Há mais de 30 anos ela encanta e embala os mais diversos públicos com suas interpretações
Ela é comunicativa, carismática, tem bom astral e ama cantar.
Sibele do Rocio Kispergher, funcionária da TV Assembleia, no Legislativo Paranaense, ama a música e há mais de 30 anos anima e embala os mais diversos públicos com um repertório bem variado. A vontade de cantar veio naturalmente e começou com idas frequentes aos karaokês, incentivadas pelos amigos de trabalho. “Eu nem pensava em cantar, mas com 20 anos eu tinha uma turma que me chamava para cantar em karaokê, depois do trabalho. E cinco anos depois e após muito incentivo montei minha primeira banda”, relembrou.
Com 25 anos de idade, Sibele montou a Banda Remelexo voltada às músicas de Axé, em alta na época. Para se tornarem conhecidos do público, começaram tocando de graça durante cinco dias em um festival no Pavilhão de Exposições do Parque Barigui, em Curitiba. “Aquilo deu tão certo, que nos chamaram para fazer mais repertórios. E o show que era de uma hora virou quatro, a banda cresceu e tocou em bailes de formaturas e casamentos por 22 anos”, recordou.
Com o passar do tempo e as mudanças nas escolhas do repertório e preferências musicais do público, o bolero, o samba, o forró e a valsa – tocados por anos pela banda em bailes de formatura e casamento –, foram sendo substituídos pelo funk e o sertanejo, por exemplo.
Essa mudança musical, fez com que Sibele parasse com a banda e seguisse para algo mais leve e para outro público. “Comecei a tocar para um público mais velho, para casais em jantares dançantes”. Essa mudança de ritmo quatro anos, até ser convidada para ser vocalista de uma banda de disco music. Neste período, mais duas bandas foram criadas por ela: a Baile Skiva e o Grupo Quattro. “Todas para se adaptar as mudanças ocorridas nos 22 anos de Banda Remelexo”, observou.
Czar Rock
A Czar Rock, contou Sibele, surgiu faz uns cinco anos e de um convite feito via redes sociais. “Depois da disco music eu queria parar porque eu estava cansada de cantar, de administrar, de vender, mas isso durou pouco”, afirmou.
A “pausa” na carreira durou apenas uma semana, porque ela recebeu um recado/convite via página “Tô Sem Banda”, do Facebook. “Eu tinha esquecido que participava do grupo e alguém me mandou um recado: estamos montando uma banda de rock e precisamos de uma vocalista”.
Ela aceitou o desafio, apresentou seu repertório baseado no rock clássico e um mês depois eles já estavam se conhecendo e tocando juntos. Assim nascia a Czar Rock, com um rock pop mais leve ao estilo U2 e Guns N’ Roses e com interpretações musicais internacionais. “Deu certo e hoje já fazemos de oito a 10 shows por mês. Só não fazemos mais apresentações porque todos os músicos da banda têm outras atividades profissionais e também não temos mais pique para mais show”.
Stage Trio
Já o Stage Trio é bem mais novo. “O trio surgiu de uma conversa com o Pato (baterista Ruben Horácio Romero, da Banda Blindagem). Ele me ligou e me convidou para montar um grupo, mas para tocar um som mais leve, um repertório mais light com clássicos nacionais, internacionais e, se preciso for, até Jovem Guarda”, disse ao explicar que a ideia não era montar o trio para se apresentar em bares e fazer o pessoal dançar, mas sim para fazer eventos temáticos, jantares, coisas mais leves.
O trio é comandado por ela e por dois ex-integrantes da Banda Blindagem: o baterista Ruben Horácio Romero, mais conhecido como Ruben Pato Romero e o guitarrista Alberto Rodriguez Ovelar.
O trio tem pouco mais de seis meses e nesta quinta-feira (07), no Comunicação & Arte na Assembleia, projeto comando pela Diretoria de Comunicação da Casa, fez sua primeira apresentação junta. “Estamos no começo e enfrentando algumas dificuldades, porque tanto a Blindagem, quanto a Czar tem seus shows agendados ai fica difícil conciliar as agendas”, explicou, ao comentar que a apresentação no Legislativo tinha uma experiência diferente. “Desde que nos unimos essa é a primeira vez que conseguimos tocar juntos para um público. É muita emoção”. Para ela poder tocar com integrantes da Banda Blindagem é uma emoção muito grande. “Sempre fui muito fã deles e comecei a cantar escutando os discos deles. Tocar com eles é uma experiência sensacional”, afirmou.
Homenagem
A única inspiração musical que Sibele tem na família vem de uma prima de segundo grau, a Gisele Canto, viúva do Saul Trumpet. Ela é professora de canto e produtora musical. “Músico na família só ela mesmo”, afirmou, ao comentar que em mais de 30 anos de vida musical sua família nunca a viu cantar. “Eles são muito reservados e não se interessam por show, nem por eventos em bares. Isso me deixa muito triste”, contou.
Mas, ao se apresentar no Comunicação & Arte na Assembleia, desta quinta-feira (07), ela homenageou seus pais tocando a música “Only You”, do Platters. “É a música da vida deles. Escutava minha mãe cantar essa canção quando eu era pequena e como uma forma de homenagear e presenteá-los, escolhi esta canção”. Eles, que tem 85 anos, completaram 60 anos de casamento em outubro e como homenagem Sibele irá enviar um vídeo com a música para eles.
E o segredo para conciliar o trabalho e as atividades das bandas? Só com “remédio para acalmar e Maracugina para dormir. Porque é muito trabalho mesmo”.
Mas ela não reclama, porque a música para ela é a “o ar que eu respiro”.
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