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Será neste domingo (27) - a partir das 13h, da Praça 19 de Dezembro até a Praça Nossa Senhora da Salete - a Parada Gay em Curitiba. A manifestação organizada pela Appad (Associação Paranaense da Parada da Diversidade) promove cidadania e saúde de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT). A partir das 17h, em frente ao Palácio do Iguaçu, a parada terá shows e apresentações. A violência contra LGBT no Paraná e o incentivo ao teste de aids serão temas abordados com destaque na edição deste ano. Dados do centro de referência “João Antonio Mascarenhas”, apontam que 18 assassinatos de homossexuais foram registrados no estado no primeiro semestre de 2009.HOMOFOBIA - Para o coordenador do centro, Márcio Marins, este número pode ser maior já que muitos crimes não são denunciados ou registrados como homofóbicos. “Infelizmente o número de assassinatos e de outros tipos de discriminação são maiores, por isso a parada deste ano incentivará a comunidade LGBT e familiares a denunciarem a violência e a discriminação, além de acessarem serviços de apoio e de combate a homofobia”, diz Marins. A Appad estima em 20 milhões de pessoas que ainda não gozam da cidadania plena. O resultado das paradas pode ser visto na ampliação das políticas públicas para o segmento, bem como no debate à respeito do assunto na sociedade, servindo para diminuir o estigma e desmistificar as diversas manifestações da sexualidade. PRECONCEITO - Uma pesquisa divulgada recentemente pela Fundação Perseu Abramo revela que 92% dos entrevistados em 150 municípios espalhados pelo país reconheceram que existe preconceito contra LGBT e 28% declararam seu próprio preconceito - índice este cinco vezes superior ao preconceito contra negros e idosos identificado pela mesma fundação.Registros do Grupo Gay da Bahia informam que pelo menos 2.992 homossexuais foram assassinados no Brasil desde 1980, muitos barbaramente. Atualmente, em média, uma pessoa LGBT é assassinada a cada três dias no Brasil. Um fato que caracteriza os assassinatos é que a maioria dos casos não é esclarecida e os perpetradores não são julgados e punidos. Mais informações: www.paradadadiversidade.org.br.
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