Servidores da Assembleia participam de treinamento para formação de Brigada de Incêndio
Treinamento foi ministrado por equipe do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar e faz parte de um amplo programa de segurança implantado na Alep.
A primeira etapa de preparação de 100 brigadistas de incêndio da Assembleia Legislativa do Paraná aconteceu nesta quinta-feira (3). Funcionários de diversos setores da Casa participaram de curso de primeiros socorros, enfrentamento de situações de perigo e emergências promovido pelo Corpo de Bombeiros, no Plenarinho do Legislativo. O treinamento foi conduzido pelos soldados Fábio Augusto Bomm e Fernando José Branco, sob coordenação do 2º tenente Henrique Ferreira Alves. Os servidores aprenderam como devem agir em circunstâncias cotidianas, desde o procedimento de uma massagem cardíaca ou do salvamento de um bebê engasgado com o leite materno, até a identificação de um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
A preparação dos brigadistas fecha assim o processo de adequação às normas de segurança já promovidas pela Assembleia neste ano, com a recente instalação de detectores de incêndio, instalação de proteções nas rampas de acesso aos prédios, de corrimões nas escadarias, além de sinalização de emergência e abertura de portas de fuga no prédio da Administração. “Este trabalho vem sendo feito há um tempo e com isso a Assembleia está certificada pelos procedimentos de segurança, faltando apenas o treinamento dos brigadistas, que podem auxiliar no salvamento de vidas”, disse o tenente Alves.
Recomendações gerais – Entre as principais orientações, os profissionais sempre recomendam a calma para qualquer situação de emergência. Embora reconheçam que muitas vezes seja difícil controlar o nervosismo, a objetividade e a concentração são fundamentais nestes momentos. “Somos seres humanos e o lado psicológico acaba interferindo muitas vezes. Ficamos nervosos. É normal. Mas é preciso ter tranquilidade para identificar o que está acontecendo e agir para aplicar uma massagem cardíaca, por exemplo, em alguém que está infartado ao seu lado ou mesmo tendo um AVC no local de trabalho”, afirmou Bomm, que também é socorrista do Serviço Integrado de Atendimento ou Trauma em Emergência (SIATE).
O servidor Marcos Souza, que trabalha no apoio técnico da 1ª Secretaria, elogiou o treinamento e a formação da brigada. Ele, que em 25 anos de Assembleia nunca chegou a passar por qualquer preparação desta natureza, acredita que o conhecimento é muito importante. “Estas informações foram muito úteis, porque podemos agir para ajudar um companheiro de trabalho, alguém na nossa casa e até mesmo uma pessoa desconhecida, que precisa de ajuda. Com certeza me sinto mais seguro com este conhecimento”, avaliou.
Os sinais de uma possível parada cardiorrespiratória são principalmente dificuldades na respiração, falta de pulsação e desmaio. A massagem cardíaca imediata, nesses casos, pode salvar a vida e fazer toda a diferença, conforme os socorristas. A orientação é que seja acionado o mais rapidamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pelo telefone 192. No caso de traumas ou demais ferimentos, o socorro é prestado pelo Siate, no 193.
A servidora Elis Regina Demiciano, do Departamento de Pessoal, relatou duas experiências que poderiam ser totalmente diferentes se já tivesse na época o conhecimento de hoje. Quando o seu filho estava ainda com três anos de idade, ele se afogou com leite. E a sua mãe teve um AVC em casa. “Foi um desespero, o meu filho ficou roxo. Segurei pelas pernas, de ponta-cabeça. Sorte que conseguiu desengasgar. E com a minha mãe nós a levamos ao hospital porque não estava bem, mas não sabíamos que poderia ser um AVC. Faltou conhecimento. Agora sei como identificar uma situação de AVC de maneira simples, pedindo para a pessoa sorrir, falar alguma coisa ou levantar os dois braços, para saber se está havendo algum comprometimento cerebral ou motor”.
Imprevistos – Participado de uma demonstração prática de massagem cardíaca, o funcionário Fernando Maurício Bottene, do setor de Jornais e Correspondências, ressaltou que embora o treinamento seja para possíveis situações no Legislativo, o pedido de socorro não escolhe local, nem hora. “É importante sabermos ajudar as pessoas em momentos de emergência, trazer tranquilidade nestas horas. Esse conhecimento permite ajudarmos os filhos, a família, colegas de trabalho, enfim, qualquer pessoa. Muito boa esta iniciativa da Mesa Executiva em capacitar os servidores”.
Na próxima sexta-feira (11) os futuros brigadistas da Assembleia terão uma experiência prática, com prova simulada de combate a incêndio. Mas além de enfrentar o fogo, os servidores deverão ainda demonstrar que estão preparados para agir em situações de pânico e emergência, como ao fazer a evacuação de espaços.
“Momento importante este da formação dos brigadistas da Assembleia, que cumpre ainda o procedimento de segurança que adotamos nos últimos meses. A formação dos nossos servidores vai auxiliar em possíveis emergências, pois estaremos preparados”, destacou o direitor geral da Assembleia, Roberto Costa Curta.
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