Segundo a parlamentar, o aumento ocorre em um cenário marcado por quedas constantes e oscilações no fornecimento de energia, afetando famílias, pequenos negócios e também o setor produtivo. “É inadmissível aumentar a conta de luz de quem já sofre com um serviço precário. A população paga mais caro e continua convivendo com apagões”, destacou.
O impacto também se estende ao setor produtivo. Para consumidores de alta tensão, como indústrias e grandes comércios, o reajuste médio chega a 19,5%. Em alguns casos, os percentuais são ainda mais elevados, podendo ultrapassar 50% para grandes indústrias e 45% para unidades de médio porte.
Além dos impactos no dia a dia das cidades, a deputada aponta que os problemas também atingem o meio rural, com prejuízos recorrentes dentro das propriedades, como queima de equipamentos, perdas na produção e danos à criação de animais. Para Luciana, a situação evidencia um descompasso entre o lucro da empresa e a qualidade do serviço entregue à população.
A deputada também questiona os efeitos da privatização da companhia, apontando piora no atendimento, aumento das interrupções e demora no restabelecimento da energia, especialmente em regiões como Oeste e Sudoeste do Paraná.
Atuação e denúncias
Nos últimos meses, Luciana tem intensificado a cobrança por providências. A parlamentar já entregou relatórios à Copel pedindo ações urgentes para conter os apagões e melhorar a qualidade do serviço.
Entre os pontos levantados, estão os prejuízos enfrentados por produtores rurais, especialmente nas cadeias de leite, frango e peixe, com destaque para municípios como Cascavel e Sulina. A deputada também questionou a alta taxa de pedidos de indenização não atendidos e criticou a ausência de representantes da Copel em reuniões com a população afetada.
Além disso, participou da articulação de audiências públicas para debater o problema e buscar soluções junto aos órgãos responsáveis.
Ao final, a parlamentar reforça que, além de criticar o reajuste, tem denunciado de forma contínua os apagões no Paraná, cobrando medidas concretas para garantir um serviço de energia eficiente e evitar novos prejuízos à população, tanto nas cidades quanto no campo.