realmente o patrim\u00f4nio gen\u00e9tico e cultural. Trabalhar com a mem\u00f3ria efetiva, como a Terezinha bem comentou N\u00e3o tem uma pessoa que a gente trate do assunto e que coma essa carne e fale Nossa, eu lembrei do meu av\u00f4, eu lembrei da \u00e9poca que o meu pai fazia isso E qual \u00e9 o valor que isso tem nesse produto? N\u00e3o tem como determinar um valor por uma mem\u00f3ria afetiva E a\u00ed que o produtor agrega valor e ganha viabilidade Dentro desse mercado premium N\u00f3s temos que entender que N\u00f3s n\u00e3o vamos ter volume N\u00f3s temos que agregar valor E esses conceitos precisam ser muito claros E muito bem definidos para essa popula\u00e7\u00e3o Para esse mercado que vai produzir Que vai consumir esses produtos Ent\u00e3o o foco n\u00e3o \u00e9 competir com a suinocultura industrial convencional Muito pelo contr\u00e1rio \u00c9 mostrar que existe Um produto diferenciado Para aquele mercado que est\u00e1 sedento O Divo comentou aqui, existe mercado. Eles identificaram isso. Mas eles s\u00e3o os produtores? E o que est\u00e1 faltando ent\u00e3o? Se eu tenho mercado, eu tenho produtor? Esses dois precisam conversar. E a proposta que a professora Maria Marta colocou aqui, que estava l\u00e1 no final da minha apresenta\u00e7\u00e3o, \u00e9 sair daqui com um grupo criado para ser debatido isso. Juntar esses agentes que est\u00e3o aqui e realmente criar um grupo de discuss\u00e3o peri\u00f3dica, n\u00e3o uma vez por ano, mas uma discuss\u00e3o frequente. Turismo rural incentivar, ent\u00e3o a\u00ed o poder p\u00fablico vem. Esses festivais, essas feiras, isso \u00e9 muito importante, que n\u00f3s vamos levar essa informa\u00e7\u00e3o e vamos atingir o p\u00fablico como sumidor. S\u00f3 para conhecimento, Terezinha, ano passado, na Feira de Sabores aqui no Parque Barigui, Foi servido porco-moura. O SENAC, nas aulas de culin\u00e1ria, colocou carne de porco-moura no preparo e fez a divulga\u00e7\u00e3o. Mas eu garanto que muitos aqui n\u00e3o sabiam. Aonde n\u00f3s falamos? Divulga\u00e7\u00e3o. Outra informa\u00e7\u00e3o importante em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o, poucos aqui devem saber, mas recentemente o Paran\u00e1 conseguiu o primeiro selo arte para um produto de porco-moura. Foi o primeiro selo arte para um salame artesanal de porco-moura. Quantos aqui est\u00e3o sabendo dessa not\u00edcia? Poucos. Percebam que n\u00f3s estamos evoluindo e muita coisa est\u00e1 acontecendo. O que n\u00e3o est\u00e1 sendo feito \u00e9 a divulga\u00e7\u00e3o e a organiza\u00e7\u00e3o desse grupo. Os pequenos produtores precisam de apoio comercial. Como? Falta uma escala organizada. E \u00e9 muito sens\u00edvel. Se amanh\u00e3 eu conseguir uma demanda ou gerar uma necessidade, poucos produtores v\u00e3o conseguir atender essa demanda. E a\u00ed, como \u00e9 que a gente faz? Ent\u00e3o, n\u00f3s precisamos organizar essa escala. Fechar ou abrir esses canais de comercializa\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o existem. Eu coloquei aqui a car\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas, mas eu vou corrigir o meu ponto. Agora, nessa conversa, eu percebi que existem pol\u00edticas p\u00fablicas. O que n\u00e3o existe \u00e9 o produtor saber que essa pol\u00edtica p\u00fablica existe e como acess\u00e1-la. Comunica\u00e7\u00e3o. Mais um ponto que a gente precisa abordar nessas discuss\u00f5es. Bom, e para aumentar essa confian\u00e7a e agregar esse valor, n\u00f3s temos algumas necessidades. O Alexandre comentou l\u00e1 no in\u00edcio da fala dele, depois o Teut\u00f4nio complementou. A biosseguridade. A biosseguridade come\u00e7a onde? No fornecimento da gen\u00e9tica para esses produtores. E a\u00ed n\u00f3s n\u00e3o podemos desvincular as granjas de RSC. E a \u00fanica granja no Brasil que resolveu trabalhar com uma ra\u00e7a crioula \u00e9 aqui do Paran\u00e1. Ent\u00e3o, se