Deputado Soldado Fruet questiona contrato sem licitação para PSS da Educação
O deputado estadual Soldado Fruet (PROS) questionou, na sessão plenária desta terça-feira (17) da Assembleia Legislativa do Paraná, a contratação sem licitação de uma empresa de fora do Paraná para realização do Processo Seletivo Simplificado (PSS) da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (SEED). A pasta comandada pelo secretário Renato Feder pagou R$ 5,773 milhões ao Instituto Consulplan de Desenvolvimento, Projetos e Assistência Social, de Minas Gerais. “O senhor Renato Feder desconsiderou as sete universidades estaduais do Paraná, todas reconhecidas nacionalmente pela sua excelência, e foi buscar um Instituto nada conhecido para realizar o PSS da Educação”, lamentou o parlamentar.
“Para o secretário Renato Feder, o Paraná não produz nada, não tem expertise em nada, não gera nada”, comentou Soldado Fruet, que observou: “Vocês percebem que tudo que se contrata sem licitação é de fora do Paraná? Por que será?". Segundo o deputado, “esse é o governo importado e nada transparente de Ratinho Junior, um governo comprometido com os grandes e que sempre está virando as costas para os pequenos, principalmente para as nossas indústrias do Paraná”.
Uniformes
Para o deputado, “parece que o secretário da Educação não aprende com seus erros, ou não quer aprender ou, talvez, não seja interessante para ele aprender”. Ele se refere à denúncia que fez ao GEPATRIA (Grupo Especializado na Proteção do Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa) sobre a “farra” dos uniformes dos colégios cívico-militares, transformada em inquérito civil pelo Ministério Público, que está investigando toda a licitação.
“Esperamos que os responsáveis sejam punidos e o Estado do Paraná ressarcido dos mais de R$ 40 milhões gastos com uniformes de péssima qualidade que o secretário de Educação foi buscar em uma empresa de péssima reputação, como já havíamos denunciado e alertado nessa Casa”, disse o deputado. Conforme ele, “o Paraná tinha excelentes empresas aptas a participar da licitação se a entrega fosse programada e não maquiada”. Como exemplo, citou que a Associação da Vila Militar (AVM) é especializada e uniformes militares e de escolas militares, "mas não servia ao senhor Feder; tinha que vir uma empresa de fora, que foi ao Paraguai comprar as camisetas que mais parecem um trapo, um pano de chão”.
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