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Deputado élio Rusch (dem)
16h50
por Sonia Maschke - Jaime Santorsula Martins / 41-3350-4193
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Após a realização das duas primeiras audiências públicas para tratar da reforma tributária proposta pelo Governo, o líder da Oposição, deputado Élio Rusch (DEM), ressaltou a necessidade da participação da população para discutir o assunto.“A sociedade tem que estar alerta e participar das audiências, dar as suas sugestões e opiniões sobre o tema. O que sabemos até agora é que todos irão pagar mais ICMS na energia elétrica, telecomunicações e gasolina”, alertou.Rusch destacou que os parlamentares estão preocupados também com os pequenos empresários, que estão cadastrados no Simples e não pagam ICMS.“Será que o pequeno empresário já percebeu que não será beneficiado?”, questionou, lembrando que esses comerciantes recolhem impostos baseados em uma porcentagem sobre o faturamento da empresa.“A certeza que temos é que os pequenos comerciantes pagarão mais caro pela energia, telefonia e que repassará esse custo ao consumidor”, completou.O líder oposicionista questiona ainda a capacidade do Governo de fiscalizar a aplicação da redução de alíquota e, conseqüentemente, de preços nos produtos que serão beneficiados.“Será que o Governo tem mecanismos para essa fiscalização? Quais as garantias de que a redução do ICMS vai chegar para o consumidor ou se vai simplesmente aumentar o lucro das empresas?”.O parlamentar disse ainda que é preciso manter o debate sobre a proposta da mini-reforma tributária até que ele seja votado na Assembléia.“Temos que ouvir todos os setores e a sociedade. Em um momento de crise mundial não é hora de aumentar alíquotas de imposto. Temos que ter muita cautela com esse tema e fazer o que será benéfico para toda a sociedade”.Efeito CascataO deputado Valdir Rossoni (PSDB) voltou a questionar o aumento da alíquota em bens de serviço necessários à industrialização e o efeito cascata que isso irá gerar no preço dos produtos.“O aumento das alíquotas sobre energia elétrica e telefonia é preocupante porque o repasse sobre o custo será imediato para a indústria e comércio. E quem vai pagar essa conta é o trabalhador assalariado”.Rossoni destacou ainda que a campanha feita pelo Governo do Estado está iludindo a população de que a proposta será benéfica para as classes menos favorecidas.“O Governo vende a idéia de que irá diminuir os impostos. As pessoas ainda não perceberam que a mini-reforma vai encarecer os serviços essenciais e que afeta a todos”, afirmou.O parlamentar destacou que durante as audiências públicas realizadas em Cascavel e Foz do Iguaçu já foi possível sentir o clima dos empresários sobre a proposta.“Os empresários dos grandes supermercados e lojas de eletrônicos estão felizes. Ganham na hora da compra pela quantidade adquirida e agora irão ganhar também na hora da venda, pois dificilmente a diminuição da alíquota será repassada ao consumidor, prejudicando ainda mais os pequenos empresários”, disse. “A grande verdade é que essa reforma tributária irá privilegiar os grandes empresários e aumentar ainda mais a arrecadação do Estado”.
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