“Passamos por uma epidemia de insuficiência renal crônica”, diz médico
Especialista em transplante de rim, Carlos Marmanillo concedeu entrevista à TV Assembleia.
Os rins são os órgãos responsáveis por filtrar resíduos e excesso de líquido do sangue. Quando eles começam a falhar, estes resíduos passam a se acumular. Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, isso é mais comum do que parece. Os sintomas renais se desenvolvem lentamente e não são específicos. Algumas pessoas simplesmente não apresentam sinais da doença. Por isso o médico Carlos Marmanillo, chefe do Serviço de Transplante Renal do Hospital Angelina Caron, faz um alerta: é preciso dar atenção aos rins, pois o Brasil vive uma epidemia de pessoas com insuficiência renal. O especialista falou ao programa Assembleia Entrevista, da TV Assembleia, que vai ao ar nesta quinta-feira (18), às 11 horas.
Estima-se que no Brasil ocorram cerca de dois milhões de casos novos por ano. “Muitos pacientes podem a passar ser renais crônicos e nem sabem. Chegam ao ambulatório sem sequer ter passado por um nefrologista na vida e entram em diálise. O rim não dá sintomas. Temos uma epidemia de insuficiência renal crônica no Brasil e no mundo. O transplante é o fim da linha, pois a prevenção não foi feita”, explicou o médico.
Como os sintomas não são específicos, o diagnóstico é feito por um exame laboratorial. Nas fases iniciais, medicamentos ajudam a controlar o problema. Já em fases posteriores, pode ser necessário realizar filtragem do sangue com uma máquina (diálise) ou fazer um transplante. Nesse momento é que entra o trabalho do médico Carlos Marmanillo, que destacou a importância das pessoas consultarem um nefrologista. “Esta é uma realidade que precisamos transformar. Só o esclarecimento muda isso”, reforçou.
O especialista explicou que existe um cálculo que avalia a capacidade de filtragem do rim. “É normal quando está entre 80 e 100%. Quando essa capacidade cai para 15%, o paciente tem de se preparar para a diálise. Quando chega a 10%, tem que ir para o transplante”, contou. Para evitar que isso ocorra, é precisa fazer o diagnóstico. “Dois exames fecham o diagnóstico: a dosagem de creatinina no sangue e o exame de urina de rotina. São exames simples e baratos”.
Além desses assuntos, o médico explicou sobre as funções do rim e como foram realizados os trabalhos de transplante durante a pandemia. A entrevista completa pode ser conferida na programação da TV Assembleia e nas redes sociais do Legislativo. O Assembleia Entrevista ouve pessoas da comunidade que se destacam por trabalhos e serviços que prestam à população. A atração, que vai ao ar às quintas-feiras, às 11 horas, com reprises ao longo da semana, tem como cenário o Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná.
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