Deputada Maria Victoria (PP) defende impulsionar o desenvolvimento do Litoral com a Economia Azul
O conceito, adotado pela ONU e o Banco Mundial, propõe o uso sustentável dos recursos dos mares e rios como motor de crescimento econômico, geração de empregos e inovação.
O litoral paranaense pode ganhar uma nova oportunidade de desenvolvimento econômico aliado à preservação ambiental. A deputada estadual Maria Victoria (PP) apresentou nesta semana, o projeto de lei 747/2025, que institui diretrizes para o incentivo à chamada Economia Azul no Paraná.
O conceito, já adotado por organismos internacionais como a ONU e o Banco Mundial, propõe o uso sustentável dos recursos de mares e rios como motor de crescimento econômico, geração de empregos e inovação.
“O Paraná pode ser protagonista neste novo capítulo da economia mundial. Temos aqui um Litoral rico em biodiversidade, cultura e oportunidades de negócios. O projeto de lei busca criar políticas públicas capazes de transformar esse potencial em resultados concretos para os moradores e para o desenvolvimento do Estado”, pontua Maria Victoria.
Segundo estimativas da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a economia azul deve movimentar trilhões de dólares no mundo nas próximas décadas, tornando-se uma das áreas mais promissoras para o crescimento sustentável.
O que é
A deputada explica que a economia azul vai além da simples exploração dos recursos dos oceanos e rios. Engloba desde a pesca e a aquicultura sustentáveis até o turismo de base comunitária, passando por setores inovadores como a biotecnologia marinha e a produção de energias renováveis no mar.
“Nosso objetivo é estimular a inovação, o desenvolvimento, gerar empregos e melhorar a qualidade de vida de quem mora no nosso Litoral, tudo isso sem abrir mão da proteção do meio ambiente.”, afirma Maria Victoria.
Atividades
Entre as atividades potenciais englobadas pela economia Azul no Paraná estão: pesca artesanal sustentável, valorizando colônias de pescadores e garantindo segurança alimentar; turismo ecológico, explorando atrativos como a Ilha do Mel, a Ilha das Peças e o Parque Nacional de Superagüi e aquicultura responsável, que pode gerar renda com criação de ostras, camarões e peixes nativos.
Também envolve o desenvolvimento dos Portos de Paranaguá e Antonina; estímulo às energias renováveis marinhas, como eólica offshore e aproveitamento de ondas e marés e à biotecnologia marinha, com pesquisas sobre algas e organismos aquáticos que podem resultar em medicamentos, cosméticos e novos alimentos.
O projeto de lei 747/2025 estabelece princípios como sustentabilidade ambiental, inovação social, direito à informação e educação ambiental. Também prevê a criação de hubs regionais para inovação costeira, emissão de Blue Bonds (títulos voltados a projetos oceânicos) e integração com universidades, institutos de pesquisa e colônias de pescadores.
A proposta está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU e dialoga com iniciativas recentes, como o BNDES Azul, lançado neste ano para apoiar ações de preservação da biodiversidade marinha.
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