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Isfer Critica o Autoritarismo do Ministério do Meio Ambiente
19h05
por Julio Cesar Lima
Fonte: Matéria de responsabilidade do gabinete do deputado Marcos Isfer
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ISFER CRITICA O AUTORITARISMO DO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTECuritiba (PR) – A determinação do Ministério do Meio Ambiente e do Ibama que novas áreas de preservação nos estados do Paraná e Santa Catarina, ainda não foi totalmente aprovada pelos setores produtivos e pelos moradores das regiões atingidas no Paraná. A proposta foi criticada nesta terça (3), pelo deputado estadual Marcos Isfer (PPS), durante a sessão da Assembléia Legislativa. Isfer considerou autoritária a postura dos órgãos federais que não discutiram previamente com a população sobre as medidas a serem tomadas. “O governo do PT, que sempre se posicionou como popular e democrático, chegou com um pacote pronto e tentou, através de algumas audiências públicas, a aprovação dos diversos segmentos sociais das regiões”, disse. A criação das oito áreas de preservação inclui uma área total de 122,8 mil hectares para proteção integral e 419,2 mil hectares de uso sustentável. No Paraná, a criação de dois refúgios de vida silvestre nos municípios de Palmas e General Carneiro atingiria 16 mil hectares, cerca de 10% da área total do município de Palmas, além de ter mais 10 quilômetros de área de entorno. Na semana passada, a população protestou e não permitiu a realização da audiência que aconteceria na Prefeitura. Segundo informações do chefe do Departamento de Agropecuária e Meio Ambiente de Palmas, José Antônio Bueno, em todas as propriedades rurais do município ocorrem preservações ambientais. Bueno lembra que existem propriedades com 20% de reserva legal e outras que ultrapassam a 40% de preservação permanente. Ele acredita que os proprietários rurais que mais preservaram o meio ambiente serão os maiores penalizados, pois a implantação dessas unidades, viria inviabilizar suas atividades econômicas, sem o ressarcimento justo. Na opinião do deputado, o governo federal está equivocado em lançar mão de projetos em áreas que desconhece. “O exemplo de Palmas é importante, pois todos nós somos favoráveis à preservação, mas elas devem acontecer nas regiões em que ocorrem depredações, não em locais anteriormente conservados”, disse, lembrando que o prefeito de Imbituva foi avisado sobre a audiência em seu município, somente duas horas antes do início. “Isso não é democracia”, finalizou. Nesta quarta-feira (4), está prevista uma manifestação em Ponta Grossa contra a criação das reservas. As lideranças locais acreditam que as áreas devem ser demarcadas somente depois de todos os setores envolvidos serem ouvidos.Assessoria de ImprensaJulio Cesar LimaMTB.21091/SP9611.9163Fonte: Prefeitura de Palmas
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