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Assessoria de Imprensa da Alep
16h12
por Adriana Ribeiro / 41 3350-4188
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A Assembleia Legislativa realizou nesta quarta-feira (23) uma audiência pública para debater a implantação do subsídio como forma de remuneração dos policiais militares do Estado. O evento reuniu dezenas de policiais, da ativa e da reserva, e representantes de entidades de classe. Vários deputados que apóiam a causa, reivindicada pelos policiais há 11 anos, se mobilizaram para assinar uma proposta de emenda constitucional (PEC) que deverá ser apresentada à Mesa Executiva do Legislativo.O movimento liderado pelo deputado Professor Lemos (PT), que propôs a realização da audiência pública, depende da assinatura de 18 parlamentares. Já para a aprovação da PEC em plenário será necessário o apoio de no mínimo 33 deputados. No final, da audiência pública, 12 deputados haviam garantido a assinatura no documento. “Estamos em dívida com a segurança do Estado e vamos trabalhar para conseguir o maior número de apoio para implantação do subsídio”, disse Lemos.A implantação do subsídio – que agrega várias gratificações a um único salário mensal - está prevista na Constituição Federal. Esta forma de remuneração deixou de ser usada no Paraná em 1998 e desde então se tornou uma bandeira da categoria. Se aprovada, a remuneração através do subsidio vai proporcionar um ganho adicional de 25% sobre os vencimentos da categoria. Hoje um soldado em início de carreira tem um salário inicial de aproximadamente R$ 1,7 mil, sendo que destes R$ 378,00 refere-se ao chamado soldo e o restante a gratificações que dependem de vários fatores, entre eles tempo de serviço, cursos e local de atuação, por exemplo. “O que queremos é um salário digno, sem adicionais e gratificações, em uma parcela única e que seja uniforme para todos os policiais”, disse o presidente da Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares Ativos, Inativos e Pensionistas (AMAI), coronel Elizeu Furkin. A medida, segundo o coronel estimularia a carreira e acabaria com desvios de funções. Outra reivindicação da classe é o aumento do efetivo. Atualmente o Paraná possui 16,5 mil policiais para atender uma população de 12 milhões de pessoas. A defasagem seria de 5 mil homens. Participaram da audiência pública os deputados Ademir Bier (PMDB), presidente Comissão de Segurança Pública da Assembleia; Marcelo Rangel (PPS); Ademar Traiano (PSDB); Antônio Belinati (PP); Caíto Quintana (PMDB); Douglas Fabrício (PPS); Elio Rusch (DEM); Luiz Cláudio Romanelli (PMDB); Mauro Moraes (PMDB); Pastor Edson Praczyk (PRB); Plauto Miró Guimarães (DEM), Reni Pereira (PSB) e Rosane Ferreira (PV).
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