Deputados defendem mobilização imediata no socorro às vítimas das enchentes no Paraná
De acordo com boletim da Defesa Civil divulgado na manhã de ontem, o retorno das fortes chuvas no Paraná afetou pelo menos 57 municípios do Estado, sobretudo nas regiões Oeste e Sudoeste.
Os deputados do Bloco PT-PDT na Assembleia Legislativa usaram a tribuna na sessão plenária desta segunda-feira (31) para manifestar solidariedade às vítimas atingidas pelas fortes chuvas no estado e para solicitar ação imediata dos órgãos governamentais no atendimento à população. De acordo com boletim da Defesa Civil divulgado na manhã de ontem, o retorno das fortes chuvas no Paraná afetou pelo menos 57 municípios do Estado, sobretudo nas regiões Oeste e Sudoeste.
Líder do Bloco, o deputado Professor Lemos (PT) defendeu a realização de uma força tarefa entre os órgãos governamentais para o atendimento imediato das demandas da população afetada. Segundo o parlamentar, “é preciso correr contra o relógio”.
“Em nome do Bloco PT-PDT manifesto a nossa solidariedade a toda população afetada pelas fortes chuvas que se intensificou nos últimos dias e trouxe grandes prejuízos para muitas famílias no nosso estado. Prejuízo na agricultura e nas cidades. Desde o final de semana temos recebido muitos pedidos de socorro, por isso, é importante que a Assembleia Legislativa, o governo estadual, o governo federal e os municípios façam uma força tarefa para socorrer essas pessoas. Temos comunidades que estão isoladas. Não basta sermos solidários, é preciso fazer mais, precisamos de ações para atender aquilo que é mais urgente. Precisamos correr contra o relógio”.
A deputada Luciana Rafagnin (PT) destacou os resultados dos estragos causados pelas fortes chuvas e cobrou ação imediata do governo estadual. Luciana manifestou preocupação com os pequenos agricultores e disse que o apoio do estado é fundamental para a “reorganização e recomeço das suas vidas”.
“De acordo com a defesa Civil, 57 municípios foram atingidos pelas chuvas nos últimos dias. Cerca de 780 pessoas estão desabrigadas e 1.800 desalojadas. Em torno de 30 mil casas foram danificadas e 26 completamente destruídas. Isso é muito triste e preocupante. Nós precisamos sim, mostrar a nossa solidariedade, mas o momento requer ação do governo estadual. Também é muito preocupante a situação no campo. Muitos agricultores perderam toda a sua plantação e, além da nossa solidariedade, eles precisam do apoio do Estado para poder se reorganizar e recomeçar a sua vida”.
Na mesma linha, o deputado Renato Freitas (PT) destacou a necessidade de mobilização imediata para atender as famílias atingidas e reforçou a necessidade de políticas públicas de médio e longo prazo com capacidade de planejamento e prevenção.
“É necessária uma mobilização intensa e imediata em prol de todas as famílias que estão perdendo tudo o que tem ou aqueles pequenos agricultores que estão tendo um grande prejuízo na lavoura. Sobretudo, é necessário exigir do poder público políticas imediatas de médio e longo prazo que tenham capacidade de planejamento e prevenção das enchentes. As políticas e as obras de drenagens são previsíveis. Em Curitiba, por exemplo, o bairro Parolin sempre alaga, assim como o Caximba, a favela da Shalon. A população dessas áreas está em pânico, perdendo o que tem, e vivem com medo da mesma chuva que a qualquer momento pode atingir essas comunidades. Isso pode ser evitado pelo poder público”.
Governo Federal
O governo do Presidente Lula não está medindo esforços para auxiliar o estado do Paraná no socorro às vítimas das enchentes. Uma reunião realizada no último dia 20 contou a participação de parlamentares, prefeitos, vereadores e representantes do Governo do Estado e Defesa Civil para tratar do assunto.
Durante o encontro, o ministro do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, enfatizou a importância da sinergia entre o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), as bancadas estaduais e municipais e os Poderes Executivos locais no enfrentamento a desastres naturais, de maneira a garantir celeridade no atendimento à população afetada. “Essa é a nossa forma de atuação desde o dia 1º de janeiro de 2023, por determinação do presidente Lula. Nós aplicamos isso nas 27 unidades da federação”, afirmou.
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