Participação de toda sociedade é vital para coibir violência contra mulher Afirmação é da desembargadora Ana Lúcia Lourenço, que coordena grupo de proteção feminina do Tribunal de Justiça do Paraná.

31/08/2022 09h50 | por Thiago Alonso
A desembargadora Ana Lúcia Lourenço, que coordena grupo de proteção feminina do Tribunal de Justiça do Paraná, é a convidada do programa Assembleia Entrevista desta quinta-feira (1º),

A desembargadora Ana Lúcia Lourenço, que coordena grupo de proteção feminina do Tribunal de Justiça do Paraná, é a convidada do programa Assembleia Entrevista desta quinta-feira (1º),Créditos: Orlando Kissner/Alep

A desembargadora Ana Lúcia Lourenço, que coordena grupo de proteção feminina do Tribunal de Justiça do Paraná, é a convidada do programa Assembleia Entrevista desta quinta-feira (1º),

A cada hora mais de 500 mulheres são vítimas de algum tipo de violência no Brasil. Para transformar os dados alarmantes, toda a sociedade pode e deve contribuir. É o que afirmou a desembargadora Ana Lúcia Lourenço, da coordenadoria da Mulher em situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid), do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), que tratou do assunto no programa Assembleia Entrevista, da TV Assembleia. Ela frisou que o envolvimento de todos, por meio de denúncias, é necessário para proteger as mulheres. A conversa com a desembargadora vai ao nesta quinta-feira (1º), às 11 horas, na TV Assembleia.

Ana Lúcia Loureço comentou que a maioria das denúncias parte das próprias vítimas. Em sua visão, no entanto, se outras pessoas também denunciassem, o trabalho de grupos de proteção às mulheres teria resultado mais significativo. “As pessoas dificilmente denunciam. É difícil recebermos denúncias de terceiros. Mas quem presenciar sinais de violência doméstica pode fazer a denúncia. Isso é questão de saúde e segurança pública”, reforçou. “Não tenha receio de fazer. Esta é uma maneira de contribuir para melhorarmos esse ambiente. Se todos não nos propusermos, não haverá mudança”, complementou a desembargadora.

Aliado a isso, a especialista explicou que a própria vítima deve denunciar agressores. “A maior dificuldade está no poder decisório da mulher em fazer a denúncia. Ela precisa estar fortalecida. Quando procura ajuda, tem que haver alguém que faça essa sensibilização. O mais importante é dizer que a decisão é da mulher”, disse.

De acordo com dados da pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública com o Instituto Data Folha, mais de 4.600 casos de violência doméstica contra a mulher são registrados por mês no Paraná. Nos primeiros seis meses de 2021 foram 27.881 ocorrências no Estado, uma média de quatro mil casos por mês. Em janeiro de 2022, estatísticas apontaram o crescimento de 46% dos casos de violência contra a mulher em Curitiba.

Devido a estes dados, o trabalho de órgãos especializados na defesa feminina é tão importante, destacou a desembargadora. Segundo o TJ-PR, em todo o Estado são quase 30 mil mulheres com medidas protetivas de urgência aplicadas pela Justiça. Em 2022, mais de nove mil delas estão em Curitiba.  “A Cevid existe em todos os tribunais do País desde 2011. A Coordenadoria é uma maneira de cada tribunal criar políticas públicas e apoiar o trabalho de servidores e magistrados, criando convênios com outros órgãos para instituir mecanismos de prevenção e combate à violência”, explicou.

A coordenadoria da Mulher em situação de Violência Doméstica e Familiar trabalha em conjunto com uma rede de apoio extensa, contando com a contribuição da Casa da Mulher Brasileira, da patrulha Maria da Penha, da guarda municipal, das casas de abrigo para mulheres vítimas de violência, da Central de Atendimento à Mulher, da Defensoria da Mulher, da Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa, das delegacias especializadas, entre outros. “A Cevid é uma forma de contribuirmos para minimizar o sofrimento dessas vítimas”, reforçou.

A entrevista completa pode ser conferida na programação da TV Assembleia a partir desta quinta-feira (1º). O Assembleia Entrevista ouve pessoas da comunidade que se destacam por trabalhos e serviços que prestam à população. A atração, que vai ao ar às quintas-feiras, às 11 horas, com reprises ao longo da semana, tem como cenário o Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná.

 

 

 

 

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