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“O reajuste para repor as perdas salariais deveria ser maior, e não de 5%”, critica o líder da Oposição, deputado Arilson Chiorato (PT)

Oposição aprovou reajuste do Executivo para evitar perda de prazo, mas discorda das prioridades do governo.

Deputado Arilson Chiorato (PT), líder da Oposição na Casa.
Deputado Arilson Chiorato (PT), líder da Oposição na Casa. Créditos: Orlando Kissner/Alep

A Bancada de Oposição votou a favor do reajuste de 5% aos servidores públicos do Paraná para que não fossem prejudicados pela perda do prazo legal para a concessão do aumento antes das restrições do período eleitoral. A votação ocorreu nesta terça-feira (31), na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

O percentual proposto pelo Poder Executivo, que basicamente repõe a inflação dos últimos 12 meses, representa uma fatia ínfima diante da defasagem salarial, que chega a 52% em algumas categorias, como a dos professores.

Para o líder da Oposição, deputado Arilson Chiorato (PT), o pacote apresentado pelo Executivo não responde às demandas reais dos servidores públicos. “Infelizmente, não é o que o servidor precisa. Porém, ou aprovávamos, ou os servidores ficariam sem aumento. Resolvemos aprovar, sem discussão, para garantir o mínimo a quem mantém os serviços do Estado em dia”, afirmou.

Segundo o líder da Oposição, a principal reivindicação dos professores, por exemplo, era a reposição de 12,84%, referente às perdas acumuladas entre agosto de 2023 e abril de 2025, o que não foi atendido. Para o deputado Arilson, o Governo do Paraná apresentou uma resposta inferior ao problema.

“Os servidores não são ouvidos pelo governador Ratinho há quase oito anos, mas ele sabe que existe uma defasagem acumulada, que corrói os salários. Porém, mais uma vez, tomou uma decisão política que não beneficia o povo. O governo Ratinho só tem dinheiro para conceder isenção fiscal aos grandes empresários, infelizmente”, critica.

De acordo com o líder da Oposição, a Bancada decidiu não obstruir a tramitação para garantir o reajuste, mesmo que o valor esteja longe do ideal. “O servidor público sustenta áreas essenciais do Estado. Merece valorização de verdade. O que foi apresentado não resolve a defasagem e não atende ao que as categorias reivindicam. Porém, se discutíssemos o projeto, como ele merecia, os servidores ficariam sem reajuste. A Oposição percebeu a estratégia e garantiu os 5% aos servidores”, afirmou.

Projetos

Um dos projetos encaminhados, o PL 323/2026, concede revisão geral anual de 5% aos servidores da administração direta e autárquica do Poder Executivo. O reajuste será pago em parcela única, com efeitos a partir de maio de 2026.

Apesar de alcançar parte do funcionalismo, o projeto não contempla todos os servidores. Categorias que passaram ou passarão por reestruturação em 2026 ficam fora da revisão. Isso inclui áreas importantes, o que, de acordo com a Oposição, gera distorções dentro do próprio serviço público.

Já outro projeto (nº 322/2026) altera as tabelas salariais de cargos de base do funcionalismo. A proposta unifica os vencimentos de funções como agentes administrativos, trabalhadores da saúde, da educação e das universidades.

A proposta organiza a estrutura, mas não resolve o principal problema, segundo o deputado Arilson. “O Governo Ratinho Jr. mexe na tabela, mas não valoriza o servidor. Quem está na base continua com salário baixo”, afirmou.

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