Francisco Beltrão recebe audiência pública para discutir privatização da Copel nesta quinta-feira (1º)
Nesta quinta-feira (01/06) uma audiência pública vai discutir com toda a sociedade de Francisco Beltrão a privatização da Companhia Paranaense de Energia (Copel). O evento, organizado pela Frente Parlamentar das Estatais e Empresas Públicas, está marcado às 18 horas na Associação dos funcionários da Copel. O objetivo é ouvir representantes da sociedade civil organizada e também copelianas e copelianos.
Para o coordenador da Frente Parlamentar das Estatais e Empresas Públicas, deputado Arilson Chiorato (PT), o diálogo com diferentes setores da sociedade é importante para ter uma visão mais ampla do processo. “Precisamos ouvir os funcionários da maior empresa pública do Paraná, para ter conhecimento das condições de trabalho, da qualidade da prestação de serviço, além de apresentarmos dados sobre a condição financeira da empresa, que é superavitária, e estratégica para a economia paranaense”, afirma o deputado Arilson.
“A entrega da Copel ao mercado financeiro só beneficiará os acionistas, como já vem acontecendo, uma vez que só se importam apenas com o retorno de seus investimentos, e não com os investimentos necessários para o Paraná crescer. O que não falta é queixa em diferentes regiões do Paraná sobre queda de energia elétrica, em especial nos pequenos municípios. A Copel não precisa ser vendida, precisa ser cuidada e administrada por pessoas que pensem no bem-estar coletivo e no desenvolvimento econômico e social do estado”, diz o coordenador da Frente das Estatais.
A deputada Luciana Rafagnin (PT), que já confirmou a presença na audiência pública, chama a atenção para o papel social da Copel. “Hoje, a Copel também cumpre com a função social, através da tarifa social, o que beneficia muitas famílias. Ao ser vendida, como vão ficar essas famílias? Uma empresa privada teria o mesmo compromisso?”, questiona a parlamentar.
Luciana Rafagnin observa ainda que a Copel é uma empresa rentável ao Paraná. “Não podemos permitir que a Copel possa ser vendida da forma que está sendo feito. De forma alguma podemos aceitar que o Estado se desfaça da maior companhia energética”, afirma.
Já confirmaram presença no evento centrais sindicais, sindicatos, movimentos sociais, deputados membros da Frente Parlamentar em Defesa das Estatais e representantes da Frente Popular e Democrática em Defesa da Copel e de partidos políticos.
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