Deputado pede apoio ao projeto “passaporte da vacina” contra Covid-19
Duas propostas estão em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná e que preveem restrições a serviços públicos e privados.
“Tenho direito de não me vacinar, mas esse direito não pode colocar outras vidas em risco”, defendeu o deputado estadual Arilson Chiorato (PT), durante fala na sessão plenária da Assembleia Legislativa do Paraná, desta segunda-feira (30). Na ocasião, o deputado pediu apoio dos colegas para que o projeto de lei 371/2021, de sua autoria, avance na Casa.
A matéria propõe restrições a serviços públicos e espaços públicos e privados de uso coletivo para pessoas que decidirem não tomar vacina contra Covid-19. “O certificado de vacina ou, ‘passaporte da vacina’, como é chamado em vários países e também em alguns estados brasileiros, é necessário para conter a pandemia e dar início à retomada da economia”, pontua.
Para o deputado, o direito de não se vacinar é assegurado, por outro lado, a ideia é colocar barreiras para evitar a disseminação do vírus. “Esse projeto tem por objetivo ajudar a controlar a pandemia. Estamos a quatro meses do fim do ano, de praias lotadas. Não podemos colocar em xeque todo o trabalho feito até o momento, marcado por dificuldades, como falta de imunizante, porque algumas pessoas se recusam a tomar a vacina. Precisamos pensar na coletividade”, avalia o parlamentar.
Arilson usou como exemplo o Reino Unido e também a União Europeia, que exigem certificados de vacinação de Covid-19, além de alguns estados brasileiros. “Em São Paulo, por exemplo, a partir do dia 1º de setembro, será exigido a apresentação do ‘passaporte da vacina’ para entrar em shows, congressos, jogos de futebol, entre outros eventos, com público superior a 500 pessoas. O Paraná, se quiser ter um fim de ano diferente, precisa estimular a vacinação e, se for o caso, restringir o acesso de algumas pessoas”, pontua.
Com o mesmo teor, e apresentada em abril deste ano, o projeto de lei 180/2021, de autoria dos deputados Ademar Traiano (PSDB), Alexandre Curi (PSB) e Luiz Claudio Romanelli (PSB) também regulamenta o acesso a serviços púbicos ou privados com o objetivo de fazer com que o Estado alcance a meta de vacinação em todos os grupos.
Os projetos – As duas propostas pedem a comprovação de vacinação contra Covid-19 para o ingresso em creches, estabelecimentos de ensino fundamental, médio e superior, públicos ou particulares, de crianças, alunos, professores, funcionários e prestadores de serviço.
O certificado também deverá ser obrigatório para viajar em ônibus, trens, aeronaves, embarcações e ainda para a obtenção de documentos públicos, inscrição em concursos públicos e ingresso em cargos públicos.
A exigência só será feita ao público que já foi coberto pelo cronograma estabelecido pelas secretarias estadual e municipais de Saúde para aplicação das vacinas.
Notícias Relacionadas
Deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD) destaca papel da UENP no desenvolvimento do Norte Pioneiro
Leia mais
Em discurso no Plenário, líder da Oposição defende o fim da escala 6x1 e melhora da qualidade de vida dos trabalhadores
Deputado Arilson Chiorato (PT) relaciona a proposta da escala 5x2 ao fortalecimento da economia, à ampliação de direitos trabalhistas e à valorização da população brasileira.
Leia mais
Oposição destaca programa de renegociação de dívida do Governo Federal e aponta impactos no acesso ao crédito
Líder da Oposição na Casa, Arilson Chiorato (PT), afirma que o Desenrola 2.0 pode reduzir inadimplência e estimular a economia.
Leia mais
Dia da Pessoa com Visão Monocular fortalece debate sobre inclusão no Paraná
Lei estadual instituiu a data para ampliar a visibilidade sobre a deficiência sensorial e combater preconceitos.
Leia mais