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Deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD) vai integrar a Frente Nacional Contra as Bets

Iniciativa reúne sindicatos e agentes políticos em defesa da renda dos trabalhadores e contra o endividamento das famílias.

16h12
por Assessoria Parlamentar
3 min de leitura
Deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD). Foto: Valdir Amaral/Alep

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD) vai integrar a Frente Nacional dos Sindicatos Contra as Bets, articulada por federações de sindicatos com a participação de agentes políticos, como vereadores, deputados estaduais e deputados federais. “O deputado Romanelli já deixou clara a sua posição contra as bets (apostas on-line) e os malefícios que elas trazem ao conjunto da sociedade, às famílias e aos trabalhadores”, disse o presidente da Fenascon, Paulo Rossi.

A Frente Nacional Contra as Bets foi lançada nesta sexta-feira (6), em Foz do Iguaçu, durante o seminário internacional da Federação Nacional dos Trabalhadores em Serviços, Asseio e Conservação. A mobilização reúne entidades em defesa da renda dos trabalhadores e de medidas para enfrentar o endividamento e os danos à saúde associados às apostas. “Nós vamos apresentar um documento-manifesto, e a assinatura de Romanelli estará nele”, completou Rossi.

A mobilização terá uma agenda permanente de prevenção e apoio aos trabalhadores afetados. Romanelli entende que todas as forças políticas do país, o setor produtivo e o setor laboral precisam concentrar esforços no enfrentamento de problemas estruturais e na proteção das famílias. Nesse contexto, o deputado considera que a rapidez da mobilização para rediscutir a proibição das bets contrasta com a demora nas respostas a dificuldades que atingem diariamente a população.

Caos às famílias

A medida provisória do presidente Lula (PT) proibiu a exploração das apostas de quota fixa e passou a ser questionada no Supremo Tribunal Federal. Em audiência pública nesta semana, o governo defendeu a iniciativa com base nos impactos sobre a saúde e o orçamento das famílias. Na terça-feira (3), a desembargadora Adriana Pileggi (TRF3) liberou a exploração de três casas de apostas, e a AGU (Advocacia-Geral da União) já recorreu da decisão.

Romanelli ressaltou que os interesses econômicos envolvidos nessa discussão não podem se sobrepor ao interesse coletivo. “Os debates e as audiências públicas devem ter como referência as aflições de quem vê o salário comprometido, acumula dívidas e enfrenta as consequências da dependência em apostas. É só consultar os sindicatos, tanto os patronais quanto os de trabalhadores, que há milhares de relatos dos malefícios causados pelas bets, que estão levando famílias ao caos”, disse.

Impactos

No primeiro semestre de 2026, as casas de apostas (bets) registraram receita bruta de R$ 20,28 bilhões a R$ 20,7 bilhões no Brasil, segundo dados do Ministério da Fazenda. Em 2025, o faturamento bruto (receita bruta/lucro operacional bruto) foi de R$ 36,9 bilhões a R$ 37 bilhões. “Os prejuízos causados aos apostadores ultrapassam as perdas nas plataformas”, apontou Romanelli.

A Organização Mundial da Saúde alerta que os jogos podem comprometer despesas essenciais, agravar dificuldades financeiras e provocar adoecimento mental e rupturas familiares. Dados do IEPS (Instituto de Estudos para Políticas de Saúde) apontam que o impacto econômico direto das bets na saúde pública chega a R$ 30,6 bilhões por ano (relacionado a problemas como ansiedade, depressão e suicídio), enquanto o custo social ampliado — que inclui perda de empregos, moradia e aprisionamento — é estimado em R$ 38,8 bilhões anuais.

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