Proposta que institui Central de Vagas no Sistema Socioeducativo avança na CCJ
Matéria do Poder Executivo quer padronizar os procedimentos para solicitação e oferta de vagas, oferecendo um atendimento socioeducativo de qualidade e sem superlotação.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Paraná aprovou na reunião desta terça-feira (31) parecer favorável ao projeto de lei 427/2021, de autoria do Poder Executivo, que quer padronizar os procedimentos para a solicitação e oferta de vagas destinadas ao cumprimento de medidas socioeducativas, além de oferecer um atendimento socioeducativo de qualidade, sem superlotação. A proposta institui a Central de Vagas no Sistema Socioeducativo, responsável pela gestão e coordenação das vagas em unidades de internação, semiliberdade e internação provisória de menores em conflito com a lei.
“A Central será responsável por receber e processar as solicitações de vagas formuladas pelo Poder Judiciário, cabendo-lhe indicar a disponibilidade de alocação de adolescente em unidade de atendimento ou, em caso de indisponibilidade, sua inclusão em lista de espera até a liberação de vaga adequada à medida aplicada”, explica o Poder Executivo.
A solicitação de vaga encaminhada à Central de Vagas será cadastrada, distribuída por regiões e considerará a disponibilidade da vaga; o local do ato infracional e a proximidade familiar; a gravidade do ato infracional; a reiteração de ato infracional; e a data da solicitação.
Ainda segundo o texto, as transferências entre Unidades Socioeducativas serão excepcionais e ocorrerão apenas por gerenciamento de crises ou emergências; otimização do cumprimento da medida socioeducativa; inexistência de vaga adequada ao atendimento proposto ao adolescente; ou da distância do município familiar.
A Central de Vagas é atualmente uma divisão do Departamento de Atendimento Socioeducativo (DEASE) sob responsabilidade da Secretaria da Família, Justiça e Trabalho (SEJUF). Foi instituída em 2002 por resolução. O objetivo é, segundo a justificativa do projeto, instituí-la por meio de Lei para “uniformizar as legislações correlatas e, garantir maior segurança jurídica quando da aplicação das normas no âmbito socioeducativo no estado paranaense”.
Mais projetos – Proposto pelo Poder Executivo o projeto de lei 196/2021, que tramita em regime de urgência, recebeu um pedido de vista do deputado Homero Marchese (PROS). A matéria altera dispositivos da lei estadual n° 1.943/1954, que dispõe sobre o código da Policia Militar do Estado. Também de autoria do governo estadual, o projeto de lei 337/2021 avançou na CCJ. A medida trata das normas pertinentes aos descontos e consignação em folhas de pagamento de servidores civis e militares, ativos e inativos, assim como de pensionistas de geradores de pensão do Estado.
Já o projeto de lei 431/2021, que autoriza o Poder Executivo a efetuar a doação de imóvel ao município de Nova Laranjeiras foi aprovado, assim como o projeto de lei 261/2021, que também autoriza o Executivo a contratar operação de crédito junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a fim de financiar, parcialmente, a execução do projeto de modernização da Controladoria Geral do Estado.
Homeschooling - Quatro emendas de plenário que visam alterar pontos da proposta conhecida como homeschooling receberam um pedido de vista coletivo. O projeto de lei 179/2021, de autoria de diversos deputados, institui as diretrizes do ensino domiciliar na educação básica no Estado do Paraná.
Defensoria Pública - De autoria da Defensoria Pública, os deputados aprovaram o projeto de lei 323/2021, que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores órgão no Estado. O projeto contou com voto contrário do deputado Homero Marchese. Também da Defensoria, foi aprovado – com votos contrários dos deputados Tadeu Veneri (PT) e Homero Marchese – o projeto de lei complementar 5/2021, que acrescenta e altera dispositivos da Lei Complementar Estadual n° 136/2011, que estabeleceu a lei orgânica do órgão.
Já o projeto de lei 322/2021 que cria cargos no quadro de pessoal foi retirado de pauta para um melhor debate sobre a proposta que já recebeu parecer favorável, na forma de um substitutivo, apresentado pelo relator, deputado Paulo Litro (PSDB).
Utilidade pública – A CCJ aprovou por fim o projeto de lei 411/2021, do deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB), que altera a Lei nº 11.360/1996, que declara de Utilidade Pública o Centro de Apoio ao Ciclista, com sede em Curitiba, e o projeto de lei 415/2021, da deputada Luciana Rafagnin (PT), que concede o título de Utilidade Pública à Associação Gebana Brasil Solidária, com sede no município de Capanema.
Notícias Relacionadas
Operações de crédito de US$ 150 milhões ao Executivo avançam na CCJ, mas recebem pedido de vista na Comissão de Finanças
De acordo com as propostas assinadas pelo Governo do Estado, os créditos serão destinados para investimentos em desenvolvimento econômico e modernização da gestão pública.
Leia maisEm reunião extraordinária, CCJ aprova emendas ao projeto de lei que reestrutura as carreiras da Adapar
Comissão também iniciou análise de propostas do Governo que propõe empréstimos de US$ 150 milhões ao BID para impulsionar a economia e modernizar a gestão pública.
Leia maisCCJ recomenda manutenção da perda de mandato do deputado Renato Freitas (PT), mas pedido de vista adia decisão
Parecer do relator conclui pela regularidade do rito no Conselho de Ética e que processo poderá ser levado ao Plenário; matéria recebeu pedido de vista e volta à pauta na próxima reunião do Colegiado.
Leia maisCCJ aprova novo Decreto de Calamidade Pública para Rio Bonito do Iguaçu
Segundo a justificativa do projeto, estudos atualizados apontam que os danos humanos, materiais e ambientais, bem como os prejuízos econômicos e sociais, ainda não foram totalmente superados.
Leia mais