Curso da Escola do Legislativo mostra a importância de escolher a forma mais adequada de investir em fundos e previdência privada
Terceiro módulo do curso de educação financeira mostrou que é possível fazer investimentos a partir de R$ 30,00.
O universo dos fundos de investimento e previdência privada foram os temas abordados na manhã desta quinta-feira (30) durante o terceiro módulo do curso sobre Educação Financeira promovido pela Escola do Legislativo da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Os professores e profissionais do mercado financeiro Mehanna Mehanna e Lauro Penz falaram sobre as principais modalidades de fundos hoje disponíveis, alertando para que o investidor observe uma série de fatores antes de se decidir e, sobre a importância do planejamento financeiro de longo prazo, visando uma aposentadoria tranquila e sem decréscimo da qualidade de vida.
O quarto módulo, sobre “Alocação de Recursos e Finanças Comportamentais”, a cargo de André Chede, terá lugar no Plenarinho da Alep nesta sexta-feira (31), à partir das 9h30, concluindo assim as 12 horas de orientações sobre aplicações, mercado financeiro e previdência privada. Os interessados devem se inscrever no site: www.assembleia.pr.leg.br/escoladolegislativo/curso;
Fundos acessíveis – Mehanna Mehanna iniciou sua palestra observando que há cerca de uma década era impossível montar uma boa carteira de investimentos se o interessado não tivesse pelo menos R$ 1 milhão, restando ao pequeno investidor a opção da poupança, ainda hoje a mais popular no ramo. Entretanto, a democratização do setor tornou os fundos bem mais acessíveis, com aportes iniciais desde R$ 50 ou 100 reais. Ressaltou que com R$ 30 reais é possível comprar títulos do Tesouro Direto do Governo Federal. “Em termos de rentabilidade, há pouca diferença entre quem aporta R$ 100 mil ou R$ 1 milhão em fundos que constituem uma forma coletiva de investimento, uma espécie de condomínio onde cada investidor é cotista”.
Uma das principais vantagens oferecidas pelos fundos é, segundo ele, a gestão profissional, capaz de assegurar a escolha dos melhores títulos para a meta exposta em seus prospectos e regulamentos. Mehanna apontou aspectos que devem ser avaliados por quem pretende investir suas economias em fundos de investimento: além da remuneração, pesam fatores como risco, liquidez, tributação, facilidade de resgate e possibilidade de acompanhar, de forma transparente, o que está acontecendo com seu dinheiro.
No caso dos investidores de perfil conservador, destacou o Fundo de Renda Fixa, que não sofre flutuações e pode ter taxas de administração mais baixas. De um modo geral, as taxas mais elevadas são cobradas pelos grandes bancos, enquanto financeiras, inúmeras de prestígio e tradição no mercado, oferecem as mesmas condições, inclusive de segurança, com taxas de administração muito mais baixas, o que acaba se refletindo no rendimento final.
Para os perfis mais ousados, apontou o fundo multimercados, que exige gestão ativa e, portanto, com taxas de administração maiores, sujeito a flutuações, mas também capazes de gerar maior renda no médio e longo prazo. Também falou sobre os fundos de ações, fundos cambiais, de ouro e imobiliários.
Previdência Privada – A segunda parte do módulo ficou à cargo do professor Lauro Penz, que iniciou sua fala mostrando as curvas representadas pela redução da taxa de fertilidade e pelo aumento da expectativa de vida na previsão do “tsunami grisalho”, ou seja, a inversão da pirâmide formada pelos jovens ativos no mercado de trabalho e pelos idosos e aposentados. As estatísticas mostram que é cada vez mais essencial pensar na constituição de uma previdência privada, como já acontece em alguns países avançados e começa a acontecer com algumas grandes empresas brasileiras.
Comparou o desempenho dos diversos fundos de previdência, oferecidos por grandes bancos e por financeiras já consagradas na área, as modalidades VGBL, mais adequadas a quem faz a declaração de imposto de renda simples, e PGBL, que pode ser interessante para quem faz a declaração completa. Indicou como pontos positivos da aplicação sua isenção do chamado come cotas (pagamento semestral de imposto), e a escolha do beneficiário, o que representa economia na sucessão, uma vez que a reserva não tem obrigatoriedade de entrar em processo de inventário e é paga diretamente ao beneficiário indicado no prazo de até 15 dias úteis. Além disso, tem taxas de administração que variam entre 0,5% e 2%. Uma outra taxa, chamada de carregamento de entrada ou de saída, pode ser negociada junto aos bancos e financeiras.
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