CCJ discute o fim do uso de canudos plásticos no Paraná
Projetos com o foco em produtos biodegradáveis estão na pauta da reunião desta terça-feira (26), que será transmitida pelo Facebook e TV Assembleia.
O fim do uso de canudos de plástico no estado do Paraná está na pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) desta semana. O tema tratado pelo projeto de lei nº 186/2018 é umas das medidas com foco na preservação do meio ambiente a ser debatida na sessão desta terça-feira (26), às 13h30.
A iniciativa tem a coautoria dos deputados Jonas Guimarães (PSB), Paulo Litro (PSDB) e Emerson Bacil (PSL). Os parlamentares haviam proposto projetos semelhantes sobre o mesmo assunto e optaram por um substitutivo geral conjunto. A proposta obriga os estabelecimentos comerciais a utilizarem canudos fabricados com produtos biodegradáveis ou similares no estado. Na justificativa, os autores salientam que o projeto é um passo importante para conter a “dependência desse produto contribuindo com mudanças nas atitudes uso do consumidor”. A relatoria cabe ao Deputado Tiago Amaral (PSB).
Segundo a proposta, os canudos de plástico são um problema para o meio ambiente. “Em geral, a vida útil de um canudinho é de apenas 4 minutos, mas ele fica no meio ambiente por centena de anos”. Estima-se que 10 milhões de toneladas de materiais plásticos cheguem aos oceanos anualmente, sendo que destas 100 mil toneladas são de canudos plásticos descartáveis. Em caso de descumprimento, está prevista a cobrança de multa de 500 Unidades Fiscais do Paraná (UFP, cotada em R$ 102,50), que corresponde a R$ 51.250,00 – sendo cobrada em dobro em caso de reincidência.
Selo ambiental – A preservação do meio ambiente também é foco da iniciativa do deputado Requião Filho (MDB). O projeto de lei nº 39/2019 não proíbe o uso de materiais descartáveis, mas cria o selo “empresa consciente, meio ambiente equilibrado”. O selo seria conferido aos estabelecimentos comerciais instalados no estado do Paraná que priorizarem o uso de materiais comestíveis, biodegradáveis, reutilizáveis ou permanentes, em detrimento de descartáveis e determina medidas de estímulo às empresas ambientalmente responsáveis. De acordo com o autor, a ideia é incentivar os empresários do ramo alimentício a suspender gradualmente o uso de materiais descartáveis. Para isso, os estabelecimentos comerciais que receberem o selo, poderão, a critérios dos órgãos públicos responsáveis, receber benefícios como redução de multas ambientais, preferência na contratação para eventos públicos, pontuação para participação em licitações públicas, descontos em taxas estatais e incentivos fiscais estaduais. A proposta tem relatoria do deputado Nelson Justus (DEM).
Notícias Relacionadas
Líder da Oposição alerta para possíveis impactos da “BR do Mar” em Superagui e cobra debate amplo sobre o projeto no litoral
Deputado Arilson Chiorato (PT) defende estudos aprofundados, transparência e participação das comunidades nas discussões.
Leia maisOperações de crédito de US$ 150 milhões ao Executivo avançam na CCJ, mas recebem pedido de vista na Comissão de Finanças
De acordo com as propostas assinadas pelo Governo do Estado, os créditos serão destinados para investimentos em desenvolvimento econômico e modernização da gestão pública.
Leia maisComissão de Ecologia, Meio Ambiente e Proteção aos Animais recebe reivindicações para apurar impacto ambiental sobre o Programa Inter 2, em Curitiba
Ofício, elaborado pela ativista climática e socioambiental Verônica Rodrigues, foi entregue ao presidente do colegiado, deputado Arilson Chiorato (PT).
Leia maisComissão de Ecologia e Meio Ambiente aprova projeto que prevê o uso da IA para prevenção, monitoramento e resposta a desastres climáticos
Deputados aprovaram ainda proposta que incentiva a produção de mudas e sementes orgânicas na agri-cultura familiar.
Leia mais