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Deputada Luciana Rafagnin (PT) denuncia aumento da violência contra crianças e cobra fortalecimento da rede de proteção

O pronunciamento da parlamentar ocorreu no Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Assessoria Parlamentar
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Deputada Luciana Rafagnin (PT). Foto: Antônio More/Alep

A deputada estadual Luciana Rafagnin (PT), em aparte durante a sessão plenária de segunda-feira (18), denunciou o avanço da violência contra crianças e adolescentes e defendeu o fortalecimento urgente das políticas públicas de proteção à infância. O pronunciamento ocorreu no Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e teve como base os dados divulgados pelo Hospital Pequeno Príncipe, que apontam o crescimento dos casos de maus-tratos e violência sexual atendidos pela instituição.

Somente em 2025, o hospital registrou 637 atendimentos de bebês, crianças e adolescentes com suspeita de maus-tratos e abusos. Em 64% dos casos, houve violência sexual.

"Estamos falando de crianças muito pequenas. A maioria das vítimas tem até 6 anos de idade e uma em cada três tinha até 3 anos. São crianças que deveriam estar protegidas, acolhidas e vivendo sua infância, mas acabam encontrando violência justamente dentro de casa", afirmou.

Luciana também destacou que 72% das agressões ocorreram no ambiente familiar, o que, segundo ela, torna a situação ainda mais grave.

"O lugar que deveria proteger é, muitas vezes, o lugar da violência. Isso não pode ser tratado como uma estatística fria. É uma tragédia social que exige resposta do poder público e de toda a sociedade", declarou.

A parlamentar citou ainda casos extremos atendidos pela instituição, como o de um bebê de apenas 10 dias de vida internado com múltiplas lesões físicas e o de uma criança de 6 meses com indícios de abuso sexual.

"A violência contra crianças é silenciosa e, muitas vezes, invisível. Precisamos romper o silêncio, fortalecer as redes de proteção, ampliar as políticas públicas e garantir atendimento especializado às vítimas", defendeu.

Luciana reforçou que o combate à violência infantil é uma responsabilidade coletiva.

"É dever das famílias, das escolas, dos profissionais de saúde, da assistência social, da Justiça, dos governos e de toda a sociedade proteger nossas crianças. Não existe neutralidade diante da violência infantil", afirmou.

Casos de violência contra crianças e adolescentes podem ser denunciados pelo Disque 100. No Paraná, as denúncias também podem ser feitas pelo 181 e, em Curitiba, pelo 156.

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