os produtores quiserem buscar a gen\u00e9tica de ra\u00e7as crioulas, eles n\u00e3o t\u00eam op\u00e7\u00e3o. Conforme a legisla\u00e7\u00e3o, que animais de reprodu\u00e7\u00e3o da ra\u00e7a su\u00edna s\u00f3 podem ser comunizados pelas granjas de RSC. E quais granjas est\u00e3o fazendo parte disso? Somente uma que entendeu tudo isso que n\u00f3s estamos falando aqui Viu uma oportunidade e acreditou na ideia e \u00e9 a \u00fanica que est\u00e1 trabalhando Ent\u00e3o n\u00f3s temos que cuidar disso Elas est\u00e3o passando, n\u00e9 Teot\u00f4nio, por agora readequa\u00e7\u00f5es devido \u00e0s normas que est\u00e3o vindo pelo mapa E tamb\u00e9m est\u00e3o muito preocupadas E est\u00e3o vendo que \u00e9 invi\u00e1vel continuar produzindo devido a essas normas Ent\u00e3o n\u00f3s precisamos abrir esse debate Por qu\u00ea? Se n\u00f3s n\u00e3o temos uma gen\u00e9tica de qualidade para garantir essa proced\u00eancia, n\u00f3s n\u00e3o vamos ter como garantir essa qualidade, essa biosseguran\u00e7a para o consumidor. Ent\u00e3o, o come\u00e7o da discuss\u00e3o vem a\u00ed. E junto com isso, manter essa quest\u00e3o de garantir para o produtor que seja reconhecido pelaquela gen\u00e9tica que ele est\u00e1 trabalhando. E para dar autenticidade para a carne crioula e principalmente para a carne do porco-moura, que \u00e9 o patrim\u00f4nio aqui do nosso estado. Pois bem, estou concluindo j\u00e1 a minha fala Desculpa se eu fui repetitivo Mas assim, sem o mercado n\u00e3o existe a conserva\u00e7\u00e3o Ent\u00e3o se n\u00e3o tiver mercado, muitos produtores v\u00e3o parar Seja do porco-moura, seja do porco-caruncho, seja do piau E a conserva\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica vai aonde? Acabou, n\u00f3s perdemos esse patrim\u00f4nio Ent\u00e3o valorizar a carne do mouro e dos porcos crioulos \u00e9 garantir que os produtores continuem preservando uma das mais importantes ra\u00e7as nativas brasileiras. E assim eu concluo a minha fala e espero que a gente consiga sair daqui com a uni\u00e3o e o fortalecimento desse grupo para que todo esse trabalho tenha sido em v\u00e3o. Obrigado. Muito bem, bom Lembrando aqui que essa semana Tanto na UFPR Quanto na UEPG N\u00f3s temos as semanas Do campo a\u00ed, n\u00e9, pra poder de fato Quem tiver interesse de participar \u00c9 um momento interessante de intera\u00e7\u00e3o Com a academia pra poder Aprofundar os seus conhecimentos Veja, os oradores Que se inscreveram aqui, que estavam escritos O L\u00e9o e o Edson, n\u00e9, que combinamos antes J\u00e1 fizeram uso da palavra Eu pergunto se tem algu\u00e9m mais para fazer uso da palavra Algu\u00e9m deseja que est\u00e1 no audit\u00f3rio Fazer uso da palavra Se voc\u00ea n\u00e3o falar N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel Eu sei que voc\u00ea gosta de falar muito Ent\u00e3o eu vou te restringir o tempo aqui Mas \u00e9 importante A sua contribui\u00e7\u00e3o Afinal de contas O senhor \u00e9 uma refer\u00eancia Para todos n\u00f3s Pode sentar na cadeira aqui Fa\u00e7a favor O senhor vai precisar ligar o microfone Bom dia, obrigado. E assim, primeiro, parabenizar o evento que foi feito, que eu achei formid\u00e1vel. A gente est\u00e1 evoluindo de um evento para o outro, a gente consegue enxergar claramente a evolu\u00e7\u00e3o de tudo que a gente est\u00e1 fazendo. Ent\u00e3o, eu queria parabenizar primeiro o interesse e o esfor\u00e7o todo que foi feito do Deputado Rosalva e no nome dele, de todos os que assessoram, o Andr\u00e9, a Alessandra e a C\u00e2mara Legislativa em si, que aprovou, concordou e encampou essa ideia para colocar esse assunto em pauta no Estado. \u00c9 muito claro que a aprova\u00e7\u00e3o dessas leis fez isso se desenvolver, provocou isso no Estado e o que era trabalho de formiguinha de muita gente tentando isoladamente se transformar numa coisa concreta, em rede, estadual, e que