Assembleia promove debate sobre fraternidade e políticas públicas
“Serás libertado pelo direito e pela justiça”. As palavras do profeta Isaías são o lema da Campanha da Fraternidade 2019, cujo tema “Fraternidade e Políticas Públicas” foi debatido em audiência pública realizada na noite desta quarta-feira (13) na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP). A discussão, proposta pelo deputado Professor Lemos (PT), acompanhou as diretrizes da campanha deste ano, que visa promover uma participação efetiva na elaboração de políticas públicas em diversos âmbitos sociais.
A Campanha da Fraternidade 2019 foi lançada pela Igreja Católica na última Quarta-feira de Cinzas (6), conforme estabelecido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Participaram da mesa de debates Dom Francisco Cota de Oliveira, bispo auxiliar da Arquidiocese de Curitiba; João Santiago, coordenador da Campanha da Fraternidade de 2019 na Arquidiocese de Curitiba; Silvia Kreuz, criadora do grupo Mães de Amor Incondicional (MAMI); a vereadora de Curitiba Professora Josete (PT) e o procurador de Justiça Olympio de Sá Sotto Maior Neto, representando o Ministério Público do Paraná (MP-PR).
Para o deputado Professor Lemos, o tema proposto pela Igreja este ano guarda grandes semelhanças com o trabalho do Poder Legislativo. “Todas as políticas públicas elaboradas no Estado, sejam elas vindas do Executivo ou Judiciário, passam pela Assembleia Legislativa. A Igreja traz outra visibilidade para esta discussão, contribuindo para uma sociedade mais justa”, comentou. Lemos lembrou que a Assembleia já abordou a Campanha da Fraternidade em audiências públicas nos últimos anos. “A partir desses debates, nasceram muitas discussões e propostas importantes. Algumas acabaram virando lei”, afirmou.
Conscientização – O bispo auxiliar da Arquidiocese de Curitiba, Dom Francisco, explicou que o objetivo do tema debatido é despertar e conscientizar a sociedade da importância da participação política. “As pessoas podem participar da vida política com outros mecanismos além do voto. Com esta discussão, queremos ajudar as pessoas a terem acesso aos serviços públicos de forma mais efetiva. A igreja trabalha para diminuir os problemas sociais. Neste sentido, o espaço disponibilizado pela Assembleia Legislativa é muito importante”, avaliou.
O procurador de Justiça Olympio de Sá Sotto Maior Neto lembrou que, ao mesmo tempo em que temos uma Constituição chamada de cidadã, muitos direitos importantes ainda não atendem às pessoas. “A Campanha da Fraternidade estimula a reflexão sobre o papel do Estado na construção de uma sociedade mais justa, superando a desigualdade e a pobreza”, concluiu.
Para o coordenador da Campanha na Arquidiocese de Curitiba, João Santiago, o tema deste ano é abrangente e atual. “Os últimos temas da Campanha da Fraternidade foram extremamente políticos. Mais uma vez a Igreja se insere na política, com três palavras que resumem e dão sentido a tudo: participação, cidadania e bem-comum”. A audiência pública foi transmitida ao vivo pela TV Assembleia.
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