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“É a maior empresa brasileira. É a alavanca do desenvolvimento nacional e criar dificuldades para a Petrobras neste momento é criar problemas para a própria nação brasileira”, afirmou Pugliesi “Nós temos uma posição muito clara de defesa destas empresas estratégicas para o desenvolvimento nacional. É por isso que vejo, principalmente neste momento, com preocupação, a luta que muitos estão iniciando, mais uma vez, contra a existência da Petrobras”. A declaração é do deputado Waldyr Pugliesi, presidente estadual e líder do PMDB na Assembleia Legislativa, sobre a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) orquestrada por partidos de direita como o PSDB e o DEM no Senado Federal, sob o manto de investigar suspeitas de corrupção na companhia brasileira de petróleo. “É a maior empresa brasileira. É a alavanca do desenvolvimento nacional e criar dificuldades para a Petrobras neste momento, no meu entendimento, é criar problemas para a própria nação brasileira”, completou Pugliesi em pronunciamento na Assembleia Legislativa. O deputado lembrou que na adolescência iniciou na militância política defendendo que a exploração do petróleo fosse feita por uma empresa pública. “Travamos uma batalha muito grande para a constituição da Petrobras, fato que ocorreu em 1954”, informou. Pugliesi recordou que durante a campanha “O Petróleo é Nosso”, havia uma pressão muito grande por parte do governo norte-americano, afirmando que no Brasil não havia petróleo. “Mas nós, jovens estudantes daquela época, unidos aos sindicalistas, a tantos patriotas, travamos esta batalha em defesa da soberania nacional”. De acordo com Pugliesi, as últimas descobertas de reservas de petróleo nas áreas do pré-sal, reacenderam o desejo de grupos privatistas. No início da década, no ano de 2000, na reta final do governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), houve uma tentativa de mudar o nome da empresa para Petrobrax, o que facilitaria a aceitação dos grandes acionistas do capital internacional. REPRESSÃO E DESCASO – Outros fatos negativos marcaram a gestão tucana da Petrobras. Em 1995 a fúria anti-sindical do governo neoliberal tentou aniquilar os trabalhadores da companhia que decretaram greve geral. Em 2001 o naufrágio da plataforma P-36 resultou na morte de 11 trabalhadores. “Aqueles que não querem a intervenção do Estado na economia, durante toda a vida travaram e travam uma batalha contra o Banco do Brasil, contra a Caixa Econômica Federal e contra a Petrobras”. Pugliesi encerrou o pronunciamento lembrando que no Paraná as batalhas dos neoliberais foram contra a Copel, contra a Sanepar e contra o Banestado. “Este último, assim como a Ferroeste, foram saqueados e entregues para a iniciativa privada”, completou.Foto: Nani Góis
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