Paraná pode ter 40 mil migrantes e refugiados
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Um panorama sobre o atendimento a migrantes no Paraná começou a ser traçado durante audiência da CPI dos Migrantes e Refugiados da Assembleia Legislativa do Paraná nesta quarta-feira (29). Representantes da Secretaria de Estado da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos (Seju) e da Cáritas Brasileira falaram sobre as dificuldades enfrentadas pelo poder público, pelas organizações sociais e, principalmente, pelos estrangeiros que procuraram no Brasil a chance para uma vida melhor.
O presidente da comissão, deputado Hussein Bakri (PSD) ressaltou a importância de debater o tema e conhecer a realidade enfrentada pelos migrantes e refugiados para propor ações que possa melhorar a estrutura para acolhimento no Paraná.
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O primeiro obstáculo é a falta de dados concretos sobre a permanência de migrantes e refugiados no Brasil. A única referência são os pedidos de refúgio encaminhados ao Comitê Nacional para os Refugiados, ligado ao Ministério das Relações Exteriores. De 2010 a 2015, foram registradas 28 mil solicitações no Paraná. Desse total, menos de 9 mil vistos foram concedidos. No entanto, os números reais podem ser muito superiores como explica a diretora do Departamento de Recursos Humanos da Seju, Regina Bley.
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Segundo o comitê, quase metade desses refugiados são haitianos. Na sequência, aparecem senegaleses, sírios, bengaleses, nigerianos e angolanos. O Paraná abriga estrangeiros de 79 nacionalidades diferentes. Um das sugestões apresentadas aos deputados foi a realização de um mapeamento sobre a presença de estrangeiros no estado. Para Elizete Santana Oliveira, assistente social da Cáritas Brasileira Regional Paraná, a criação de um banco de dados pode facilitar a adoção de politicas públicas.
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Depois de instalados no país, outra dificuldade tem sido a validação de diplomas universitários que pode facilitar o acesso ao mercado de trabalho. O último levantamento indica que o Paraná tem 119.312 trabalhadores estrangeiros com carteira assinada. A maioria deles está concentrada nas cidades de Curitiba, Cascavel e Foz do Iguaçu.
A CPI tem como relator o deputado Cobra Repórter (PSD).
Da Assembleia Legislativa do Paraná, repórter Kharina Guimarães.
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