Entre Nós

O homem do "olho de Curitiba"

Trajano Budola / Alep
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nani destaque
nani destaque Foto: Kleyton Presidente / Alep

Em 22 de novembro de 2002, Curitiba se tornou referência nacional em arte e cultura. A inauguração do Museu Oscar Niemeyer (MON) foi um marco que mudou a paisagem do Centro Cívico e incluiu a capital do Paraná no roteiro arquitetônico nacional. Pudera. A grandiosidade do projeto assinado pelo maior nome da arquitetura brasileira deu ares novos ao bairro onde se tomam as decisões dos três poderes do Estado.

Este período foi documentado pelo fotógrafo paranaense Nani Gois, fotógrafo da presidência da Alep. A edição destes relatos foi feita pelo jornalista Nilson Monteiro que se emocionou ao saber da história. Em um bate papo descontraído, Nani e Nilson contam, emocionados, como foi a seleção das fotos selecionadas para o segundo livro do fotógrafo.

Nani fala da rotina que estabeleceu para acompanhar as etapas da construção, das fotos preferidas e do encontro com o ícone Oscar Niemeyer, segundo ele, “quase por acaso”. O notório terror do arquiteto carioca por voos de avião possibilitou ao fotógrafo captar um close de Niemeyer em frente ao “Olho”. “Eu estava em frente à obra, dias antes da inauguração, quando Niemeyer desceu de um carro vindo de viagem do Rio de Janeiro. Eu não sabia que ele ia estar lá antes da inauguração. Foi uma sorte”, conta Nani.

Jaime Lerner, governador do Estado naquela época, disse com o conhecimento de arquiteto por formação, que Nani conseguiu captar o significado daquela obra. “Mais do que imagens, ele registrou o espírito de um sonho”, frisa Lerner.

Desde 22 de novembro de 2012, o Museu do Olho, o MON, como ficou conhecido não só no país, mas também no exterior, abriga referências importantes da criação artística e, se transformou, além de “orgulho” paranaense, com 35 mil metros quadrados de área construída e mais de 17 mil metros quadrados de área para exposições de artistas de todo o mundo, na “praia do curitibano”, aos fins de semana.

 “Nani Góis acompanhou, diariamente, durante seis meses, a construção do museu, agarrado à sua máquina, às suas lentes e à sua extrema sensibilidade, voltado especialmente àqueles que o construíram. São milhares de fotos (as mais antigas arquivadas em rolos ou em slides), das quais foi necessária uma seleção, quem sabe injusta, para a publicação deste livro, que é outra magia ou, como a causa da existência do museu, uma obra de arte. Aliás, o próprio MON, que tem múltiplas funções, é uma belíssima obra de arte”, comenta o jornalista Nilson Monteiro.

Em encadernação luxuosa, bilíngue, a publicação tem 276 páginas e 20 depoimentos de pessoas escolhidas pelo próprio autor. Desde um texto de Niemeyer, publicado no dia da inauguração do museu, na Folha de S. Paulo, aos da primeira e da atual diretora do MON, respectivamente Maristela Quarenghi de Mello e Silva e Juliana Vellozo Almeida Vosnika.    

As milhares de fotos das estruturas sendo erguidas pelos operários e um desfecho marcado pela visita do próprio Oscar Niemeyer, dias antes da inauguração, estão no livro O Olho de Curitiba, que será lançado na terça-feira (24), às 19 horas, no museu. 

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