Frente Parlamentar das Estatais e das Empresas Públicas promove audiências públicas sobre a privatização da Copel
Partidos, sindicatos, movimentos sociais e entidades se reúnem em municípios do interior para debater a venda da estatal.
A Frente Parlamentar das Estatais e Empresas Públicas, sob a coordenação do deputado Arilson Chiorato (PT), já realizou três audiências públicas sobre o tema, em Curitiba (04/04), Francisco Beltrão (01/06) e Cascavel (03/06).
As próximas audiências estão marcadas para os dias 17/06 em Londrina, 24/06 em Cianorte e 01/07 em Guarapuava. Em Londrina, a audiência pública acontecerá na Câmara Municipal com início às 8h30min - Rua Governador Parigot de Souza, 145, Centro Cívico, Londrina/PR, CEP: 86015-903. Cianorte e Guarapuava ainda não estão com os locais definidos.
O coordenador da Frente Parlamentar, deputado Arilson Chiorato, ressaltou a importância de realizar audiências públicas sobre a Copel por todo Paraná. “O objetivo é ouvirmos a população para saber o que ela pensa e também para espalhar esta notícia que está escondida do povo. A Copel está para o Paraná, em termos de grandeza, como a Petrobras está para o Brasil. Ela é valiosa e tem uma função social para o estado. Não podemos deixar que ela seja privatizada de uma forma rápida e sem discussão com a sociedade”.
As reuniões organizadas pela Frente Parlamentar das Estatais e Empresas Públicas da Assembleia Legislativa do Paraná resultaram na criação de uma Frente Popular e Democrática em Defesa da Copel Pública, composta por partidos, sindicatos, movimentos sociais e entidades que se mobilizaram para ampliar o debate sobre a privatização e alguns questionamentos têm sido apontados no processo, tais como: “dados inconsistentes em balanço, contratação irregular de assessoria, ‘venda casada’ e assédio moral com os funcionários”.
“A entrega da Copel ao mercado financeiro só beneficiará os acionistas, como já vem acontecendo, uma vez que só se importam apenas com o retorno de seus investimentos, e não com os investimentos necessários para o Paraná crescer. O que não falta é queixa em diferentes regiões do Paraná sobre queda de energia elétrica, em especial nos pequenos municípios. A Copel não precisa ser vendida, precisa ser cuidada e administrada por pessoas que pensem no bem-estar coletivo e no desenvolvimento econômico e social do estado”, diz o coordenador da Frente Parlamentar das Estatais, deputado Chiorato.
A deputada Luciana Rafagnin participou da audiência pública realizada em 01 de junho em Francisco Beltrão e avaliou o movimento impulsionado pela Frente Parlamentar. “Hoje, a Copel também cumpre com a função social, através da tarifa social, o que beneficia muitas famílias. Ao ser vendida, como vão ficar essas famílias? Uma empresa privada teria o mesmo compromisso? ”, questionou a parlamentar.
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