La Bailaora
Servidora da Diretoria Financeira descobriu na dança flamenca uma paixão
Vinda de União da Vitória, ela já havia estudado dança. Quando surgiu a oportunidade de viver em Curitiba, não teve dúvidas: se matriculou na aula de flamenco. De lá pra cá, são 10 anos de muito estudo e passos de dança. Daniela acabou se tornando uma bailaora – a bailarina de flamenco.
Ela, no entanto, não se considera uma bailarina, apesar de já ter se apresentado em teatros como o Guairinha e o Regina Vogue. “É só um hobby, sou uma estudante. O flamenco é um estudo constante, é preciso muito treinamento”, diz ela, que faz aulas duas vezes por semana. “O que mais me atrai na prática é a música. O flamenco é uma dança que exige o acompanhamento musical. Sem isso não é nada”, explica.
Para Daniela, a dança traz muitos benefícios. “O flamenco mistura arte, erudição, consciência corporal e postura. É minha academia e serve para aliviar o estresse”, comenta. De acordo com ela, qualquer pessoa pode praticar. “No tablado, não tem idade, peso, sexo. É uma paixão interna”.
Daniela se recorda com carinho do dia em que viu em Curitiba a apresentação do bailarino espanhol Antônio Gades (1936-2004), uma das grandes expressões da dança flamenca mundial. Ou de quando participou de um workshop com Farruquito (1982), um das expressões atuais do flamenco. “Participar disso foi um dos momentos emocionantes da minha vida”, relembra.
Cante, toque e baile
O flamenco é a junção da música, do canto e da dança, originada da mescla das culturas cigana e mourisca, com forte influência árabe e judaica. A cultura do flamenco é associada principalmente às regiões da Andaluzia, Múrcia e Estremadura, na Espanha. Em 2010, o flamenco foi declarado património cultural imaterial da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.
No início, o flamenco consistia apenas de canto (cante) sem acompanhamento. Depois, começou a ser acompanhado por violão ou guitarra (toque), palmas, sapateado e dança (baile). Instrumentos como o cajón, as castanholas, violino celo e flauta foram sendo introduzidos na prática com o tempo.
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