Dia Internacional da Mulher na Assembleia Legislativa terá audiência pública e homenagens a mulheres extraordinárias
90 anos do voto feminino, violência política contra a mulher serão os temas abordados em debates sobre os desafios vencidos por mulheres em tempos de pandemia.
As celebrações neste mês de março, que é marcado pelo Dia Internacional da Mulher e também considerado o mês da Mulher (Lei: 18488/2015), na Assembleia Legislativa do Paraná têm início a partir das 9h30 desta terça-feira (08), com a audiência pública sobre o tema: “Mulheres Extraordinárias – Vencendo Desafios em Tempos de Crise”, proposta pela presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Casa, a deputada Cantora Mara Lima (PSC). “Em um momento em que o mundo sofre as consequências da pandemia de covid-19, o impacto é ainda mais direto na vida laboral e familiar de mulheres, que têm enfrentado com coragem, força e empatia tempos tão complicados. Mulheres plurais, cada uma em seu lugar de fala e atuação, que estão fazendo a diferença para outras mulheres, ressignificando suas profissões, suas vidas e seu olhar sobre o mundo”, destaca Mara Lima.
O evento acontece em formato remoto, por meio da plataforma zoom, e será transmitido pela TV Assembleia, site e redes sociais do Legislativo. Ele será dividido em dois subtemas: “90 Anos do Voto Feminino” e “Violência Política Contra a Mulher” e contará com a participação da presidente da regional Paraná da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/PR), Marilena Winter; da desembargadora Lenice Bodstein, da presidente da Comissão de Mulheres na Política do TRE-PR, Camile Santos de Souza Siqueira, e da ex-Vereadora de Curitiba, Julieta Reis.
Lei
Em agosto do ano passado, entrou em vigor a lei federal 14.192/2021, que estabelece normas para prevenir, reprimir e combater a violência política contra a mulher durante as eleições, garantindo a elas o pleno exercício dos direitos políticos e em funções públicas. A legislação considera violência política contra as mulheres toda ação, conduta ou omissão com a finalidade de impedir, obstaculizar ou restringir os direitos políticos delas. A lei alterou o Código Eleitoral para proibir a propaganda partidária que deprecie a condição de mulher ou estimule sua discriminação em razão do sexo feminino, ou em relação à sua cor, raça ou etnia.
Voto Feminino
O 24 de fevereiro de 2022 foi uma data histórica no Brasil. Ele marcou os 90 anos do direito ao voto das mulheres, que mais tarde foi garantido também na Constituição Federal. Para especialistas, conquista que deve ser celebrada e refletida ano a ano, porque ainda é necessário romper as barreiras que limitam a participação da mulher na representação política. Embora desde 2008 as brasileiras sejam maioria no universo de quase 150 milhões de eleitores do país, elas ainda são minoria em cargos políticos e de direção.
Grande Expediente
Também na terça-feira (08), só que às 14h30, durante a sessão plenária, a deputada Cantora Mara Lima faz uma homenagem para mulheres que se destacaram neste período de pandemia. “Mulheres extraordinárias que têm feito a diferença no Paraná”, justifica a deputada. As homenageadas serão a enfermeira Lúcia de Jesus, que atua na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Afonso Pena, em São José dos Pinhais e é autora dos livros “O papel da Mulher na Pós Modernidade” e “A Vida é Um Constante Recomeço”, e a desembargadora Ana Lúcia Lourenço, coordenadora estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça do Paraná (CEVID/TJPR), que há 10 anos realiza e apoia campanhas institucionais, promovendo a igualdade de gênero e pacificação social, bem como a ampliação e o aprimoramento do atendimento institucional aos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher.
Por mais mulheres em cargos de direção
“Quando uma mulher entra na política, muda a mulher. Quando muitas mulheres entram na política, muda a política”. Entusiasta da frase dita por Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, atualmente, alta comissária dos Direitos Humanos da ONU, o deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB), é um dos autores, do projeto de lei 688/2021, em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná, que prevê instituir um percentual mínimo de mulheres nos Conselhos de Administração de empresas em que o Estado detenha a maioria do capital social com direito a voto. O assunto será, inclusive, tema de uma audiência pública prevista para acontecer na quarta-feira (9), às 14 horas, de forma remota, com transmissão pela TV Assembleia, site e redes sociais do Legislativo.
A ideia do projeto é que ao menos 30% das cadeiras dos conselhos de administração deverão ser ocupadas por mulheres. Hoje, a participação é de apenas 5%. “O ideal era que não precisássemos desse tipo de legislação, mas infelizmente ainda temos um longo caminho a trilhar na busca pela igualdade de gênero em todas as esferas da sociedade”, afirma.
O debate também é proposto pelas deputadas Cristina Silvestri (CDN), Cantora Mara Lima, Mabel Canto (PSC), e pelos deputados Delegado Jacovós (PL) e Soldado Fruet (PROS).
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