Refugiados buscam apoio da Assembleia para garantir acolhimento
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O terror de viver em meio a guerra fez a família de Lucia Loxca deixar tudo para trás e partir em busca de abrigo e segurança. A vida confortável em Alepo, na Síria, deu lugar à situação de refugiado em um país totalmente desconhecido e diferente. O Brasil foi a única nação que abriu as portas para a família Loxca e para centenas de estrangeiros. O desafio agora é acolher a todos da melhor forma possível. O atendimento aos refugiados foi o tema do debate promovido nesta quarta-feira (23) pela Comissão do Mercosul e Assuntos Internacionais da Assembleia Legislativa do Paraná.
De acordo com dados da Polícia Federal de março de 2015, o Brasil abriga dois milhões de migrantes regulares. No entanto, muitos refugiados entram no país de forma irregular e enfrentam dificuldades para formalizar a permanência por aqui. Segundo a deputada Maria Victoria (PP), presidente da Comissão do Mercosul e Assuntos Internacionais, o acolhimento é responsabilidade do estado.
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Lucia viajou na companhia de outros 14 parentes, incluindo dois idosos com mais de 80 anos de idade. Passaram pelo Líbano e por Dubai antes de desembargarem no Brasil. Ficaram os primeiros meses fechados em casa aprendendo o português com a ajuda de aplicativos. Foram meses de adaptação praticamente sem qualquer apoio. A faculdade de arquitetura, interrompida depois que uma bomba destruiu a universidade, foi retomada no Brasil com muita dificuldade. A língua é um obstáculo, assim como o complexo processo para validação de diploma. Faltam oportunidades no mercado de trabalho, acesso a rede pública de saúde e a moradia. Por tudo que viveu nesses dois anos e ainda vive, Lucia defende a implantação de centros de acolhimento de refugiados.
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Por enquanto, o principal ponto de apoio tem sido o Consulado Honorário da Síria em Curitiba, que, na medida do possível, tem orientado os refugiados sobre questões formais, como emissão de documentos e busca por emprego. O representante do consulado, Nassib Abage Filho, explica que o apoio é uma forma de aliviar o sofrimento dos refugiados.
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Desde outubro, o Paraná tem um Centro Estadual de Informação para Migrantes, Refugiados e Apátridas. O trabalho ainda é recente, por isso a comissão vai acompanhar esse acolhimento, como explica a deputada Maria Victoria.
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Também participaram da reunião o deputado Marcio Pauliki (PDT), vice-presidente da Comissão do Mercosul e Assuntos Internacionais, e o deputado Chico Brasileiro (PSD).
Da Assembleia Legislativa do Paraná, repórter Kharina Guimarães.
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