Hospitais terão que comunicar sobre o nascimento de crianças com fissura labiopalatal
Hospitais públicos e privados do Paraná deverão informar a instituições de apoio, filantrópicas ou privadas, sobre os casos de bebês nascidos com fissura labiopalatal. É o que prevê um projeto de lei que passou em terceiro turno de votação na sessão plenária desta terça-feira (8) da Assembleia Legislativa do Paraná. A proposta é do deputado Márcio Pacheco (DEM) e especifica algumas entidades para serem informadas, de acordo com a proximidade do hospital: entre elas, as Associações de Portadores de Fissura labiopalatal de Cascavel, Maringá, Curitiba, Londrina, Ponta Grossa e União da Vitória. Pela proposta, a comunicação deverá ser feita em até 15 dias depois do parto. E pode ser feita por via eletrônica ou qualquer outro meio que seja confiável.
Segundo o parlamentar, o objetivo é aprimorar o serviço no estado e fazer o tratamento gratuito o mais cedo possível.
(Sobe som)
A fissura labiopalatal é uma má formação congênita, popularmente conhecida como lábio leporino. É uma abertura na região do lábio ou palato. Essa abertura resulta do desenvolvimento incompleto do lábio ou do palato (céu da boca) antes de nascer, que são formados durante os três primeiros meses de gestação.
Em cada 650 crianças nascidas, uma tem fissura labiopalatal. Suas causas podem ser por uso de álcool, drogas ou cigarros, a realização de raios X na região abdominal, ingestão de medicamentos, como anticonvulsivantes ou corticoide, durante o primeiro trimestre gestacional, deficiência nutricional, além da hereditariedade. A má formação também pode excluir e estigmatizar o portador, já que provoca deformações funcionais e estéticas no rosto. O tratamento envolve uma gama de profissionais: especialistas em cirurgia plástica, pediatria, nutrologia, otorrinolaringologia, buco-maxilo-facial, ortodontia, serviço social, fonoaudiologia e enfermagem. Cada criança deve fazer, durante a vida, uma média de cinco cirurgias e passar por pelo menos cinco consultas por ano.
O deputado Márcio Pacheco lembrou que a comunicação é simples e vai beneficiar muitas famílias, que poderão ter informações claras e técnicas sobre o problema.
(Sobe som)
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