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Deputado Marcelo Rangel (pps)
18h48
por Osni Gomes / 41 9161-5680
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Num pronunciamento, onde lembrou os altos custos dos pedágios praticados no Paraná e especialmente pelas reclamações da população que viajou nos feriados de Carnaval o deputado Marcelo Rangel, como presidente da Comissão de Obras e Transportes da Assembléia, solicitou ontem informações sobre o cumprimento do Programa de Exploração de Lotes, que fixa o cronograma das obras que as empresas precisam executar dentro dos contratos firmados. O deputado cobrou também uma explicação sobre a chamada Taxa Interna de Retorno, que continua fixada no Paraná em 20%, mesmo diante da atual crise econômica, quando em outros pedágios (e citou o exemplo da OHL, que ganhou a licitação para explorar o trecho entre Curitiba e Florianópolis) a Taxa de Retorno gira em torno de 6% apenas. “Se este percentual fosse mais realista com as nossas dificuldades econômicas de uma crise que se alastra por todo o mundo, teríamos um pedágio muito mais barato”, argumentou o deputado.Ponto de diálogoRangel disse que a falta de diálogo entre o Governo do Paraná e as Concessionárias precisa ser corrigido e neste ponto a Assembléia Legislativa, que é um poder independente, poderia exercer o papel e propôs que a Comissão que ele preside seja esta intermediária.O deputado cobrou também que os recursos recolhidos pelo contribuinte através do IPVA, que servem para atender as rodovias não pedagiadas, sejam mais bem aplicados. “Quando os contratos de pedágio foram firmados, o contribuinte continuou pagando os mesmos valores pelas taxas de manutenção de nossas rodovias. Entretanto é freqüente o descontentamento da população quanto ao estado de nossas estradas, onde a manutenção nem sempre corresponde com as necessidades, principalmente nas estradas rurais, que são essenciais para a circulação de nossas produções agrícolas”.Pacotes legislativosOutra questão fundamental levantada pelo deputado Rangel em seu discurso, foi quanto a necessidade de que a Assembléia procure instrumentos para tentar soluções mínimas de problemas que estão blindados pelos contratos dos nossos pedágios: “Vamos precisar de constantes medidas legislativas, operando verdadeiros pacotes para cobrar por exemplo, prazo de execução de obras hoje não previstas nos documentos firmados”. Mas o deputado entende que tudo deve ser conquistado dentro do diálogo e da negociação para que o povo do Paraná não continue pagando o alto preço da falta de entendimento entre o Executivo e as Concessionárias.
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