isso n\u00e3o tem mais volta. Eu acho que \u00e9 muito claro. Ent\u00e3o, eu queria dizer isso, na verdade, que eu agrade\u00e7o terem citado v\u00e1rias vezes o meu nome. Claro que eu fico orgulhoso, lisonjado, mas cada vez que falam o meu nome, eu lembro que eu sou s\u00f3 um de v\u00e1rios, e acaba que lembro um de mim, porque no in\u00edcio eu apareci mais. Mas eu vi claramente assistindo tudo isso Que n\u00e3o precisa de mim Voc\u00eas todos que est\u00e3o trabalhando com isso Est\u00e3o fazendo isso de forma muito eficiente E \u00fatil e construtiva E qualquer um de n\u00f3s aqui S\u00e3o todos agentes super importantes para que isso aconte\u00e7a Mas nenhum de n\u00f3s \u00e9 imprescind\u00edvel E todos n\u00f3s estamos fazendo isso juntos E isso vai continuar acontecendo Ent\u00e3o eu queria primeiro parabenizar e dizer que tem muito desafio pela frente Muita coisa para ser constru\u00edda, mas tem muitas alternativas, muitos esfor\u00e7os, muitas vontades Pessoas ocupando cargos importantes que querem que isso aconte\u00e7a Tem o poder na m\u00e3o, a caneta na m\u00e3o ou a for\u00e7a e a a\u00e7\u00e3o de trabalhar Ent\u00e3o os criadores todos v\u00e3o ser assistidos J\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o mais criadores que est\u00e3o sozinhos e tentando conservar e serem guardi\u00f5es das ra\u00e7as crioulas sozinhos, sem apoio. Isso j\u00e1 est\u00e1 mudando e agora \u00e9 uma quest\u00e3o de a gente amarrar as pontas que faltam dessa rede para que ela funcione corretamente. E queria s\u00f3 ent\u00e3o fechar e convidar todos que puderem, nessa sexta-feira, acho que o dia de campo a gente talvez n\u00e3o possa fazer por causa da chuva, mas de tarde tem algumas palestras e tem uma feira de produtos de porcos crioulos que vai estar dispon\u00edvel para todo mundo conhecer, quem n\u00e3o conhece aproveitar para chamar restaurantes, casas de venda lojas, a\u00e7ougues para ir l\u00e1 conversar e fazer o contato para aproveitar esse momento ali para divulgar os produtos para chamar mais pessoas que possam ser processadores tamb\u00e9m desse produto e gerar mais produtos comemorar tudo o que a gente j\u00e1 conseguiu produzir e ter ideias e est\u00edmulo para que mais pessoas produzam e principalmente divulgar para o p\u00fablico consumidor os produtos que j\u00e1 existem para que isso seja comprado e esse recurso chegue finalmente l\u00e1 no criador para que ele possa se manter ent\u00e3o \u00e9 isso, parab\u00e9ns a todos e obrigado ok, muito obrigado sobre que ningu\u00e9m \u00e9 imprescind\u00edvel de fato ningu\u00e9m \u00e9 imprescind\u00edvel mas todos s\u00e3o absolutamente necess\u00e1rios ningu\u00e9m \u00e9 imprescind\u00edvel Mas eu queria agradecer a presen\u00e7a de todas e todos Eu penso que n\u00f3s aqui hoje tivemos muitas sugest\u00f5es e falas muito importantes aqui Eu quero dizer que agrade\u00e7o a minha assessoria t\u00e9cnica Eu tenho o Andr\u00e9 Teodoro, que \u00e9 zootecnista E que tamb\u00e9m de fato \u00e9 apaixonado pela quest\u00e3o dos porcos crioulos aqui Tem um grande conhecimento t\u00e9cnico A doutora Alessandra Que \u00e9 advogada Alessandra Abr\u00e3o Mas que tem sido uma grande contribuinte Para a realiza\u00e7\u00e3o desses eventos O Gracil Mauro In\u00e1cio J\u00fanior tamb\u00e9m Pelo trabalho E dizer A doutora Terezinha Eu fiquei aqui de fato assim Na minha cabe\u00e7a tem v\u00e1rias E depois vamos fazer uma ata De todas as sugest\u00f5es aqui Para ver o que cada \u00f3rg\u00e3o Que a gente tem que trabalhar melhor aqui, que eu acho que foi muito vou dizer que acho que o transforma\u00e7\u00e3o foi feliz, foi muito formid\u00e1vel mesmo aqui essa nossa celebra\u00e7\u00e3o aqui dessa semana dos P\u00f3cos Crioulos, porque acho que as contribui\u00e7\u00f5es foram muito robustas acho que as falas foram muito bem concatenadas aqui, cada um trouxe um vi\u00e9s muito interessante e eu mas eu me convenci de uma coisa eu acho que a CEAB de fato Quer dizer, a cria\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara T\u00e9cnica dos Porcos Crioulos seria um avan\u00e7o institucional, se n\u00f3s pud\u00e9ssemos institucionaliz\u00e1-la. Ent\u00e3o, acho que a gente podia discutir isso, tanto que a Camila, com o DR, enfim, discutir com os demais que decidem sobre esse tema, mas acho que, creio que seria um avan\u00e7o institucional importante, que a SAB pudesse, de fato, tratar disso. Melhor do que um grupo de trabalho \u00e9 uma C\u00e2mara T\u00e9cnica Onde Eu vou formalizar isso ent\u00e3o Vou fazer via T\u00e1, vamos fazer via Assembleia Legislativa Fazemos via Requerimento, aprovado pelo plen\u00e1rio E penso que da\u00ed fica Formalizado aqui como fruto dessa nossa Audi\u00eancia, cria\u00e7\u00e3o dessa C\u00e2mara T\u00e9cnica na CEAB Dos porcos crioulos Enfim, acho que \u00e9 um avan\u00e7o que n\u00f3s podemos ter \u00c9 isso, se n\u00f3s vamos encerrando Voc\u00ea quer falar alguma coisa, Herculano? Sim Vamos l\u00e1 Desculpe, \u00e9 que o Charles disse que apenas a empresa Biribas est\u00e1 com a gen\u00e9tica Eu acho que todos os nossos criadores est\u00e3o com a gen\u00e9tica Est\u00e1 l\u00e1 na universidade, est\u00e1 l\u00e1 em Ponta Grossa, est\u00e1 em Maring\u00e1, em diferentes, na Federal E tamb\u00e9m na m\u00e3o dos criadores E eles t\u00eam que se respeitar Se voc\u00eas quiserem que permane\u00e7a o porco crioulo vivo Trazendo as riquezas, todas as mem\u00f3rias N\u00f3s vamos ter que reconhecer que cada criador tem um porco Uma gen\u00e9tica, uma modifica\u00e7\u00e3o nessa gen\u00e9tica Mas que ganhou com o passar dos anos n\u00e3o foi introduzida ent\u00e3o n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma empresa de gen\u00e9tica l\u00e1 eu abri eu respeito o trabalho deles mas tenho que respeitar o trabalho da universidade, do professor Mar\u00e7o, da professora Maria Marta desculpe hoje eu acho que eu estava com febre de manh\u00e3 e vim com febre para participar, n\u00e3o sabia nem que ia compor nada Ia ficar l\u00e1 no meu lugar Apenas prestigiando outro grande trabalho Desenvolvido por voc\u00ea Romanelli Muito obrigado Ent\u00e3o era isso que eu quero deixar claro Ent\u00e3o nos campos do Paran\u00e1 A gen\u00e9tica do Moura Perfeitamente Mas eu n\u00e3o vejo nenhuma contradi\u00e7\u00e3o entre o que ele falou E o que tu reaixa Ele deu o exemplo de ter de fato Um centro Mas a gen\u00e9tica de fato Ela est\u00e1 ela est\u00e1 espalhada por a\u00ed. Mas \u00e9 isso, agrade\u00e7o muito a presen\u00e7a de todas e todos, n\u00e3o tenho d\u00favida que essa audi\u00eancia cumpriu o seu objetivo, e certamente n\u00f3s estamos avan\u00e7ando e vamos avan\u00e7ar ainda mais institucionalmente e fortalecer essa cadeia produtiva t\u00e3o importante, at\u00e9 porque a nossa economia rural \u00e9 a que faz a riqueza do nosso Estado. E quanto mais a gente apoiar essas cadeias produtivas, mais fortalecimento n\u00f3s teremos do nosso Paran\u00e1, \u00e9 isso um bom dia a todas e todos e muito obrigado pela presen\u00e7a no tr\u00e2nsito enxergar o outro \u00e9 salvar vidas esse \u00e9 o tema do maio amarelo de dois mil e vinte e seis alertando para a import\u00e2ncia da aten\u00e7\u00e3o e empatia ao dirigir comportamentos da vida moderna como o constante uso do celular e a realiza\u00e7\u00e3o de mais de uma tarefa ao mesmo tempo est\u00e3o deixando os condutores mais desatentos e apressados e isso oferece muito.<\/p>","perguntas_count":0,"url_enviar_pergunta":"https:\/\/www.assembleia.pr.leg.br\/atividade-parlamentar\/enviar-pergunta","pauta_arquivo":{"nome":"SEI - 01986-53.2026.pdf","url":"https:\/\/storage2.assembleia.pr.leg.br\/file\/public-media\/audiencias\/pauta\/mp6yf6fy_2ba2.pdf"},"deputados":[],"convidados":[],"anexos":[],"leis":[],"perguntas":[]}